Reportagem

Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

Graça Andrade Ramos, Inês Geraldo, Mariana Ribeiro Soares, Carlos Santos Neves - RTP /

Reuters

Mais atualizações

23h46 - Lituânia declara o patriarca da Igreja Ortodoxa Russa "persona non grata"

O Governo lituano incluiu o chefe da Igreja Ortodoxa Russa, o patriarca Kirill, na lista de pessoas proibidas de entrar no país devido ao seu apoio à invasão russa da Ucrânia e aos seus comentários sobre a guerra.

O patriarca de Moscovo e de toda a Rússia foi declarado "persona non grata" em 23 de junho, informou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros lituano, Mantas Adomenas, citado no portal de notícias "Delfi".

"São sanções nacionais que podem ser aplicadas sem uma decisão europeia", disse o vice-ministro.

A decisão de vetar a entrada do patriarca deve-se à sua posição de apoio à invasão da Ucrânia e aos seus comentários, que o Governo lituano considera incitarem ao ódio contra os ucranianos, disse Adomenas.

"Ele pronunciou-se a favor da anexação da Crimeia e contra a integridade territorial da Ucrânia", acrescentou o vice-ministro, vincando que Kirill também pediu a deportação daquilo a que ele chama nazis ucranianos.

(agência Lusa)

23h35 - Forças russas capturaram a segunda maior central da Ucrânia

As forças russas capturaram a segunda maior central de energia da Ucrânia, a central de carvão de Vuhlehirsk, da era soviética.

Moscovo está a promover o "deslocamento massivo" de tropas em três regiões do sul, de acordo com um conselheiro sénior do presidente Volodymyr Zelensky, citado pelas agências internacionais.

"Eles conseguiram uma pequena vantagem tática - capturaram Vuhlehirsk", disse o assessor presidencial Oleksy Arestovych numa entrevista publicada no YouTube.

23h10 - Estados Unidos propuseram à Rússia acordo para repatriação de Brittney Griner

Os Estados Unidos propuseram à Rússia um acordo para a repatriação da basquetebolista da WNBA Brittney Griner e de outro cidadão norte-americano, Paul Whelan, anunciou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony Blinken.

Em sentido diferente do até agora assumido, Blinken disse pela primeira vez que espera falar com o seu homólogo do Kremlin.

A declaração representa a primeira manifestação pública de que estão a ser tomadas ações concretas para assegurar a libertação de Griner, que foi presa com acusações de posse de droga, em fevereiro no aeroporto de Moscovo.

Hoje mesmo, Brittney Griner falou perante o tribunal e reafirmou que não teve consciência de estar a introduzir substâncias interditas na Rússia, referindo-se à canábis para cigarros eletrónicos que tinha na mala. Pela lei russa, arrisca-se a uma pena de prisão de 10 anos.

Anthony Blinken não adiantou pormenores sobre o acordo proposto, que terá sido apresentado há semanas, não sendo claro que isso baste para a libertação dos norte-americanos.

Blinken diz que Washington está à espera de uma resposta de Moscovo.

Foi pedido um encontro com Serguei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, sendo a questão de Griner e Whelan o assunto principal, mas não o único, segundo os norte-americanos.

Paul Whelan foi condenado, em 2020, a 16 anos de prisão com acusações de espionagem. Tanto ele como a sua família têm reiteradamente repetido que estão inocentes e o governo dos Estados Unidos diz que as acusações são falsas.

Desde há muito tempo que os Estados Unidos se têm mostrado contra a troca de prisioneiros, defendendo que isso pode encorajar a tomada de reféns e promover a falsa equivalência entre o que consideram um norte-americano erradamente preso e um estrangeiro justamente condenado.

No entanto, no início de abril deu-se a troca entre o 'marine' veterano Trevor Reed e o piloto russo Konstantin Yaroshenko, o que pode ser visto como o abrir de portas para decisões similares no futuro.

(agência Lusa)

22h41 - Primeira conversa Blinken-Lavrov em cinco meses agendada para próximos dias

O chefe de diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, revelou hoje que irá ter "nos próximos dias" a primeira conversa com o homólogo russo, Sergei Lavrov, desde o início da invasão russa Ucrânia.

