Reportagem

Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

RTP /

Ukranian Presidential Press Service

Mais atualizações

01h10 - Ponto da situação

O Presidente da Ucrânia poderá estar disposto a negociações mais profundas com Moscovo: deixando cair a adesão da Ucrânia à NATO.
 

No entanto, a adesão à NATO poderá não ser suficiente para fazer recuar o presidente russo. A comentadora da RTP Ana Isabel Xavier lembra que Vladimir Putin tem quatro objetivos com a intervenção militar na Ucrânia.

A Rússia volta a anunciar um cessar-fogo parcial na Ucrânia, esta quarta-feira, a partir das 07H00 (hora de Lisboa), para permitir a saída em segurança de civis ucranianos de cinco cidades, incluindo a capital, Kiev.

Ao 13.º dia de guerra, a prioridade continua a ser a retirada de civis. No entanto, o governo ucraniano acusa Moscovo de não respeitar os cessar-fogos anunciados e de atacar os corredores humanitários.


Os Estados Unidos decidiram avançar para o embargo imediato e total às importações de petróleo, de gás e energia da Rússia.

Washington vai mais longe do que a União Europeia, que apresentou um plano para reduzir em dois terços a dependência da energia russa até ao final do ano.

Em resposta, o presidente da Rússia assinou um decreto de “medidas especiais” para proibir as exportações de produtos e de matérias-primas.

A União Europeia já acolheu cerca de dois milhões de refugiados vindos da Ucrânia.


Mais de 13 mil pessoas foram detidas em 147 cidades da Rússia, por terem participado em manifestações contra a guerra, de acordo com organização não-governamental OVD-Info.

23h52 - Putin proibe exportações de produtos e matérias-primas

O Presidente da Rússia assinou um decreto de "medidas especiais" que autoriza o governo a proibir exportações de produtos e matérias-primas.

As "medidas especiais" são tomadas para "garantir a segurança da Federação Russa e a operação ininterrupta da indústria" e estará em vigor até 31 de dezembro de 2022, noticiaram agências de notícias russas.

O decreto proíbe "a exportação para fora da Federação Russa" de produtos e (ou) matérias-primas que serão especificadas numa lista a ser aprovada pelo governo russo nos próximos dois dias.

As medidas não se aplicam a "produtos e (ou) matérias-primas exportadas da Rússia e (ou) importadas para o país por cidadãos da Federação Russa, cidadãos estrangeiros e apátridas, para uso pessoal".

Nos próximos dois dias, o governo determinará a lista de países estrangeiros onde será proibida a importação de determinados produtos e matérias-primas.

O anúncio de Putin surge depois de o Presidente dos Estados Unidos ter revelado o embargo às importações de petróleo e gás russo para os Estados Unidos, em resposta à invasão russa da Ucrânia.

"Não ajudaremos a subsidiar a guerra de Putin", afirmou Joe Biden.

23h30 - Fitch baixa rating da Rússia

A agência de notação financeira Fitch baixou a classificação da dívida de longo prazo da Rússia de "B" para "C" indicando que um incumprimento financeiro por parte do país é "iminente".

Na quarta-feira, a Fitch já tinha descido o rating da Rússia de "BBB" para "B", com perspetiva negativa.

Na avaliação, a agência refere que o rating "C" reflete a visão da Fitch "de que um default soberano é iminente".

Os últimos desenvolvimentos "prejudicaram ainda mais a disposição da Rússia de pagar o serviço da dívida do Governo", afirma a Fitch.

A agência refere um decreto presidencial, de 5 de março, que pode forçar uma redenominação dos pagamentos da dívida soberana em moeda estrangeira para credores em países específicos.

Ainda segundo a Fitch, "a intensificação das sanções e as propostas que podem limitar o comércio de energia aumentam a probabilidade de uma resposta política da Rússia que inclua pelo menos o não pagamento seletivo das suas obrigações de dívida soberana".

23h10 - Secretária de Energia dos EUA garante que não está a ser feita pressão sobre aliados

Os Estados Unidos não estão a pressionar os aliados para que sigam o exemplo de proibir as importações de petróleo e energia da Rússia, garantiu a secretária de Energia Jennifer Granholm.

"Nós (os EUA) não dependemos tanto do petróleo russo e não dependemos do gás russo. Sabemos que os nossos aliados em todo o mundo podem não estar na mesma posição para fazer a mesma coisa", referiu Granholm em entrevista à CNBC.

O presidente dos EUA baniu de imediato o petróleo russo e outras importações de energia, como retaliação pela invasão da Ucrânia.

22h55 - Veterana de guerra. Victoria, uma mulher de armas ucraniana

À medida que o exército russo avança e se intensificam os bombardeamentos, cresce o número de voluntários que se querem juntar ao exército, ucranianos ou estrangeiros.

Em Rivné, a 300 quilómetros de Kiev, o repórter Nuno Amaral, enviado especial da Antena 1 à Ucrânia, visitou um centro de recrutamento e conheceu Victoria, uma mulher general em tempos de guerra.

22h35 - Zelensky disposto a abandonar ideia da adesão à NATO e discutir Crimeia e Donbass

O Presidente da Ucrânia poderá estar disposto a negociações mais profundas com Moscovo: deixando cair a adesão da Ucrânia à NATO e colocando Donetsk e Lugansk em cima da mesa, regiões separatistas reivindicadas pela Rússia.

Numa entrevista ao canal ABC, Volodymyr Zelensly manifestou uma certa decepção face ao apoio que a Aliança Atlântica tem declarado ao seu país, razão pela qual a adesão deixou de ser uma prioridade. Quanto à Crimeia e as regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, esse é um dossier que diz agora estar aberto a conversações.

“Isto não é sobre mim, é sobre as pessoas que me elegeram. No que se refere à NATO, perdi o interesse por essa questão depois de termos percebido que a NATO não está pronta para aceitar a Ucrânia. A aliança tem medo de coisas contraditórias e de confronto com a Federação Russa", afirmou.

Sobre a Crimeia e as duas "repúblicas populares", admite agora rever o seu estatuto.

21h38 - Banco central russo impõe limite de 10 mil dólares para levantamentos de dinheiro estrangeiro

O banco central da Rússia anuncia que os cidadãos com contas em moeda estrangeira não podem de retirar mais de 10 mil dólares até 9 de setembro e que os bancos não podiam vender moeda forte.

O banco, que no início do dia anunciou uma série de passos para ajudar os intervenientes no mercado financeiro atingidos por sanções estrangeiras, disse em comunicado que, independentemente do que os clientes detêm nas suas contas, os levantamentos serão pagos em dólares norte-americanos.

21h29 - Costa alerta para ricochete das sanções europeias à Rússia

O primeiro-ministro alertou para efeitos de "ricochete" nas sanções a adotar pelos países da União Europeia na aplicação de sanções à Rússia, depois de questionado sobre um eventual embargo imediato das importações de petróleo e gás.

Esta posição foi transmitida por António Costa no final de uma reunião extraordinária da Concertação Social por causa das consequências da guerra na Ucrânia, em que o Governo também se fez representar pelos ministros da Economia, Pedro Siza Vieira, das Finanças, João Leão, do Trabalho e da Segurança Social, Ana Mendes Godinho, e do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

Interrogado se Portugal vai defender que os Estados-membros da União Europeia alinhem com os Estados Unidos na adoção de um embargo imediato às importações de petróleo e de gás proveniente da Rússia, o líder do executivo demarcou-se dessa perspetiva e considerou essencial "medir-se as sanções que se vão aplicando" ao regime de Moscovo "com uma dupla dimensão".

"Temos de medir aquilo que é mais efetivo na pressão sobre a Rússia, mas também medir os efeitos de ricochete que cada uma dessas medidas tem também nas nossas economias e na vida das nossas sociedades", respondeu.

