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Jogos Olímpicos 26. Esqui de montanha é a novidade e três países estreantes

Jogos Olímpicos 26. Esqui de montanha é a novidade e três países estreantes

Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina2026, a decorrer de sexta-feira a 22 de fevereiro, em Itália, vão apadrinhar as estreias de Guiné-Bissau, Benim e Emirados Árabes Unidos, bem como uma nova modalidade, o esqui de montanha.

Lusa /
Foto : Augustas Sim - Unsplash

Com a participação de três esquiadores portugueses, os repetentes José Cabeça e Vanina Guerillot e o estreante Emeric Guerillot (irmão de Vanina), a 25.ª edição dos JO de Inverno irá contar com estrelas confirmadas, em ascensão e regressos.

A norte-americana Lindsey Vonn, de 41 anos, com uma medalha olímpica de ouro e duas de bronze, para além de 84 vitórias na Taça do Mundo de esqui alpino, suspendeu a sua ‘reforma’ de seis anos para participar nos seus quintos Jogos Olímpicos.

Entre os atletas que falham os Jogos está a esquiadora francesa Tess Ledeux, prata em Pequim2020, a recuperar de uma concussão cerebral, e o austríaco Marcel Hirscher, duplo campeão olímpico de esqui alpino, por deficiente forma física.

Cortina d’Ampezzo volta a receber, 70 anos volvidos, os Jogos Olímpicos de Inverno, primeiros sob a gestão da zimbabuana Kirsty Coventry, que em 2025 rendeu o alemão Thomas Bach na presidência do Comité Olímpico Internacional (COI).

Os eventos decorrerão repartidos por vários locais, com Milão a receber o hóquei no gelo e a patinagem de velocidade e artística, Valtellina o esqui alpino, de montanha e livre, Cortina d’Ampezzo curling, biatlo, bobsleigh, luge e skeleton e Val di Fiemme saltos, cross country e combinado nórdico.

O esqui de montanha é a principal novidade para a prova italiana, que irá ainda introduzir o esqui estilo livre (dual moguls), luge com duplas femininas, salto de esqui feminino em grandes colinas e skeleton com equipas mistas.

A patinagem artística é uma das disciplinas mais populares dos Jogos Olímpicos de Inverno e algumas das maiores estrelas das últimas edições vieram desta área, casos do japonês Hanyu Yuzuru, do norte-americano Nathan Chen e do par canadiano formado por Scott Moir e Tessa Virtue.

Milão-Cortina2026 não será diferente e os olhos estão postos nos norte-americanos Ilia Malinin, de 21 anos, bicampeão mundial e primeiro a fazer um axel quádruplo, Alysa Liu, de 20, bem como no experiente par Madison Chock e Evan Bates.

Se os Estados Unidos partem como favoritos para a patinagem artística, o Japão também está bem cotado para lutar pelas medalhas, com destaque para Kaori Sakamato, tricampeã mundial entre 2022 e 2024, Yuma Kagiyama e o par Ryüichi Kihara e Riku Miura.

A atuar em casa, os italianos também querem chegar às medalhas e repetir os dois bronzes em Salt Lake City, em 2002, e Sochi, em 2014, e a esperança recai sobre o par Niccolò Macii e Sara Conti, terceiro nos Mundiais de 2023 e 2025.

A dupla chinesa formada por Sui Wenjing e Han Cong tem também a oportunidade de se sagrar bicampeã olímpica em Itália, algo que só aconteceu duas vezes na história na competição de pares, a última das quais nas edições de 1976 e 1980.

No esqui estilo livre (moguls), o canadiano Mikaeël Kingsbury é um dos principais nomes e candidato ao ouro, no snowboard a constelação de estrelas é liderada pela norte-americana Chloe Kim e pela chinesa Eileen Gu, no bobsleigh a figura é a alemã Laura Nolte e no esqui cross-country o nome forte é o norueguês Johannes Hoesflot Klaebo.

Disputados em plena ‘trégua olímpica’, prática que remonta à Grécia antiga e tinha como objetivo assegurar a segurança dos intervenientes, Milão-Cortina2026 regista ainda a presença de atletas russos a competir sob bandeira neutra.
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