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Vingegaard veste de amarelo no meio do caos da quarta etapa do Paris-Nice

Vingegaard veste de amarelo no meio do caos da quarta etapa do Paris-Nice

O ciclista dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) subiu hoje à liderança do Paris-Nice, no final de uma caótica e chuvosa quarta etapa, que vitimou o anterior camisola amarela, o espanhol Juan Ayuso (Lidl-Trek).

Lusa /
David Pintens - AFP

O vencedor da Volta ao Algarve desistiu depois de uma queda a 47 quilómetros da meta, que beneficiou, sobretudo, Vingegaard, que, apesar de ter ficado na frente da corrida com a companhia de quatro ciclistas da Red Bull-BORA-hansgrohe, acabou por dar praticamente um ‘xeque-mate’ no Paris-Nice.

O dinamarquês, que está a fazer a sua estreia esta temporada, terminou os 195 quilómetros entre Bourges e Uchon em 4:16.12 horas, menos 41 segundos do que o colombiano Daniel Martínez e 45 sobre o neerlandês Tim van Dijke, que, apesar da vantagem numérica, não conseguiram deixar para trás o vencedor da Volta a Espanha.

“Tenho-me sentido bem, mas o dia foi todo muito difícil. O Edoardo [Affini] esteve comigo o dia todo e fez um grande trabalho hoje. Estou apenas feliz por estar aqui e ter vencido a etapa”, afirmou.

Com chuva e frio, a quarta etapa foi corrida a alta velocidade desde o início – terminou com uma média de 45,7 km/hora – e um ‘abanico’ acabou por partir o pelotão no início, com cerca de 40 ciclistas a ficarem na frente logo aos cinco quilómetros, com Astana, TotalEnergie, Cofidis e Bahrain-Victorius a serem as únicas equipas não representadas.

O ‘dia negro’ da INEOS começava logo aí, com o francês Kévin Vauquelin, que era segundo a ficar cortada, antes de o britânico Oscar Onley, terceiro à partida, ficar afetado por uma queda a 107 quilómetros da meta, que levou à desistência do neerlandês Daan Hoole (Decathlon), quarto.

Os azares de Onley não ficaram por aí, uma vez que, cerca de 50 quilómetros, à frente acabou por ter um problema mecânico, que o fez descolar definitivamente do grupo da frente.

O momento da corrida aconteceu a 47 quilómetros da meta, com uma queda numa descida a deixar os quatro ciclistas de Red Bull-BORA-hansgrohe e Vingegaard na frente, e vários ciclistas no chão, com a UAE Emirates a ser uma das grandes prejudicadas, com o espanhol Marc Soler, que tinha ficado cortado no início da corrida a ser o melhor, no 10.º lugar, a 5.07, e o português Ivo Oliveira o segundo, no 35.º posto, a 16.34.

Juan Ayuso, com feridas visíveis, ainda subiu na bicicleta, mas acabou por descer poucos metros depois, ficando, depois, vários minutos deitado na berma da estrada a ser assistido.

Na frente, apesar da desvantagem, Vingegaard, que abandonou o Paris-Nice em 2025 quando era segundo, começou cedo a demonstrar que era o mais forte no grupo e ganhou o sprint intermédio, somando seis segundos de bonificação contra quatro de Martínez.

Na subida final para a meta, uma contagem de primeira categoria, Vingegaard esperou pela entrada no quilómetro final para atacar e deixar ‘sentado’ Martínez, que, mesmo com a ajuda de Tim van Dijke, não conseguiu responder e foi vendo o dinamarquês ganhar segundos.

“Não esperávamos um dia tão louco. Esperávamos um dia louco, mas não como acabou por ser. Tínhamos um plano, queríamos atacar na penúltima subida, mas foi a fundo desde o primeiro quilómetro. Não houve sequer tempo para tirar roupa”, referiu Vingegaard.

Na geral, o colombiano ficou a 52 segundos de Vingegaard, que já tem 3.20 minutos sobre o terceiro classificado, o norte-americano Georg Steinhauser (EF Education-EasyPost), com Vauquelin, que era segundo, a ser agora quarto, a 3.39.

Na quinta-feira, os ciclistas vão percorrer 206,3 quilómetros, entre Cormoranche-sur-Saône e Colombier-le-Vieux, com cinco contagens de montanha, com as mais difíceis a estarem nos 40 quilómetros finais, com duas de segunda e uma de primeira, com a meta a estar colocada numa ascensão não categorizada.

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