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Nelson Évora reconhece que "faz sentido" aspirar a futuras funções na FPA e COP

Nelson Évora reconhece que "faz sentido" aspirar a futuras funções na FPA e COP

O campeão olímpico Nelson Évora reconheceu hoje que “faz sentido” aspirar a funções na Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) e no Comité Olímpico de Portugal (COP), não fechando portas a essa possibilidade no futuro.

RTP /
RTP

“Sem dúvida que não fecho as portas a essa possibilidade. Aliás, faz sentido um atleta campeão olímpico, com mais de 30 anos a fazer atletismo e 20 anos ao mais alto nível enquadrar-se nessas instituições - na Federação ou no Comité Olímpico -, mas vamos ver o que o futuro reserva para mim”, disse à Agência Lusa, à margem da apresentação do projeto ‘O Salto de um Sonho’, da sua autoria, na Escola Secundária Luís Freitas Branco, em Paço de Arcos.

Já retirado após ter terminado a carreira desportiva em 2025, Nelson Évora assumiu o seu desejo de continuar ligado ao atletismo de forma ativa, muito embora possivelmente não a breve trecho.

“Dependendo de mim, continuarei sempre a dar o meu contributo ao desporto, seja em que cargo for. Gosto, sou super apaixonado por desporto e faz sentido também passar o meu testemunho, do que vivi e aprendi ao longo de toda a minha carreira, mas a curto prazo ainda não tenho nada muito bem definido. Estou numa fase de final de carreira e estou focado nisso, embora já tenha muitas coisas paralelas”, assinalou.

O antigo especialista no triplo salto anunciou que nos próximos meses se dedicará a projetos de ‘mental coaching’ para só mais tarde equacionar novo envolvimento na atividade desportiva.

“O que estamos a fazer a curto prazo tem de ser muito bem feito, sempre fui perfeccionista e então estou mais focado em fazer tudo da melhor forma nos próximos meses. O que virá depois, teremos tempo para também o fazer com perfeição”, concluiu o vencedor da medalha de ouro para Portugal nos Jogos Olímpicos Pequim2008.

Nelson Évora evita comparações a Gerson Baldé 

O campeão olímpico Nélson Évora parabenizou esta segunda-feira Gerson Baldé, medalha de ouro em salto em comprimento nos Campeonatos do Mundo de atletismo em pista curta, evitando comparações e aconselhando-o a “traçar o seu próprio caminho”.

“Não vejo um próximo Nelson Évora porque ele é o Gerson. Ele tem de traçar o seu próprio caminho e são disciplinas que, embora muito parecidas, que o são, na prática são muito diferentes”, explicou à Lusa o especialista em triplo salto, já retirado, à margem do evento ‘O Salto de um Sonho’, na Escola Secundária Luís Freitas Branco, em Paço de Arcos.

Nelson Évora destacou o trabalho realizado por Gerson Baldé, salientando a sua mudança de disciplina – do salto em altura para o comprimento – e a importância do seu treinador, Mário Aníbal, para o êxito verificado.

“O que tenho a falar sobre a medalha do Gerson é realmente a importância de ele se ter dedicado muitos anos ao salto em altura e ter havido um ex-atleta, decatlonista e o nosso recordista nacional, que hoje em dia é treinador. Foi ele quem teve a visão de o fazer mudar para o salto em comprimento e em muito poucos anos ele torna-se campeão do mundo, o que quer dizer que a visão de um ex-atleta como o Mário é extremamente importante”, apontou, como reconhecimento.

O medalha de ouro no ‘triplo’ em Pequim2008 recordou o contributo essencial de Mário Aníbal, também ele um antigo atleta olímpico que representou Portugal em Sydney2000, que orienta Gerson Baldé e também Agate de Sousa, que se sagrou campeã mundial na mesma disciplina e no mesmo evento, os Mundiais de Torun2026.


“Com o conhecimento que adquiriu para poder realmente tomar decisões importantes, o Mário mudou o curso da vida do Gerson para ele fazer algo e realmente já surtiu efeito, foi campeão do mundo. É a importância de termos pessoas que fizeram carreira, realmente entendem e se formam estando ligados ao desporto. Está a fazer um trabalho espetacular”, elogiou, por fim.


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