António Costa referiu que a decisão do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, no sentido de decretar um embargo à compra de petróleo da Rússia, "não é algo que afete diretamente Portugal".

"Mas o efeito imediato [dessa decisão norte-americana] foi uma subida de 7% do preço do petróleo. Portanto, temos de ter em conta que cada medida que adotamos é uma medida que tem consequências que não se esgotam na Rússia", advertiu.

Neste contexto, o primeiro-ministro defendeu que se "deve procurar ter a capacidade de identificar as medidas que maximizam a pressão sobre Rússia com o menor efeito possível sobre o conjunto da economia europeia, designadamente também sobre a economia portuguesa".

21h17 - Coca-Cola anuncia suspensão da operação da marca na Rússia.

O gigante de refrigerantes Coca-Cola anunciou na terça-feira que suspendeu as suas operações na Rússia, seguindo as pisadas de vários grandes grupos norte-americanos que foram acusados de atrasar o corte de laços com Moscovo.

"Continuaremos a monitorizar e a avaliar a situação à medida que as circunstâncias evoluem", disse o grupo em comunicado, não dando detalhes sobre as suas atividades exatas na Rússia.

21h10 - Ucranianos em Portugal. Entre o acolhimento familiar e a instalação num estádio

Até agora 3.609 cidadãos que estavam na Ucrânia pediram proteção temporária a Portugal. As crianças e jovens que fogem deste guerra vão ser integradas nos sistema de ensino português. Algumas famílias ucranianas passam a ter para já quartos instalados dentro dos camarotes de um estádio de futebol.

21h08 - Ministro da Defesa promete reforçar contingente da NATO na Roménia

João Gomes Cravinho confirmou ainda que o governo português tem 1500 militares preparados para reforçar as forças da NATO. E admitiu que poderá haver um reforço no envio de material de guerra para tropas ucranianas.

21h06 - Voluntários portugueses trazem da Polónia 26 refugiados ucranianos

A ajuda humanitária chega de todo o lado e também de Portugal. Oito voluntários viajaram até à Polónia, de carro, para trazer um grupo de 26 ucranianos para a Batalha, cidade onde vão passar a viver com famílias de acolhimento.

21h04 - Preço do ouro dispara. Há cada vez mais procura pelo metal precioso

Os preços do ouro dispararam desde que a guerra começou. Como noutras crises, quem tem dinheiro para investir prefere este metal precioso. É raro e pode transportar-se facilmente para qualquer lado.

21h03 - Embargo ao petróleo russo provocou nova subida de preços

20h55 - Washington manifesta surpresa pela proposta da Polónia de lhe disponibilizar todos os seus aviões de combate MIG-29.

O Pentágono considera que a proposta polaca não é "sustentável".

20h53 - Banco Mundial aprova novo empréstimo de 665 milhões de euros à Ucrânia

20h50 - Joe Biden admite que embargo ao petróleo russo vai afectar os americanos

20h46 - Comissão Europeia quer reduzir dependência da energia russa

A Comissão Europeia apresentou hoje um plano para reduzir em dois terços, até ao final deste ano, a dependência da energia russa. Um quarto do petróleo e cerca de 40 por cento do gás importados pela União Europeia e pelo Reino Unido chegam da Rússia.

A Europa paga assim aos russos uma média de 262 milhões de euros por dia pelo fornecimento de petróleo. No caso do gás, e já com o agravamento dos preços, os pagamentos da Europa à Rússia dispararam para cerca de 660 milhões de euros por dia. O objetivo de Bruxelas é agora reduzir drasticamente esta dependência da Rússia.

20h45 - Começam a notar-se nas crianças os traumas psicológicos da guerra


20h35 - Polónia preparada para entregar caças MiG-29 aos EUA

O governo polaco garantiu estar preparado para enviar todos os seus aviões de combate MiG-29 para uma base aérea dos Estados Unidos na Alemanha, abrindo caminho ao uso dos aparelhos pelas forças militares ucranianas, conforme solicitado pelo Governo de Kiev.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros revelou, em comunicado, que o país está preparado para enviar os caças da era soviética, solicitando ao mesmo tempo aos Estados Unidos quem forneçam à Polónia aviões de combate com "capacidades operacionais correspondentes".

Esta decisão será o finalizar de um acordo que permite à Ucrânia utilizar aqueles caças contra as forças russas, pois os pilotos ucranianos estão treinados para pilotar caças da era soviética, enquanto a Polónia recebe caças F-16 norte-americanos para compensar esta perda, segundo a agência AP.

20h33 - Cessar-fogo permite retirar centenas de civis de algumas das cidades mais bombardeadas

20h28 - Cessar-fogo voltou a não ser cumprido em Mariupol e civis continuam retidos

20h21 - Rússia não dá tréguas e volta a bombardear várias cidades do sul e leste da Ucrânia

20h01 - Zelensky agradece cooperação dos Estados Unidos

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deixou no Twitter um agradecimento aos Estados Unidos e ao presidente Joe Biden pelas acções dirigidas contra a Rússia, mormente as sanções que determinam que os norte-americanos vão deixar de negociar petróleo, gás e carvão russos.

 

19h48 - MNE diz que ameaças da Rússia não intimidam Portugal

O ministro dos Negócios Estrangeiros revela que as ameaças da Rússia não intimidam Portugal. Uma reação de Augusto Santos Silva à lista de países "hostis", elaborada pela Rússia, e que inclui Portugal enquanto Estado-membro da União Europeia.


19h45 - Ucrânia. Eanes queria resposta mais firme da União Europeia

Ramalho Eanes defende que a resposta da Europa à Rússia deveria ir mais longe. O ex-Presidente da República afirma que Putin já mostrou que é um homem em quem não se pode confiar.

"O fundamental é que há uma mudança geopolítica radical e ela apanhou a Europa desprevenida, a Europa respondeu bem, mas deve responder com mais força porque o (presidente russo) Putin demonstrou que é um homem em quem não se pode confiar e do qual tudo se pode esperar, tudo do pior", alertou Ramalho Eanes.

19h36 - Escolas portuguesas preparam-se para receber alunos refugiados

As crianças e jovens ucranianos vão ser integrados nas escolas portuguesas tão rápido quanto possível. É o objetivo do Ministério da Educação.

Treze dias depois do início da guerra, e numa altura em que já começaram a chegar a Portugal muitos refugiados, os estabelecimentos de ensino vão criar condições para agilizar o acolhimento destes menores, como conta a jornalista Alexandra Sofia Costa.

19h31 - Deslocação de pessoas poderá fazer aumentar transmissão de covid-19

A ministra da Saúde considerou hoje que a deslocação de pessoas provocada pela invasão da Ucrânia pela Rússia poderá fazer aumentar a transmissão de covid-19.

"Infelizmente, além das vítimas diretas das armas haverá um conjunto de vítimas indiretas e o crescimento do número de transmissão de covid-19 pode acontecer", disse Marta Temido à margem da inauguração da Unidade da Mulher e da Criança do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), no distrito do Porto.

19h27 - Evacuação civil de Mariupol falha novamente

As autoridades não conseguiram, mais uma vez, evacuar civis da cidade de Mariupol, no sul do país, disse a vice-primeira-ministra Siryna Vereshchuk, descrevendo a situação humanitária na cidade sitiada como catastrófica.

19h17 - Rússia anuncia nova trégua humanitária para quarta-feira de manhã

19h09 - Matteo Salvini confrontado na Polónia com a sua "admiração" por Vladimir Putin

Na fronteira Polónia-Ucrânia, o presidente da câmara de Przemysl mostra a Salvini a t-shirt que o líder das extrema-direita italiano usou em Moscovo.


