F1 - GP China. A primeira vez de Rosberg
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Concluindo um fim de semana absolutamente brilhante, Nico
Rosberg tornou-se no mais recente vencedor na história da Fórmula 1.
Depois de alcançar a 1ª pole position da carreira e a primeira para a
Mercedes em mais de 56 anos, no Domingo, ele ratificou um domínio sem
questão ao vencer pela 1ª vez na carreira e dando também o primeiro
triunfo à marca alemã desde que Juan Manuel Fangio venceu o GP de Monza
em 1955.
Nico
Rosberg arrancou bem, não vacilando a partir da pole e cedo mostrando
que o W03 estava também consistente para os longos turnos de corrida. O
GP como se sabia, teve forte componente tática devido ao desgaste forte
dos compostos de pneus. A questão estava na correta gestão desse
desgaste, de modo a permitir que - se possível - se evitasse uma 3ª
paragem na box.
Aí a Mercedes foi rainha, pois aliou
vantagem competitiva sobre a McLaren com a capacidade de levar Rosberg
apenas 2 vezes à box para troca de pneumáticos. Interessante pensar como
a Mercedes que foi aniquilada no início da época pela forma como foi
capaz de fazer boa gestão de desgaste dos pneus, acabou na China a ser a
mais perfeita.
Nem
tudo correu bem para a Mercedes. Naquele que foi o único abandono de
corrida, a equipa perdeu Michael Schumacer logo após o primeiro pit
stop. O motivo foi uma porca de fixação do pneu mal colocada, obrigando
ao abandono do veterano alemão poucos metros à frente.
Lewis
Hamilton que começou a corrida com 5 posições de penalização por mudança
da caixa de velocidades, foi consistente, voltou a terminar no pódio.
Ainda não venceu mas 3 pódios dão-lhe a liderança do mundial
Jenson Button tentou o melhor, conseguindo no miolo da prova um ritmo
muito consistente. A aposta da McLaren num jogo de pneus macio para
garantir ao inglês encostar em Rosberg, acabou por não se revelar
suficiente. E no final da corrida, ainda pior, quando um azarado pit
stop o fez perder muito tempo e cair alguns lugares. Button ficou com 4
carros na frente. Recuperou o 2º posto depois de algum tempo, mas apenas
nas derradeiras voltas conseguiu rodar com pista livre à frente, algo
que lhe teria dado jeito mais cedo de modo a importunar Nico Rosberg.
A Red Bull fez corrida de altos e baixos.
Mark
Webber cedo optou por uma estratégia de 3 paragens. E foi sempre o
primeiro a fazer a troca em cada turno, esticando ao máximo a janela de
funcionamento do último composto médio, com o qual teve de fazer as
últimas 21 voltas de corrida. Voltou a ser 4º colocado no final, como
nas restantes provas do ano.
Já Vettel fez uma corrida
interessante, depois de partir de 11º, largou mal e caiu para 14º. Foi a
aposta na estratégia de 2 paragens que lhe garantiu escalar posições ao
longo da corrida, de trás para a frente, até ao 5º lugar. Chegou a ser
3º já nas últimas voltas depois de passar Raikkonen, mas os pneus que no
último turno duraram 25 voltas no seu caso, não davam para os últimos
momentos de corrida. Viu-se ultrapassado por Hamilton e Webber.
Kimi Raikkonen estava com ideias de levar a Lotus ao pódio e o seu
primeiro regresso lá depois de 2009. As coisas pareciam encaminhadas mas
a tática de prescindir de uma 3ª paragem para troca de pneus,
transformou num ápice a corrida de Kimi numa lástima. Em 2 voltas o
finlandês desceu de 2º para 12º colocado. E acabou ainda mais atrás, em
14º apenas.
Com a exceção de Kimi, a corrida foi até favorável aos pilotos que
optaram por apenas 2 paragens, incluindo além de Rosberg que venceu,
Grosjean que foi 6º, Senna 7º e Maldonado 8º.
A Williams fez uma
boa corrida, com ambos os carros nos pontos pela primeira vez desde o
GP de Singapura de 2010. Como referimos, Senna foi 7º e Maldonado 8º,
com o venezuelano a bater no braço o espanhol Fernando Alonso.