A primeira conversa em mais de cinco meses entre os responsáveis das diplomacias norte-americana e russa, irá decorrer por telefone.
22h20 - Lula da Silva desaparece de lista de pessoas que promovem propaganda russa

O nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou de constar numa lista com personalidades acusadas de promoverem propaganda russa, formulada pelo Centro de Combate à Desinformação, que integra o Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia.

A informação sobre a retirada do nome do ex-presidente brasileiro foi divulgada hoje pelo jornal Folha de S. Paulo, que também questionou o governo de Kiev, por e-mail, sobre o caso, mas não obteve resposta.

O ex-presidente brasileiro terá sido incluído na lista por ter declarado numa entrevista à revista Time que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, era tão culpado quanto o Presidente russo, Vladimir Putin, pela guerra na Ucrânia.

"Fico vendo o Presidente da Ucrânia na televisão como se estivesse festejando, sendo aplaudido em pé por todos os parlamentos, sabe? Essa cara é tão responsável quanto o Putin. Ele é tão responsável quanto o Putin. Porque numa guerra não tem apenas um culpado", disse o ex-presidente Lula da Silva.

22h00 - Exportação de cereais da Ucrânia em dúvida devido a bombardeamentos russos

21h45 - Ucrânia promete ajudar Europa na crise do gás

A Ucrânia irá ajudar a Europa a “resistir à pressão energética” russa, garantiu o presidente Volodymyr Zelensky esta noite, no seu comunicado vídeo diário.

O auxílio irá passar pelo “aumento das exportações de eletricidade para os consumidores da União Europeia” declarou Zelensky.

"Apesar da guerra, garantimos a integração em tempo recorde das redes ucranianas no sistema europeu", sublinhou o Presidente ucraniano.

"As nossas exportações permitem-nos não apenas aumentar os nossos ganhos em moeda estrangeira, mas também ajudar os nossos parceiros a resistir à pressão energética russa. Gradualmente, faremos da Ucrânia um país que garante a segurança energética da Europa", acrescentou.

21h30 - Forças russas defendem de contraofensivas de Kiev territórios ocupados no sul

As forças russas continuavam hoje empenhadas na defesa dos territórios ocupados no sul da Ucrânia, perante a tentativa persistente de Kiev em recuperá-los, enquanto mantinham também os ataques em direção à importante cidade de Bakhmut, em Donetsk.

"[Moscovo] Está a movimentar um grande número de tropas na direção de Kherson", explicou Oleksiy Arestovych, assessor do Presidente ucraniano, sobre as tentativas russas em impedir as contraofensivas ucranianas no sul.

Também o conselheiro da administração da região de Kherson, Serhiy Khlan, confirmou o aumento repentino da presença de soldados russos na região, que está quase totalmente controlada pelo "inimigo desde o início de março".

Simultaneamente, o Exército russo mantém pressão sobre Donetsk, o principal objetivo da ofensiva de Moscovo depois de reivindicar a conquista da vizinha Lugansk, no início de julho.

No entanto, na região de Lugansk, permanecem pequenas `bolhas` de resistência ucraniana.

O líder dos separatistas pró-Rússia na região de Donetsk pediu esta quarta-feira que a Rússia conquiste a maior parte da Ucrânia, incluindo a capital Kiev, defendendo que as principais cidades do país são russas.

(Lusa)

21h10 - Governador de Lugansk diz ser um erro acreditar na palavra de Putin sobre o desbloqueio de cereais

O governador de Lugansk afirmou ser um erro acreditar na palavra de Vladimir Putin sobre o desbloqueio da exportação de cereais. Sergii Haidi reconheceu que as armas entregues pelo Ocidente à Ucrânia estão a travar a ofensiva russa, mas disse que são ainda insuficientes para fazerem os invasores recuarem. O enviado-especial da RTP a Dnipro António Mateus falou com o governador de Lugansk.

21h06 - Acordo gás. Portugal pode ter de cortar até 7% do consumo

Falta saber onde Portugal fará o corte. A CIP já avisou que se o corte for exigido às empresas há indústrias que podem parar.

20h51 - Moscovo reduz fornecimento de gás à Alemanha para 20%

A Rússia reduziu o fornecimento de gás à Alemanha para 20% da capacidade do gasoduto Nord Stream. Berlim acusou Moscovo de não respeitar os compromissos contratuais. O novo corte no abastecimento fez disparar os preços do gás na Europa.

