Mundial2010
Inglaterra em maus lençóis no Mundial
A haver um vencedor nesta enfadonha partida deveria ter sido a Argélia, que se apresentou combativa, organizada, tecnicista, mas a que faltou uma presença decisiva no sector atacante, o que contribuiu para que este se tenha tornado num dos jogos mais monótonos de todos os que já foram disputados neste Campeonato do Mundo.
A exibição da super-favorita Inglaterra foi confrangedora - nem parecia que a Selecção dirigida pelo técnico superstar Fabio Capello precisava de vencer esta partida, de modo a pôr-se a salvo de uma possível eliminação. Ao contrário, a equipa inglesa segue para a última jornada a precisar desesperadamente de uma vitória sobre aquela que foi até agora a melhor Selecção do Grupo C, a Eslovénia.
Os súbditos de Sua Majestade entraram apáticos no jogo de hoje frente à equipa do Norte de África, com os seus elementos nucleares na construção do jogo ofensivo (Lampard, Gerrard e Rooney) sem conseguirem dar o mínimo de profundidade e acutilância à manobra da equipa. Por outro lado, a exploração das faixas laterais era pouco mais do que incipiente, com a pequena excepção de Ashley Cole, mais incorformado, mas apenas sofrivelmente mais objectivo do que os companheiros do lado contrário, Lennon e Johnson.
Oportunidades de golo foram praticamente nulas de parte a parte, mas a Argélia compensava de certo modo essa ineficácia com um futebol mais ligado entre os diversos sectores, comandado pelo nosso bem conhecido Yebda, na fase de construção de jogo à saída para o ataque, e por Ziani, médio do Wolfsburgo, nos terrenos mais avançados.
Contudo, faltou físico aos argelinos para chegarem com perigo às imediações da baliza de David James, que esta noite apareceu no lugar de Green, caído em desgraça após o monumental frango contra os Estados Unidos.
Exceptuando o tal semi-virtuosismo argelino, este jogo foi, do primeiro ao último minuto, um lento e enfadonho desfiar de jogadas a que faltava, ou o princípio, ou o meio, ou o fim.
Basta dizer que o primeiro remate da partida surgiu num cabeceamento fraco de Yebda facilmente encaixado por James. Isto do lado da Argélia porque, do lado britânico, tal momento só chegou depois da meia hora, numa das duas únicas boas jogadas do encontro: grande defesa de Mbolhi a remate de Lampard, que recolheu, junto à marca de penálti, uma bola desviada por um defensor argelino após cruzamento de Lennon.
O segundo tempo nada trouxe de novo à partida. O pouquíssimo jogo ofensivo de Inglaterra era atabalhoado, desligado entre os seus sectores, e a Argélia tinha mais posse de bola, era mais lutadora, exercia até maior domínio territorial mas, à chegada ao bloco defensivo britânico, não tinha soluções - leia-se "poder de choque" para furar. Resultado: zero oportunidades de golo iminente.
À chegada ao último quarto de hora começou finalmente a ver-se um pouco mais de Gerrard, o que coincidiu com o período de maior pressão dos ingleses, a que se deveu também a entrada de Defoe em campo, para o lugar do físico, mas inconsequente, Heskey. Mas foi sol de pouca dura. O mortífero Rooney, esse nem se viu...
Olhando para a tabela do Grupo C, concluídas que estão duas das três jornadas, conclui-se facilmente que todas as quatro Selecções têm ainda hipóteses de apuramento para os oitavos de final da competição. Inclusivé a Argélia, que tem apenas um ponto e ainda não anotou qualquer golo até agora.
Tida como favorita à conquista do Campeonato do Mundo, a Inglaterra aparece em penúltimo lugar, com dois pontos resultantes de outros tantos empates. Nas posições de apuramento estão neste momento a Eslovénia, que deixou hoje fugir uma vantagem de dois golos (e a qualificação imediata para os oitavos) e acabou por empatar com os Estados Unidos, precisamente a Selecção que aparece em segundo lugar do Grupo: os balcânicos com quatro pontos, os americanos com dois - e com vantagem de golos marcados/sofridos relativamente a Inglaterra, terceira classificada.
