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Empresa chinesa rompe contrato com Mbappé após comentários sobre `memes` de Mao Zedong
O grupo chinês de bebidas Dongpeng anunciou hoje o fim da colaboração com o futebolista francês Kylian Mbappé, do Real Madrid, após o jogador ter admitido que se diverte com imagens humorísticas que o comparam a Mao Zedong.
A Dongpeng Beverage Group, através da sua conta oficial e da marca Bu Shui La, divulgou comunicados na rede social chinesa Weibo para confirmar a rutura imediata das relações comerciais com o jogador, invocando uma política de "tolerância zero perante comportamentos que firam os sentimentos nacionais".
A empresa não especificou, contudo, os acontecimentos que motivaram a decisão.
Nos últimos meses, anúncios protagonizados pelo futebolista francês a promover as bebidas da marca Bu Shui La surgiram frequentemente em paragens de autocarro, veículos de transporte público e elevadores de cidades chinesas, sobretudo durante o verão, por ocasião do Mundial de futebol de 2026.
Nos comunicados, que apresentam o mesmo selo corporativo da empresa-mãe, a Dongpeng limita-se a manifestar a sua "firme oposição", sem identificar qualquer incidente específico, num contexto de forte censura nas redes sociais chinesas.
Na China, as sátiras dirigidas a antigos líderes e figuras históricas associadas ao Partido Comunista Chinês (PCC) podem ser punidas ao abrigo da legislação que criminaliza a "difamação de heróis e mártires".
O anúncio da Dongpeng surge após a divulgação de uma resposta de Mbappé numa entrevista recente, quando foi questionado sobre a sua imagem humorística favorita na Internet, conhecida como 'meme'.
"Aquela com que mais me ri foi uma em que usam a minha cara num ditador chinês. Uso-a muito com os meus amigos", afirmou o jogador, sem mencionar especificamente qualquer dirigente chinês.
Nos últimos meses, tornou-se popular nas redes sociais uma montagem que sobrepõe o rosto do avançado do Real Madrid a um retrato de Mao Zedong, fundador da República Popular da China, utilizada por adeptos para satirizar o futebolista francês.
A rescisão do contrato com Mbappé junta-se a uma série de controvérsias recentes envolvendo clubes do futebol espanhol na China.
Em setembro, órgãos de comunicação social oficiais chineses criticaram o Real Madrid após a publicação de uma mensagem nas redes sociais que mencionava conjuntamente o Nepal e a região chinesa do Tibete, na sequência de inundações.
A formulação foi considerada "incorreta" pela imprensa chinesa, por colocar os dois territórios no mesmo plano.
Em abril, o FC Barcelona pediu desculpa na China após a divulgação de uma imagem com a bandeira de Taiwan numa página gerida por terceiros e associada à sua academia internacional.
Em fevereiro deste ano, o Real Madrid divulgou na rede social Weibo um pedido de desculpas atribuído ao defesa Dean Huijsen, após o jogador ter republicado na sua conta de Instagram um conteúdo considerado racista e ofensivo para os cidadãos asiáticos.
A empresa não especificou, contudo, os acontecimentos que motivaram a decisão.
Nos últimos meses, anúncios protagonizados pelo futebolista francês a promover as bebidas da marca Bu Shui La surgiram frequentemente em paragens de autocarro, veículos de transporte público e elevadores de cidades chinesas, sobretudo durante o verão, por ocasião do Mundial de futebol de 2026.
Nos comunicados, que apresentam o mesmo selo corporativo da empresa-mãe, a Dongpeng limita-se a manifestar a sua "firme oposição", sem identificar qualquer incidente específico, num contexto de forte censura nas redes sociais chinesas.
Na China, as sátiras dirigidas a antigos líderes e figuras históricas associadas ao Partido Comunista Chinês (PCC) podem ser punidas ao abrigo da legislação que criminaliza a "difamação de heróis e mártires".
O anúncio da Dongpeng surge após a divulgação de uma resposta de Mbappé numa entrevista recente, quando foi questionado sobre a sua imagem humorística favorita na Internet, conhecida como 'meme'.
"Aquela com que mais me ri foi uma em que usam a minha cara num ditador chinês. Uso-a muito com os meus amigos", afirmou o jogador, sem mencionar especificamente qualquer dirigente chinês.
Nos últimos meses, tornou-se popular nas redes sociais uma montagem que sobrepõe o rosto do avançado do Real Madrid a um retrato de Mao Zedong, fundador da República Popular da China, utilizada por adeptos para satirizar o futebolista francês.
A rescisão do contrato com Mbappé junta-se a uma série de controvérsias recentes envolvendo clubes do futebol espanhol na China.
Em setembro, órgãos de comunicação social oficiais chineses criticaram o Real Madrid após a publicação de uma mensagem nas redes sociais que mencionava conjuntamente o Nepal e a região chinesa do Tibete, na sequência de inundações.
A formulação foi considerada "incorreta" pela imprensa chinesa, por colocar os dois territórios no mesmo plano.