18h53 - ONU proíbe funcionários de usarem termos "guerra" ou "invasão" para se referirem à situação na Ucrânia

De acordo com o The Irish Times, o jornal mais influente da Irlanda, as Nações Unidas enviaram um e-mail aos seus funcionários a aconselhar que não se refiram à situação na Ucrânia como uma "guerra" ou "invasão", no que será uma tentativa de equilibrar as sensibilidades políticas da Rússia, Estado-membro da ONU, que internamente proíbe o uso daquelas designações.

O pessoal da ONU terá sido instruído a usar os termos "conflito" ou "ofensiva militar" para descrever a invasão russa. Num email segundo o Irish Times enviado aos funcionários esta segunda-feira, “o departamento de comunicações da ONU terá instruiu os funcionários a não descreverem a situação como uma guerra e a não adicionarem a bandeira ucraniana a contas ou sites pessoais ou oficiais nas redes sociais”.

"[O USO] dos termos 'conflito' ou 'ofensiva militar' e ‘NÃO à guerra' ou 'invasão' quando se refere à situação na Ucrânia" devem ser evitados, apontará o email, segundo o jornal.

Outras fontes referem que a diretiva se dirigiu (e não por email) apenas a funcionários do Continente Europeu enquanto a organização não define uma política geral em relação ao tema.

18h48 - Trofa recebe 27 refugiados provenientes da Ucrânia

Chegaram à Trofa 27 refugiados provenientes da Ucrânia. Estes ucranianos vão para já ficar alojados num espaço criado pela autarquia da cidade.

18h27 -  A Lviv continua a chegar ajuda humanitária e voluntários

A Lviv, a 70 quilómetros da fronteira com a Polónia, não pára de chegar ajudar humanitária e voluntários. Nos vários abrigos para deslocados de guerra, ponto cardial nesta enorme operação de solidariedade, chegam bens oriundos da União Europeia.

O repórter Nuno Amaral, enviado da Antena 1 à Ucrânia, visitou esta manhã o Palácio das Artes de Lviv, por estes dias o ponto de partido para distribuição de bens alimentares, roupa e medicamentos a familiares e militares na frente de batalha.

18h20 - Rússia restringe importação e exportação de bens e matérias-primas

Sem especificar, o Presidente Putin assinou um decreto que restringe a importação e exportação de bens e matérias-primas específicos "para garantir a segurança da Federação Russa", informou a agência de notícias Interfax.

17h52 - McDonald’s encerra temporariamente restaurantes na Rússia

A gigante da restauração McDonald’s vai encerrar temporariamente os seus restaurantes na Rússia, suspendendo todas as operações, avançou a Associated Press.

Segundo a agência, a cadeira de restaurantes vai fechar 850 estabelecimentos como resposta à invasão russa da Ucrânia.

17h28 - Reino Unido vai deixar de importar produtos petrolíferos russos até final de 2022

O Reino Unido vai deixar de importar crude e produtos petrolíferos russos até ao final de 2022 em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia, anunciou hoje o ministro da Economia e da Energia, Kwasi Kwarteng.

"Esta transição vai dar ao mercado, empresas e cadeias de fornecimento mais tempo para substituírem as importações russas, que representam 8% da procura no Reino Unido", escreveu o governante na plataforma Twitter.

Kwarteng acrescentou que as empresas devem utilizar este ano "para assegurar uma transição suave para que os consumidores não sejam afetados".

O ministro garantiu ainda que o Reino Unido é "um produtor significativo" de crude e produtos petrolíferos e que "a maioria das importações" é oriunda de parceiros como os Estados Unidos da América, os Países Baixos e o Golfo.

Afirmando ainda que o Reino Unido não é dependente do gás natural russo, o governante disse estar "a explorar opções" para evitar que se prolongue a utilização de um produto que representa 4% das necessidades britânicas.

17h23 - Bruxelas permite redirecionar fundos de coesão para apoio a refugiados

A Comissão Europeia adotou hoje uma proposta no sentido de permitir aos Estados-membros e regiões redirecionar fundos estruturais e da política de coesão para apoio de emergência a refugiados que fogem da guerra na Ucrânia.

Esta proposta, denominada CARE, faz parte de uma série de iniciativas hoje apresentadas pelo colégio do executivo comunitário em matéria de assistência a todos os que fogem da operação militar russa na Ucrânia, abrangendo ajuda humanitária, apoio à gestão das fronteiras e proteção dos refugiados.

17h17 - Zelensky pede ao Parlamento britânico que exerça mais sanções

Volodymyr Zelensky discursou esta tarde virtualmente no Parlamento britânico, que o recebeu com aplausos.

Num discurso emotivo, o presidente da Ucrânia diz que o povo não quer perder o país e não irá desistir.

“Nós não vamos desistir, não vamos perder, lutaremos até ao fim” e “estamos a contar com a vossa ajuda”, declarou o líder, dizendo ainda estar muito grato ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

“Por favor, continuem a exercer pressão com as sanções contra a Rússia e reconheçam esse país como um Estado terrorista”, apelou Zelensky ao Parlamento do Reino Unido.

17h00 - Mina antipessoal mata três adultos e fere três crianças a norte de Kiev

Três adultos foram mortos e três crianças ficaram feridas na sequência da explosão de uma mina antipessoal na região de Chernihiv, 150 quilómetros a norte de Kiev, denunciou hoje uma responsável pelos direitos humanos junto do parlamento ucraniano.

"As minas antipessoais colocadas pelo exército da Federação Russa na região de Chernihiv são proibidas" pelo direito internacional, sublinhou Liudmyla Denisova, acrescentando que "o uso deste tipo de armas contra a população civil é considerado um crime contra a humanidade".

Os civis estavam em carros atingidos pela explosão. Os adultos morreram no local e as crianças foram hospitalizadas, adiantou.

Testemunhas disseram que as minas estavam "na calçada debaixo de palha e lixo", de acordo com Denisova, citada pela agência de notícias France-Presse.

16h53 - Guerra deixou claro que UE tem de reformular sistema energético, diz Bruxelas

A Comissão Europeia considerou hoje que a guerra na Ucrânia, causada pela invasão russa, "deixou absolutamente claro" que a União Europeia tem de "avançar ainda mais depressa" para reformular o sistema energético europeu, ultrapassando a dependência da Rússia.

A comissária europeia da Energia, Kadri Simson, insistiu que "as ações de Putin fizeram sentir esta urgência em toda a UE".

Ainda assim, lembrou que "esta não é a primeira vez que a UE lida com esta verdade", já que, "em 2009, quando a Rússia parou os fornecimentos de gás à Ucrânia, houve a necessidade de trabalhar arduamente para diversificar os fornecimentos".

16h40 - “Defender a liberdade vai ter custos”, alerta Biden

Logo após anunciar a proibição da importação de petróleo russo nos Estados Unidos, Joe Biden relembrou que a defesa da liberdade “vai ter custos”, mas defendeu que é algo que tem de ser feito.

Alguns desses custos são também no fornecimento de mais armas à Ucrânia e no trabalho com organizações humanitárias que permitam ajudar todos os ucranianos que estão a ser vítimas da guerra.

“Os Estados Unidos vão partilhar a responsabilidade de ajudar os refugiados, e esse custo não irá caber inteiramente aos países europeus que fazem fronteira com a Ucrânia”, garantiu o presidente norte-americano.

16h28 - Joe Biden proíbe importação de petróleo russo

Joe Biden acaba de anunciar a proibição de importação de petróleo russo, medida que pretende fazer frente à invasão da Ucrânia por Moscovo.

“O petróleo russo já não entrará nos portos americanos e os Estados Unidos darão, com esta medida, mais um golpe poderoso na máquina de guerra de Putin”, declarou o líder dos Estados Unidos numa declaração ao país.