19h50 - Blinken vai falar com o homólogo russo

O secretário de Estado dos Estados Unidos disse esta quarta-feira que planeia conversar com o homólogo russo, Sergei Lavrov, pela primeira vez desde o início da invasão russa.

A primeira conversa em mais de cinco meses entre os responsáveis das diplomacias norte-americana e russa, irá decorrer por telefone e focar-se-á na situação dos norte-americanos detidos na Rússia e na retoma das exportações ucranianas de cereais, objeto de um acordo na semana passada, mediado pelas Nações Unidas e Turquia.

O secretário de Estado norte-americano especificou durante uma conferência de imprensa que "não será uma negociação sobre a Ucrânia".

(com Lusa)

18h56 - Macron acusa Rússia de ser uma "potência colonial"

O presidente de França acusou esta quarta-feira a Rússia de ser uma "potência colonial imperial" e que está a travar uma nova forma de "guerra híbrida", de acordo com a AFP.

De visita ao Benin, e ao fim de cinco meses de guerra na Ucrânia, Emmanuel Macron voltou a criticar a política do seu homólogo russo, Vladimir Putin, afirmando durante uma conferência de imprensa que “a Rússia é uma das últimas potências imperiais colonialistas” ao decidir “invadir um país vizinho para ali defender os seus interesses”.

“Falo num continente [a África] que sofreu os imperialismos coloniais”, fez quinda questão de sublinhar Macron, ao lado do presidente do Benin, Patrice Talon.

Tanto em Yaoundé como em Cotonou, o presidente francês procurou por de sobreaviso as capitais africanas contra “o novo tipo de guerra mundial híbrida” implementada por Moscovo, que “decidiu que a informação, a energia e a alimentação eram os instrumentos militares postos ao serviço” da guerra na Ucrânia.

17h37 - Kiev designa novo procurador-geral para “punir os criminosos de guerra”

O parlamento ucraniano designou hoje Andrii Kostine, advogado e deputado do partido do Presidente Volodymyr Zelensky, para o cargo de procurador-geral, com a tarefa prioritária de “punir cada criminoso de guerra russo”.

A Verkhovna Rada (parlamento ucraniano) aprovou por 299 votos a candidatura de Kostine, na presença de Zelensky, uma semana após a demissão de Iryna Venediktova, imposta pelo chefe de Estado ucraniano.

Deputado do partido presidencial Servo do Povo, Kostine, 49 anos e natural de Odessa, sul da Ucrânia, presidia até ao momento à comissão das leis.

No seu discurso perante o parlamento, Kostine fixou como objetivo fazer comparecer perante a justiça os soldados russos acusados de crimes de guerra na Ucrânia.

“Devemos terminar com o terror e o genocídio da nação ucraniana. Para isso contribuirá um registo e uma documentação apropriados dos crimes do agressor”, sublinhou.

“Uma das tarefas prioritárias será punir cada criminoso de guerra russo”, acrescentou, por sua vez, Volodymyr Zelensky na sua intervenção.

(Lusa)

17h05 - Alemanha autoriza venda de 100 obuses blindados

O Governo alemão autorizou a venda de 100 lança-obuses autopropulsionados "Panzerhaubitze2000" à Ucrânia, segundo informações do jornal Der Spiegel, que cita hoje um porta-voz da empresa Krauss- Maffei Wegmann (KMW), fabricante dos veículos.

A Ucrânia tinha feito o pedido de compra destes veículos de artilharia em abril, segundo fontes da empresa, que precisaram que receberam a necessária autorização do Ministério da Economia alemão no passado dia 13 de julho.

A operação vai render 1.700 milhões de euros à KMW, o que quadruplica o volume de entregas de armas para a Ucrânia até agora autorizadas, no valor de cerca de 600 milhões de euros, segundo o Der Spiegel.

A Alemanha já forneceu vários lança-obuses do tipo "Panzerhaubitzen2000" à Ucrânia, há algumas semanas, e treinou soldados ucranianos no seu território para que estejam preparados a usá-los contra a invasão russa, mas o fabrico destes veículos blindados ainda pode demorar alguns meses.

Kiev tem censurado Berlim pela lentidão na entrega de armas à Ucrânia, uma questão que causou fortes tensões entre o Governo alemão liderado pelo chanceler Olaf Scholz e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

(Lusa)

15h22 - Não se pode confiar na Rússia para garantir exportações de cereais, diz primeiro-ministro polaco

Não se pode confiar na Rússia para honrar um acordo que permita a exportação de cereais ucranianos, alertou o primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki, depois de Moscovo ter lançado um ataque com mísseis contra o porto de Odessa, no Mar Negro.

