Dakar2026: João Ferreira em 14.º após primeira etapa, Alex Pinto é 2.º nos SSV

O piloto português João Ferreira (Toyota Hilux) foi hoje 14.º classificado na primeira das 13 etapas do rali Dakar de todo-o-terreno, que se disputa até 17 de janeiro na Arábia Saudita.

Lusa /
Reuters

Numa etapa com 305 quilómetros cronometrados com partida e chegada em Yanbu, João Ferreira gastou mais 4.16 minutos do que o vencedor, o belga Guillaume de Mévius (Mini), com o qatari Nasser Al-Attiyah (Dacia Sandrider) na segunda posição, a 40 segundos, e o checo Martin Prokop (Ford Ranger) em terceiro, a 1.27 minutos.

“Foi uma etapa longa, muito exigente do ponto de vista da navegação”, explicou o piloto natural de Leiria, no final de uma etapa para a qual largou na nona posição.

Isso obrigou o piloto a perder “algum tempo ao ultrapassar pilotos mais lentos”.

“Mas fizemos escolhas conscientes e mantivemos a concentração. Havia zonas entre desfiladeiros onde era fácil perder referências. Optámos por um ritmo equilibrado, sem cometer riscos desnecessários, e conseguimos seguir a estratégia traçada para o dia. Amanhã, teoricamente, a desvantagem de hoje pode tornar‑se uma vantagem, porque a posição de partida será mais favorável para definir o ritmo da etapa”, sublinhou

O piloto da Toyota Gazoo Racing South Africa e SVR acrescenta que “mais do que ganhar tempo, o importante foi manter consistência e sair da etapa com boas sensações, num Dakar que se percebe desde já que se constrói com paciência, foco e leitura estratégica da corrida”.

Já Maria Gameiro (Mini) foi 99.ª, depois de uma penalização de dois minutos, ocupando idêntica posição na geral dos automóveis.

Ainda nas quatro rodas, mas nos veículos ligeiros, o campeão mundial Alexandre Pinto (Polaris RZR) foi o segundo mais rápido da categoria dos SSV (veículos derivados de série), gastando mais 3.36 minutos do que o vencedor, o francês Xavier de Soultrait (Polaris RZR).

“Foi uma etapa limpinha para nós e sem problemas. Era uma etapa muito fácil de danificar o carro. Havia muita pedra e exigia muita atenção. Era uma etapa fácil, mas ao mesmo tempo fácil de danificar o carro”, referiu Alexandre Pinto, no final do setor seletivo.

Gonçalo Guerreiro (Polaris RZR) foi quinto nesta categoria, a 4.33 minutos, com João Monteiro (Can-Am) em 12.º e João Dias (Polaris RZR) em 15.º. Hélder Rodrigues (Polaris RZR) terminou em 21.º, já com uma penalização de sete minutos.

Nos Challenger, Rui Carneiro (MMP) foi o 10.º mais rápido, com Pedro Gonçalves (BBR) em 12.º.

Nas duas rodas, o espanhol Edgar Canet (KTM) continua a fazer história, depois de no sábado se ter tornado no mais novo de sempre, aos 20 anos, a vencer uma etapa (prólogo). Hoje repetiu a dose, batendo o australiano Daniel Sanders (KTM) por 1.02 minutos, com o norte-americano Ricky Brabec (Honda) em terceiro, a 01.32.

O português Martim Ventura (Honda) terminou a tirada em 11.º, a 11.31 minutos do vencedor, fechando como segundo classificado da classe Rally 2, no seu ano de estreia.

Bruno Santos (Husqvarna) é 26.º, Pedro Pinheiro (Husqvarna) o 56.º e Nuno Silva (KTM) o 101.º.

Nos camiões, o navegador português Paulo Fiúza, que acompanha o piloto lituano Vaidotas Zala (Iveco) está às portas do pódio, na quarta posição.

Segunda-feira disputa-se a segunda etapa, entre Yanbu e Al-Ula, com 400 quilómetros cronometrados, em que a pedra volta a ser protagonista.
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