“Não iremos subsidiar a guerra de Putin”, assegurou o presidente, acrescentando que a nova medida foi aprovada por republicanos e democratas no Congresso.

“A decisão foi tomada em conjunto com os parceiros e aliados dos Estados Unidos, nomeadamente na Europa, porque uma reposta unida à agressão de Putin tem sido a minha principal preocupação”, acrescentou Joe Biden.

O presidente dos EUA adiantou que muitos desses parceiros podem não estar em condições de dar o mesmo passo por serem mais dependentes da energia russa.

16h07 - Mais de 60 hospitais ucranianos desativados após ataques russos

Sessenta e um hospitais na Ucrânia não estão neste momento operacionais por terem sido alvo de ataques pelas forças russas, denunciou hoje o ministro ucraniano da Saúde, Viktor Lyashko.

“Os terroristas do país agressor deixaram 61 hospitais inoperacionais”, declarou o responsável, acrescentando que as autoridades estão agora incapazes de entregar equipamentos médicos às comunidades por falta de “corredores humanitários”.

A Rússia tem, até ao momento, negado todos os alegados ataques a alvos civis.

16h01 - MNE do Brasil afirma em Lisboa que a posição do país é pela paz mundial

O ministro das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil afirmou hoje em Lisboa que a posição do Brasil na guerra da Ucrânia é pela paz mundial, mais do que "apontar culpados".

"A posição do Brasil é clara: estamos do lado da paz mundial. O Brasil é um construtor de consensos. A nossa fortaleza é a capacidade negociadora", disse, escusando-se a responder diretamente sobre se o Brasil condena a invasão russa da Ucrânia.

O ministro brasileiro defendeu a "paz e segurança mundiais", afirmando que estes se atingem "instando o Conselho [de Segurança das Nações Unidas] a encontrar uma saída e não a apontar culpados".

15h37 - MNE diz que ameaças russas não amedrontam Portugal

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse hoje que as ameaças da Rússia não amedrontam nem intimidam Portugal, um país pouco exposto ao gás e ao petróleo russo.

"Essas ameaças [da Rússia e do presidente Putin] não nos amedrontam nem nos intimidam. Nós decidimos as nossas posições em concertação, quer no quadro das Nações Unidas, quer no quadro da União Europeia e da NATO, e fazemos valer essas decisões que tomamos autonomamente nas organizações a que pertencemos", afirmou.

15h33 - Ucrânia diz ter abatido mais um general russo

O Ministério ucraniano da Defesa avançou que um general russo foi abatido durante confrontos junto à cidade de Kharkiv. A confirmar-se, este será já o segundo general russo morto em guerra no espaço de uma semana.

15h15 - UE já recebeu em 12 dias tantos refugiados quanto em 2015 e 2016

A União Europeia já acolheu nos últimos 12 dias cerca de dois milhões de refugiados que fogem da ofensiva militar russa na Ucrânia, tantos quanto no conjunto de 2015 e 2016, disse hoje a comissária dos Assuntos Internos.

Intervindo num debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França), sobre a deterioração da situação dos refugiados como consequência da agressão russa contra a Ucrânia, e imediatamente antes de apresentar um pacote de propostas hoje adotado pela Comissão em matéria de acolhimento de refugiados, Ylva Johansson sublinhou que, desde o início da invasão, já entraram no espaço comunitário "o mesmo número de refugiados que a UE recebeu no cômputo de 2015 e 2016", período marcado por uma crise migratória.

A comissária especificou que "mais de um milhão de refugiados entraram na Polónia, quase meio milhão na Roménia, 170 mil na Hungria e 130 mil na Eslováquia", sendo que "muitos dos que chegam vão rapidamente ter com familiares e amigos residentes em Estados-membros com maiores comunidades ucranianas".

15h09 - PCP pede fim da guerra e condena EUA, Rússia, NATO e UE

O secretário-geral comunista defendeu hoje que é necessário acabar com a guerra na Ucrânia e condenou todo o "processo de ingerência", desde a intervenção dos Estados Unidos e da NATO à "recente intervenção militar" da Rússia.

"O PCP está sem equívocos ao lado dos povos que desejam paz e condena todo um processo de ingerência e confrontação que ali [na Ucrânia] se instalou, o golpe de Estado de 2014, promovido pelos Estados Unidos da América naquele território, a recente intervenção militar da Rússia e a intensificação da escalada belicista dos EUA, da Organização do Tratado do Atlântico Norte e da União Europeia", declarou Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral do PCP disse que o conflito entre Moscovo e Kiev é "uma guerra a que urge pôr termo".

15h02 - Governo de Kiev decreta controlo de preços de bens essenciais

O Governo ucraniano decidiu controlar os preços de bens essenciais, como pão, leite, combustíveis ou alguns medicamentos, enquanto vigorar a lei marcial no país, na sequência da invasão russa, anunciou o executivo de Kiev.

Numa nota publicada na página oficial do Governo, o Ministério para as Comunidades e Desenvolvimento Territorial anunciou que o executivo "controlará os preços de uma série de bens de primeira necessidade para as pessoas".

A lista inclui farinha, massa, pão, carne, leite e outros produtos alimentares, mas "também certos grupos de medicamentos e combustíveis".

"Assim, não haverá concorrência desleal e aumentos de preços. Agora é o momento de nos unirmos e cuidarmos uns dos outros", acrescentou o Ministério.

14h55 - Portugal envia hoje camiões com bens, material médico e medicamentos

Portugal vai enviar hoje para a fronteira da Polónia com a Ucrânia dois camiões com bens para o alojamento temporário de emergência, material médico e medicamentos, informou o Ministério da Administração Interna.

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna detalha que para apoiar no alojamento temporário dos refugiados que cheguem à fronteira com a Polónia serão enviados cinco mil rações alimentares, 500 `kits` de cozinha, 3.600 utensílios de cozinha em inox e 4.050 utensílios descartáveis.

Nos dois camiões enviados pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, vão ainda 500 esteiras, 500 `kits` de higiene, mil cobertores e fronhas, e 850 lençóis.

Em termos de equipamento médico, Portugal vai mandar 204 mil unidades de medicamentos de uso hospitalar e ambulatório, como antibióticos, medicamentos para a dor e soros, e 416 mil seringas e agulhas.

14h50 - Adidas encerra lojas na Rússia

A marca Adidas vai encerrar todas as suas lojas na Rússia e suspender as vendas online nesse país. A empresa ainda não saiu, porém, completamente do mercado russo.

14h45 - Portugal pode receber dezenas de milhares de refugiados "sem risco de turbulência"

A ministra da Justiça e da Administração Interna garantiu hoje que Portugal poderá receber dezenas de milhares de refugiados ucranianos com segurança e "sem risco de turbulência".

"Temos uma comunidade ucraniana grande em Portugal, que está perfeitamente instalada, integrada e estabilizada, muitas das pessoas que vêm para Portugal têm familiares ou amigos que já cá estão e que lhes darão apoio na primeira fase", afirmou.

A governante disse que Portugal tem condições para acolher estas pessoas e sublinhou que o país "tem necessidade de pessoas".

"Temos claramente necessidade de pessoas. A população ativa reduziu-se muito, Portugal precisa de pessoas e, nessa perspetiva, a ideia que temos é de acolher o máximo possível de pessoas", afirmou.

14h43 - Reino Unido deverá anunciar redução do uso de petróleo e gás russos

O Governo britânico deverá anunciar pelas 16h00 de hoje a intenção de reduzir as importações de petróleo e gás russos daqui em diante, avança o Politico.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, tinha já na segunda-feira afirmado que o mundo não pode simplesmente deixar de usar petróleo e gás da Rússia, mas que pode acelerar a transição até conseguir alcançar esse afastamento.

