William Lai diz que Taiwan e o território norte-americano de Guam devem defender liberdade

por Lusa
Reuters

Taiwan e Guam devem trabalhar em conjunto para defender a liberdade e a democracia na região, afirmou hoje o líder de Taiwan, William Lai, durante uma visita ao território norte-americano.

Guam é a segunda paragem de Lai nos Estados Unidos, no âmbito de um périplo pelas ilhas do Pacífico, depois de uma visita ao Havai no fim de semana passado. A China reivindica Taiwan como uma província sua e defende a reunificação da ilha autónoma num futuro próximo.

Num discurso perante a Assembleia Legislativa de Guam, Lai sublinhou os valores partilhados e a importância estratégica de Taiwan e Guam na região do Indo-Pacífico.

"Vamos juntos tornar-nos a força crucial na defesa da liberdade e da democracia na primeira cadeia de ilhas", afirmou, referindo-se a um conjunto de ilhas ao largo do continente asiático que inclui Japão, Taiwan e parte das Filipinas.

A legislatura aprovou uma resolução a dar as boas-vindas a Lai e a manifestar o apreço pelas "contribuições significativas de Taiwan para a economia e a comunidade de Guam", disse a Presidente, Therese Terlaje.

Lai apelou para uma cooperação mais profunda com Guam, destacando a aquacultura, a agricultura hidropónica, os projetos de construção e as energias alternativas como potenciais áreas de parceria.

A China opõe-se a qualquer interação oficial entre o governo da ilha e os Estados Unidos ou qualquer outro país. Os EUA são o principal fornecedor externo de armas para a Defesa de Taiwan e têm bases navais e aéreas em Guam.

No início desta semana, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China condenou "veementemente" o apoio dos EUA à visita de Lai ao Havai e apresentou um protesto a Washington.

Lai chegou a Guam na quarta-feira à noite, depois de ter visitado as Ilhas Marshall e Tuvalu. Está previsto que viaje a seguir para Palau, a última paragem da deslocação.

Os três países insulares do Pacífico fazem parte dos 12 governos que reconhecem Taiwan diplomaticamente. O resto do mundo, incluindo os Estados Unidos, tem laços oficiais com Pequim.

 

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