Reportagem

Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves, Inês Geraldo - RTP /

Marko Djurica - Reuters

Mais atualizações

22h34 - Dez mortos em Kharkiv

O governador de Kharkiv atualizou os números do bombardeamento na cidade. Oleg Sinegoubov anunciou dez mortes e 35 pessoas feridas.

20h53 - Rússia pediu apoio diplomático ao Brasil para interceder junto do FMI

A Rússia pediu apoio diplomático ao Brasil para interceder junto do FMI e do Banco Mundial, para não ser expulsa destas duas instituições. O Ministro das Finanças do Kremlin enviou uma carta a Paulo Guedes, Ministro da Economia brasileiro para que este tente mediar um acordo.


20h48 - Duplo bombardeamento na região de Odessa provocou pelo menos sete mortos

Na região de Odessa um duplo bombardeamento por rockets russos provocou pelo menos sete mortos civis e dezenas de feridos na cidade de Mykolaiv. O ataque ocorreu horas depois do anúncio do afundamento do navio emblemático, Moskva, construído naquela cidade e que os ucranianos asseguram ter sido atingido por misseis Neptuno de fabrico local.

A reportagem é dos enviados da RTP a Odessa, António mateus e Rodrigo Lobo.

20h45 - Rússia intensifica ataques em território ucraniano

Depois do afundamento do navio-almirante Moskva, a Rússia intensificou os ataques em território ucraniano.


20h40 - Rússia confirmou que navio-almirante no Mar Negro se afundou

A Rússia confirmou que o navio-almirante da sua frota no Mar Negro se afundou. Moscovo limitou-se a dizer que houve um incêndio, mas a Ucrânia disse que o navio foi atingido por dois mísseis ucranianos, informação confirmada pelos Estados Unidos.


20h33 - Rússia atacou fábrica de mísseis nos arredores de Kiev

A Rússia atacou uma fábrica de mísseis nos arredores de Kiev. Moscovo ameaçou intensificar os ataques e a Ucrânia pediu mais armas ao Ocidente.


20h32 - Rússia ameaçou Estados Unidos através de carta diplomática

A Rússia fez ameaças aos Estados Unidos. Moscovo avisou que o envio de ajuda militar à Ucrânia terá "consequências imprevisíveis". O aviso foi feito através de carta diplomática após a aprovação de uma nova ajuda militar americana de 800 milhões de dólares à Ucrânia.


18h41 - Cinco vítimas mortais em Mykolaiv

O governador da cidade de Mykolaiv disse esta sexta-feira que cinco pessoas morreram depois de serem atingidas com artilharia russa.

18h16 - Zelensky pede que Biden designe Rússia como "patrocinador do terrorismo"

De acordo com informações avançadas pelo The Washington Post, Zelensky disse, em conversações no meio mais próximo, que pediu ao presidente dos Estados Unidos para designar a Rússia como país "patrocinador do terrorismo.

O jornal avançou que a classificação pode ser dada a qualquer país que tenha "dado de forma repetida apoio ou suporte para atos internacionais de terrorismo". Esta lista inclui a Coreia do Norte, Cuba, Irão e Síria.

17h55 - Zelensky retoma receios da CIA sobre risco nuclear russo

O presidente ucraniano veio afirmar esta sexta-feira que "todo o mundo" deve estar "inquieto" face ao risco de um recurso a armas nucleares táticas contra a Ucrânia, por ordem de Vladimir Putin.

Na quinta-feira, William Burns, diretor da CIA, estimou que "a ameaça que o potencial recurso a armas nucleares táticas representa não deve ser tomada de forma ligeira". Isto no caso de o presidente russo entrar "em desespero", nas palavras do responsável norte-americano.

"Não constatámos verdadeiramente sinais concretos, como posicionamentos ou medidas militares, que poderiam agravar as nossas preocupações", contrapôs o número um da CIA.

Ouvido pela cadeia norte-americana CNN - durante uma entrevista que será difundida na íntegra no domingo -, Zelensky manifestou receios face a eventuais ataques nucleares ou "com armas químicas". "Eles podem fazê-lo. Para eles, as vidas das pessoas não valem nada", acrescentou.

A máquina de guerra russa dispõe de um vasto número de armas nucleares táticas - com potência inferior à bomba norte-americana que caiu sobre Hiroshima, no termo da II Guerra Mundial.