14h33 – Vaticano pede a Lavrov fim dos bombardeamentos e garantias sobre corredores humanitários

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, falou com o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, a quem pediu o fim dos bombardeamentos e ataques aramados na Ucrânia.

A Santa Sé apelou também a que sejam garantidas as condições de segurança dos corredores humanitários para a retirada de população.

O cardeal reiterou ainda a disposição do Vaticano para mediar conversações e “fazer de tudo” para terminar com o conflito.

14h17 - Pelo menos 474 civis já morreram na Ucrânia devido ao conflito

As Nações Unidas acabam de avançar que estão confirmadas 1.335 vítimas civis da guerra na Ucrânia, das quais 474 foram mortas e 861 ficaram feridas, desde 24 de fevereiro.

A ONU alerta, porém, que o número de vítimas mortais civis pode ser muito maior, pois há ainda óbitos por confirmar. “Essas confirmações pendentes dizem respeito, por exemplo, às cidades de Volnovakha, Mariupol e Izium, onde alegadamente ocorreram centenas de mortes entre civis”, esclarece a entidade.

Os números desta terça-feira revelam um aumento significativo quanto ao dia anterior, quando estavam confirmadas 406 vítimas mortais civis.

“Não passou um dia sem que novas dezenas de mortes civis fossem provocadas pelo bombardeamento indiscriminado de áreas residenciais nas maiores cidades da Ucrânia”, lamentou Yevheniia Filipenko, embaixadora das Nações Unidas para a Ucrânia.

14h09 – Ucrânia só garantiu uma rota de evacuação, acusa a Rússia

O Ministério russo da Defesa disse esta terça-feira que as autoridades ucranianas apenas confirmaram um corredor humanitário para a evacuação de civis, entre Sumi e Poltava em direção à fronteira com a Polónia.

No total, tinham sido acordadas um total de dez propostas de corredores humanitários no país.

O Kremlin adianta ainda que 723 pessoas foram retiradas de Sumi através do corredor humanitário, e que grande parte destes civis eram cidadãos indianos.

13h57 - Putin aprova lei que permite aumento urgente de pensões

O presidente russo assinou esta terça-feira uma nova lei que permite ao Governo aumentar rapidamente as pensões. No mesmo sentido, Vladimir Putin aprovou uma outra lei que permite a indivíduos e pequenas e médias empresas pedirem moratórias no pagamento de crédito.

São as novas medidas de Moscovo para fazer face à crise provocada pela onda de sanções económicas do Ocidente desde que a Rússia iniciou a ofensiva militar na Ucrânia.

13h48 – Joe Biden vai anunciar mais medidas contra Moscovo

O presidente dos Estados Unidos vai esta tarde anunciar mais medidas para responsabilizar a Rússia pela ofensiva na Ucrânia.

As declarações estão agendadas para as 15h45 (hora portuguesa), de acordo com a Casa Branca.

Entre as medidas, espera-se que Joe Biden proíba as importações de petróleo russo. Segundo a agência Associated Press, os Estados Unidos vão agir sozinhos, mas em estreita consulta com os aliados europeus, que estão mais dependentes da energia russa.

13h46 – Stoltenberg denuncia ataques russos deliberados contra civis

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, denunciou hoje que as forças russas podem estar deliberadamente a atacar civis que tentam fugir do ataque militar à Ucrânia.

Stoltenberg disse que "há relatos muito credíveis de civis a ser atacados enquanto tentam fugir".

"Alvejar civis é um crime de guerra e é totalmente inaceitável", acrescentou, referindo-se ao impacto humanitário "devastador" da invasão russa.

"Precisamos de corredores humanitários reais, que sejam totalmente respeitados", acrescentou Stoltenberg, que se mostrou empenhado em evitar que o conflito militar se espalhe para além da Ucrânia.

13h36 - Portugal concedeu até hoje 3.179 pedidos de proteção temporária

Portugal concedeu até esta terça-feira 3.179 pedidos de proteção temporária a pessoas vindas da Ucrânia em consequência da situação de guerra, revela o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Segundo a última atualização, o SEF aceitou desde o início da invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro, até às 13h00 de hoje 3.179 pedidos de proteção temporária.

O SEF avança que dos 3.179 pedidos de proteção temporária, 3.153 são de cidadãos nacionais da Ucrânia.

13h24 - Bloomberg avança que EUA podem anunciar proibição de importar petróleo russo

A Administração de Biden está prestes a impor uma proibição às importações norte-americanas de energia russa, já esta terça-feira, embora sem a participação dos aliados europeus, informa a Bloomberg News.

Esta proibição vai incluir petróleo russo, gás natural liquefeito e carvão, segundo fontes próximas da Casa Branca, que falaram sob condição de anonimato.

13h13 - Josep Borrell acusa Rússia de estar a bombardear mentes com desinformação

O chefe da diplomacia europeia acusou a Rússia de estar a bombardear a sua própria população com desinformação, enquanto bombardeia a Ucrânia, recorrendo de forma sistemática a mentiras para justificar a invasão e distorcer a realidade no terreno.

Intervindo num debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França, sobre “interferência estrangeira nos processos democráticos na UE”, Josep Borrell advertiu que “a manipulação de informação é algo que a máquina de propaganda russa está ativamente a utilizar”, até para ‘esconder’ o sofrimento da população civil ucraniana e os ataques de que é alvo.

“A acompanhar a sua campanha militar na Ucrânia, a Rússia está a espalhar informação falsa entre a sua própria população sobre a razão desta invasão e qual a situação na Ucrânia. Além de estarem a bombardear casas, infraestruturas, pessoas, também estão a bombardear as mentes” com desinformação, denunciou o Alto Representante da UE para a Política Externa e de Segurança.

Josep Borrell sublinhou que, “ao longo de semanas, muito antes de a invasão começar, os órgãos de comunicação do Kremlin estavam a preparar o terreno”, designadamente “retratando os russos como vítimas de genocídio”, para justificar a intervenção militar.

13h00 – Ucrânia pede a empresas que boicotem Rússia

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, pediu hoje às empresas internacionais que congelem ou abandonem as suas operações em território russo.

“Peço-vos que se juntem às empresas globais éticas e socialmente responsáveis que já pararam ou suspenderam as suas operações na Rússia, recusando financiar a violência, os assassinatos e os crimes contra a humanidade com os seus impostos”, escreveu o ministro no Twitter.

“Assim que a Ucrânia vencer esta guerra, começaremos a renovar a nossa economia e infraestruturas, continuando o caminho de reformas necessárias para nos tornarmos um membro da União Europeia. Nesse sentido, convido as vossas empresas a expressarem solidariedade com a Ucrânia”, acrescentou Kuleba.


12h23 - Cessar-fogo temporário em Sumi permitiu partida de população

O cessar-fogo temporário na cidade ucraniana de Sumi permitiu a fuga de vários residente, incluindo cerca de mil estudantes estrangeiros, através de um corredor humanitário, disse à Reuters o governador da região.

Filas de 20 a 30 carros particulares estavam a partir também, adiantou Dmytro Zhyvytsky.

12h18 - Amnistia defende proteção dos prisioneiros de guerra russos

A Amnistia Internacional apelou esta terça-feira para que os prisioneiros de guerra capturados durante a invasão russa da Ucrânia sejam "protegidos da curiosidade pública", ao abrigo das Convenções de Genebra.



12h14 - Portugal envia esta semana mais medicamentos e componentes sanguíneos para a Ucrânia

Portugal vai enviar esta semana para a Ucrânia medicamentos no valor de cerca de 200 mil euros doados por empresas farmacêuticas e componentes sanguíneos de dadores portugueses, avançou hoje à Lusa o secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

Esta é a segunda remessa de ajuda humanitária enviada por Portugal, através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. A primeira seguiu no dia 03 de março por transporte terrestre para um armazém na Polónia junto à fronteira com a Ucrânia e incluía 204 mil unidades de medicamentos de uso hospitalar e de ambulatório, entre os quais antibióticos, medicamentos analgésicos, soros para hidratação, bem como 416 mil seringas e agulhas, no valor de 100 mil euros.

