Reportagem A situação dos incêndios em Portugal minuto a minuto

O número de feridos na sequência do incêndio de Monchique subiu para 39, dos quais 21 são bombeiros, segundo a Proteção Civil. No terreno estão mais de 1400 operacionais apoiados por quase 500 meios terrestres e 8 meios aéreos. Já não existem frentes ativas, mas antes "pontos quentes e pequenas reativações".

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Interrompemos aqui o acompanhamento ao minuto da situação dos incêndios em Portugal.

22h07 - Casas consumidas pelas chamas


Em direto para o Telejornal, na aldeia de Picota, concelho de Monchique, a repórter da RTP Sandra Machado Soares descreveu os danos materiais ali causados pelo fogo.


22h00 - Incêndio em Vinhais

Um incêndio que deflagrou esta quinta-feira em Agrochão, freguesia do concelho de vinhais, está nesta altura a ser combatido por 119 bombeiros, apoiados por 30 viaturas.

"O incêndio tem uma frente ativa numa zona de mato de muito difícil acesso. Há também pequenos focos secundários dispersos pelo perímetro do incêndio. Contudo, o combate às chamas está a decorrer de forma favorável", adiantou o comandante operacional distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro de Bragança, Noel Afonso, ouvido pela agência Lusa.

A orografia acidentada do terreno, acrescentou o responsável, "não permite um trabalho mais eficaz das máquinas de rasto que se encontram no teatro de operações".

21h50 - Fumo sobre as praias não afasta turistas

Uma nuvem de fumo invadiu as praias do Algarve. O céu mudou de azul para vermelho escuro, mas não afastou os turistas.


21h47 - Assistência a animais


O incêndio em Monchique destruiu mais de 23 mil hectares e fez dezenas de feridos. Entre as vítimas há muitos animais, alguns dos quais estão agora a ser recolhidos, tratados e alimentados.


21h34 - O regresso a casa em Silves


Só na quarta-feira, cerca de 300 pessoas foram retiradas de várias aldeias de Silves. Muitos foram para casas de familiares, outros refugiaram-se numa das escolas locais.


21h27 - Caldas de Monchique, povoação fantasma

Com o incêndio no Algarve, algumas zonas ficaram desertas. É o caso de Caldas de Monchique, onde se encontra a fábrica Água Monchique, cujos prejuízos rondam os 60 mil euros por dia.


21h22 - Pessoas resistem a abandonar as casas


Várias aldeias foram evacuadas por prevenção. Apesar dos conselhos das autoridades, houve pessoas que resistiram a abandonar as suas casas.


21h13 - Incêndio abrandou

Ao fim do sétimo dia, o cenário foi mais tranquilo e muitas pessoas puderam regressar a casa.

Ainda assim, mantém-se o risco de reacendimentos nos incêndios do Algarve.

20h28 - "Não temos frentes ativas"

Em resposta aos jornalistas, a responsável da Proteção Civil esclarece que não existem, neste momento, frentes ativas, mas antes "pontos quentes e pequenas reativações", num perímetro que se estende por 100 quilómetros.


Mesmo sem frentes ativas e com algumas zonas já em fase de rescaldo, o incêndio não é dado como dominado, refere Patrícia Gaspar. 

20h26 - 39 feridos

O número de feridos na sequência do incêndio de Monchique provocou até ao momento um total de 39 feridos, mantendo-se apenas um ferido grave, a idosa que está internada em Lisboa.

Destes feridos registados, 21 são bombeiros, todos sem ferimentos graves, acrescenta Patrícia Gaspar.

20h18 - Fogo em Monchique "globalmente estabilizado" e sem frentes ativas

No ponto de situação feito a esta hora, Patrícia Gaspar, 2º comandante nacional da Proteção Civil, destaca o desagravamento dos ventos, mas que o risco de incêndio na região continua elevado esta sexta-feira.

"Vamos manter todos os meios em vigilância", refere a responsável.

20h14 - "Poderíamos ter feito as coisas com mais calma"

Já sobre a retirada preventiva de pessoas das suas casas, o autarca de Monchique diz que ouviu alguns relatos de "excessos por parte da GNR", não podendo no entanto confirmar esta informação.

"Não são só as pessoas que estão numa situação de stress, também estão os próprios operacionais. (...) Poderiamos ter feito as coisas em alguns sítios com mais calma", refere Rui André.

Rui André acrescenta ainda que se a retirada foi feita com tempo, esta "não deveria ter sido feita com uso da força".

20h03 - Presidente da Câmara de Monchique diz que houve destruição de cerca de dez casas de primeira habitação

Em declarações ao Telejornal da RTP, o autarca de Monchique, diz que a situação está mais tranquila, mas que as forças de combate ao incêndio não podem ainda "baixar os braços" na luta contra as chamas.