17h33 - Estados Unidos reforçam tese de ataque ao Moskva

Um alto responsável norte-americano, citado pela agência Reuters, avança que os Estados Unidos estão convictos de que o navio de guerra russo Moskva, principal vaso da frota do Mar Negro, foi atingido por dois mísseis Neptuno da Ucrânia, antes de se afundar.

O mesmo responsável adianta que Washington acreditar haver baixas na tripulação do navio, embora os números sejam incertos.

17h26 - O boomerang das sanções

O vice-primeiro-ministro russo Alexander Novak avisa que a Europa enfrentará dificuldades para substituir o gás e o petróleo russos em cinco a dez anos, acrescentando que as sanções estão a exercer uma histórica pressão sobre a economia mundial.

"A situação está a evoluir de acordo com o princípio de um boomerang: as consequências negativas afetaram precisamente os países que promoveram as restrições sancionatórias", escreveu Novak em artigo publicado numa revista do sector energético.

17h04 - "Não seremos perdoados"

As forças militares ucranianas estão "plenamente conscientes" de que a Rússia não vai perdoar o ataque ao vaso de guerra Moskva, "símbolo das ambições imperialistas", diz uma porta-voz militar.

"Estamos plenamente conscientes de que não seremos perdoados" pelo ataque ao Moskva, afirmou, em conferência de imprensa, a porta-voz do comando militar da região sul da Ucrânia, Natalia Goumeniouk, citada pela France Presse.

Segundo Goumeniouk, o ataque ao Moskva, que se afundou na quinta-feira no Mar Negro, após ter sido atacado pela Ucrânia com mísseis Neptuno, "não atingiu apenas o navio, atingiu as ambições imperiais do inimigo".

"Vimos navios a tentarem ajudar o Moskva, mas até as forças da natureza estavam do lado da Ucrânia, uma tempestade impediu que o navio fosse salvo e que a tripulação fosse resgatada", descreveu a porta-voz.

16h58 - Rússia expulsa funcionários da delegação da UE em Moscovo

As autoridades russas ordenaram a expulsão de 18 funcionários da delegação da União Europeia em Moscovo. Trata-se de uma retaliação pela expulsão, por parte de Bruxelas, de 19 russos, no início do mês.

A 5 de abril, a União Europeia declarou 19 funcionários russos personae non gratae por alegado envolvimento "em atividades contrárias ao seu estatuto diplomático".

A União Europeia já veio considerar "injustificada" a medida agora adotada pelo Kremlin.

"Os diplomatas em causa exercem as suas funções no quadro e em total respeito da Convenção de Viena sobre as relações diplomáticas", reagiram os diretórios comunitários.

16h47 - Zona residencial de Kharkiv atingida por artilharia russa

O governador regional de Kharkiv avança que uma vaga de bombardeamentos das forças russas atingiu uma zona residencial. Morreram pelo menos sete pessoas. Outras 34 ficaram feridas.

16h21 - Conceito russo de política humanitária


Vladimir Putin reuniu esta sexta-feira o Conselho de Segurança da Federação Russa para discutir o conceito de política humanitária.
Isto num momento em que Moscovo acusa Kiev de torturar militares russos e nega as atrocidades atribuídas às suas forças em cidades como Bucha ou Mariupol.

16h15 - Fotografias captadas em Kashpero-Nikolaevka

O enviado especial da RTP à Ucrânia António Mateus captou estas imagens de destruição numa zona rural próxima da frente da guerra, no sul do país.



15h45 - Moskva foi ao fundo. Governo ucraniano recorre à ironia

No Twitter, o Ministério da Defesa da Ucrânia "recorda a marinha russa de que os estreitos do Mar Negro estão fechados apenas para entrada".


"A parte da vossa frota que continua a flutuar ainda pode sair", acrescenta, referindo-se ao afundamento do cruzador russo Moskva.

15h42 - Ruas e praças de Kiev associadas à Rússia mudam de nome

O presidente da câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko, anuncia planos para rebatizar todas as ruas e praças da cidade de algum modo associadas à Rússia.

No Telegram, Klitschko revelou que a até agora Praça da Amizade entre Kiev e Moscovo passará a chamar-se Praça dos Heróis de Mariupol.

15h18 - Rússia bloqueia acesso ao site da Radio France Internationale

A Rússia bloqueou esta sexta-feira o acesso ao site da emissora pública francesa Radio France Internationale. Continua, assim, a aumentar a lista de órgãos de comunicação social bloqueados pelo regulador russo para as comunicações.

