Carlos Queiroz deixa mensagem de balanço sem desvendar se futuro passa pelo Gana
O português Carlos Queiroz afirmou hoje que deixa o Mundial2026 futebol orgulhoso com o desempenho da seleção do Gana, mas também com "a insatisfação de quem quis sempre mais", sem desvendar um eventual prolongamento de contrato.
"Deixo essa jornada com orgulho no que conquistamos, mas também com a saudável insatisfação de quem sempre quis mais. Alcançar um nível superior nunca deveria ser o destino - deveria ser o início de ambições ainda maiores", escreveu o técnico português, numa mensagem divulgada na rede social Facebook.
Um dia depois da derrota frente à Colômbia (1-0), que ditou o afastamento do Gana nos 16 avos de final do Mundial2026, Carlos Queiroz, considerou que a eliminação, depois de uma vitória sobre o Panamá (1-0), um empate frente a Inglaterra (0-0) e uma derrota com a Croácia (2-1) na fase de grupos, não trouxe total satisfação desportiva, mas devolveu respeito e credibilidade.
"Não podemos reivindicar total satisfação desportiva, mas podemos dizer orgulhosamente que honramos as cores do Gana e restauramos o respeito e a credibilidade aos `Black Stars` no melhor palco do futebol", disse o técnico, que somou a sua quinta participação em Mundiais.
Carlos Queiroz, que chegou ao comando da seleção do Gana em abril, com um contrato até final do Mundial2026, considerou que o futuro da equipa africana não será construído apenas dentro de campo.
"O sucesso das Estrelas Negras tem de começar fora do campo, criando o melhor ambiente possível para preparar, proteger e desenvolver o extraordinário talento do futebol do Gana", escreveu.
Numa mensagem, que pode ser de despedida, e que termina com a frase "obrigado, Gana, a jornada começa agora", Queiroz assume que "foi uma honra e privilégio servir o país e as Estrelas Negras".
No final de junho, o ministro do Desporto do Gana admitiu a possibilidade de renovação de contrato com o técnico português, de 73, após o Mundial, que termina em 19 de julho.
"[Renovação] Seguramente é algo que vamos analisar (...) os ganeses já indicam que devemos mantê-lo por algum tempo", disse Kofi Adams, acrescentando: "Mas vamos terminar esse projeto. Temos o Mundial pela frente. Quando terminarmos, poderemos então decidir sobre o futuro de qualquer pessoa".
Carlos Queiroz participou pela quinta vez em fases finais, primeiro com Portugal, em 2010, e depois pelo Irão, em 2014, 2018 e 2022, igualando o recorde de presenças consecutivas do sérvio Bora Milutinovic - o brasileiro Carlos Alberto Parreira detém um máximo global de seis participações, mas não foram seguidas.
Em 35 anos de carreira, o técnico já comandou nove seleções, tais como Portugal (1991-1993 e 2008-2010), Emirados Árabes Unidos (1998-1999), África do Sul (2000-2002), Colômbia (2019-2020), Irão (2011-2019 e 2022), Egito (2021-2022), Qatar (2023), Omã (2025-2026) e Gana.
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