"No dia seguinte à assinatura [do acordo], as forças armadas russas atacaram Odessa", recordou Mateusz Morawiecki esta quarta-feira. "Tais acordos não podem ser considerados totalmente credíveis, porque infelizmente é assim que a Rússia é”, acrescentou.

15h00 - Ministro italiano alerta para crise no final do inverno caso a Rússia suspenda o fornecimento de gás

A Itália enfrentará uma possível crise no fornecimento de gás no final do próximo inverno se a Rússia suspender totalmente o fornecimento, alertou o ministro da Transição Ecológica, Roberto Cingolani, esta quarta-feira.

Cingolani disse que o atual padrão de abastecimento permitirá ao país encher a sua rede de armazenamento de gás até 90% da capacidade até outubro.

Assumindo que o fornecimento de gás russo seja completamente interrompido no início do inverno, o armazenamento seria suficiente até fevereiro, disse Cingolani.

14h20 - RTP em Dnipro. Exportação de cereais deverá recomeçar nas próximas horas

Está prevista para esta quarta-feira a retoma das exportações a partir do Mar Negro, concretamente a partir de um porto vizinho de Odessa. Mas a exportação ainda não recomeçou.

Há entretanto notícias de um bombardeamento num hotel de Bakhmut.
Ao contrário do que era esperado, os ataques intensificaram-se após a assinatura do acordo sobre os cereais.

14h00 - Corte de gás preocupa empresas em Portugal

Em Portugal não são esperados grandes efeitos no consumo doméstico em consequência dos cortes de gás na União Europeia. As maiores preocupações estão na produção de eletricidade e nas empresas, como as de vidro e cerâmica, que dependem do gás para funcionar.


13h45 - Rússia reduz mais 20% do fornecimento de gás à UE

A Rússia mandou parar para manutenção de mais uma turbina no gasoduto Nord Stream-1, o mais importante no fornecimento à Europa através da Alemanha.

Neste momento, os consumidores europeus recebem apenas 20 por cento do volume de gás contratado, pelo que os preços disparam.


13h00 - Governo alemão acusa Rússia de "jogo de poder" com o fornecimento de gás

O governo alemão criticou a mais recente redução no fornecimento de gás russo via Nord Stream 1 esta quarta-feira. Um porta-voz afirmou que Berlim não vê razões para a Rússia não aceitar a devolução de uma turbina reparada para o oleoduto.

"Este é um jogo de poder", disse um porta-voz do governo numa conferência de imprensa em Berlim.

12h45 - Turquia diz que continuam os preparativos para os primeiros navios deixarem os portos ucranianos

Continuam os preparativos para que os primeiros navios deixem os portos ucranianos,  disse o ministro da Defesa turco, Hulusi Akar, esta quarta-feira, ao inaugurar um centro em Istambul para supervisionar as exportações de cereais.

Akar disse que o objetivo do centro de monitorização em Istambul era garantir o embarque seguro de cereais de três portos ucranianos, com mais de 25 milhões de toneladas de cereais para escoar.

12h17 - Portos ucranianos "retomaram o trabalho" na exportação de cereais, anunciou a Marinha

Os três portos ucranianos designados para a exportação de cereais "retomaram o trabalho", embora ainda haja esforços a serem feitos para garantir a segurança dos transportes, anunciou a Marinha ucraniana esta quarta-feira.

"Como parte da assinatura de um acordo sobre o desbloqueio dos portos ucranianos para a exportação de cereais, os portos de Odessa, Chornomorsk e Yuzhny retomaram o trabalho", anunciou a Marinha no Telegram.

11h58 - Pelo menos um morto e quatro feridos em ataque na zona de Dnipro

No dia em que é suposto começarem as exportações de cereais da Ucrânia, continuam os bombardeamentos russos, desta vez não em Odessa, mas na zona de Dnipro, em Bachmut, onde estão os enviados especiais da RTP, António Mateus e Cláudio Calhau.

Um hotel foi atingido durante o ataque. Há a confirmar pelo pelos um morto e quatro feridos.


