Mundial2026. Trump pressionou FIFA a suspender a punição de Folarin Balogun

Mundial2026. Trump pressionou FIFA a suspender a punição de Folarin Balogun

A FIFA anunciou no domingo que ia suspender a sua decisão de castigar o norte-americano Folarin Balogun por um jogo.

Mariana Ribeiro Soares - RTP / Adicionar como fonte informativa
Blake Dahlin - Reuters

Folarin Balogun foi suspenso depois de ter recebido um cartão vermelho direto no jogo dos EUA contra a Bósnia e Herzegovina, na passada quarta-feira. Com isto, Balogun deveria faltar ao jogo dos oitavos de final desta terça-feira, mas a FIFA anunciou no domingo que tinha suspendido o castigo.

O jornal britânico The Guardian adianta que o presidente norte-americano, Donald Trump, telefonou três vezes ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para o pressionar a revogar a sua decisão. Antes mesmo do anúncio da FIFA, Trump já tinha declarado que Balogun estaria presente no jogo de terça-feira contra a Bélgica.

"Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!", escreveu Trump na Truth Social.

Oficialmente, um cartão vermelho ou suspensão não pode ser contestado. No entanto, o comité disciplinar da Federação Internacional de Futebol explicou que tomou a decisão de acordo com o Artigo 27 do código disciplinar da FIFA, que permite a suspensão de cartões vermelhos desde que a infração não esteja relacionada com a manipulação de resultados.

Balogun ficará em período probatório de um ano, o que significa que o cartão vermelho tecnicamente ainda constará no seu registo. Se, durante este ano, Balogun cometer o que o código define como "outra infração de natureza e gravidade semelhantes", o atacante cumprirá então a suspensão de um jogo.

A FIFA já tinha utilizado o Artigo 27 para libertar Cristiano Ronaldo para ser titular nos jogos de abertura do Mundial por Portugal, após o cartão vermelho recebido contra a República da Irlanda.

Bélgica critica FIFA e recebe direito de recorrer
Após o anúncio da FIFA, a Real Associação Belga de Futebol (RBFA) emitiu um comunicado a afirmar que estava “perplexa” com a decisão e solicitou formalmente o recurso, que foi concedido.

"A fim de salvaguardar os direitos legítimos de todas as equipas participantes e proteger os princípios fundamentais do fair play no nosso desporto, tanto neste Campeonato do Mundo da FIFA como em futuras edições do torneio, a RBFA está a investigar todas as opções possíveis", lê-se no comunicado.

O selecionador da Bélgica, Rudi Garcia, comparou a decisão da FIFA a uma brincadeira de 1 de abril (dia das mentiras). “Eu não sabia que 5 de julho era equivalente a 1 de abril na FIFA”, disse Garcia em conferência de imprensa no domingo.

Por sua vez, o selecionador norte-americano, Mauricio Pochettino, saudou a decisão da FIFA de levantar o castigo de Balogun.

"Para mim, não há muito debate aqui, embora compreenda a perspetiva da Bélgica e o ponto de vista de Rudi", disse Pochettino aos jornalistas no domingo. "Percebo porque é que as pessoas confundem as coisas – as pessoas fazem sempre isso, porque há uma agenda para misturar as coisas – mas, neste caso, não acho que seja correto", acrescentou.

"Se alguém saiu prejudicado em toda esta situação, foram os Estados Unidos”, acrescentou. “Fomos punidos o suficiente contra a Bósnia-Herzegovina por jogar com dez homens por 30 minutos [por causa de] uma decisão completamente injusta. … 99,9% das pessoas concordam que o cartão vermelho foi injusto”.

A Federação de Futebol dos EUA (U.S. Soccer) também emitiu um comunicado a anunciar que estava “satisfeita” por Folarin Balogun estar apto para jogar na terça-feira.

Balogun está atualmente disponível para jogar na terça-feira, às 01h00, contra a Bélgica e espera-se que seja titular. O jogador de 25 anos é o melhor marcador dos EUA neste Mundial, com três golos em três jogos, incluindo o golo da vitória frente à Bósnia e Herzegovina na passada quarta-feira.
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