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Depois da depressão Kristin. A resposta aos danos e a evolução do estado do tempo

Estádio em Rio Maior vistoriado antes do Casa Pia-FC Porto

Estádio em Rio Maior vistoriado antes do Casa Pia-FC Porto

O Estádio Municipal de Rio Maior vai ser vistoriado na sexta-feira, face aos danos provocados pelo mau tempo, que podem afetar a receção do Casa Pia ao FC Porto, da I Liga de futebol.

Lusa /
Manuel Fernando Araújo - Lusa

"O Casa Pia informa que, na sequência dos danos provocados pela recente tempestade na estrutura do Estádio de Rio Maior, será realizada amanhã [sexta-feira] uma vistoria conjunta ao recinto desportivo", informou o clube, em comunicado.

Na quinta-feira, o administrador da Desmor, empresa municipal que gere o complexo desportivo de Rio Maior, disse à agência Lusa que o mau tempo provocou estragos em diversas infraestruturas, mas que a intenção era manter o jogo de encerramento da 20.ª jornada da I Liga na segunda-feira.

"Esta inspeção contará com a presença da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, da Desmor e do Casa Pia, com o objetivo de avaliar as condições de segurança e de utilização do estádio", acrescentaram os lisboetas, cujos jogos como anfitrião são disputados em Rio Maior.

O líder isolado FC Porto, com 55 pontos, tem a visita ao Casa Pia, 16.º antepenúltimo classificado, em vaga de acesso ao play-off de manutenção, com 15, agendada para segunda-feira, às 20:45, no Estádio Municipal daquela cidade ribatejana, que foi alvo de intervenções nas últimas horas.

"A preferência do Casa Pia é manter a realização do jogo em Rio Maior. No entanto, caso se conclua que não estão reunidas as condições necessárias, as entidades envolvidas irão, em conjunto, procurar uma solução alternativa para a realização do próximo encontro, não estando prevista qualquer alteração ao calendário", explicaram os `gansos`.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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