O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está desejoso de conversar com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, nas próximas semanas, afirmou esta quinta-feira o conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, numa visita a Pequim esta quinta-feira.
Na quarta-feira, a Casa Branca anunciou que o Presidente dos EUA e o seu homólogo chinês deverão conversar telefonicamente nas próximas semanas, depois de trabalhos de preparação diplomáticos.
Esta quinta-feira, o presidente chinês recebeu o conselheiro de segurança da Casa Branca, Jake Sullivan, a quem transmitiu que o empenho da China em manter relações “estáveis, saudáveis e sustentáveis” com os Estados Unidos mantém-se como “uma prioridade”.
“O empenho da China em manter relações estáveis, saudáveis e sustentáveis com os Estados Unidos continua a ser uma prioridade. Esperamos que os Estados Unidos trabalhem na mesma direção que a China”, acrescentou o chefe de Estado.
“A China e os Estados Unidos devem ser responsáveis perante a história e uma fonte de estabilidade para a paz mundial”, afirmou Xi Jinping.
Sullivan e Xi discutiram várias questões, incluindo questões como a autonomia de Taiwan, a guerra da Rússia contra a Ucrânia e o Mar da China Meridional, revelou um comunicado da Casa Branca.
Tensão entre a China e aliados dos EUA
Antes do encontro com Xi Jinping, o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca tinha estado reunido com o general chinês Zhang Youxia, vice-presidente da Comissão Militar Central, num raro tête-à-tête, que incluiu uma discussão sobre a ilha autónoma de Taiwan.
De acordo com um comunicado divulgado pela Casa Branca, Sullivan "sublinhou a importância de manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan" e "a preocupação com o apoio da RPC (República Popular da China) à base industrial de defesa da Rússia e o seu impacto na segurança europeia e transatlântica”.
Sullivan frisou igualmente a importância da “liberdade de navegação” no Mar da China Meridional, palco de incidentes entre Pequim e Manila.
Por sua vez, Zhang advertiu que o estatuto da ilha autónoma de Taiwan é “a primeira linha vermelha que não pode ser ultrapassada nas relações sino-americanas”.
“A China sempre se empenhou em manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan”, afirmou, de acordo segundo um comunicado do Ministério da Defesa chinês. Mas “a independência de Taiwan” é “incompatível” com a “paz e a estabilidade” no Estreito, sublinhou o general chinês.
Segundo Zhang Youxia, “a China exige que os Estados Unidos ponham termo a toda a conivência militar com Taiwan, deixem de armar Taiwan e deixem de difundir notícias falsas sobre Taiwan”.
A China, que considera Taiwan como parte do seu território, acusa regularmente os Estados Unidos, principal fornecedor de armas da ilha, de apoiar tacitamente o movimento pró-independência. Pequim não exclui a possibilidade de recorrer às forças armadas para um dia, voltar a integrar Taiwan no seu seio.
Iniciada na terça-feira, a visita de Sullivan decorre quando o Japão, signatário de um tratado de segurança com os Estados Unidos, acusou a China de “grave violação” da sua soberania depois de um avião ter entrado no seu espaço aéreo.