Quanto às casas afetadas, Rui André diz que terão sido consumidas "entre dez a doze" casas de primeira habitação. Uma das casas afetadas é a do próprio autarca.

Sobre o que correu mal no combate a este incêndio, o presidente da Câmara culpabiliza o vento e as elevadas temperaturas e lamenta a perda de património natural e as perdas materiais.

19h29 - Costa garante que não quis "desdramatizar" situação em Monchique

Em nota enviada esta tarde à comunicação social, o gabinete do primeiro-ministro refere que as declarações do chefe de Governo na Autoridade Nacional da Proteção Civil, proferidas esta quarta-feira, "foram descontextualizadas e deturpadas".

Lê-se nesta nota que o primeiro-ministro não procurou "desdramatizar ou desvalorizar a gravidade da situação em Monchique" e que considerou a situação de Monchique "alarmante"

"E também é falso que as palavras do primeiro-ministro tenham sido para elogiar as políticas de prevenção promovidas pelo Governo. O Primeiro-Ministro elogiou, sim, todos os portugueses, pelo esforço de limpeza feito ao longo do ano e pela contenção de comportamentos de risco", acrescenta a nota de imprensa.

19h14 - Família escondeu-se da GNR para não ser obrigada a sair de casa

A Antena 1 falou com uma família na região de Monchique que se escondeu da Guarda Nacional Republicana para não ser obrigada a largar os bens.

O repórter Miguel Soares encontrou o casal no miradouro da barragem de Odelouca. Sem querer ser identificada, a mulher refere que andou a “fugir” durante três noites para não ser levada à força ou algemada pela GNR. 


"Quase todos os nossos vizinhos, muitos amigos nossos esconderam-se. E foi assim que conseguiram salvar as casas", conta. 

19h05 - Trabalhos de reposição de comunicações, luz e água entre Monchique e Alferce

O fogo que lavrou na região de Monchique queimou muito mato, pinhal, eucaliptais, mas também afertou os meios que distribuíam as comunicações, eletricidade e água da região.

O jornalista da Antena 1, Miguel Soares, encontra-se nesta região, e dá conta que apesar dos esforços nem todas as condições estão a funcionar em pleno.

18h18 - Cerca de 50 casas destruídas total ou parcialmente em Monchque

O número de casas destruídas total ou parcialmente durante o incêndio de Monchique poderá chegar à meia centena. Rui André, presidente da Câmara, diz no entanto que este não é um "levantamento exaustivo".

Estamos neste momento a avaliar para percebermos as reais condições dessas casas, para podermos começar a fazer contas e vermos os prejuízos deste incêndio", refere o autarca.

17h08 - Governo diz que ainda é prematuro falar-se em apoio às populações

O secretário de Estado da Presidência, Tiago Antunes, referiu esta quinta-feira que ainda é prematuro falar-se em medidas de apoio às populações afetadas pelo incêndio de Monchique.

Sobre um eventual pedido de ajuda europeu, o secretário de Estado remete os esclarecimentos para a Proteção Civil.

A temática dos incêndios foi amplamente discutida no Conselho de Ministros desta quinta-feira, mas só mais tarde o executivo fará um balanço público dos episódios que têm ocorrido este ano.

17h00 - Área ardida ultrapassa os 27 mil hectares

Dados atualizados da área ardida desde sexta-feira em Monchique e nos concelhos circundantes.


16h50 - Associação Empresarial do Algarve pede ajuda estatal

A Associação Empresarial da Região do Algarve apela ao Estado para que apoie os empresários afetados pelo incêndio de Monchique.

Vitor Neto, presidente da associação, estima que muitas empresas, sobretudo familiares, tenham sido afetadas.

16h15 - Fumo tem provocado atrasos nos voos

Segundo o Eurocontrol, organismo europeu de segurança na navegação aérea, o fumo causado pelos incêndios em Portugal tem provocado vários atrasos nos voos. A informação foi avançada â agência Lusa.

15h00 - 14 incêndios ativos

A esta hora, segundo a página da Autoridade Nacional da Proteção Civil estão ativos 14 incêndios. As chamas estão a ser combatidas por 1744 operacionais apoiados por 529 meios terrestres e 19 meios aéreos.

Dos fogos ativos, quatro estão em curso, três em fase de resolução e sete em conclusão.

O incêndio de Monchique continua a ser o que mais preocupa as autoridades. Neste momento está a ser combatido por 1472 operacionais apoiados por 466 meios ativos e 15 meios aéreos.

As chamas lavram ainda na localidade de Lavra, concelho de Matosinhos, distrito do Porto. Em Vale das Telhas, concelho de Mirandela e em Arcozelo das Maias, freguesia de Arcozelo das Maias, concelho de Oliveira de Frades, distrito de Bragança.