Este é o segundo site de notícias a ser suspenso por Moscovo só esta sexta-feira. De manhã, foi a vez do jornal online Moscow Times.

14h57 - Bombardeiros de longo alcance atacam Mariupol

Pela primeira vez desde o início da invasão da Ucrânia, as forças russas recorreram a bombardeiros de longo alcance para atacar Mariupol, adianta o porta-voz do Ministério ucraniano da Defesa, Oleksandr Motuzyanyk.

A mesma fonte indica que as forças da Federação Russa estão a concentrar esforços na captura das cidades de Rubizhne e Popasna, além de Mariupol.

14h40 - Polónia e Eslovénia recebem Mundial de voleibol retirado à Rússia

Polónia e Eslovénia vão ser os países anfitriões do Mundial de 2022 de voleibol masculino, cuja organização foi retirada à Rússia, na sequência da invasão da Ucrânia.

"A FIVB e o Volleyball World anunciaram que a Polónia e a Eslovénia sediarão o campeonato Mundial masculino de Voleibol da FIVB 2022, com outros países europeus, que se vão juntar mais tarde, depois da organização do evento ter sido retirada à Rússia, devido à guerra na Ucrânia", lê-se na nota divulgada no site do organismo.

Segundo os regulamentos da FIVB, uma vez que polacos e eslovenos já estão apurados para o torneio, os ucranianos foram convidados para substituírem os russos, tendo em conta que é a equipa mais próxima e mais bem classificada no ranking mundial.

14h32 - Quadro em Mariupol mantém-se

O Ministério ucraniano da Defesa afirma que a situação na cidade de Mariupol permanece dura, com incessantes combates urbanos.

13h55 - Moscovo evita comentar falhas na Ucrânia e renova ameaças

Depois do afundamento do navio Moskva, Moscovo evita comentar falhas na ofensiva contra a Ucrânia.
A Rússia promete novos ataques contra Kiev e ameaçou também colocar armas nucleares no Báltico.

13h53 - Odessa continua em alerta

Em Odessa, as forças ucranianas celebram o afundamento do navio russo Moskva após um alegado ataque com mísseis por parte de Kiev. Ainda assim, a cidade mantém-se em alerta e as sirenes continuam a soar.
Os enviados especiais da RTP a Odessa, António Mateus e Rodrigo Lobo, dão conta dos últimos desenvolvimentos na guerra.

13h45 - Kiev em sobressalto

Em Kiev, o mais recente ataque russo, durante a madrugada desta sexta-feira, deixou a capital em sobressalto. É ainda difícil verificar, no terreno, todas as consequências deste ataque.
Os enviados especiais da RTP a Kiev, José Manuel Rosendo e Sérgio Ramos, estão a acompanhar todos os desenvolvimentos.

13h16 - Quase cinco milhões escaparam da guerra

Foram 4.796.245 os ucranianos que fugiram da guerra no seu país desde o início da invasão russa, há 51 dias. Perto de 60 por cento rumaram à Polónia. O balanço é do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações, cerca de 215 mil cidadãos não ucranianos abandonaram também o país.

13h06 - Rublos por energia

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, diz que a Rússia pretende expandir a utilização do rublo paa exportações energéticas, acrescentando que é cedo para apontar prazos e detalhes.

"O presidente [Vladimir Putin] implementou uma abordagem metódica e passo a passo para expandir a utilização da moeda nacional", declarou Peskov.

12h54 - Ministro alemão propõe-se "enervar Putin"

O ministro alemão da Economia e vice-chanceler, Robert Habeck, apela aos alemães para que poupem energia, tendo em vista "enervar Putin".

"Exorto cada um e cada uma a contribuir desde já para as poupanças de energia", disse Habeck durante uma entrevista à imprensa alemã.

12h44 - Ponto de situação


  • Kiev voltou a ser alvo, na última madrugada, de bombardeamentos russos. As forças de Moscovo atingiram várias outras cidades do país, entre as quais Kharkiv e Kherson.

  • Na capital ucraniana, as tropas da Rússia dizem ter atingido uma fábrica de mísseis e ameaçam intensificar os ataques, caso os ucranianos continuem com aquilo que Moscovo classifica de atos de sabotagem em território russo.

