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Suspeitas de injeções no pénis causam controvérsia nos Jogos Olímpicos de Inverno

Suspeitas de injeções no pénis causam controvérsia nos Jogos Olímpicos de Inverno

Esquiadores podem estar a injetar ácido hialurónico nos genitais para melhorar o desempenho desportivo. A investigação foi feita pelo jornal alemão Bild, no mês de janeiro, com as injeções a serem alegadamente administradas para facilitar o uso de fatos mais largos.

RTP /
Kacper Pempel - Reuters

O ácido hialurónico não está incluído na lista de substâncias proibidas pela WDA, mas é usado para aumentar a circunferência do pénis de um a dois centímetros, suficientes para requerer o uso de um fato maior. Isso ajuda a criar um efeito paraquedas para melhorar o desempenho desportivo e aumentar o seu voo no ar até 5,8 metros extra, segundo um estudo do jornal científico Frontiers.

À BBC, o diretor de provas masculinas de esqui da Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS), Sandro Pertile, afirmou que “se um fato tiver uma área de superfície cinco por cento maior, voa-se mais longe”.

No ano passado, o treinador da equipa norueguesa de esqui, Magnus Brevik, assim como outros quatro membros da equipa, foram acusados de violar as regras e o código de ética da FIS por “alegações de manipulação ilegal de equipamento no Campeonato Mundial de Esqui Nórdico da FIS”, realizado em fevereiro e março de 2025.

Foram suspensos durante três meses, apesar de se ter descoberto que os atletas não tinham conhecimento da manipulação, que terá sido feita através da colocação de fios reforçados nos fatos usados na competição.

Os esquiadores são objeto de medições corporais através de scanners 3D, em que devem usar, durante os exames, apenas roupa íntima elástica e justa.

O ex-esquiador austríaco, Mathias Hafele, esclareceu à Bild que estão a ser tralhados novos métodos de medição “para melhorar esta questão complexa”, para que a estrutura óssea seja o “fator decisivo” na medição.

Questionado sobre a investigação, o diretor-geral da Agência Mundial de Anti-Doping (WADA, em inglês), Olivier Niggli, afirmou que a organização poderá investigar o caso, se surgirem evidências de doping e forem alvo de uma queixa formal.

"Não estou ciente dos detalhes do salto de esqui e de como isso poderia melhorar o desempenho”, admite Niggli, mas assumiu que “iremos investigar e ver se está relacionada a doping. Não abordamos outros meios [não proibidos] de melhorar a performance".

Já o diretor de comunicação da FIS, Bruno Sassi, afirmou à BBC que "nunca houve qualquer indicação, muito menos evidência, de que algum atleta tenha feito uso de injeção de ácido hialurónico para tentar obter vantagem competitiva".

Esta substância é usada para o preenchimento de partes do corpo, como a testa e lábios, mas é associada a riscos quando não administrado adequadamente. O médico citado na Bild, Kamran Karim, afirma que “é possível obter um espessamento visual temporário”, mas “não tem indicação médica e está associada a riscos”.

Esta não é a única controvérsia desta edição, que só começa esta sexta-feira. Na segunda-feira, a biatleta italiana, Rebecca Passler, testou positivo a letrozol, usado para reduzir o nível de estrogénio e metanol. A biatleta acabou por ser suspensa.
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