Reportagem

Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

Inês Geraldo, Andreia Martins - RTP /

Ucrânia insiste em obter libertação de militares do batalhão Azov Reuters

Mais atualizações

01h00 - Porta-voz do Pentágono acusa Putin de "depravação e brutalidade"

O porta-voz do Pentágono emocionou-se durante uma conferência de imprensa sobre os ataques russos na Ucrânia. John Kirby acusa Vladimir Putin de "depravação e brutalidade" e diz que é impossível alguém com o mínimo de moral e de ética justificar tais atos.


00h28 - Ameaça nuclear. Rússia diz que não está em guerra com a NATO

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros diz que a Rússia não está em guerra com a NATO. Sergei Lavrov acrescenta que isso aumentaria o risco de uma guerra nuclear, algo que não pode ser permitido, e garante que é o Ocidente que está a levantar este tema da guerra nuclear e não Moscovo.
Em declarações à televisão Al Arabiya, do Dubai, o governante russo adiantou também que o Kremlin e Kiev já podiam ter obtido melhores resultados nas conversações de paz e que isso só não aconteceu por causa da mudança de posição constante dos ucranianos, que, diz Lavrov, estão a receber ordens dos Estados Unidos e do Reino Unido.

O alto responsável russo não se compromete com uma data para o fim da guerra, dizendo que ela terminará "quando os objetivos forem alcançados" e reitera que qualquer fornecimento de armas pelo Ocidente é um alvo legítimo para a Rússia.

00h15 - Zelensky acusa Rússia de estar a transformar Mariupol num campo de concentração

O Presidente ucraniano acusa a Rússia de estar a transformar Mariupol num campo de concentração. Volodymyr Zelensky diz que a defesa e a proteção do país é uma luta pela vida.


00h00 - Militares ucranianos pedem ajuda à Turquia para a retirada de civis de Azovstal

O comandante dos fuzileiros na fábrica de aço Azovstal, em Mariupol, pede ao presidente da Turquia que ponha em prática um processo de "extração" que leve os ucranianos retidos em Mariupol para aquele país.

Afirma que seiscentos oficiais retidos nessas instalações estão feridos e com extrema necessidade de ajuda e que, entre os cerca de mil civis, há também quem precise de assistência médica.
Um apelo no dia em que o Presidente ucraniano voltou a manifestar-se disponível para encontrar-se com Vladimir Putin, apesar das atrocidades cometidas em Mariupol e em Bucha.

Volodymyr Zelesnky diz também que foi encontrada uma nova vala comum em Kiev, embora não se saiba com quantos corpos. Até agora, foram encontrados um total de novecentos cadáveres, em diferentes valas comuns, em vários locais de Kiev.

As tropas ucranianas fizeram explodir uma ponte ferroviária em Donetsk, onde estavam vagões russos, impossibilitando desta forma que as tropas russas cheguem de comboio à cidade de Lyman, em Donetsk.

23h36 - EUA recusam lidar com a Rússia no G20 "como se nada tivesse acontecido"

Os Estados Unidos recusam-se a agir com a Rússia e Vladimir Putin "como se nada tivesse acontecido" na Ucrânia, revelou esta sexta-feira Washington, em reação ao convite dos russos para a cimeira do G20, agendada para novembro na Indonésia.

"Continuamos a acreditar que não podemos simplesmente agir como se nada tivesse acontecido em relação à participação da Rússia na comunidade internacional ou nas instituições internacionais", referiu a vice-porta-voz do Departamento de Estado, Jalina Porter, em declarações aos jornalistas.

Jalina Porter não especificou se, por causa do convite à Rússia, Washington se recusa a participar na cimeira ou não, noticia a agência France-Presse (AFP).

O Presidente indonésio, Joko Widodo, confirmou hoje que convidou a Rússia, e o chefe de Estado, para a cimeira do G20 a realizar em novembro.

Widodo revelou também que convidou o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para a cimeira que decorrerá na Indonésia, apesar de a Ucrânia não integrar o grupo.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, "expressou publicamente a sua oposição à presença do Presidente Putin no G20", salientou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, aos jornalistas, saudando o convite aos ucranianos.

Jen Psaki acrescentou que os Estados Unidos têm estado em contato com os indonésios e que o convite russo era anterior à invasão, que começou em 24 de fevereiro.

Jacarta, que detém a presidência do G20 este ano, tem estado sob forte pressão do Ocidente, liderada pelos Estados Unidos, para excluir a Rússia do grupo desde que começou a invasão da Ucrânia.

(agência Lusa)

22h05 - Exército ucraniano retoma localidade perto de Kharkiv

Centenas de pessoas foram hoje retiradas de Kharkiv para a localidade próxima de Ruska Lozava, que esteve sob ocupação russa durante mais de um mês.

Cerca de metade das pessoas saíram da cidade utilizando diversos meios de transporte, ou a pé, após intensos combates que forçaram ao recuo das forças russas e ao controlo total desta localidade pelas forças ucranianas, indicou o governador regional de Kharkiv.

