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Tour. Oliveira vê recorde como reconhecimento e etapa da Vuelta2015 como `a` memória
Nelson Oliveira tornou-se hoje no primeiro ciclista a cumprir 24 grandes Voltas sem desistências, com o português a resumir o feito a “um reconhecimento” pelo seu trabalho e a apontar a vitória na Vuelta2015 como a melhor memória.
Falar do experiente luso é falar de humildade e discrição, mas também de uma dedicação incondicional à ‘sua’ Movistar, por isso não é de estranhar que ‘Nelsinho’, o homem recorde do ciclismo português e agora também do internacional, mantenha os pés no chão mesmo depois de isolar-se como ciclista com mais grandes Voltas consecutivas sem abandonos.
“Acaba por ser especial, por ser fruto de todo o trabalho que tem vindo a ser feito e, provavelmente, um reconhecimento, já que na minha área nunca foi o meu forte [ser protagonista] - sempre foi trabalhar em prol da equipa e acaba por ser um reconhecimento, nada mais”, resumiu à agência Lusa o sempre modesto Oliveira.
Hoje, ao concluir a 113.ª Volta a França, o ciclista de Vilarinho do Bairro (Anadia), de 37 anos, deixou definitivamente para trás o polaco Sylwester Szmyd, com quem tinha empatado ao participar na Volta a Itália deste ano.
A ‘epopeia’ do recordista português de presenças grandes Voltas começou na Vuelta2011, ainda como ciclista da RadioShack, com Oliveira a completar por 10 vezes a prova espanhola, outras 10 o Tour e quatro o Giro, em representação de apenas duas outras equipas: a Lampre-Merida (2014 e 2015) e a Movistar (2016 a 2026).
“O melhor [momento] foi, claro, quando ganhei a etapa na Volta a Espanha, em 2015. O pior? Houve alguns. Principalmente, quando temos quedas e toca-nos levantar e seguir para a frente. Provavelmente numa Vuelta em que caí, e tinha bastantes cortes nas pernas, nas costas. Nessa mesma Vuelta, também torci o pé. Foi uma Vuelta bastante complicada”, disse, especificando tratar-se da edição de 2021.
Entre os piores momentos, aponta também uma Volta a França em que caiu e tinha dores na zona das costelas.
“Provavelmente, andei um Tour com uma costela fissurada, mas passou e isso é que interessa”, completou, sem se lembrar se o azar aconteceu na edição de 2019 ou 2020.
Unanimemente considerado um dos melhores gregários do pelotão, Oliveira elege “assim por alto” o Tour2016 como o mais especial que disputou, por ter visto Nairo Quintana subir ao pódio como terceiro classificado e a Movistar como melhor equipa, um prémio que também tinham vencido no ano anterior quando o colombiano foi segundo.
Muito ativo na 113.ª edição da ‘Grande Boucle’, na qual andou quatro dias em fuga e tentou integrá-la ainda mais vezes, o duas vezes diplomado olímpico luso – também é o recordista de presenças em Jogos na sua modalidade, com quatro – elencou a Vuelta2015 como aquela em que esteve mais ativo e em que teve “mais oportunidades”.
“Daí que também foi onde consegui a vitória. Mas, depois, houve outras em que estávamos a lutar para ganhar [a geral], como com o Nairo [Quintana] no Tour”, pontuou.
Para Oliveira, concluir 24 corridas de três semanas, em suma 504 etapas, sem abandonos não se deve à sorte, mas sim ao facto de não ter tido “o azar de cair” e sofrer uma fratura ou até mesmo de ficar doente.
“Houve dias complicados nessas grandes Voltas. Em todas, há dias menos bons, outros melhores. Acaba por ser o resultado de manter sempre a calma e saber o nosso lugar”, completou, reconhecendo que gostava de chegar às 30 grandes Voltas, mas que provavelmente já não vai a tempo.
O experiente português, que atravessou gerações numa carreira que começou em 2010 e dedicou o seu percurso ao trabalho de equipa, não se escusou a responder ao desafio da Lusa para deixar uma mensagem ao seu jovem e antigo ‘eu’.