11h30 - Gazprom cortou 20% do abastecimento de gás à Alemanha

A empresa de gás russa Gazprom reduziu hoje "por motivos técnicos" o abastecimento à Alemanha correspondente à quinta parte da capacidade do gasoduto Nord Stream, indicam os dados publicados no portal oficial da companhia.

A redução do fluxo de combustível russo começou às 09:00 em Moscovo (06:00 em Lisboa) e segundo as informações que constam do portal o volume diário de abastecimento à Alemanha, pelo Nord Stream, vai ser de 33 milhões de metros cúbicos.

De acordo com a agência federal de redes alemã (Bundesbetzagentur), o corte que se verifica a partir de hoje é uma "estratégia de guerra" por parte de Moscovo e rejeitou a justificação técnica referida pela Gazprom.

As explicações de Moscovo sobre a redução de 20% (capacidade de envio) "não são realistas", disse o responsável pela Bundesnetzagentur, Klaus Muller, em declarações à rádio Deustchlandfunk.

A autoridade alemã confirmou hoje de manhã que se verifica a redução esperada e que corresponde "a metade" do que estava a ser abastecido nos últimos meses.

Em concreto, estão a fluir desde as 06:00 (hora de Lisboa), 1,28 metros cúbicos de gás por hora, tal como tinha anunciado a Gazprom que justifica a redução com trabalhos de manutenção assim como falhas numa turbina.

O corte ocorre depois de o serviço ter sido retomado na semana passada, após 10 dias de interrupção total devido, segundo Moscovo, a serviços de manutenção.

(Lusa)

11h04 - Rússia diz ter destruído 100 mísseis HIMARS no ataque de domingo

O Ministério da Defesa da Rússia disse esta quarta-feira que as sus tropas destruíram mais de 100 mísseis HIMARS fabricados nos Estados Unidos na região de Dnipropetrovsk, na Ucrânia, no ataque de domingo.

A Rússia declarou anteriormente ter destruído vários mísseis do sistema HIMARS fornecidos pelo Ocidente à Ucrânia, mas Kiev negou as alegações.

10h37 - Ponte estratégica em Kherson fechada após bombardeamento

Autoridades da cidade ucraniana de Kherson, agora controlada pela Rússia, fecharam a única ponte da cidade sobre o rio Dnipro depois de esta ter sido atacada com sistemas de mísseis HIMARS, fornecidos pelos EUA à Ucrânia, disse um funcionário da administração russa de Kherson esta quarta-feira.

A ponte Antonivskyi foi fechada para civis, mas a sua integridade estrutural não foi afetada pelo bombardeamento, disse Kirill Stremousov, vice-chefe da administração russa de Kherson, à agência Interfax.

"O tráfego na ponte está bloqueado. De facto, outro ataque HIMARS foi lançado durante a noite", disse Stremousov no seu canal Telegram.

O funcionário russo disse à agência de notícias TASS que uma ponte ferroviária também foi danificada por ataques de mísseis, mas acrescentou que os trabalhos de reparação estavam em curso.

10h18 - Rússia diz que acordo de cereais pode falhar se os obstáculos às exportações russas não forem retirados

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Andrei Rudenko, disse esta quarta-feira que o acordo mediado pela Turquia para desbloquear as exportações de cereais ucranianos no Mar Negro pode falhar se os obstáculos às exportações agrícolas da Rússia não forem removidos imediatamente, informa a agência Interfax.

Rudenko, citado pela Interfax, afirma que as exportações de cereais começarão em breve e espera que o acordo se mantenha.

9h59 - Um morto em Bakhmut

Pelo menos uma pessoa perdeu a vida num ataque das forças russas contra um hotel em Bakhmut, na região de Donetsk, leste da Ucrânia. Esta morte foi confirmada pelo governador regional Pavlo Kyrylenko no Facebook.

9h53 - Polónia compra armamento à Coreia do Sul

A Polónia pretende adquirir um milhar de tanques, mais de 600 peças de artilharia e dezenas de caças à Coreia do Sul, em parte para substituir o equipamento que doou à Ucrânia, adiantou o Ministério polaco da Defesa à norte-americana CNN.

Os primeiros 180 tanques K2, produzidos pela Hyundai Rotem e equipados com canhões de 120 milímetros, deverão chegar ainda este ano a solo polaco. A produção de outros 800 tanques atualizados deverá ter início em 2026 na Polónia.