Num vídeo divulgado pelo batalhão Azov, militares hasteiam a bandeira ucraniana azul e amarela no edifício governamental situado no centro da povoação, apesar de prosseguirem confrontos nos arredores.

Na sua chegada a Ruska Lozava, situada a cerca de 20 quilómetros de Kharkiv, diversos refugiados citados pela agência noticiosa Associated Press (AP) referiram-se às duras condições que enfrentaram quando foram forçados a refugiarem-se nos abrigos subterrâneos, com escassez de água, alimentos e sem eletricidade.

(agência Lusa)

21h34 - "Depravação e crueldade". As acusações do Pentágono a Putin

O Pentágono acusou esta sexta-feira Vladimir Putin de "depravação e crueldade" devido ao comportamento das tropas russas em território ucraniano, sendo acusadas de matar civis, nos quais se incluem crianças.

John Kirby, porta-voz do ministério da Defesa dos Estados Unidos, disse ser difícil falar das atrocidades que viu nas cidades ucranianas de Irpin, Borodyanka e Bucha.

"É difícil olhar para algumas imagens e imaginar que um líder sério poderia fazer isto".

21h06 - Ucranianos insatisfeitos com explicações da Câmara de Setúbal

O presidente da Associação de Ucranianos em Portugal esteve na reunião da Assembleia Municipal e obteve a resposta formal do presidente, de que a autarquia está a apoiar e acolher refugiados ucranianos, mas permanece céptico sobre a ignorância alegada sobre as ligações da funcionária russa encarregada do acolhimento.


20h55 - Funcionária pró-Putin recebia refugiados ucranianos na Câmara de Setúbal

Refugiados ucranianos terão sido recebidos na câmara de Setúbal por russos pró-Putin. Depois de denunciada a situação, a autarquia afastou a funcionária russa que tratava do acolhimento dos refugiados e pediu uma investigação ao Ministério da Administração Interna.


20h45 - Aumentou o movimento na fronteira entre a Transnístria e a Moldova

Algumas famílias receiam que a guerra se estenda ao território russófono que se quer separar da Moldova. O enviado-especial da RTP à Moldova, Paulo Jerónimo, falou com os fugitivos.


20h40 - Contagem de civis mortos na região de Kiev já ultrapassou os 1.200

Só em Irpin morreram 300 pessoas, muitas das quais abatidas quando tentavam arranjar água ou comida, como constataram os enviados-especiais da RTP a Kiev, Hélder Silva e André Mateus Pinto.


20h35 - Ucrânia insiste em obter libertação de militares do batalhão Azov

A operação de retirada dos civis do complexo Azovstal, em Mariupol, não foi suspensa nem anulada, continuando a haver expectativas de que se possa abrir um corredor humanitário nos próximos dias.

A Ucrânia insiste em retirar, além dos civis, os militares do antigo batalhão de Azov, e tem-se tornado um pomo de discórdia nas negociações a oposição russa a que saiam os militares identificáveis com cruzes suásticas, por exemplo.

20h29 - Falhou a retirada dos cerca de mil civis na fábrica de aço de Mariupol

A Ucrânia ainda chegou a desenhar uma operação, mas os russos mantiveram o bloqueio ao complexo industrial, ao contrário do que estava em princípio acordado entre Vladimir Putin e as Nações Unidas.


20h25 - NATO adverte sobre possibilidade de uma guerra para vários anos

A NATO avisou que a guerra na Ucrânia pode durar anos. A Aliança Atlântica disse que o apoio ao país terá de ser mantido enquanto o conflito durar.

O Ministério da Defesa russo assumiu a autoria dos bombardeamentos com mísseis de longo alcance de alta precisão e que visaram um alvo industrial.

Os mísseis russos que caíram sobre Kiev ficaram muito próximos do local onde estava na altura o secretário-geral da ONU numa reunião com o presidente ucraniano e deixaram António Guterres chocado.

Para o presidente da Ucrânia, que agradeceu aos Estados Unidos o reforço do apoio militar, bombardear a cidade onde estava o líder das Nações Unidas foi mais uma tentativa de humilhação por parte da Rússia.

20h21 - Rússia não considera estar em Guerra com a NATO

Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, disse esta sexta-feira que não considera que a Rússia está em guerra com a NATO já que tal acontecimento iria aumentar a probabilidade de uma guerra nuclear e culpa a Ucrânia pelo empatar das negociações entre os dois países. A informação foi avançada pela agência RIA.

A agência noticiosa divulgou também que Lavrov, em declarações a um canal sedeado no Dubai, disse que a Ucrânia está a mudar constantemente de posição durante as negociações.

19h34 - Paris e Berlim querem proteger Moldova de riscos de “desestabilização”

Os chefes da diplomacia da França e da Alemanha vieram esta sexta-feira a público dizer que querem apoiar a Moldova para riscos de “desestabilização” que a invasão russa da Ucrânia possa trazer ao antigo estado soviético.

