Sporting de Braga costuma impor-se ao Vitória em jogos das taças

O Sporting de Braga apresenta vantagem nos confrontos com o Vitória de Guimarães para as competições nacionais de futebol a eliminar, antes do duelo minhoto na final da Taça da Liga, no sábado, em Leiria.

Lusa /
Foto: Arquivo Lusa

O historial de clássicos – excetuando campeonato - mostra que os ‘arsenalistas’ venceram 10 encontros, que os vitorianos triunfaram em três ocasiões e que houve ainda quatro empates nas partidas disputadas entre clubes vizinhos e rivais para a Taça de Portugal, para a Taça da Liga e para a Taça Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que vigorou apenas na época 1976/77.

O primeiro clássico minhoto em jogos para as taças remonta a 24 de maio de 1959, quando o Sporting de Braga recebeu e venceu o Vitória de Guimarães por 4-0, na primeira mão dos oitavos de final da Taça de Portugal, com um ‘bis’ de Ricardo Velez, antes do ‘insuficiente’ triunfo vitoriano por 2-0 na segunda mão, em Guimarães, quatro dias depois.

Os vizinhos reencontraram-se nos oitavos da prova ‘rainha’ de 1966/67, com os bracarenses a triunfarem nos dois jogos, primeiro em Guimarães, por 2-1, e depois em casa, por 5-0, o resultado mais desnivelado dos ‘clássicos’ minhotos a eliminar.

A formação ‘vermelha e branca’ também se impôs ao rival de Guimarães na única edição da Taça FPF, que viria a conquistar, ao garantir o primeiro lugar do Grupo A, logo à frente do Vitória, com um empate em casa, antes de vencer na ‘cidade berço’, por 1-0, com um golo de Chico Faria.

Na temporada seguinte, 1977/78, quando as eliminatórias da Taça de Portugal já se disputavam a uma só mão, Vitória e Braga reeditaram o clássico na quarta eliminatória e empataram 1-1 em Braga, resultado que motivou o desempate em Guimarães, no qual os ‘arsenalistas’ viriam a golear por 4-0, com o extremo Lito a sobressair, com um ‘bis’.

O conjunto de Guimarães vingou-se dessa eliminação duas épocas depois, em 1979/80, noutro jogo relativo à quarta ronda da ‘prova rainha’, em que os bracarenses estiveram a vencer por 1-0, com golo de Chico Faria, e os vitorianos operaram a reviravolta com um ‘bis’ de Mundinho, avançado que representou os dois clubes.

Após um hiato de 22 anos, Vitória e Sporting de Braga encontraram-se para a quinta eliminatória da Taça de Portugal no final de 2001, com a igualdade em Guimarães (2-2) a ditar o jogo de desempate em Braga, onde a equipa anfitriã seria feliz, ao vencer por 2-1.


Os vimaranenses eliminaram de novo os ‘arsenalistas’ na época 2012/13, a caminho da única ocasião em que ergueram a Taça de Portugal, ao vencerem por 2-1 nos quartos de final, com golos de Barrientos, ao minuto um e 90+3, já no prolongamento, após o internacional luso Éder igualar aos 85.

O Sporting de Braga voltou a afirmar o seu domínio sobre o rival em jogos a eliminar duas temporadas depois, com um triunfo por 2-1 em reduto alheio para a quarta ronda da prova ‘rainha’, com golos de Rafa Silva e Pardo a imporem-se ao tento de André André, e triunfou de novo no embate porventura mais ‘dramático’ entre os rivais para a Taça.

Em 11 de janeiro de 2023, num jogo dos oitavos de final da edição 2022/23 da Taça de Portugal, o Vitória chegou ao intervalo a vencer por 2-0, com golos de Anderson Silva e de Jota Silva, mas o conjunto bracarense operou a reviravolta num intervalo de cinco minutos, já após os 80, com um ‘bis’ de Abel Ruiz e um outro golo de Vitinha.

Para a Taça da Liga, verificou-se um triunfo da equipa ‘arsenalista’ no primeiro embate, em Braga, para a fase de grupos da edição 2010/11, por 3-1, um empate sem golos, em Guimarães, para a fase de grupos da edição 2012/13, que os bracarenses venceram, e novo triunfo da equipa ‘vermelha e branca’ nos quartos de final da edição 2024/25, por 2-1.


Nesse jogo disputado no Estádio Municipal de Braga, em 31 de outubro de 2024, os vimaranenses adiantaram-se aos 10 minutos, por Nuno Santos, antes de Niakaté empatar, aos 22, e de Bruma consumar a reviravolta, aos 75, na conversão de um penálti sancionado após recurso ao videoárbitro, que gerou queixas do presidente vitoriano, António Miguel Cardoso, após o apito final.

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