Depois da glória em Sepang, na Malásia, nem Ferrari, nem Sauber se podem
orgulhar muito do obtido em Xangai. E desta feita, além do Chassis, nem
o motor foi arma útil para a equipa de Maranello. Na Sauber, Kobayashi
de quem alguns esperariam uma grande corrida acabou perdido em 10º
depois de uma má largada que paece ter comprometido a confiança para
todo o GP. Sergio Perez que proporcionou grandes momentos de corrida, no
espectáculo a queimar borracha para deter Hamilton e outros, deu show
mas hoje de eficaz não teve nada, acabando em 11º fora dos pontos.
CLASSIFICAÇÃO FINAL DO GP DA CHINA
| 1. | Nico Rosberg | Mercedes GP | 1h36m26.929 | |
| 2. | Jenson Button | McLaren-Mercedes | +20.626 | |
| 3. | Lewis Hamilton | McLaren-Mercedes | +26.012 | |
| 4. | Mark Webber | Red Bull-Renault | +27.924 | |
| 5. | Sebastian Vettel | Red Bull-Renault | +30.483 | |
| 6. | Romain Grosjean | Lotus-Renault | +31.491 | |
| 7. | Bruno Senna | Williams-Renault | +34.597 | |
| 8. | Pastor Moldonado | Williams-Renault | +35.643 | |
| 9. | Fernando Alonso | Ferrari | +37.256 | |
| 10. | Kamui Kobayashi | Sauber-Ferrari | +38.720 | |
| 11. | Sergio Perez | Sauber-Ferrari | +41.066 | |
| 12. | Paul di Resta | Force India-Mercedes | +42.2 | |
| 13. | Felipe Massa | Ferrari | +42.7 | |
| 14. | Kimi Raikkonen | Lotus-Renault | +50.5 | |
| 15. | Nico Hulkenberg | Force India-Mercedes | +51.2 | |
| 16. | Jean-Eric Vergne | Toro Rosso-Ferrari | +51.7 | |
| 17. | Daniel Ricciardo | Toro Rosso-Ferrari | +1.03.1 | |
| 18. | Vitaly Petrov | Caterham-Renault | +1volta | |
| 19. | Timo Glock | Marussia-Cosworth | +1volta | |
| 20. | Charles Pic | Marussia-Cosworth | +2voltas | |
| 21. | Pedro de la Rosa | HRT-Cosworth | +2voltas | |
| 22. | Narain Karthikeyan | HRT-Cosworth | +2voltas | |
| 23. | Heikki Kovalainen | Caterham-Renault | +3voltas | |
|
Michael Schumacher | Mercedes GP | Roda solta | |
| VOLTA MAIS RÁPIDA | ||||
| Kamui Kobayashi | Sauber-Ferrari | 1:39.960 | ||
A Volta mais rápida ficou na posse de Kamui Kobayashi. O japonês fez também a sua estreia nesta variável e tronou-se no 2º japonês a fazê-lo, depois de Satoru Nakajima em 1989, no GP da Austrália.
Com o triunfo de Nico Rosberg, passam a ser 3 as famílias com vitórias de diferentes gerações na Fórmula 1. Depois de Graham e Damon Hill, Gilles e Jacques Villeneuve, agora Keke e Nico Rosberg. Keke Rosberg, ganhou a última das suas 5 vitórias na F1 em 1985 no GP da Austrália. Nico tornou-se o 103º piloto diferente a vencer na F1.
Para se perceber a competitividade desta temporada em 3 corridas houve 3 vencedores diferentes e tivemos já 6 pilotos diferentes no pódio, comparado com os 7 que lá subiram em todo o ano de 2011.
O resultado em Xangai leva Lewis Hamilton à liderança do Mundial com 45 pontos, contra 43 de Jenson Button. Fernando Alonso desceu para terceiro com 37. Segue-se Mark Webber com 36, Sebastian Vettel com 28 Nico Rosberg com 27 e Sergio Perez com 22.
No mundial de construtores, a McLAren lidera com 88 pontos, contra 64 da Red Bull, 37 da Ferrari e 31 da Sauber, Mercedes 26 e Lotus 24.
Apesar da polémica e incerteza, a FIA decidiu que o GP do Bahrain acontecerá na mesma, pelo que o circo da F1 voa ara Manama, onde 6ª feira começam já os treinos livres. No próximo fim de semana, é já a quarta etapa do Mundial.