A Moldova tem sentido alguns percalços, especialmente na região da Transnístria (região pró-russa), que sentiu algumas explosões durante a última semana. A França veio a público mostrar apoio à Moldova e disse apoiar a “integridade territorial” do país.

19h28 - Zelensky diz que negociações podem cair

O presidente da Ucrânia disse esta sexta-feira que as negociações com a Rússia estão prestes a cair e culpou as ações das tropas russas em território ucraniano. A informação é avançada pela agência russa de notícias Interfax.

18h24 - Ofensiva russa no Donbass está a registar atrasos

A ofensiva russa no Donbass, que progride "lentamente e de forma desigual" devido à resistência do exército ucraniano, está atrasada em relação ao calendário previsto, indicou hoje um alto responsável do Pentágono.

"Pensamos que estão atrasados em relação ao que esperavam cumprir no Donbass", declarou aos `media` o alto responsável, que falou sob anonimato.

"Têm pelo menos alguns dias de atraso", precisou. "Estão longe de garantir a ligação" das tropas que entraram na região de Kharkiv (leste), a norte do Donbass, e as provenientes do sul do país, um dos objetivos do exército russo para apanhar em movimento de tenaz as forças ucranianas deslocadas na linha da frente em torno das zonas separatistas de Donetsk e Lugansk.

"Não estão a avançar rapidamente", sublinhou. "Alguns quilómetros por dia, é o máximo que conseguem porque são repelidos" pelo exército ucraniano.

Apesar do início dos combates, "pensamos que continuam a criar as condições para uma ofensiva apoiada, mas vasta e mais longa", acrescentou o alto responsável do Departamento de Defesa norte-americano.

(agência Lusa)

18h03 - Governo da Letónia anuncia 116 milhões de euros para apoio aos refugiados no país

O Governo da Letónia está disposto a investir 116 milhões de euros para alojar, alimentar e apoiar os 25.600 refugiados ucranianos registados até à data no país, anunciaram hoje membros do Executivo.

Este orçamento incluirá um pagamento único de 272 euros por adulto e 190 euros por criança e um subsídio mensal de 109 euros para o primeiro membro de cada família e 76 euros para os outros, bem como cestas básicas de alimentos.

Os refugiados também poderão utilizar os transportes públicos gratuitamente e terão acesso a aulas para aprender em letão.

(agência Lusa)

17h37 - Conselho de Segurança da ONU vai discutir ataques em Kiev

O Conselho de Segurança da ONU vai discutir na próxima semana os ataques russos a Kiev durante a visita de António Guterres. O anúncio foi feito pela embaixadora britânica na ONU que presidiu este mês ao Conselho de Segurança.

Bárbara Woodward considerou os ataques russos de “preocupantes” e que a agressão será discutira na próxima semana.

"Durante a visita do secretário-geral a Kiev na quinta-feira, registaram-se ataques de mísseis à cidade e isso é motivo de grande preocupação", disse Woodward, adiantando que o Conselho de Segurança discutirá esse assunto na próxima semana durante uma reunião sobre a Ucrânia, já sob a presidência mensal dos Estados Unidos da América.

17h24 - Países Baixos reabrem embaixada em Kiev

O Governo neerlandês anunciou que vai reabrir hoje a embaixada dos Países Baixos em Kiev, com uma "pequena equipa" e num gesto definido como um "sinal diplomático" para a Ucrânia.

Em declarações aos `media`, o ministro dos Negócios Estrangeiros Wopke Hoekstra, assegurou que a reabertura da embaixada na capital ucraniana é "importante" para os dois países, com Haia a sublinhar a "estreita relação" de cooperação, incluindo o envio de ajuda militar e humanitária à Ucrânia.

"Nunca estamos isentos de riscos, mas tendo avaliado a situação global julgamos que é sensato e aceitável. É uma pequena equipa e a segurança foi analisada com muito cuidado", acrescentou Hoekstra, que se referiu a um "sinal diplomático muito importante" para a Ucrânia.

Hoekstra também confirmou hoje o envio para a Ucrânia "na primeira quinzena de maio" de 30 polícias holandeses com o objetivo de investigarem alegados crimes de guerra e com uma permanência no país durante duas semanas, nos arredores de Kiev, sob os auspícios do Tribunal Penal Internacional.

(agência Lusa)

16h30 - NATO. Suécia admite que decisão da Finlândia irá influenciar

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Ann Linde, admitiu hoje, em Helsínquia, que a decisão tomada pela Finlândia sobre a sua possível entrada na NATO "afetará muito" a decisão do seu país sobre a adesão à Aliança.

Os dois países, os únicos nórdicos não-alinhados militarmente, estão a ponderar candidatar-se à NATO na sequência da invasão russa da Ucrânia, sendo que o processo da Finlândia está mais avançado.

