Dakar2026. Paulo Fiúza, Nasser Al-Attiyah e Ricky Brabec perto da vitória final

O português Paulo Fiúza ficou hoje mais perto de fazer história no rali Dakar de todo-o-terreno, cuja 48.ª edição termina no sábado, na Arábia Saudita, ao assegurar a liderança nos camiões.

Lusa /
Reuters

Fiúza, que navega para o piloto lituano Vaidotas Zala (Iveco), terminou a 12.ª e penúltima etapa na segunda posição, a 06.56 minutos do vencedor do dia, o neerlandês Mitchel van den Brink (MMT).

Com este resultado, a equipa do português, que inclui ainda o mecânico neerlandês Max van Grol, segurou a liderança da categoria, com 21.24 minutos de avanço para o checo Ales Loprais (Iveco).

Nos automóveis, o português João Ferreira (Toyota Hilux) terminou a tirada entre Al Henakiyah e Yanbu, com 311 quilómetros cronometrados, na 19.ª posição e ocupa idêntico lugar à geral, depois de dois furos que o obrigaram a gastar os dois pneus suplentes.

“No Dakar, tudo pode mudar em poucos quilómetros e hoje voltámos a sentir isso bem cedo. Dois furos no início da etapa tiraram-nos qualquer hipótese de lutar por um resultado semelhante ao de ontem [quinta-feira], mas a prioridade foi manter a cabeça fria e cumprir a missão de acabar esta maratona”, disse o piloto leiriense, que se manifestou “focado em terminar o Dakar da melhor forma possível”.

Já Maria Gameiro (Mini) foi 66.ª e ascendeu à 68ª posição da geral, liderança a Taça das Senhoras.

Hoje, a etapa foi ganha pelo qatari Nasser Al-Attiyah (Dacia Sandrider), que igualou, assim, o francês Stephane Peterhansel, com 50 triunfos em etapas. O piloto francês continua a ser, contudo, o mais vencedor da história do rali, com 83 triunfos entre motas (33) e carros (50), somando 14 triunfos à geral (seis nas motas e oito nos automóveis).

Al-Attiyah bateu o norte-americano Mitch Guthrie (Ford Raptor) por 01.04 minutos e o australiano Toby Price (Toyota Hilux) por 1.25.

O drama foi vivido pelo espanhol Nani Roma (Ford Raptor), segundo classificado da geral, que sofreu um acidente a 500 metros da meta e arrancou uma roda do seu veículo. Conseguiu cruzar a linha de chegada da especial, mas teve de ser rebocado pela espanhola Laia Sanz até ao acampamento final, depois de ter ficado sem gasolina.

Ainda assim, conseguiu salvar o pódio, estando a 16.02 de Al-Attiyah. O sueco Mathias Ekstrom (Ford Raptor) roubou o terceiro lugar ao francês Sébastien Loeb (Dacia Sandrider), que hoje se perdeu a 20 quilómetros do final e ainda sofreu um furo nas pedras, descendo à quarta posição, a apenas 29 segundos do terceiro.

Nas motas, o norte-americano Ricky Brabec (Honda) cumpriu a tática delineada na véspera, em que parou antes do final, para hoje partir depois do seu principal adversário, o argentino Luciano Benavides (KTM).

Brabec venceu a especial, com 03.43 minutos de vantagem sobre o piloto da KTM, enquanto o português Martim Ventura (Honda) foi sexto classificado da geral, segundo das Rally 2. O piloto luso ocupa o degrau mais baixo do pódio nesta categoria, enquanto Brabec, da equipa Honda gerida pelo português Ruben Faria, saltou para o comando e ficou perto de triunfar pela terceira vez no Dakar (já tinha ganho em 2020 e 2024), tendo agora uma vantagem de 03.20 sobre Benavides.

Martim Ventura é 11.º da geral, Bruno Santos (Husqvarna) o 17.º e Nuno Silva é 85.º.

João Monteiro (Can-Am) brilhou nos SSV ao terminar no segundo lugar, a 06.55 minutos do argentino Gonzalez Ferioli (Can-Am), que venceu, ao passo que Hélder Rodrigues (Polaris) foi o oitavo.

Na geral, Monteiro é quarto classificado, a pouco mais de uma hora do pódio, enquanto Hélder Rodrigues é 23.º.

Nos Challenger, Rui Carneiro (MMP) foi 31.º, depois de na quinta-feira ter partido o motor do seu 'buggie' e ter chegado rebocado ao acampamento. Na geral é 18.º e Pedro Gonçalves (Taurus) é 11.º.

A 48.ª edição do rali Dakar termina no sábado, em Yanbu, com uma especial final de 105 quilómetros cronometrados.

PUB