  • Na sequência do afundamento do vaso de guerra Moskva, Moscovo evita comentar falhas na ofensiva contra a Ucrânia. O Moskva é o primeiro cruzador russo a naufragar desde a II Guerra Mundial.

  • Duzentos e vinte e um militares portugueses partiram esta manhã para Roménia, onde vão integrar uma missão da NATO. A cerimónia de despedida contou com a presença do presidente da República e da ministra da Defesa. Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que irá deslocar-se à Roménia dentro de dois a três meses, depois do primeiro-ministro.

  • A Finlândia, pela voz da ministra para os Assuntos Europeus, dá como "altamente provável" a adesão do país nórdico à NATO. O Ministério russo dos Negócios Estrangeiros renova o aviso: a entrada da Finlândia e da Suécia na Aliança Atlântica acarretaria consequências para a segurança europeia como um todo.

12h15 – Rússia bloqueia site do jornal Moscow Times

O regulador russo para as comunicações bloqueou esta sexta-feira o acesso ao site do Moscow Times, jornal de língua inglesa que cobre os acontecimentos na Rússia há três décadas, desde o colapso da União Soviética.

No mês passado, o jornal retirou a maioria dos seus trabalhadores de Moscovo, instalando-os em Amsterdão.

12h05 - Rússia diz que 20 prédios e escola foram danificados por bombardeamento ucraniano

Mais de 20 prédios e uma escola terão ficado danificados como resultado de um bombardeamento ucraniano numa vila russa na região de Belgorod na quinta-feira, avança a agência de notícias TASS, citando autoridades regionais.

11h41 - Mais de 2,75 milhões de refugiados recebidos na Polónia

Mais de 2,75 milhões de refugiados ucranianos rumaram à Polónia desde o início da invasão russa, segundo o balanço da guarda fronteiriça polaca.

Nas últimas semanas, este fluxo tem vindo a decrescer. Aumentou, por outro lado, o número de pessoas que estão a entrar na Ucrânia.

Na passada quinta-feira, 26.800 pessoas cruzaram a fronteira rumo à Polónia, mais oito por cento relativamente à véspera. A maior vaga ocorreu a 6 de março, quando chegaram a solo polaco 142.300 refugiados.

Estima-se que o número de refugiados que permanecem na Polónia seja de 1,2 a 1,4 milhões.

11h31 - Moldova sinaliza perigo

As autoridades da Moldova consideram "perigosos" os dados dos serviços britânicos de informações militares que apontam para esforços russos de recrutamento de cidadãos daquele país como reforços militares.

Segundo Londres, Moscovo estaria a procurar reforçar as suas forças na Ucrânia através de um esforço de recrutamento na região da Transdnístria.

11h14 - Adesão à NATO terá "consequências", reitera Moscovo

Uma adesão à NATO por parte da Suécia e da Finlândia teria "consequências" para ambos os países e para a segurança da Europa, advertiu hoje o Ministério russo dos Negócios Estrangeiros.

Suécia e Finlândia, afirma em comunicado a porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, "devem compreender as consequências de uma tal medida para as relações bilaterais e para a arquitetura europeia de segurança no seu todo".

"Ser membro da NATO não pode reforçar as suas seguranças nacionais. De facto, serão a primeira linha da NATO", acrescenta.

10h45 - Adesão da Finlândia à NATO "altamente provável"

A ministra finlandesa para os Assuntos Europeus, Tytti Tuppurainen, afirma que o cenário de adesão do país nórdico à Aliança Atlântica é "altamente provável", acrescentando que o processo, a concretizar-se, deverá ser "o mais rápido possível".

10h00 - Nove corredores humanitários


A vice-primeira-ministra ucraniana dá conta de um acordo para a abertura de nove corredores humanitários no leste e no sul do país durante o dia.

Todavia, uma porta-voz do Comité Internacional da Cruz Vermelha aponta dificuldades na implementação destes percursos.

"A linha da frente é sempre volátil, as tréguas são frágeis e também é preciso que toda a cadeia de comando esteja ao corrente destas tréguas, da rota concreta, do tempo, e isto torna tudo difícil de implementar", afirmou Lucile Marbeau à emissora britânica Radio 4.

09h15 – Força militar portuguesa parte para missão da NATO na Roménia

A primeira força nacional destacada para a Roménia partiu esta manhã do aeroporto militar de Figo Maduro, em Lisboa. São duzentos e vinte e um militares.