De acordo com a imprensa local, o Governo finlandês pretende tornar pública a sua decisão de solicitar a adesão em meados de maio, apesar das repetidas ameaças do Kremlin (presidência russa) para que não o faça.

Na Suécia, os partidos políticos ainda estão a debater no parlamento a possibilidade de pedir a adesão e irão apresentar um relatório sobre a nova política de segurança em 13 de maio, um mês depois de a Finlândia ter feito o mesmo.

Estocolmo e Helsínquia aumentaram consideravelmente a cooperação e os contactos bilaterais nas últimas semanas para tentar chegar a um acordo sobre uma posição conjunta em relação à NATO e, eventualmente, solicitar a sua entrada ao mesmo tempo.

"Não há outros países que tenham uma cooperação tão forte entre si fora da NATO como a Finlândia e a Suécia", disse Linde em conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo finlandês, Pekka Haavisto.

Os dois ministros acordaram reforçar essa cooperação se for necessário enfrentar Moscovo, o que inclui o planeamento de operações em situações de crise e conflito.

(agência Lusa)

16h28 - Estados Unidos não vêem ameaça nuclear como real

Um funcionário do setor da Defesa dos Estados Unidos declarou esta sexta-feira que apesar da retórica russa em relação ao uso de armas nucleares na Ucrânia, os Estados Unidos não vêem a ameaça como real.

“Continuamos a monitorizar as capacidades nucleares da Rússia todos os dias da melhor maneira possível e não vemos uma ameaça sobre o uso de armas nucleares e também não há ameaça ao território da Nato”, declarou o funcionário, numa notícia divulgada pela Reuters.

16h06 - Notícia do Expresso parece querer "prejudicar o PCP"

Jerónimo de Sousa diz que a notícia sobre o alegado acolhimento de refugiados na Câmara de Setúbal por pessoas pró-russas parece ter como objectivo prejudicar o PCP.

Mas o líder dos comunistas considera também que a situação precisa de ser esclarecida também ao nível de outras autarquias.

16h00 - Rússia vai celebrar Dia da Vitória sem líderes estrangeiros

A Rússia vai celebrar os 77 anos da vitória sobre a Alemanha nazi com um desfile militar em 9 de maio, na Praça Vermelha de Moscovo, sem a presença de líderes mundiais, confirmou hoje a Presidência russa.

"Não convidámos nenhum líder mundial para o Dia da Vitória. Este ano não é um aniversário redondo", disse o porta-voz presidencial russo, Dmitri Peskov, citado pela agência espanhola EFE.

A capitulação do regime nazi na Segunda Guerra Mundial foi assinada em Berlim na noite de 08 de maio de 1945, quando já era o dia 09 na Rússia e nos países vizinhos.

A data foi glorificada pela então União Soviética, que perdeu 24 milhões de civis e militares na guerra iniciada em 1939, e tem sido aproveitada pelo regime do Presidente Vladimir Putin como um momento de exaltação e glorificação da Rússia.

O Kremlin (Presidência) confirmou que, ao contrário de 2020, quando a pandemia de covid-19 forçou ao adiamento do desfile militar, a guerra na Ucrânia não impedirá as celebrações do Dia da Vitória este ano.

(agência Lusa)

15h55 - Ucrânia pede reunião de emergência com a OMS

A Ucrânia escreveu uma carta à Organização Mundial de Saúde a pedir uma reunião de emergência para discutir a situação das condições de saúde no país desde o início da invasão russa, a 24 de fevereiro.

Uma carta obtida e divulgada pela Reuters e que foi apoiada por muitos outros países. A carta foi enviada pela missão ucraniana em Geneva, na Suíça, onde se encontra a sede da Organização Mundial de Saúde. A carta foi assinada por 38 países, nos quais se incluem o Reino Unido, a Alemanha e a França.

A carta é dirigida a Hans Kluge, diretor regional europeu da OMS, e pede uma reunião até 9 de maio e falou nos ataques russos a infraestruturas de saúde na Ucrânia que levou à paragem da campanha de vacinação no país e levantou problemas de saúde relacionados com a radioatividade e outros eventos químicos.

O documento também se dirige a Tedros Ghebreyesus e pede para que o assunto seja discutido em maio, na assembleia da Organização Mundial de Saúde, onde estarão reunidos mais de 190 membros, que vão tentar chegar a conclusões sobre reformas para futuras pandemias.

15h44 - Mais de 5,4 milhões de refugiados, quase 57 mil nas últimas 24 horas

Quase 57.000 ucranianos fugiram do seu país nas últimas 24 horas, elevando o total de refugiados da guerra para mais de 5,4 milhões, anunciou hoje o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

O fluxo de pessoas que fogem diariamente da Ucrânia desde que as forças russas invadiram o país, a 24 de fevereiro, estava a diminuir muito acentuadamente desde o final de março, mas voltou a aumentar nos últimos dias.