13h10 - Mantém-se o risco de reacendimentos

Nesta altura, o fogo de Monchique não têm nenhuma frente ativa. No entanto, ainda não foi dado como extinto. O risco de reacendimentos mantém-se.

Nos últimos dias, as manhãs foram de alguma tranquilidade. Mas durante a tarde os reacendimentos têm sido uma constante. O vento forte e com constantes mudanças de direção continua a ser o principal obstáculo.

A grande preocupação das autoridades está no eixo entre Monchique, Silves, São Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra.

Dois meios aéreos de vigilância e dois aviões de combate estão a sobrevoar a área.

13h00 - Vento vai diminuir a partir de sábado

O vento, que tem tido "bastante influência" na propagação do fogo no Algarve, deverá começar a diminuir a partir de sábado, disse à Lusa a meteorologista Joana Sanches, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

"O vento vai continuar a soprar com alguma intensidade durante o dia de hoje, principalmente durante a tarde, quer no litoral oeste, quer nas terras altas, prevendo-se que comece a diminuir a partir de sábado", disse Joana Sanches.

Os próximos dias deverão, no entanto, contar com temperaturas mais elevadas, mas a humidade relativa, que "também é um fator a ter em conta no risco de incêndio", vai baixar na sexta-feira e no sábado, principalmente na região sul.

"Em termos de nebulosidade, não só para o Algarve, como para todo o território, vamos ter dias de céu pouco nublado ou limpo, e uma subida da temperatura, principalmente da máxima, na sexta e no sábado" e "noites tropicais", principalmente na região sul, disse Joana Sanches.

"São esperadas noites com temperaturas próximas dos 20 graus nas regiões norte e centro" e no Algarve e no Alentejo, principalmente na noite de sexta-feira para sábado, os valores da temperatura mínima estarão acima dos 20 graus.

Também as máximas na região sul, principalmente no Alentejo, vão estar acima dos 35 graus, disse a meteorologista Joana Sanches.


12h15 - População de Vale Fuzeiros regressou a casa

Os habitantes da localidade de Vale Fuzeiros, que ontem foi fortemente fustigada pelo incêndio, já puderam regressar às suas casas.

Os meios aéreos continuam a combater as chamas que lavram na área.

12h00 - Oito incêndios ativos

A página da Autoridade Nacional da Proteção Civil revela que, a esta hora, estão ativos oito fogos, combatidos por 1625 operacionais, apoiados por 503 meios terrestres e 11 meios aéreos.

Dos oito incêndios, dois estão em curso, um em fase de resolução e os restantes cinco em conclusão.

O incêndio de Monchique continua a ser o que concentra mais meios.

Mais a norte, na localidade de Lustosa, no concelho de Lousada, distrito do Porto, os bombeiros estão também a combater as chamas numa zona de mato.


11h45 - EDP Distribuição reforçou o dispositivo operacional

O dispositivo da EDP em Monchique foi reforçado com equipas de outros locais do Algarve. Tentam realizar os trabalhos de recuperação da rede de distribuição de energia o mais rápido possível.

No entanto, a empresa não pode dar uma data concreta para a conclusão dos trabalhos por causa dos reacendimentos.

A EDP deixa ainda um alerta às pessoas para que não se aproximem nem toque em linhas elétricas danificadas.

11h15 - Chamas em Monchique já queimaram mais de 23.400 hectares

O incêndio que deflagrou na sexta-feira em Monchique já destruiu 23.478 hectares, mais de metade da área ardida na região em 2003, segundo o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS).

De acordo com os dados europeus, no incêndio que começou em Perna da Negra (Monchique) tinham ardido até hoje de manhã 23.478 hectares, mais de metade dos 41 mil que o fogo destruiu na mesma região em 2003, nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.



O fogo de Monchique (Algarve) já destruiu quatro vezes mais do que a área ardida este ano até 15 de julho (5.327 hectares).

O maior incêndio em termos de área ardida que este ano se tinha verificado até à semana passada em território nacional era o da Guarda, onde em fevereiro arderam 86 hectares.

10h40 - Pessoas que pernoitaram em Messines começam a regressar a casa

As mais de 100 pessoas que foram retiradas de várias localidades de Silves e que pernoitaram no pavilhão de Messines já começaram a regressar às suas habitações.


09h45 - Número de feridos subiu para 36

O número de feridos no incêndio de Monchique subiu para 36, 19 dos quais são bombeiros, o número foi avançado por Patrícia Gaspar, 2ª comandante operacional da Proteção Civil, que considera que “a noite correu dentro da normalidade”.

“Felizmente nada de grave. São basicamente inalações de fumos, exaustão e entorses”, esclareceu.

O número de desalojados também aumentou para 299 pessoas. Estas pessoas estão distribuídas por centros de apoio em Portimão, a vila de Monchique e Marmelete (no mesmo concelho), Silves e São Bartolomeu de Messines.