“Durante esta semana, quarta ou quinta-feira, sairá um contingente privado no valor aproximado de 200 a 250 mil euros e que contempla igualmente soros, antibióticos, analgésicos, corticosteroides que foram doados por diferentes casas farmacêuticas”, adiantou o secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

12h10 - Trabalhadores de Chernobyl continuam retidos sob ocupação russa

Há 12 dias que mais de 100 funcionários da central nuclear de Chernobyl estão presos no interior das instalações, assim como os restantes 200 guardas ucranianos que ali se encontravam no momento da invasão russa.



12h04 - Avanço das forças russas na Ucrânia diminuiu, segundo oficial ucraniano

O avanço das forças russas na Ucrânia desacelerou significativamente e as forças ucranianas estão a contra-atacar em algumas regiões, disse à Reuters o assessor presidencial ucraniano, Oleksiy Arestovych.

"O ritmo do avanço do inimigo diminuiu consideravelmente, e em certas direções onde estavam a avançar praticamente parou", disse numa conferência de imprensa transmitida na teleivisão estatal. "As forças que continuam a avançar, avançam com pouca força".

11h57 - Zelensky acusa Ocidente de quebrar promessas sobre proteção aérea

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse hoje que o Ocidente quebrou as promessas de proteção dos ucranianos face aos bombardeamentos da Rússia.

"Há 13 dias que estamos a ouvir promessas. Há 13 dias que nos dizem que nos vão ajudar nos céus e que teremos aviões, que nos vão entregar aviões", disse Zelensky, numa mensagem gravada e difundida hoje através da rede social Telegram.

"A responsabilidade por tudo isto também recai sobre aqueles que não foram capazes de tomar uma decisão no Ocidente nos últimos 13 dias (...). [Recai] sobre aqueles que não protegeram os céus ucranianos dos assassinos russos", disse o chefe de Estado da Ucrânia, acrescentando: "A humanidade, que deve prevalecer nas capitais mundiais, deve prevalecer sobre o medo".

O presidente da Ucrânia mantém o pedido sobre o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia, mas a opção já foi descartada pela NATO e pelos Estados Unidos.

11h54 - ONU diz que cerca de 12.700 manifestantes foram detidos na Rússia

A alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse hoje que cerca de 12.700 pessoas foram detidas arbitrariamente na Rússia por terem participado em protestos pacíficos contra a guerra na Ucrânia.

"Na Rússia, o espaço para discussão ou crítica de políticas públicas, incluindo ações militares contra a Ucrânia, é cada vez mais restrito", declarou Michelle Bachelet, num discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Da mesma forma, a responsável afirmou que é preocupante o uso de uma "legislação repressiva que impede o exercício dos direitos civis e políticos e criminaliza o comportamento não violento".

"Definições vagas e excessivamente amplas - por exemplo, de extremismo ou incitação ao ódio - levaram a interpretações legais que não estão de acordo com as obrigações de direitos humanos da Rússia", declarou.

11h48 - Presidente da China pede "contenção máxima" na Ucrânia

O presidente chinês, Xi Jinping, descreveu esta terça-feira a situação na Ucrânia como preocupante e pediu "contenção máxima", afirmando que a prioridade deve ser evitar que a situação saia do controlo, informou a media estatal chinesa.

Xi Jinping, numa reunião virtual com o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Olaf Scholz, afirmou ainda que os três países devem apoiar conjuntamente as negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, informou a emissora estatal chinesa CCTV.

11h44 - Número de refugiados ultrapassa os dois milhões

O número de pessoas que fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro, ultrapassou hoje os dois milhões, anunciou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Até hoje de manhã, tinham fugido da Ucrânia 2.011.312 pessoas, de acordo com dados divulgados do ACNUR.

A Polónia recebeu 1.204.403 de pessoas, o que corresponde a mais de metade.

Além da Polónia, também a Roménia, Hungria e Moldova concentram muitos dos refugiados, enquanto 103.000 viajaram para outros países na Europa, segundo a agência especializada das Nações Unidas.

11h39 - Estónia pede restrição de criptomoedas na Rússia

A primeira-ministra da Estónia, que hoje reuniu com o secretário de Estado norte-americano, defendeu que todos os bancos russos e bielorrussos sejam removidos do sistema de pagamentos SWIFT e que as criptomoedas sejam restringidas, de modo a colmatar as falhas nas sanções aplicadas a Moscovo.

"O nosso foco deve estar no isolamento total da Rússia do mundo livre", vincou Kaja Kallas numa entrevista conjunta com Antony Blinken.

11h36 – Antony Blinken acusa Putin de “destruir 30 anos de abertura internacional” da Rússia

O secretário de Estado dos EUA está na Estónia, país que elogiou por ser “uma das sociedades digitais mais modernas do mundo, com meios de comunicação livres”. “Todos participam nesta democracia, ao contrário do que acontece em Moscovo, que ataca os jornalistas e a internet e promove e desinformação”, acusou.

Antony Blinken frisou que, “na Rússia, muitos não fazem ideia daquilo que está a acontecer por parte do seu Governo na Ucrânia”.

“Pensam que estão a libertar a Ucrânia e não a destruí-la”, afirmou em conferência de imprensa em Talin.

Para Blinken, “um dos pontos fracos da autocracia é que se baseia no controlo total dos meios de comunicação, e nós vamos continuar a esforçarmo-nos para contrariar isto”.

“O presidente Putin está a fazer com que a Rússia se torne num país intocável e tem destruído 30 anos de abertura internacional e de oportunidades. Os russos estão a sentir isto na sua vida quotidiana e isso vai aumentar”, lamentou.

11h23 - Shell vai deixar de comprar petróleo e gás russos

A petrolífera Shell pediu, esta terça-feira, desculpa por ter comprado petróleo russo na semana passada e assegurou que irá parar completamente a compra de hidrocarbonetos, tendo em conta a invasão russa da Ucrânia.

“Estamos perfeitamente cientes de que a nossa decisão, na semana passada, de comprar um carregamento de petróleo russo não foi correta, pelo que pedimos desculpa”, disse o presidente executivo da empresa, Bem van Beurdensaid.

A Shell acrescentou que irá proceder a esta interrupção de ligações com a Rússia “o mais rápido possível”, fechando os seus postos de combustível nesse país.

11h18 - "Cessar-fogo violado". MNE da Ucrânia fala em bombardeamentos no corredor humanitário de Zaporizhzhia a Mariupol

Numa mensagem no Twitter, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia diz que o "cessar-fogo foi violado", estando o corredor humanitário de Zaporizhzhia a Mirupol a ser bombardeado.

"A pressão sobre a Rússia tem de aumentar para a obrigar a cumprir os seus compromissos".


Entretanto, o ministro da diplomacia ucraniana , Dmytro Kuleba, confirmou que as tropas russas estão a bombardear a rota de evacuação de Mariupol, apesar de ter sido decretado um cessar-fogo.

Kuleba diz que "a Rússia mantém 300 mil civis como reféns em Mariupol e impede a evacuação apesar dos acordos com a mediação da Cruz Vermelha".

O ministro referiu-se também a uma criança que terá morrido de desidratação na segunda-feira.

"Os crimes de guerra fazem parte da estratégia deliberada da Rússia. Exorto todos os Estados a exigir publicamente: Rússia, deixe as pessoas partir".



11h09 - Zelensky acusa Rússia de impedir ajuda humanitária

O presidente da Ucrânia assegura que permanecerá em Kiev enquanto for necessário.