Segundo o ACNUR, até hoje deixaram o seu país 5.429.739 ucranianos, mais 56.885 pessoas do que na contagem divulgada na quinta-feira.

Este é o maior afluxo de refugiados desde a II Guerra Mundial, sendo que cerca de 90% dos que fugiram são mulheres e crianças, já que as autoridades ucranianas não permitem a saída de homens em idade militar.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM), também ligada às Nações Unidas, indicou que mais de 7,7 milhões de pessoas estão deslocadas dentro do país, sendo que quase dois terços das crianças ucranianas tiveram de fugir de suas casas.

(agência Lusa)

15h33 - Reino Unido envia equipa para investigar crimes na Ucrânia

A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido anunciou esta sexta-feira que vai ser enviada uma equipa de especialistas britânicos para território ucraniano para investigar possíveis crimes de guerra.

Liz Truss anunciou, nos Países Baixos, o envio da equipa depois de se encontrar com o homónimo neerlandês e antes da visita ao Tribunal Penal Internacional.

14h47 - Departamento de Defesa dos EUA pede aos cidadãos norte-americanos que não combatam na Ucrânia

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, pediu esta sexta-feira aos norte-americanos para que não se desloquem à Ucrânia para combater na guerra.

"Continuamos a apelar aos norte-americanos que não vão para a Ucrânia. É uma zona de guerra ativa, não é um país para onde devam viajar", vincou.

O comentário surge depois da notícia da morte de um antigo fuzileiro norte-americano, contratado por uma empresa privada para combater na Ucrânia.

Willy Joseph Cancel, de 22 anos, morreu na última segunda-feira. O Pentágono lamentou a morte do antigo fuzileiro norte-americano e disse compreender os "motivos altruístas", mas destacou que é possível apoiar a Ucrânia de formas "seguras e efetivas".

14h11 - Rússia deve ser expulsa da Ucrânia, diz primeira-ministra da Estónia

Em entrevista à BBC, Kaja Kallas considerou esta sexta-feira que os países ocidentais devem procurar a vitória da Ucrânia sobre a Rússia.

"Se houver algum tipo de acordo de paz em que todos ficam onde estão, então a agressão [russa] realmente compensa", referiu a governante, considerando que a Rússia não deve ficar com o território que "ocupou à força" no país vizinho.

Considera que a segurança europeia está risco e que todos os países europeus devem perceber que "o problema do nosso vizinho hoje será o nosso problema amanhã".

14h05 - Dezenas de sobreviventes do Holocausto retirados da Ucrânia

O jornal norte-americano The New York Times revela que perto de 80 sobreviventes do Holocaustro foram retirados da Ucrânia. São pessoas com idade avançada e de saúde frágil, pelo que a retirada ocorreu com grande complexidade.

Muitos destes sobreviventes acabaram por ser levados para a Alemanha, outros recusaram-se a viajar para aquele país.

13h59 - Setúbal, Aveiro, Gondomar e Albufeira têm pró-russos a receber refugiados ucranianos, acusa associação

O presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal alerta que, para além de Setúbal, também Aveiro, Gondomar e Albufeira estão a permitir que organizações pró-russas recebam refugiados vindos da Ucrânia.

Em entrevista à RTP, Pavlo Sadokha explicou que estas organizações, das quais fazem parte russos e ucranianos pró-Moscovo, são reconhecidas pela embaixada da Rússia em Portugal.

13h34 - PCP diz que acolhimento a refugiados em Setúbal é feito com "critérios de integração"

O PCP sustentou hoje que o trabalho desenvolvido com imigrantes no município de Setúbal, liderado por um autarca eleito pela CDU, "caracteriza-se por critérios de integração", rejeitando exclusões ou "sentimentos xenófobos" no acolhimento a refugiados.

Numa curta resposta enviada à agência Lusa, o PCP refere que "o trabalho com imigrantes que há muito se desenvolve no município de Setúbal caracteriza-se por critérios de integração e amizade entre os povos onde não prevalecem nem exclusões nem sentimentos xenófobos".

O partido argumenta que num momento em que "se impõe um reforço do apoio aos refugiados, em particular aos ucranianos, esta conceção humanista é ainda mais importante".

A Câmara Municipal de Setúbal é liderada por André Martins, militante do Partido Ecologista "Os Verdes", eleito nas últimas autárquicas pela Coligação Democrática Unitária (CDU), da qual fazem parte o PCP e o PEV.

Segundo revelou hoje o jornal Expresso, pelo menos 160 refugiados ucranianos já terão sido recebidos por Igor Khashin, antigo presidente da Casa da Rússia e do Conselho de Coordenação dos Compatriotas Russos, e pela mulher, Yulia Khashin, funcionária do município setubalense.

De acordo com o Expresso, Igor Khashin, líder da Associação dos Emigrantes de Leste (Edintsvo), subsidiada desde 2005 até março passado pela Câmara de Setúbal, e a mulher terão, alegadamente, fotocopiado documentos de identificação dos refugiados ucranianos, no âmbito da Linha de Apoio aos Refugiados da Câmara Municipal de Setúbal.