Duzentos e um pertencem à companhia de atiradores e vinte são elementos da equipa de operações especiais que irão participar numa missão de dissuasão da NATO, no contexto da guerra na Ucrânia.

O Presidente da República esteve presente na cerimónia de partida e defendeu o objetivo primordial da missão.

09h01 – Zelensky saudou determinação dos ucranianos no 50.º dia da guerra

O Presidente da Ucrânia saudou a determinação dos ucranianos perante o ataque da Rússia, ao assinalar, durante um discurso noturno, o final do 50.º dia de guerra, marcado pelo afundamento do navio russo que comandava a Frota do Mar Negro.

No seu já habitual discurso noturno aos ucranianos, Volodymyr Zelensky fez uma única referência ao cruzador "Moskva", ao elogiar "aqueles que mostraram que os navios de guerra russos podem navegar para longe, mesmo que seja até ao fundo" do mar.

Zelensky disse ainda aos ucranianos que devem orgulhar-se de terem sobrevivido 50 dias sob ataque russo, quando os invasores lhes deram "um máximo de cinco".

Nessa altura, até mesmo líderes mundiais amigos o exortaram a partir, sem saber se a Ucrânia poderia sobreviver, contou. "Mas eles não sabiam como os ucranianos são corajosos, como valorizamos a liberdade e a possibilidade de viver da forma que desejamos", disse, citado pela agência norte-americana AP.

Zelensky reafirmou que a Rússia "será responsabilizada por tudo o que tiver feito na Ucrânia".

08h44 – Rússia promete mais ataques com mísseis em Kiev após ataque noturno

O Ministério da Defesa da Rússia prometeu esta sexta-feira mais ataques contra a capital ucraniana e avançou que as suas forças assumiram completamente o controlo da Fábrica de Aço Ilyich, na cidade portuária sitiada de Mariupol.

Na quarta-feira, Moscovo tinha afirmado que 1.026 soldados da 36.ª Brigada de Fuzileiros Navais da Ucrânia se renderam perto da fábrica.

08h39 – Rússia diz ter atingido fábrica ucraniana de produção de mísseis

O Ministério da Defesa da Rússia avançou que Moscovo atingiu um alvo militar nos arredores de Kiev com mísseis de cruzeiro durante a madrugada. O alvo terá sido a fábrica de Vizar, que produz e arranja mísseis ucranianos.

08h30 – Nove corredores humanitários acordados para esta sexta-feira

A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, disse que foram acordados esta sexta-feira nove corredores humanitários para retirar civis, inclusivamente na cidade sitiada de Mariupol.

Outras rotas de evacuação incluem as de Berdiansk, Tokmak, Enerhodar e Sievierodonetsk.

08h09 - PR salienta que missão militar portuguesa na Roménia visa prevenir e defender a paz

O Presidente da República afirmou que a força militar portuguesa que hoje partiu para a Roménia vai prevenir e defender a paz no leste da Europa e adiantou que o primeiro-ministro a visitará dentro de um mês.

"É uma missão já prevista e agora consolidada, projetada e reforçada num país amigo, aliado - a Roménia - no quadro de uma aliança defensiva e não ofensiva. Uma aliança que não ataca, que está preparada para prevenir, preservar e defender a paz. É essa também a vossa missão", sustentou Marcelo Rebelo de Sousa.
Ponto de situação
  • Navio russo danificado. Moscovo diz que o navio Moskva foi ao fundo, quando estava a ser rebocado para o porto de Sebastopol. Já Kiev alega que foi atingido por dois mísseis ucranianos. O antigo diretor da CIA David Petraeus considerou a admissão russa do afundamento do navio como "um raro momento de verdade".

  • Rússia acusada de genocídio. O Departamento de Estado norte-americano está a juntar provas para avançar com um caso contra a Rússia pela prática de crimes de genocídio, mas o processo pode demorar algum tempo.

  • Fome em Mariupol. O diretor-executivo do Programa Alimentar Mundial alertou que a população da cidade sitiada de Mariupol está "a morrer à fome" e que a crise humanitária na Ucrânia piorará nas próximas semanas, quando a Rússia intensificar a ofensiva.

  • Rússia ameaçou países da União Europeia. Moscovo anunciou que irá colocar armas nucleares e mísseis hipersónicos na região do Báltico caso a Suécia e a Finlândia, dois países da União, decidam aderir à NATO. A Rússia disse mesmo que os dois países se tornarão inimigos.