Num vídeo gravado esta noite no interior do Palácio Presidencial, Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de violar os acordos sobre os corredores humanitários. Mas garante que a Ucrânia insistirá nas negociações até que seja alcançada a paz.

11h05 - Zelensky conversou com primeiro-ministro do Luxemburgo sobre conflito e entrada da Ucrânia na UE

O presidente ucraniano acabou de comunicar, através do Twitter, que conversou com Xavier Bettel sobre a situação humanitária na Ucrânia. Volodymir Zelensky agradeceu pelos 250 milhões de euros em ajuda humanitária e confirmou que foi ainda abordada a entrada do país da União Europeia.

"Os próximos passos da Ucrânia a caminho da UE foram discutidos".



10h58 - Embaixadores russo e ucraniano trocam acusações no Conselho de Segurança da ONU

O embaixador ucraniano na ONU acusa a Rússia de querer utilizar os corredores humanitários para fazer reféns e obrigar os civis a lutar ao lado dos militares. O homólogo russo diz que a Ucrânia teme que as pessoas que saiam do país contem a verdade.


10h50 - Já saiu o primeiro comboio de civis da cidade ucraniana de Sumi

Um primeiro comboio de residentes e estudantes estrangeiros deixou a cidade ucraniana de Sumi após um acordo com a Rússia sobre o estabelecimento de um corredor humanitário, disseram autoridades esta terça-feira, citada pela Reuters.

"Já começamos a evacuação de civis de Sumi para Poltava (no centro da Ucrânia), incluindo estudantes estrangeiros", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros através do Twitter. "Pedimos à Rússia que concorde com outros corredores humanitários na Ucrânia".



10h42 - Zelensky reitera que ambições de Putin extravasam a Ucrânia

Em entrevista à estação televisiva ABC, o presidente ucraniano apelou diretamente aos Estados Unidos para que apoiem o país contra a invasão russa.
Volodymyr Zelensky afirma que os planos da Rússia podem passar por intervenções na Lituânia, na Polónia e até na Alemanha.

10h35 - Próximas semanas serão "muito difíceis" com chegada de refugiados à Polónia

O vice-ministro do Interior da Polónia, Pawel Bossernaker, afirmou hoje que "as próximas semanas serão muito difíceis" devido à chegada de refugiados da Ucrânia, cujo número no país já ultrapassa 1,2 milhões de pessoas. Numa conferência de imprensa em Varsóvia, Bossernaker explicou que "os primeiros refugiados que chegaram à Polónia tinham para onde ir, como casas de familiares e amigos".

"Entretanto, agora haverá mais e mais pessoas" que não têm a quem recorrer "e que simplesmente querem escapar da guerra", sublinhou o vice-ministro polaco.

Segundo a Guarda de Fronteira polaca, desde 24 de fevereiro, dia em que começou a invasão da Ucrânia pela Rússia, 1,2 milhões de refugiados cruzaram a fronteira polaca, dos quais 141.500 chegaram nas últimas 24 horas.

Bossernaker sublinhou que "é um dever moral ajudar os refugiados" e que os ucranianos poderão obter refúgio também “nas pequenas cidades" de toda a Polónia, uma vez que as infraestruturas de ajuda humanitária das grandes cidades já estão a ter dificuldades para atender mais pessoas e os conselhos locais e os governos regionais "também têm uma grande oferta" de assistência.

10h19 - Autoridades da região de Sumy confirmam a morte de 21 civis no ataque de segunda-feira

As autoridades de Sumy confirmaram que morreram 21 civis no ataque aéreo russo de segunda-feira à tarde, cita a Reuters.

10h00 - ACNUR diz que podem ser atingidos hoje os dois milhões de refugiados

Um número superior aos dois milhões de refugiados de guerra da Ucrânia pode ser ultrapassado "hoje ou amanhã" estimou o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi.

"Eu penso que vai ser ultrapassada a barreira dos dois milhões, hoje, ou, o mais tardar, amanhã [quarta-feira]", disse Filippo Grandi durante uma conferência de imprensa em Oslo.

O alto responsável da ONU referiu-se ao número de refugiados após uma deslocação que efetuou à Roménia, Moldávia e Polónia, três países que fazem fronteira com a Ucrânia que está a ser atacada pela Rússia desde 24 de fevereiro. As guerras nos Balcãs, na Bósnia e no Kosovo, também provocaram um grande fluxo de refugiados - "cerca de dois ou três milhões mas num período de oito anos" -, sublinhou Grandi.

"Agora, foram oito dias", acrescentou.

"Em várias regiões do mundo vemos coisas destas mas na Europa é a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945)", afirmou.

9h44 - Corredores humanitários ativos na Ucrânia

A confirmação foi avançada por fonte da Presidência ucraniana. Estão ativos dois corredores humanitários: um a partir de Sumi e outro em Irpin, perto da capital ucraniana.
Falta agora saber quantas pessoas estão a deixar estas zonas, entre as mais afetadas pelos ataques russos.

Estes corredores foram por várias vezes previstos e concertados entre as partes em conflito, mas só agora é que foram colocados em pratíca.

9h32 - Rússia ameaça cortar abastecimento de gás à Europa se Ocidente proibir importações de petróleo

Os preços do petróleo podem ultrapassar os 300 dólares por barril e o fornecimento de gás à Europa pode ser cortado, se a União Europeia e os Estados Unidos decidirem punir a Rússia e suspender, ou reduzir, as importações de petróleo deste país. O aviso foi deixado pelo vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak.

“Além das acusações infundadas contra a Rússia sobre a crise energética na Europa e a proibição do Nord Stream 2, sabemos que temos todo o direito de tomar uma decisão ‘espelho’ e colocar um embargo ao gás transitado via Nord Stream 1, que está atualmente funcionar a 100 por cento da capacidade”, alertou.

Embora admita que o Kremlin ainda não tomou essa decisão, Novak recordou “que uma rejeição do petróleo russo teria consequências catastróficas para o mercado global”.

9h15 - Itália quer ser independente de gás russo daqui por 24 a 30 meses

O ministro italiano da Transição Energética, Roberto Cingolani, disse esta terça-feira que o país pretende poder abdicar da compra de gás da Rússia daqui por 24 a 30 meses.

Em declarações à televisão estatal Rai, Cingolani confirmou que o gás vindo da Rússia representa nesta altura cerca de 40 por cento das importações do país.

Para apoiar o processo de independência energética, o ministro adiantou que a Itália pretende instalar um novo terminar flutuante de gás natural liquefeito ainda este ano.

Entretanto, a Enel, a maior concessionária de serviços públicos da Itália, afirmou estar pronta para retomar os planos de construir um terminal de gás natural liquefeito (GNL) no sul da Itália.

Em comentários à Reuters esta terça-feira, a Enel disse que era útil para a Itália ter dois terminais extra de GNL para ficar menos depende dos gasodutos.

"Por esse motivo, a Enel deu disponibilidade para retomar o projeto da central de GNL Porto Empedocle, que é totalmente permitido", disse um porta-voz da Enel.

8h41 - Cerca de 1,2 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia através da Polónia

Desde o início da ofensiva militar russa, a 24 de fevereiro, cerca de 1,2 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia para a Polónia. Só na segunda-feira, cerca de 141.500 pessoas cruzaram a fronteira entre a Ucrânia e Polónia, adiantam as autoridades polacas.

8h17 - Invasão da Ucrânia. Putin afasta "mobilização adicional de reservas"

O presidente da Rússia nega que esteja a recrutar sírios para combaterem na Ucrânia e garante também que não vai chamar militares na reserva. Num vídeo publicado esta terça-feira, Dia Internacional da Mulher, Vladimir Putin pede às mães, irmãs e esposas dos soldados russos que se orgulhem deles.
8h12 - Segunda onda de refugiados da Ucrânia será mais vulnerável, diz chefe do ACNUR

Após a primeira onda de refugiados da Ucrânia, é provável que haja uma segunda onda composta por refugiados mais vulneráveis, alertou o alto comissário da ONU para os refugiados.