De acordo com o Expresso, Igor Khashin e a mulher terão também questionado os refugiados sobre os familiares que ficaram na Ucrânia, mas a Câmara Municipal de Setúbal garante que "nunca foi feita tal pergunta".

O jornal Expresso refere ainda que Igor Khashin é um dirigente associativo com dupla nacionalidade, que se apresenta como "gestor de projetos", e que as associações a que terá estado ligado estavam nos sites da Ruskyi Mir e da Rossotrudnichestvo, instituições estatais criadas pelo Kremlin para divulgar a cultura e o mundo russos, mas que, segundo fontes citadas pelo jornal, "podem servir de cobertura a elementos dos serviços secretos" da Rússia.

(agência Lusa)

13h17 - Câmara de Setúbal retira técnica russa do acolhimento 

Em comunicado enviado às redações, a Câmara Municipal de Setúbal indica que vai pedir ao Ministério da Administração Interna que adote "os necessários procedimentos no sentido de averiguar a veracidade das suspeitas veiculadas pelo jornal Expresso, manifestando total disponibilidade para prestar toda a informação necessária".

"Face à situação criada, a Câmara Municipal, retirou do acolhimento de cidadãos ucranianos a técnica superior citada na notícia até ao total e inequívoco esclarecimento desta situação", pode ler-se.

A autarquia comunista esclarece que tem um serviço de atendimento a refugiados ucranianos "desde o início da invasão russa da Ucrânia". Garante que tem prestado "todo o apoio necessário ao acolhimento destas pessoas, em direta e permanente articulação com diferentes entidades", desde a Segurança Social, Alto Comissariado para as Migrações, Instituto de Emprego e Formação Profissional e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

Mais esclarece que Igor Kashin, um dos líderes da comunidade russa em Portugal que é referido na notícia do Expresso, "colabora, regularmente, há vários anos, com várias entidades da administração central, entre as quais o Instituto de Emprego e Formação Profissional, o Alto Comissariado para as Migrações e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras".

O responsável tem vindo a prestar esta colaboração "em instalações de alguns destes serviços em Setúbal, no contexto do acolhimento de refugiados da guerra da Ucrânia".

"Esteve também a dar apoio, no contexto das relações existentes, desde 2005, entre a CMS e a EDINSTVO, associação de imigrantes de leste, nos serviços municipais responsáveis pelo acolhimento de refugiados", aponta a autarquia.

"Após tomar conhecimento de afirmações proferidas, há duas semanas, pela Embaixadora da Ucrânia em Portugal relativamente a esta associação", a autarquia questionou o primeiro-ministro, pedindo que se pronunciasse sobre as declarações e que "esclarecesse com a maior brevidade possível se o Alto Comissariado para as Migrações mantinha a confiança nesta associação".

A Câmara de Setúbal diz não ter recebido qualquer resposta de António Costa até ao momento. Por fim, repudia "com veemência toda e qualquer insinuação de quebra de sigilo no tratamento de dados de cidadãos ucranianos acolhidos nos seus serviços".

13h12 - Partidos pedem explicações sobre situação dos refugiados ucranianos em Setúbal

O PSD e Iniciativa Liberal querem ouvir o presidente da Câmara de Setúbal no Parlamento. Os social-democratas exigem uma resposta do primeiro-ministro. O PAN diz ser uma violação grosseira dos direitos à segurança, bem como uma violação dos dados privados.

O Livre considera preocupante a receção de refugiados ucranianos por pessoas supostamente ligadas a organizações russas. Rui Tavares diz que há que aferir as responsabilidades desta situação a nível local, mas também nacional.

12h48 - Secretária de Estado da Igualdade e Migrações pede reunião de urgência com Alto Comissariado das Migrações

A secretária de Estado da Igualdade e Migrações, Sara Guerreiro, solicitou com caráter de urgência ao Alto Comissariado para as Migrações.

A governante pretende apurar todas as informações e esclarecimentos sobre a notícia de hoje do semanário Expresso, que revela que o líder da comunidade russa na Europa foi designado pla Câmara Municipal de Setúbal para prestar ajuda aos ucranianos.

Sara Guerreiro pediu também esclarecimentos aos parceiros locais do ACM, como a Rede de Centros Locais de apoio à Integração de migrantes e associações locais.

11h51 - Dois voluntários britânicos capturados por forças russas, revela ONG

A organização não-governamental Presidium Network disse esta sexta-feira que dois voluntários britânicos que estavam na Ucrânia a prestar assistência foram capturados pelas forças russas.

Os dois voluntários foram detidos num posto de controlo perto da cidade de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, na última segunda-feira.

A organização revela ainda que os dois voluntários estariam a tentar resgatar uma família ucraniana que se encontrava numa vila no sul da cidade.