Em abril, o FC Barcelona pediu desculpa na China após a divulgação de uma imagem com a bandeira de Taiwan numa página gerida por terceiros e associada à sua academia internacional.
Em fevereiro deste ano, o Real Madrid divulgou na rede social Weibo um pedido de desculpas atribuído ao defesa Dean Huijsen, após o jogador ter republicado na sua conta de Instagram um conteúdo considerado racista e ofensivo para os cidadãos asiáticos.
Televisão estatal chinesa suspende transmissão da Liga espanhola após polémica com Mbappé
A televisão estatal chinesa CCTV suspendeu, desde segunda-feira, as transmissões de jogos da Liga espanhola de futebol, após declarações do avançado do Real Madrid Kylian Mbappé sobre uma imagem humorística que o compara a Mao Zedong.
Segundo noticiou hoje o órgão de comunicação social chinês The Paper, que cita fontes ligadas à estação pública, a medida entrou em vigor na noite de segunda-feira e inclui também a retirada de todos os anúncios e vídeos protagonizados pelo futebolista francês.
A decisão junta-se às anunciadas hoje por várias empresas chinesas, incluindo o grupo de bebidas Dongpeng e as empresas de laticínios Mengniu e Milkground, que comunicaram o fim da cooperação comercial com Mbappé, manifestando rejeição por comportamentos que firam os sentimentos do povo chinês.
A Dongpeng Beverage Group, através da sua conta oficial e da marca Bu Shui La, divulgou comunicados na rede social chinesa Weibo, semelhante à plataforma X, bloqueada na China, nos quais anunciou a rutura imediata das relações comerciais com o jogador, invocando uma política de "tolerância zero perante comportamentos que firam os sentimentos nacionais".
A Mengniu e a Milkground também confirmaram o fim dos respetivos acordos comerciais com o avançado francês, embora nenhuma das empresas tenha especificado, nos comunicados, o incidente concreto que motivou a decisão.
Nos últimos meses, anúncios protagonizados por Mbappé a promover as bebidas da marca Bu Shui La surgiram frequentemente em paragens de autocarro, veículos de transporte público e elevadores de cidades chinesas, sobretudo durante o Mundial de futebol de 2026.
A Mengniu, um dos principais grupos de laticínios da China, tem uma presença significativa no patrocínio desportivo internacional, com acordos associados ao Mundial, ao Comité Olímpico Internacional (COI) e ao futebolista argentino Lionel Messi, enquanto a Milkground também utilizava a imagem de Mbappé nas suas campanhas publicitárias.
A plataforma chinesa Xiaohongshu, conhecida internacionalmente como RedNote, informou hoje que a colaboração com Mbappé terminou em 31 de dezembro de 2024, com o fim do contrato, e anunciou que está a rever e retirar conteúdos relacionados com o jogador.
A televisão estatal chinesa CCTV suspendeu, desde segunda-feira, as transmissões de jogos da Liga espanhola de futebol, após declarações do avançado do Real Madrid Kylian Mbappé sobre uma imagem humorística que o compara a Mao Zedong.
Segundo noticiou hoje o órgão de comunicação social chinês The Paper, que cita fontes ligadas à estação pública, a medida entrou em vigor na noite de segunda-feira e inclui também a retirada de todos os anúncios e vídeos protagonizados pelo futebolista francês.
A decisão junta-se às anunciadas hoje por várias empresas chinesas, incluindo o grupo de bebidas Dongpeng e as empresas de laticínios Mengniu e Milkground, que comunicaram o fim da cooperação comercial com Mbappé, manifestando rejeição por comportamentos que firam os sentimentos do povo chinês.
A Dongpeng Beverage Group, através da sua conta oficial e da marca Bu Shui La, divulgou comunicados na rede social chinesa Weibo, semelhante à plataforma X, bloqueada na China, nos quais anunciou a rutura imediata das relações comerciais com o jogador, invocando uma política de "tolerância zero perante comportamentos que firam os sentimentos nacionais".
A Mengniu e a Milkground também confirmaram o fim dos respetivos acordos comerciais com o avançado francês, embora nenhuma das empresas tenha especificado, nos comunicados, o incidente concreto que motivou a decisão.
Nos últimos meses, anúncios protagonizados por Mbappé a promover as bebidas da marca Bu Shui La surgiram frequentemente em paragens de autocarro, veículos de transporte público e elevadores de cidades chinesas, sobretudo durante o Mundial de futebol de 2026.
A Mengniu, um dos principais grupos de laticínios da China, tem uma presença significativa no patrocínio desportivo internacional, com acordos associados ao Mundial, ao Comité Olímpico Internacional (COI) e ao futebolista argentino Lionel Messi, enquanto a Milkground também utilizava a imagem de Mbappé nas suas campanhas publicitárias.
A plataforma chinesa Xiaohongshu, conhecida internacionalmente como RedNote, informou hoje que a colaboração com Mbappé terminou em 31 de dezembro de 2024, com o fim do contrato, e anunciou que está a rever e retirar conteúdos relacionados com o jogador.