"Se a guerra continuar, vamos começar a ver pessoas sem recursos e sem conexões", disse o chefe do ACNUR, Filippo Grandi, durante uma conferência de imprensa.

"Essa será uma situação mais complexa de administrar para os países europeus daqui para frente, e será preciso ainda mais solidariedade de todos na Europa e além Europa", afirmou.

8h06 - UE paga cerca de 260 milhões de euros por dia para importar petróleo russo

A União Europeia paga diariamente cerca de 260 milhões de euros pelas importações de petróleo russo, de acordo com um relatório publicado esta terça-feira pela organização ecologista Transport & Environment.

No momento em que decorre a invasão russa da Ucrânia, e dada a incerteza de como as sanções da UE contra Moscovo irão afetar o setor energético, a T&E coloca o montante total das exportações de petróleo bruto russo para a Europa e o Reino Unido no ano passado em 104 mil milhões de euros, muito mais elevado do que os 43,4 mil milhões de euros das compras de gás natural russo.

No entanto, a associação, que apela à UE para levar a cabo um "embargo global ao petróleo russo", explicou que a dependência do continente dos fornecimentos russos no seu conjunto, embora significativa, não é intransponível.

No relatório indica-se que a maioria das importações de petróleo da UE é feita através de petroleiros e portos, e apenas 4-8% do fornecimento de petróleo da Europa provém de oleodutos russos, o que significa que é viável obter petróleo noutros locais a curto prazo.

No entanto, a associação diz que a substituição do crude russo não resolverá a dependência a longo prazo da Europa do petróleo, e apela a medidas de preparação para uma possível rutura do mercado petrolífero, incluindo o aumento dos dias de teletrabalho e dos dias sem carros, bem como o redirecionamento dos fundos europeus para impulsionar a compra em massa de veículos elétricos.

A T&E também apela à melhoria da eficiência dos transportes e à aceleração da eletrificação deste setor para reduzir o consumo de petróleo e evitar a dependência das importações russas.

(agência Lusa)

7h54 - Entraram em vigor corredores humanitários em cinco cidades ucranianas

De acordo com a agência Interfax, que cita o Ministério russo da Defesa, já estão abertos os corredores humanitários de Kiev, Cherhuhiv, Sumi, Kharkiv e Mariupol acordados com as autoridades ucranianas.
7h43 - Sumi. Evacuação da cidade decorre a partir das 8h00

É uma das cidades onde foi estabelecido um "corredor humanitário" por parte dos negociadores russos e ucranianos. Iryna Vereshchuk, vice-primeira-ministra da Ucrânia, adiantou hoje que os civis deverão começar a ser retirados a partir das 10h00 locais (8h00 em Lisboa).

7h23 - Ucrânia ordena regresso de tropas em missões de paz da ONU

O Presidente ucraniano decidiu hoje retirar as forças de manutenção da paz ucranianas envolvidas em missões da ONU para que possam juntar-se à defesa do país contra a ofensiva militar russa.

O Parlamento publicou na sua conta na plataforma de mensagens Telegram o documento em que o líder ucraniano decreta esta medida.

"[Volodymir] Zelensky decidiu chamar as forças de manutenção da paz ucranianas de todas as missões em todo o mundo. O objetivo é participar na proteção da soberania e da integridade territorial do Estado", adiantou.

De acordo com o site da representação permanente da Ucrânia na ONU, o país tem contribuído para as missões de manutenção da paz da ONU desde 1992.

Os ucranianos participavam até agora em operações de manutenção da paz dos Capacetes Azuis em seis lugares do mundo: na República Democrática do Congo, Sudão do Sul, Chipre, Kosovo, Abyei (entre o Sudão e o Sudão do Sul) e Mali. O maior contingente de soldados de manutenção da paz ucraniano encontra-se na República Democrática do Congo.

(agência Lusa)

7h10 - Bombardeamentos em Sumi. Pelo menos nove pessoas morreram na noite de segunda-feira

Pelo menos nove pessoas, incluindo duas crianças, morreram na noite de segunda-feira num ataque aéreo na cidade de Sumi, cerca de 350 quilômetros a leste de Kiev, perto da fronteira com a Rússia. A informação é avançada pelos serviços de emergência ucranianos nesta terça-feira.

“Aviões inimigos atacaram insidiosamente prédios residenciais”, disseram os serviços de emergência ucranianos através do Telegram.

As equipas de socorro chegaram ao local por volta das 23h00 (hora local).
Ponto da situação

- Aviões russos bombardearam a cidade de Sumi, no nordeste, na noite de segunda-feira, danificando casas em áreas residenciais, adiantou Dmytro Zhivitsky, chefe da administração militar da cidade. "Há mortos e feridos", confirmou.

- O Ministério da Defesa russo anunciou tréguas locais, a partir das 7h00 desta terça-feira, para facilitar os corredores humanitários que permitam a retirada de civis, em várias cidades, incluindo a capital Kiev, Mariupol e Kharkiv e Sumi.

- Moscovo anunciou também que vai haver uma quarta ronda de negociações, em breve, a decorrer na Bielorrússia. A informação foi avançada por um negociador que esteve na terceira ronda de negociações que decorreu na segunda-feira.

- O encontro entre negociadores terminou sem que tivesse sido alcançado um acordo para a paz. Foram apenas conseguidos pequenos "avanços" na logística dos corredores humanitários.

- Para a próxima quinta-feira, dia 10, está previsto o primeiro encontro de alto nível desde o início da invasão: os ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e da Ucrânia vão encontrar-se, à margem do Fórum Diplomático que vai decorrer na Turquia, um encontro conjunto com o homólogo turco.

- Entre as condições apresentadas pela Rússia para parar o conflito, está o reconhecimento da Crimeia, de Donetsk e de Luhansk como estados independentes e a não-integração da Ucrânia na NATO.

- Moscovo divulgou ainda uma lista de países "hostis" que inclui todos os países da União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá. A esses países as empresas russas poderão agora pagar as dívidas em rublos, moeda que já perdeu oitenta por cento do valor desde o início do ano.

- As Nações Unidas referem que mais de 1,7 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa. A União Europeia estima que possam chegar aos 27 Estados-membros cinco milhões de refugiados.

- O presidente dos EUA, Joe Biden, o presidente francês Emmanuel Macron, o chanceler alemão Olaf Scholz e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson estão "determinados a continuar a aumentar o custo" infligido à Rússia em resposta à invasão da Ucrânia, de acordo com um comunicado divulgado segunda-feira pela Casa Branca.

No entanto, esta frente ocidental parece menos unida questão do embargo à venda de hidrocarbonetos russos, uma opção rejeitada pela Alemanha, muito dependente do gás russo.

- Os preços das principais matérias-primas estratégicas disparam, uma vez que Rússia e a Ucrânia são grandes fornecedores mundiais. A Rússia é um dos principais produtores de gás e petróleo e os investidores receiam possíveis interrupções no fornecimento de hidrocarbonetos.

- Os preços do petróleo, o Brent do Mar do Norte ou o WTI dos EUA, atingiram máximos históricos, superando brevemente 130 dólares por barril pela primeira vez desde 2008. O preço do gás atingiu um recorde histórico na Europa, de 345 euros por megawatt hora.

- As capacidades de exportação da Ucrânia também são motivo de preocupação, uma vez que juntamente com a Rússias é considerado um "celeiro" para o resto do mundo. Na Europa, o preço do trigo disparou desde o início do conflito para atingir um preço sem precedentes, atingindo os 450 euros por tonelada.