11h47 - O essencial da informação a esta hora

  • A Rússia atacou a cidade de Kiev durante a visita do secretário-geral das Nações Unidas a Kiev. Várias explosões foram ouvidas esta quinta-feira na capital ucraniana, a escassos quilómetros do hotel onde António Guterres estava hospedado.

  • Em entrevista à RTP, António Guterres admitiu ter ficado “chocado” com o ataque. O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, considerou que se tratou de um ato “hediondo de barbárie” e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, considerou que os bombardeamentos foram uma tentativa de humilhar as Nações Unidas.

  • Já esta sexta-feira, a Rússia confirmou que realizou um ataque à capital ucraniana na quinta-feira com armas de "alta precisão e longo alcance”. Em comunicado, o Ministério russo da Defesa indica que destruiu uma fábrica da empresa espacial Artyom na capital ucraniana.

  • As autoridades ucranianas confirmaram que há pelo menos uma vítima mortal a registar após este ataque. De acordo com a Radio Liberty, uma jornalista e produtora morreu daquele mesmo órgão foi a vítima mortal do ataque russo. "Vera Girish morreu depois de um míssil russo ter atingido o prédio onde morava", confirmou a estação de rádio.

  • De acordo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a Ucrânia espera conseguir retirar civis da fábrica de Azovstal, em Mariupol, durante o dia de hoje. "Há uma operação planeada para hoje para a retirada de civis", adiantou o presidente Volodymyr Zelensky, sem adiantar mais pormenores. Em resposta à RTP, a ONU não adiantou nenhuma informação sobre os esforços em curso. “Estamos a trabalhar para que tudo corra da melhor maneira possível, com segurança para o pessoal da ONU e para a população civil em Mariupol", refere a organização.

11h08 - Reino Unido vai enviar oito mil soldados para a Europa de Leste

Cerca de 8.000 soldados britânicos vão reforçar a presença militar na Europa de Leste. O Ministério britânico da Defesa indica que a medida já estava a ser pensada há muito, mas que foi reforçada após a invasão russa da Ucrânia.

"O Reino Unido contribui de forma significativa para a defesa da Europa e a dissuasão da agressão russa. Esta série de exercícios do exército britânico é fundamental para ambos. A escala deste destacamento, juntamente com o profissionalismo, treino e agilidade do Exército britânico, impedirá uma agressão numa escala nunca vista na Europa, neste século", afirma o general Ralph Woddisse ao jornal The Guardian.

Os militares vão estar envolvidos durante três meses em exercícios conjuntos com as forças da NATO, Estados Unidos e de vários Estados europeus na Macedónia do Norte, Polónia, Estónia e Finlândia.

"A segurança da Europa nunca foi tão importante. Nestes exercícios, as nossas tropas vão juntar forças com os aliados e parceiros da NATO e da Força Expedicionária Conjunta, numa demonstração de solidariedade e de força, num dos maiores destacamentos conjuntos desde a Guerra Fria", refere o ministro da Defesa, Ben Wallace, em comunicado.

10h38 - Jornalista Vera Girish, da Radio Liberty, morreu no ataque a Kiev

De acordo com a Radio Liberty, uma jornalista e produtora morreu na quinta-feira na sequência de um ataque russo em Kiev.

"Vera Girish morreu depois de um míssil russo ter atingido o prédio onde morava", confirmou a estação de rádio.

O corpo da jornalista foi encontrado esta sexta-feira nos escombros do edifício residencial que ficou destruído após o ataque.

A Radio Liberty, também conhecida como Radio Free Europe, é uma organização financiada pelos Estados Unidos que transmite notícias em áreas do mundo onde a liberdade de imprensa possa estar restrita.


10h20 - Paris condena ataques russos em Kiev durante visita de Guterres

O chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves Le Drian, condenou nesta sexta-feira os "ataques indiscriminados" das forças russas em Kiev, registados durante a visita do secretário-geral da ONU à capital ucraniana.

"Total solidariedade com o povo ucraniano, com António Guterres e com Krill Petkov [primeiro-ministro búlgaro]", escreveu no Twitter o ministro francês dos Negócios Estrangeiros.

10h13 - Ucrânia está a "hipotecar-se" aos EUA, diz presidente da Duma

O presidente da câmara baixa do Parlamento russo, Vyacheslav Volodin, acusa os Estados Unidos de procurarem lucro com a guerra em curso.

"Muitas gerações futuras de cidadãos ucranianos vão pagar todas as munições, equipamentos e alimentação que os Estados Unidos dornecerem. Zelensky está a levar o país para um poço de dívidas", afirmou o responsável.

O comentário de Volodin na Duma surge um dia depois de Joe Biden ter pedido um financiamento de mais de 33 mil milhões de dólares para apoiar a Ucrânia na guerra.

Deste valor, mais de 20 mil milhões traduz-se em assistência militar, 8,5 mil milhões em assistência económica e 3 mil milhões em ajuda humanitária.