“Acreditar sempre. Segue o teu caminho. E pouco mais. Quando comecei a andar de bicicleta, ou seja, quando comecei a competir, nunca pensei em fazer uma grande Volta. Em 2011, se me dissessem que ia fazer 24 grandes Voltas, provavelmente diria que era uma loucura. E passado 17 anos como profissional, aqui estou”, concluiu.
“Acaba por ser especial, por ser fruto de todo o trabalho que tem vindo a ser feito e, provavelmente, um reconhecimento, já que na minha área nunca foi o meu forte [ser protagonista] - sempre foi trabalhar em prol da equipa e acaba por ser um reconhecimento, nada mais”, resumiu à agência Lusa o sempre modesto Oliveira.
Hoje, ao concluir a 113.ª Volta a França, o ciclista de Vilarinho do Bairro (Anadia), de 37 anos, deixou definitivamente para trás o polaco Sylwester Szmyd, com quem tinha empatado ao participar na Volta a Itália deste ano.
A ‘epopeia’ do recordista português de presenças grandes Voltas começou na Vuelta2011, ainda como ciclista da RadioShack, com Oliveira a completar por 10 vezes a prova espanhola, outras 10 o Tour e quatro o Giro, em representação de apenas duas outras equipas: a Lampre-Merida (2014 e 2015) e a Movistar (2016 a 2026).
“O melhor [momento] foi, claro, quando ganhei a etapa na Volta a Espanha, em 2015. O pior? Houve alguns. Principalmente, quando temos quedas e toca-nos levantar e seguir para a frente. Provavelmente numa Vuelta em que caí, e tinha bastantes cortes nas pernas, nas costas. Nessa mesma Vuelta, também torci o pé. Foi uma Vuelta bastante complicada”, disse, especificando tratar-se da edição de 2021.
Entre os piores momentos, aponta também uma Volta a França em que caiu e tinha dores na zona das costelas.
“Provavelmente, andei um Tour com uma costela fissurada, mas passou e isso é que interessa”, completou, sem se lembrar se o azar aconteceu na edição de 2019 ou 2020.
Unanimemente considerado um dos melhores gregários do pelotão, Oliveira elege “assim por alto” o Tour2016 como o mais especial que disputou, por ter visto Nairo Quintana subir ao pódio como terceiro classificado e a Movistar como melhor equipa, um prémio que também tinham vencido no ano anterior quando o colombiano foi segundo.
Muito ativo na 113.ª edição da ‘Grande Boucle’, na qual andou quatro dias em fuga e tentou integrá-la ainda mais vezes, o duas vezes diplomado olímpico luso – também é o recordista de presenças em Jogos na sua modalidade, com quatro – elencou a Vuelta2015 como aquela em que esteve mais ativo e em que teve “mais oportunidades”.
“Daí que também foi onde consegui a vitória. Mas, depois, houve outras em que estávamos a lutar para ganhar [a geral], como com o Nairo [Quintana] no Tour”, pontuou.
Para Oliveira, concluir 24 corridas de três semanas, em suma 504 etapas, sem abandonos não se deve à sorte, mas sim ao facto de não ter tido “o azar de cair” e sofrer uma fratura ou até mesmo de ficar doente.
“Houve dias complicados nessas grandes Voltas. Em todas, há dias menos bons, outros melhores. Acaba por ser o resultado de manter sempre a calma e saber o nosso lugar”, completou, reconhecendo que gostava de chegar às 30 grandes Voltas, mas que provavelmente já não vai a tempo.
O experiente português, que atravessou gerações numa carreira que começou em 2010 e dedicou o seu percurso ao trabalho de equipa, não se escusou a responder ao desafio da Lusa para deixar uma mensagem ao seu jovem e antigo ‘eu’.
“Acreditar sempre. Segue o teu caminho. E pouco mais. Quando comecei a andar de bicicleta, ou seja, quando comecei a competir, nunca pensei em fazer uma grande Volta. Em 2011, se me dissessem que ia fazer 24 grandes Voltas, provavelmente diria que era uma loucura. E passado 17 anos como profissional, aqui estou”, concluiu.