Rivais Vitória de Guimarães e Sporting de Braga em final minhota inédita

Os rivais minhotos Vitória de Guimarães e Sporting de Braga defrontam-se no sábado numa inédita final da Taça da Liga de futebol, com os vimaranenses em estreia e os bracarenses à procura do quatro troféu.

Lusa /
Os dois rivais empataram esta época na sexta jornada da I Liga (1-1), em Guimarães, para a 35.ª igualdade da história entre ambos | Lusa

A partir das 20h00, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, onde se disputa pela sétima vez a final a quatro da mais jovem competição do futebol profissional português, os dois clubes decidem a 19.ª edição, sendo que o vencedor sucederá ao Benfica, recordista de conquistas, com oito.

O Sporting de Braga afastou as ‘águias’ nas meias-finais (3-1), na quarta-feira, com golos do espanhol Pau Víctor, do uruguaio Rodrigo Zalazar e do sueco Gustaf Lagerbielke, contra um penálti do grego Pavlidis.

Ao imporem a primeira derrota interna ao Benfica em 2025/26, os minhotos passaram a ser a única equipa presente em quatro frentes esta época e estão na final da Taça da Liga pela sexta vez, após as vitórias em 2012/13, 2019/20, no seu estádio, e 2023/24 e as derrotas em 2016/17 e 2020/21.

O Sporting de Braga vincou a supremacia dos minhotos sobre os lisboetas na ‘final four’, um dia depois de o Vitória de Guimarães bater o bicampeão português Sporting (2-1), tendo o suplente senegalês Alioune Ndoye invertido, já em tempo de compensação, o tento do colombiano Luis Suárez.

Quase 10 anos depois da última final, os vimaranenses tornaram-se o 12.º clube a discutir a Taça da Liga e cobiçam o terceiro troféu nacional da sua história, sendo que não ganham desde 2012/13, quando, sob comando de Rui Vitória, venceram a Taça de Portugal, na última vez em que bateram o Benfica (2-1), com Soudani e Ricardo Pereira a inverterem o golo inicial de Gaitán para as ‘águias’.

Além desse êxito, o Vitória tem outras seis presenças no jogo decisivo da Taça de Portugal, em 1941/42, 1962/63, 1975/76, 1987/88, 2010/11 e 2016/17, tendo sido derrotado por Belenenses, Sporting, Boavista, FC Porto (duas vezes) e Benfica, os cinco campeões nacionais da história.

Os vitorianos procuram completar o pleno de triunfos nas taças nacionais - com exceção da I Liga -, ao juntar a Taça da Liga à Taça de Portugal e à Supertaça Cândido de Oliveira, erguida em 1988, numa disputa a duas mãos com o FC Porto, que antecedeu as derrotas em 2011, 2013 e 2017.

Valeram, então, ao Vitória de Guimarães, comandado pelo brasileiro Geninho, os golos de N’Dinga e Décio no triunfo por 2-0 na primeira mão, disputada em Guimarães, sem que o FC Porto, de Quinito, conseguisse melhor do que o empate 0-0 no segundo jogo, no antigo Estádio das Antas.

Um triunfo sobre o Sporting de Braga permitirá aos ‘conquistadores’ entrarem no restrito lote de clubes com, pelo menos, três troféus nacionais distintos.

Benfica, FC Porto e Sporting venceram as cinco principais competições de âmbito nacional da história - incluindo o já extinto Campeonato de Portugal, precursor da Taça de Portugal -, enquanto o Boavista tem um campeonato, cinco Taças de Portugal e três Supertaças, com o Belenenses a acumular um campeonato, três Taças de Portugal e três Campeonatos de Portugal.

O Sporting de Braga ganhou três Taças de Portugal e três Taças da Liga, mais uma singular Taça Federação Portuguesa de Futebol, acima do Vitória de Setúbal, com três Taças de Portugal e a primeira Taça da Liga.

Os ‘arsenalistas’ ostentam 18 presenças em decisões de troféus nacionais e seguem totalistas em finais da Taça da Liga sem presença dos ‘grandes’, somando uma derrota com o Moreirense (1-0), quarto de seis emblemas a entrarem no palmarés, em 2016/17, e uma vitória sobre o Estoril Praia, no desempate por penáltis (5-4), depois do 1-1 nos 90 minutos, em 2023/24.

