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Cinco partidos guineenses assinam coligação eleitoral Aliança Patriótica Inclusiva

Cinco partidos guineenses assinam coligação eleitoral Aliança Patriótica Inclusiva

Cinco partidos políticos guineenses assinaram hoje em Bissau uma coligação pré-eleitoral para criação da Aliança Patriótica Inclusiva (API), que designaram "Cabas Garandi" (Grande Cabaça), com a qual afirmaram que vão vencer as legislativas de 24 de novembro.

Lusa /

Integram a API Cabas Garandi, a Assembleia do Povo Unido -- Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), do ex-primeiro-ministro Nuno Nabiam, a Frente Patriótica para Salvação Nacional (FREPASNA), do também ex-primeiro-ministro Baciro Dja, e o Movimento Guineense para o Desenvolvimento (MGD), liderado por Jorge Mário Fernandes.

Fazem ainda parte da coligação uma ala do Partido da Renovação Social (PRS), liderada por Fernando Dias, e um grupo de militantes do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G-15), coordenado por Braima Camará.

Em declarações à imprensa, hoje, à saída da reunião do Conselho de Ministros, o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, afirmou que uma coligação é feita por partidos e que o PRS e o Madem têm novos líderes, pelo que, Fernando Dias e Braima Camará "não têm legitimidade" para assinar acordos em nome daquelas duas formações políticas.

"Mas isso é um assunto do Supremo Tribunal de Justiça", salientou Embaló.

O ex-Presidente guineense José Mário Vaz, um aliado de Braima Camará na sua ala do Madem, assistiu e assinou, como testemunha, ao ato de criação formal da API Cabas Garandi.

No seu discurso após a assinatura do acordo, Nuno Nabiam afirmou que a vitória nas eleições legislativas antecipadas de 24 de novembro está do seu lado.

Braima Camará disse, por sua vez, que o momento é de trabalho e que, a partir de hoje, "estão à volta da cabaça para unir todos os filhos da Guiné".

Braima Camará lidera o Madem G-15, fundado com Embaló, havendo uma outra ala, liderada por Satu Camará, considerada fiel ao Presidente da Guiné-Bissau.

O PRS está dividido em dois grupos de militantes, um leal a Fernando Dias e outro fiel a Félix Nandungue, que se posiciona do lado do Presidente guineense.

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