Reviravoltas de Inglaterra e Bélgica, EUA sem problemas

Reviravoltas de Inglaterra e Bélgica, EUA sem problemas

Inglaterra e Bélgica precisaram de reviravoltas ‘tardias’ para afastar quarta-feira República Democrática do Congo (2-1) e Senegal (3-2, após prolongamento), respetivamente, num quarto dia dos ’16 avos’ em que os Estados Unidos bateram sem dificuldades a Bósnia-Herzegovina (2-0).

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Reuters

Os ingleses ficaram cedo a perder por 1-0 e só deram a volta com dois golos de Harry Kane no último quarto de hora, e os belgas chegaram aos 85 minutos a perder por 2-0, mas ainda foram a tempo de forçar o tempo extra.

Para não variar, os bósnios, terceira equipa europeia a entrar em ação, também chegaram a meio a perder, mas não tiveram, de todo, a capacidade para dar a volta, nem mesmo quando os Estados Unidos ficaram com 10, aos 64 minutos, quando venciam apenas por 1-0.

A Inglaterra marcou encontro com o México, no domingo, na Cidade do México, enquanto belgas e norte-americanos vão medir forças na segunda-feira, em Seattle.

No primeiro jogo do dia, a República Democrática do Congo começou por surpreender a Inglaterra, ao inaugural o marcador aos sete minutos, com o ex-portista Chancel Mbemba a assistir para o golo de Brian Cipenga, ex-jogador de Boavista, Freamunde, Ideal, Anadia, Vilaverdense e Paços de Ferreira.

Os africanos, que tinham empatado Portugal no primeiro jogo (1-1), conseguiram levar a vantagem até ao quarto de hora final, mas, então, apareceu a categoria de Harry Kane, o ‘capitão’ dos ‘três leões’, a virar o jogo com um ‘bis’.

O avançado do Bayern Munique empatou de cabeça, aos 75 minutos, e fez o 2-1 final com um remate imparável de pé direito, após grande trabalho individual na área, aos 86, em ambas as ocasiões solicitado por Anthony Gordon – primeiro suplente a ‘bisar’ assistências num jogo a eliminar em Mundiais.

Com estes dois golos, Kane passou a somar cinco na edição 2026, menos um do que o argentino Lionel Messi e o francês Kylian Mbappé, e 13 em Mundiais, ultrapassando os 12 do brasileiro Pelé, e colocando-se ao lado do francês Just Fontaine no sexto lugar do ranking, sendo que, em 2025/26, já contabiliza 72, em 62 jogos.

A Inglaterra manteve-se, assim, na corrida a repetir o título de 1966, enquanto os congoleses despedem-se com a melhor participação, depois das três derrotas em 1974, como Zaire.

No outro jogo do dia entre africanos e europeus, o Senegal também começou melhor, com o goleador Ismaïla Sarr a acertar duas vezes no ‘ferro’, a segunda dando origem à recarga vitoriosa de Habib Diarra, aos 24 minutos.

Já na segunda parte, aos 51 minutos, Sarr conseguiu mesmo chegar aos quatro golos no Mundial2026 - igualou o melhor registo de um jogador africano, de Roger Milla, dos Camarões, em 1990 -, conferindo uma vantagem mais confortável aos senegaleses.

A Bélgica parecia derrotada, mas o jogo começou a mudar aos 85 minutos, quando Romelu Lukaku, entrado ao intervalo, reduziu, assistido por Thomas Meunier, lançado aos 78.

A um golo de distância, os belgas, também já com o benfiquista Dodi Lukebakio e o ex-benfiquista Diego Moreira em campo, conseguiram o empate pouco depois, aos 89 minutos, num cabeceamento de Youri Tielemans, após centro de Leandro Trossard, e de uma saída da baliza falhada do guarda-redes Mory Diaw.

No prolongamento, a Bélgica esteve quase sempre por cima e, já sobre o final, Lamine Camara carregou Tielmans na área, numa falta descortinada pelo VAR, e, frio, o médio belga não falhou o penálti, aos 120+5 minutos.

A fechar o dia, os Estados Unidos, que estarão pela oitava vez nos ‘oitavos’, não deram grandes hipóteses à Bósnia-Herzegovina, que teve o benfiquista Dedic em campo os 90 minutos.

Os norte-americanos adiantaram-se aos 45 minutos, com o terceiro golo na prova de Folarin Balogun, que festejou à LeBron James, mas acabou por ser infeliz na segunda parte, aos 64, com uma falta perigosa que lhe custou o vermelho direto.

Apesar de ter ficado reduzido a 10, o conjunto do argentino Mauricio Pochettino não se encolheu muito e, aos 82 minutos, sentenciou o apuramento, ao chegar ao segundo golo, apontado de livre direto por Malik Tillman.

Os Estados Unidos completaram, assim, o pleno de apuramentos para os ‘oitavos’ dos coanfitriões, seguindo os ‘exemplos’ do Canadá (1-0 à África do Sul) e do México (2-0 ao Equador).

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