Na próxima quarta-feira, teremos uma terceira jornada de morte no Grupo C:
Estados Unidos - Argélia
Eslovénia - Inglaterra
Olhando para o que já vimos no que diz respeito aos outros grupos, é caso para perguntar: o que se passa com as super-favoritas Selecções europeias?
Os súbditos de Sua Majestade entraram apáticos no jogo de hoje frente à equipa do Norte de África, com os seus elementos nucleares na construção do jogo ofensivo (Lampard, Gerrard e Rooney) sem conseguirem dar o mínimo de profundidade e acutilância à manobra da equipa. Por outro lado, a exploração das faixas laterais era pouco mais do que incipiente, com a pequena excepção de Ashley Cole, mais incorformado, mas apenas sofrivelmente mais objectivo do que os companheiros do lado contrário, Lennon e Johnson.
Oportunidades de golo foram praticamente nulas de parte a parte, mas a Argélia compensava de certo modo essa ineficácia com um futebol mais ligado entre os diversos sectores, comandado pelo nosso bem conhecido Yebda, na fase de construção de jogo à saída para o ataque, e por Ziani, médio do Wolfsburgo, nos terrenos mais avançados.
Contudo, faltou físico aos argelinos para chegarem com perigo às imediações da baliza de David James, que esta noite apareceu no lugar de Green, caído em desgraça após o monumental frango contra os Estados Unidos.
Exceptuando o tal semi-virtuosismo argelino, este jogo foi, do primeiro ao último minuto, um lento e enfadonho desfiar de jogadas a que faltava, ou o princípio, ou o meio, ou o fim.
Basta dizer que o primeiro remate da partida surgiu num cabeceamento fraco de Yebda facilmente encaixado por James. Isto do lado da Argélia porque, do lado britânico, tal momento só chegou depois da meia hora, numa das duas únicas boas jogadas do encontro: grande defesa de Mbolhi a remate de Lampard, que recolheu, junto à marca de penálti, uma bola desviada por um defensor argelino após cruzamento de Lennon.
O segundo tempo nada trouxe de novo à partida. O pouquíssimo jogo ofensivo de Inglaterra era atabalhoado, desligado entre os seus sectores, e a Argélia tinha mais posse de bola, era mais lutadora, exercia até maior domínio territorial mas, à chegada ao bloco defensivo britânico, não tinha soluções - leia-se "poder de choque" para furar. Resultado: zero oportunidades de golo iminente.
À chegada ao último quarto de hora começou finalmente a ver-se um pouco mais de Gerrard, o que coincidiu com o período de maior pressão dos ingleses, a que se deveu também a entrada de Defoe em campo, para o lugar do físico, mas inconsequente, Heskey. Mas foi sol de pouca dura. O mortífero Rooney, esse nem se viu...
Olhando para a tabela do Grupo C, concluídas que estão duas das três jornadas, conclui-se facilmente que todas as quatro Selecções têm ainda hipóteses de apuramento para os oitavos de final da competição. Inclusivé a Argélia, que tem apenas um ponto e ainda não anotou qualquer golo até agora.
Tida como favorita à conquista do Campeonato do Mundo, a Inglaterra aparece em penúltimo lugar, com dois pontos resultantes de outros tantos empates. Nas posições de apuramento estão neste momento a Eslovénia, que deixou hoje fugir uma vantagem de dois golos (e a qualificação imediata para os oitavos) e acabou por empatar com os Estados Unidos, precisamente a Selecção que aparece em segundo lugar do Grupo: os balcânicos com quatro pontos, os americanos com dois - e com vantagem de golos marcados/sofridos relativamente a Inglaterra, terceira classificada.
Na próxima quarta-feira, teremos uma terceira jornada de morte no Grupo C:
Estados Unidos - Argélia
Eslovénia - Inglaterra
Olhando para o que já vimos no que diz respeito aos outros grupos, é caso para perguntar: o que se passa com as super-favoritas Selecções europeias?