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Rui Bragança só continuará se houver apoios

Rui Bragança só continuará se houver apoios

O lutador português só aposta em Tóquio2020 se houver apoios.

Mário Aleixo - RTP /
Rui Bragança admite deixar a alta competição se continuarem a faltar os apoios Epa-Tatyana Zenkovich

Rui Bragança faz depender a sua continuação até aos Jogos Olímpicos Tóquio2020 da existência de apoios, assegurando que o taekwondo nacional conseguiria fazer "tanto" com um "bocadinho".

O português foi eliminado nos quartos-de-final da categoria -58 kg, esta quarta-feira, tendo obtido um quinto lugar final.

Questionado sobre as expetativas para os próximos Jogos Olímpicos, o bicampeão europeu da categoria -58 kg foi pronto a indicar que só percorreria novamente o caminho olímpico se houver condições.

"Sem condições é impossível chegar a algum lado. Podia dar para voltar a pedir aos meus pais, mas isso não dá. Só com patrocínios e apoios, porque voltar a fazer as coisas à maluca não dá. Aos meus pais devo estar aqui, todo o apoio deles, emocional e financeiro, ao meu treinador, ao meu colega de treino. Sem dúvida que foi um esforço pessoal, não fui eu, fomos nós", sublinhou.

Rui Bragança reconheceu que o taekwondo ainda é muito pequeno em Portugal e, como tal, todo o investimento feito na sua caminhada olímpica foi da sua responsabilidade.  

"O meu clube [Vitória de Guimarães] não é muito grande, o taekwondo ainda não tem a dimensão do futebol para alguém apostar. Pode ser que agora depois dos Jogos as coisas mudem. Pode ser que se comece a olhar para o taekwondo como, por exemplo, se começou a olhar para o judo, que as coisas comecem a mudar, que se comece a abrir caminho atrás de mim", disse.

O campeão dos Jogos Europeus Baku2015 pensa que será impossível algum dia a sua modalidade ter o apoio que tem noutros países.

"Nós íamos de voos 'low cost' e a ficar em 'hostels'. Às vezes, ia eu e o Nuno (Costa)... já temos muitas aventuras, podíamos escrever um livro. Mas isso não dá para repetir, foi muito divertido, mas também foi muito duro", confessou.



No caminho do estudante de Medicina, havia uma cortina até ao Rio2016, que agora terá de ser aberta para destapar o futuro.

"Continuar no taekwondo não fica fora de questão, agora a dúvida é a que nível faço essa época. Vamos ver. Isto é aquilo que eu mais gosto, é a melhor coisa do mundo... se vocês experimentassem ir lá para dentro. Para o ano as rotinas vão manter-se. Tenho de estudar para o Harrison. Enquanto uns estão no hospital e a estudar para o Harrison, eu vou estar a treinar e a estudar. Até aí tudo bem, depois disso vamos ver", concluiu.
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