Também este ano Varsóvia receberá um primeiro carregamento de 48 peças de artilharia Howitzer K9, fabricadas pela Hanwha Defense. A entrega de um segundo carregamento de 600 baterias está prevista para 2024 e, no ano seguinte, será igualmente a Polónia a produzir estas armas.

9h39 - Monitorização das exportações de cereais ucranianos

O gabinete que vai fazer a monitorização das exportações de cereais da Ucrânia, no quadro do acordo mediado pela Turquia, deverá começar a trabalhar esta quarta-feira em Istambul. O primeiro navio deverá deixar os portos do Mar Negro nos próximos dias, segundo um alto responsável turco citado pela Reuters.

O denominado Centro de Coordenação Conjunta vai não só acompanhar as partidas dos portos ucranianos, mas também inspecionar eventuais carregamentos de armas em navios que cheguem à Ucrânia. Todos passarão por águas territoriais turcas.

9h21 - Filipinas desistem da compra de helicópteros russos

As autoridades filipinas desistiram de um acordo que visava a compra de 16 helicópteros militares Mi-17 à Rússia, temendo a aplicação de sanções por parte dos Estados Unidos, noticiou a Associated Press.

Foi Delfin Lorenzana, antigo secretário de Estado da Defesa das Filipinas, quem revelou a decisão de Manila. Cai assim por terra um negócio de 227 milhões de dólares que havia recebido a luz verde do ex-presidente Rodrigo Duterte em junho.

9h08 - Ucranianos em Portugal pedem ajuda para o Hospital de Lviv

A população de Lviv cresceu desde o início da guerra na Ucrânia e é nesta cidade que muitos ucranianos procuraram ajuda. Com o crescente aumento populacional, o Hospital Regional de Lviv está a precisar de novos equipamentos para a unidade de terapia intensiva e a pediatria.
Antena 1

A Associação dos Ucranianos em Portugal não ficou indiferente e quer ajudar: pede donativos destinados à compra de equipamento médico para remeter a Lviv.

9h01 - Ancara ainda aguarda extradições da Suécia

O ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Mevlut Cavusoglu, saiu esta manhã a público para fazer notar que as autoridades da Suécia ainda não extraditaram os indivíduos que Ancara considera suspeitos de terrorismo - uma das condições impostas pela Turquia para anuir à entrada dos suecos na NATO.

Suécia e Finlândia oficializaram as candidaturas à Aliança Atlântica na sequência da invasão russa da Ucrânia. Mas tiveram de fazer concessões à Turquia, desde logo no que toca ao acolhimento de curdos.

Os três países assinaram um acordo tendo em vista o levantamento do veto turco. Ancara já avisou que este entendimento cairá por terra caso os compromissos dos países nórdicos não sejam cumpridos.

8h35 - Rússia abandona a Estação Espacial Internacional a partir de 2024

O anúncio partiu do chefe da Agência Espacial Russa (Roscosmos), Yuri Borissov. "Vamos, sem dúvida, cumprir todas as obrigações para com os nossos parceiros" na EEI, garantiu Borissov, "mas a decisão de deixar esta estação depois de 2024 foi tomada".
Antena 1

Moscovo havia advertido, em meados de março, que as sanções ocidentais contra a Rússia devido à guerra na Ucrânia poderiam afetar o funcionamento das naves russas que abastecem a EEI. Em causa está um módulo essencial, visto ser este segmento russo responsável pelo fornecimento de combustível e correção em órbita da estrutura.

8h30 - "Mortos e feridos" em Bakhmut

O governador da Ucrânia para Donetsk, Pavlo Kyrylenko, dá conta, no Telegram, de bombardeamentos noturnos levados a cabo pelas forças russas, desde longo sobre Bakhmut, onde terá sido atingido um hotel.

"Segundo informação preliminar, há mortos e feridos. Está em curso uma operação de resgate", escreveu.

8h19 - Kherson. "Pode não haver um terceiro aviso"

Mykhailo Podolyak, conselheiro da Presidência da Ucrânia, escreveu no Twitter sobre os ataques à ponte Antonivskiy, sobre o Rio Dniepre, em Kherson, recorrendo à ironia.


"Podem chamar à ponte Antonivskiy um meio da defesa aérea russa que interceta todos os mísseis ucranianos, mas não podem escapar à realidade - os ocupantes devem aprender agora a nadar no Rio Dniepre. Ou deveriam sair de Kherson enquanto ainda é possível. Pode não haver um terceiro aviso".

