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Jorge Braz quer passar linha ténue entre sucesso e insucesso

Jorge Braz quer passar linha ténue entre sucesso e insucesso

O selecionador português de futsal, Jorge Braz, assumiu hoje que a linha ténue entre o sucesso e insucesso passa pelo confronto com a Bélgica, a contar para os quartos de final do Campeonato da Europa.

Lusa /
Foto: Tiago Petinga-Lusa

"Isto é a linha ténue entre o sucesso e o insucesso. Perder este jogo implica irmos para casa. Ganhar este jogo implica irmos até ao fim. Perder este jogo é insucesso total. Eles sabem, têm experiência suficiente para isso. Sabemos muito bem o que queremos, mas estamos focados no duelo e que passemos essa ‘linha’ com muita convicção e confiança”, vincou, em conferência de imprensa de antevisão ao jogo.

Depois do derradeiro apronto na Arena Stozice, na cidade eslovena de Liubliana, o selecionador elogiou a turma belga, que joga de forma “muito intuitiva”, num jogo “sempre imprevisível e aleatório”, o qual cumprem “com bastante competência”.

“É uma equipa que quer ter bola no pé, construir, ir ‘um para um’, tem bola parada. Tem jogadores que gostam de jogar, mas nós também. Muito mais focados no que temos de fazer e como vamos realçar Portugal. Temos de ser o foco central”, disse.

Já o universal Erick Mendonça garantiu que Portugal está “mais do que preparado” para a fase a eliminar, a começar com um “desafio muito grande” frente à Bélgica, apesar de, na fase de grupos, o adversário apenas ter vencido um dos três duelos realizados.

“Sabemos perfeitamente as capacidades da Bélgica. Se, em algum momento, nós duvidarmos, temos o ‘staff’ que nos ‘dá nas orelhas’ e não nos permite relaxar. Em fase a eliminar é completamente diferente. Vão entrar com Portugal já preparados para o que aí vem e com uma abordagem totalmente diferente”, considerou Erick Mendonça.

O jogador, dos espanhóis do FC Barcelona, apontou que o momento da transição “pode ser benéfico” para Portugal, que procura neste Europeu reagir à eliminação nos quartos de final do Mundial2024, após três fases finais consecutivas de êxito.

“Este grupo, se já ganhando muitas vezes tinha ‘fome’ de vencer, então tendo um orgulho ferido é ainda mais perigoso. Não concordo quando se diz que não correu bem. Não se pode chamar ‘fracasso’. Aprendemos muito e acho que nós estamos melhores agora”, salientou o futsalista, de 30 anos e internacional em 88 partidas.

Portugal, bicampeão europeu em título, após as conquistas das edições de 2018 e 2022, defronta a Bélgica nos quartos de final do Campeonato da Europa de futsal, no domingo, a partir das 16:00 locais (15:00 em Lisboa), na Arena Stozice, em Liubliana.

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