Sporting de Braga e Vitória de Guimarães nunca discutiram finais, mas, nos 160 embates anteriores, debateram-se na fase mais adiantada de provas a eliminar nos quartos de final da Taça de Portugal de 2012/13, com triunfo caseiro dos vimaranenses (2-1, após prolongamento), e da Taça da Liga de 2024/25, quando os bracarenses triunfaram na condição de anfitriões (2-1).

Os dois rivais empataram esta época na sexta jornada da I Liga (1-1), em Guimarães, para a 35.ª igualdade da história entre ambos, num histórico encabeçado pelo Sporting de Braga, com 64 triunfos, três acima do Vitória.


Em caso de triunfo, os ‘arsenalistas’, que fecharam as últimas oito edições da I Liga entre os quatro primeiros classificados, a par dos ‘grandes’, vão erguer troféus pela sexta vez no século XXI, e quinta vez na última década.

Cenário antagónico colocará o Vitória de Guimarães no palmarés da Taça da Liga, formado por Benfica (oito troféus), Sporting (quatro), Sporting de Braga (três), FC Porto (um), Moreirense (um) e Vitória de Setúbal (um).

Sporting de Braga disputa sexta final à procura de igualar Sporting
O Sporting de Braga vai disputar, no sábado, a sexta final da Taça da Liga e tentar ganhar o quarto troféu diante do grande rival minhoto Vitória de Guimarães, numa final inédita no futebol português.

Os bracarenses ganharam a prova em 2012/13, 2019/20 e 2023/24, tendo perdido mais duas finais, em 2016/17 e 2020/21, e após o triunfo por 3-1 sobre o Benfica, na quarta-feira, disputam pela primeira vez com os vimaranenses o jogo decisivo de uma prova a eliminar, igualando na lista de vencedores o Sporting, com quatro troféus, em caso de vitória.

A primeira conquista chegou a 13 de abril de 2013, no Estácio Cidade de Coimbra, diante do FC Porto. Com José Peseiro como treinador, o Sporting de Braga venceu por 1-0, com um golo de penálti de Alan a terminar a primeira parte.

Além das três Taças da Liga, o Sporting de Braga conta no seu currículo com três Taças de Portugal (1965/66, 2015/16 e 2020/21) e dois troféus relativos a provas que já não se disputam: a Taça Intertoto (2008/09) e Taça Federação Portuguesa de Futebol (1976/77, única edição). Os ‘arsenalistas’ somam ainda dois campeonatos da então denominada II Divisão (1946/47 e 1963/64).
Além do extremo brasileiro, pontificavam jogadores como o guarda-redes Quim, Custódio, Mossoró ou Hugo Viana, médios que não permitiram que Ruben Amorim saísse do banco de suplentes.

Num FC Porto orientado por Vítor Pereira, o agora bracarense João Moutinho e o treinador adjunto de Francesco Farioli nos ‘dragões’, Lucho González, foram titulares, com o capitão do Benfica, Otamendi, a ser também chamado a jogo.

Sete anos depois, em 25 de janeiro de 2020, numa final disputada em casa, o Sporting de Braga derrotou outra vez o FC Porto por 1-0, agora com o golo a ser marcado por Ricardo Horta no período de descontos.

Os minhotos eram então treinados por Ruben Amorim, que conquistou, assim, o seu primeiro troféu da carreira, e além de Horta, destacavam-se nomes como Matheus, Palhinha, Galeno ou Paulinho.

Em 2024, no dia 27 de janeiro, em Leiria, a equipa bracarense logrou o ‘tri’, com uma vitória suada sobre o Estoril Praia no desempate por grandes penalidades (5-4), depois do empate 1-1 no final do tempo regulamentar.

Cassiano pôs os ‘canarinhos’ na frente de grande penalidade, aos seis minutos, mas um grande golo de Ricardo Horta (20) empatou a partida, desatada na marcação de penáltis – só Tiago Araújo falhou, dando a vitória aos ‘arsenalistas’ orientados por Artur Jorge.

A primeira final perdida aconteceu em 29 de janeiro de 2017, no Estádio do Algarve, com os bracarenses, então sob comando técnico de Jorge Simão, a não conseguirem materializar o favoritismo diante do Moreirense de Augusto Inácio, que venceu por 1-0, com um golo de Cauê, de grande penalidade.

O outro desaire surgiu em 23 de janeiro de 2021, em Leiria, quando os minhotos de Carlos Carvalhal claudicaram por 1-0 face ao Sporting de Rúben Amorim, com o golo solitário a ser marcado por Pedro Porro.





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