7h56 - Wagner obtém "avanços táticos" a leste

É o que estima o Ministério britânico da Defesa, na sua avaliação diária da evolução da guerra na Ucrânia.

"A empresa militar russa Wagner terá sido bem sucedida em fazer avanços táticos no Donbass entre a central energética de Vuhlehirska e a localidade próxima de Novoluhanske. Algumas forças ucranianas ter-se-ão provavelmente retirado da área", lê-se na síntese publicada no Twitter.


Londres dedica também um trecho desta avaliação ao périplo do ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, por países africanos: "A Rússia irá provavelmente procurar explorar as visitas para culpar o Ocidente pela crise alimentar internacional e ganhar o apoio de Estados africanos que, de outro modo, permaneceriam neutrais face à invasão russa da Ucrânia".

7h39 - Cereais. Bombardeamentos de Odessa criam incerteza

As exportações de cereais através do porto de Odessa, no sul da Ucrânia, envolvem 20 milhões de toneladas acumuladas ao longo dos últimos cinco meses e são importantes para suprir as carências alimentares, em especial em países africanos, e por outro lado para permitir ao país invadido obter as divisas de que necessita.


7h34 - Mykolaiv. Guerra põe em fuga milhares de pessoas

A intensificação da guerra no sul da Ucrânia está a provocar a fuga de milhares de pessoas na região. Em Mykolaiv, uma das duas cidades mais bombardeadas do país, os alertas para refúgio em abrigos tornaram-se uma rotina diária.
Esta reportagem é dos enviados especiais da RTP à Ucrânia, António Mateus e Cláudio Calhau.

7h22 - Ponto de situação


  • Da região meridional de Kherson, ocupada pelos russos, saem relatos de uma nova vaga de ataques das forças ucranianas à ponte Antonivskiy, que cruza o Rio Dniepre. Trata-se de uma infraestrutura de elevado valor estratégico, uma vez que é a principal via de abastecimento das tropas da Federação Russa.

  • Kirill Stremousov, número dois da administração russa imposta em Kherson, confirmou que a ponte Antonivskiy foi atingida pela artilharia ucraniana, garantindo que a infraestrutura será “reparada”.

  • Um comboio carregado de bens sancionados pelo Ocidente, com partida da Rússia, chegou ao exclave de Kaliningrado, através das Lituânia. É a primeira viagem do género a ser completada desde que a União Europeia exortou as autoridades lituanas a permitirem a passagem de aprovisionamentos russos pelo seu território. A composição transportaria cimento.

  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirma que a Rússia sofreu perto de 40 mil baixas entre as suas forças desde o início da invasão da Ucrânia, a 24 de fevereiro. “Durante quatro meses, o Estado russo não deu aos seus cidadãos qualquer informação - mesmo censurada – sobre as perdas do contingente de ocupação. Silêncio total. Nada foi publicado ou ditto em numerosas entrevistas e discursos aos níveis politico e militar. Contudo, este número é já de quase 40 mil”, estimou o Chefe de Estado na última mensagem em vídeo.

  • Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de pretender aterrorizar a Europa com a ameaça de cortes ou de aumentos no preço do gás natural: “Ao usar a Gazprom, Moscovo está a fazer tudo o que pode para tornar o próximo inverno tão duro quanto possível para os países europeus. O terror deve ter uma resposta – impor sanções”.

  • A segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, no nordeste do país, terá sido atingida, nas últimas horas, por um bombardeamento da artilharia russa. “Pelas 4h25, o Distrito Industrial de Kharkiv foi bombardeado. Chegaram dois mísseis S-300”, escreveu o presidente da câmara da cidade, Ihor Terekhov, na plataforma de mensagens Telegram. “Os socorristas já estão no local, a procurar entre os destroços. Segundo os próprios, não há vítimas, mas esta é apenas uma informação preliminar”, acrescentou.

  • O Ministério russo da Defesa planeia levar a cabo exercícios militares estratégicos no leste da Rússia entre os dias 30 de agosto e 5 de setembro. De acordo com a agência Interfax, as manobras Vostok contarão com forças de outros países – por identificar, nesta fase.

  • O presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, fará uma visita de um dia à estância turística russa de Sochi a 5 de agosto, anunciou o seu gabinete em Ancara. Estará previsto um encontro com Vladimir Putin.