Motores
Fórmula1
Pilotos de Fórmula 1 dizem que novas regras para os motores e chassis retiram parte da “bravura” da competição.
Antes do Grande Prémio da China, vários pilotos de Fórmula 1 afirmaram que as novas regras de motores e chassis para 2026 estão a retirar parte da “bravura” do desporto. Estas alterações — consideradas uma das maiores revisões regulamentares em décadas — aumentam o peso do sistema elétrico e tornam a gestão de energia mais estratégica.
Na corrida de abertura da temporada, na Austrália, houve opiniões divididas. Alguns elogiaram o aumento de ultrapassagens devido aos novos modos “Overtake” e “Boost”.
Outros disseram que a corrida parecia um videojogo, comparando-a a Mario Kart.
Carlos Sainz, da Williams, foi mais crítico, afirmando que não gosta de ver os carros perderem velocidade a meio das retas e de ter de levantar o pé em plena volta de qualificação. Para ele, isso prejudica a essência da Fórmula 1 e as ultrapassagens deixam de ser “reais”.
Outros disseram que a corrida parecia um videojogo, comparando-a a Mario Kart.
Como a componente elétrica tem agora mais impacto, os pilotos precisam gerir cuidadosamente a regeneração e o uso da energia. Isso leva-os, por vezes, a levantar o pé em retas de alta velocidade em vez de travar forte, para poupar bateria para outros momentos da volta.
Fernando Alonso comentou que, no passado, os pilotos “lutavam pela vida” em curvas rápidas e exigentes, destacando que o desafio físico e a coragem eram maiores.
Charles Leclerc, da Ferrari, disse que gostou da luta com George Russell no início da corrida anterior, mas reconheceu que as novas regras tornaram as disputas mais estratégicas e menos baseadas em travagens tardias. Segundo ele, agora é preciso pensar sempre nas consequências energéticas de cada manobra.
Oscar Piastri, da McLaren, concordou parcialmente, dizendo que o novo estilo de condução é diferente e que tentar “ser mais corajoso” nem sempre resulta em maior velocidade, sobretudo nas retas.
Ele observou que, na qualificação, quanto mais arriscava, mais lento ficava devido à gestão energética.