9h34 - Reino Unido envia especialistas em crimes de guerra para a Ucrânia

O Reino Unido revelou esta sexta-feira que irá enviar especialistas para apoiar a Ucrânia na recolha de evidências sobre eventuais crimes de guerra ocorridos no território. A equipa deve chegar à Polónia no início de maio.

Liz Truss, responsável pelos Negócios Estrangeiros no governo britânico, indicou que os peritos britânicos "vão ajudar a descobrir a verdade e a responsabilizar o regime de Putin pelas ações que cometeu".

"A equipa de especialistas irá ajudar o governo ucraniano a recolher evidências e a processar crimes de guerra, e irá incluir especialistas em violência sexual relacionada com conflitos", lê-se num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, citado pela agência Reuters.

O anúncio é feito no dia em que Truss viaja para Haia, onde vai reunir-se com o presidente do Tribunal Penal Internacional, Piotr Hofmanski.

9h05 - Rússia confirma ataque a Kiev com armas de "alta precisão"

A Rússia confirmou hoje que realizou um ataque à capital ucraniana na quinta-feira com armas de "alta precisão".

O ataque ocorreu durante a visita do secretário-geral da ONU, António Guterres, a Kiev, poucos dias depois de ter estado também em Moscovo.

Em comunicado, o Ministério russo da Defesa indica que destruiu uma fábrica da empresa espacial Artyom na capital ucraniana.

Moscovo refere que o ataque foi levado a cabo por "armas de alta precisão e de longo alcance".

As autoridades ucranianas confirmaram esta sexta-feira que há pelo menos uma vítima mortal a registar. 

8h54 - ONU não confirma corredor humanitário em Mariupol

Numa resposta à RTP, as Nações Unidas não adiantaram mais pormenores sobre a tentativa de estabelecer um corredor humanitário anunciado em Mariupol.

“Neste momento, não podemos confirmar nenhum detalhe da operação de retirada de civis, tal como afirmou ontem o Secretário-geral. Estamos a trabalhar para que tudo corra da melhor maneira possível, com segurança para o pessoal da ONU e para a população civil em Mariupol", refere a organização.

8h46 - Uma vítima mortal no ataque de quinta-feira a Kiev

Vitali Klitschko,  prefeito da capital ucraniana, confirmou esta sexta-feira que foi encontrado um corpo nos destroços de um edifício destruído no ataque de quinta-feira.

Trata-se da primeira vítima mortal deste ataque com mísseis que ocorreu durante a visita do secretário-geral da ONU, António Guterres, a Kiev.

7h51 - Posto de controlo russo em Kursk, junto à fronteira com a Ucrânia, foi bombardeado

Um posto de controlo na vila de Krupets, região russa de Kursk, foi bombardeado esta sexta-feira. A informação é avançada pelo governador da região, Roman Starovoyt.

Starovoyt disse que guardas de fronteira e militares russos retaliaram contra os atacantes, mas garante que "não houve vítimas ou danos".

7h33 - Ucrânia espera retirar civis da fábrica de Azovstal esta sexta-feira

De acordo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a Ucrânia espera conseguir retirar civis da fábrica de Azovstal, em Mariupol, durante o dia de hoje.

"Há uma operação planeada para hoje para a retirada de civis", adiantou o presidente Volodymyr Zelensky, sem adiantar mais pormenores.

Centenas de civis ucranianos, entre os quais crianças encontram-se no interior da fábrica de aço Azvstal na cidade de Mariupol, que continua cercada pelas tropas russas.

Os últimos soldados ucranianos, incluindo membros do batalhão Azov, encontram-se igualmente sitiados nas instalações da fábrica.
Ponto de situação

  • A Rússia atacou a cidade de Kiev com dois mísseis durante a visita do secretário-geral das Nações Unidas a Kiev. Duas grandes explosões foram ouvidas na quinta-feira na capital ucraniana a escassos quilómetros do hotel onde o responsável estava hospedado. Durante o dia, António Guterres visitou locais onde terão ocorrido crimes de guerra, às portas da cidade, e esteve também reunido com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

  • O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, considerou que se tratou de um ato “hediondo de barbárie”. “A Rússia mais uma vez demonstra a sua atitude em relação à Ucrânia, à Europa e ao mundo”, salientou no Twitter.

  • No mesmo sentido, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, considerou que os bombardeamentos - com cinco mísseis - durante a visita do secretário-geral da ONU foram uma tentativa de humilhar as Nações Unidas e que esta atuação mostrou a “verdadeira atitude” de Moscovo em relação às instituições internacionais.

  • Em entrevista à RTP, António Guterres admitiu ter ficado “chocado” com o ataque contra uma cidade “sagrada” para ucranianos e russos, também pelo legado histórico e cultural que Kiev encerra. Ainda na entrevista à RTP, o secretário-geral da ONU insistiu na necessidade de estabelecer um corredor humanitário em Mariupol para retirar os civis que continuam na fábrica de Azovstal.