Há registo de nove pessoas acamadas que estão a receber cuidados em unidades de saúde do barlavento algarvio.

O vento continua a ser o “grande adversário” e vai continuar a soprar de norte, moderado, com rajadas entre os 20 e os 25 quilómetros por hora. Mas poderão existir alturas “em que poderá soprar com rajadas que vão até aos 50 quilómetros por hora. O que pode provocar vários reacendimentos.

Com base neste cenário, “vamos ter ao longo do dia de garantir a máxima e permanente monotorização de todo o perímetro que já tem uma extensão significativa que já ultrapassa os 100 quilómetros”.

“Isto representa um trabalho importantíssimo não só no que é o combate, mas também naquilo que é a vigilância e as operações de consolidação e de rescaldo”.

Apesar de nesta altura não existirem frentes ativas, Fóia, São Marcos da Serra, São Bartolomeu de Messines e Silves continuam com focos de incêndios.

"Neste momento não podemos falar em frentes ativas, mas antes em pontos quentes, pontos sensíveis, pequenas áreas onde ainda há chamas, cujo combate estamos a reforçar com meios terrestres e para onde vamos deslocar meios aéreos".

Durante a noite, “as condições no terreno e meteorológicas ajudaram à consolidação da estratégia dos trabalhos definidos”, acrescentou.

“Sobretudo naquilo que diz respeito à consolidação dos trabalhos em toda a área entre São Marcos da Serra e São Bartolomeu de Messines e Silves. Ou seja, a área que ontem à tarde tinha sido afetada pela reativação que na prática proporcionou um novo foco de incêndio, com uma grande dimensão”.

Segundo Patrícia Gaspar, “neste momento estamos a implantar a estratégia muito assente naquilo que é o trabalho da maquinaria pesada. As máquinas de rasto, neste incêndio têm feito um trabalho absolutamente fundamental. É com base nessa estratégia que continuamos neste momento a operar no terreno”.

No terreno estão “pelotões das Forças Armadas, que neste momento ocupam posições onde temos já áreas do perímetro em rescaldo, em vigilância. Para garantir que este trabalho tem uma continuidade”.

No combate às chamas estão cerca de 1.400 operacionais, 469 meios terrestres e dois meios aéreos a atuar.

Um meio aéreo de reconhecimento e foi acionado também um meio aéreo de vigilância que vai sobrevoar toda a zona de operações.

09h15 - Sete incêndios ativos

Segundo a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil, a esta hora estão ativos sete fogos. No combate às chamas estão 1159 operacionais, apoiados por 496 meios terrestres e quatro meios aéreos.

Dos sete fogos, um está em curso, um em resolução e cinco em fase de conclusão.

O incêndio que lavra há sete dias em Monchique continua a ser o que mais preocupa as autoridades. No local estão 1450 operacionais, apoiados por 470 meios terrestres e quatro aéreos.

09h00 - Câmara de Portimão aciona linha telefónica para gerir donativos

A Câmara de Portimão está a utilizar o número municipal de Proteção Civil para a gestão de donativos, que desde o início do incêndio em Monchique chegam de forma massiva aos bombeiros e locais onde pernoitam as pessoas afetadas.

A Linha “Proteção 24”, disponível através do número 808 282 112, concentra toda a informação sobre voluntariado e donativos, funcionando como o canal que cidadãos e empresas deverão contactar para poderem prestar o seu contributo de forma útil e direcionado às reais necessidades de bens.

O Centro Municipal de Proteção Civil de Portimão, instalado no quartel dos Bombeiros de Portimão, foi também ativado como ponto de receção, recolha e distribuição dos futuros donativos.

08h45 - 15 concelhos em risco máximo e vento forte no litoral oeste e terras altas

Quinze concelhos dos distritos de Castelo Branco, Guarda, Portalegre e Faro estão em risco máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que prevê para hoje vento forte no litoral oeste e nas terras altas.

Além destes concelhos em risco máximo, mais de 50 outros municípios estão em risco muito elevado, sobretudo nos distritos de Bragança, Vila Real, Braga, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Portalegre, Beja e Faro.

De acordo com o IPMA, em risco elevado estão mais de uma centena de municípios dos distritos de Bragança, Vila Real, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Viseu, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Leiria, Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro.

Em risco elevado estão cerca de uma centena de outros concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Vila Real, Porto, Aveiro, Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre o "reduzido" e o "máximo".

08h30 - Ponto da Situação

As chamas avançam em duas frentes, uma no concelho de Monchique e a outra no concelho de Silves. Centenas de pessoas foram obrigadas a sair de casa. Várias habitações foram destruídas. O vento forte e os difíceis acessos estão a dificultar o trabalho dos bombeiros. No terreno estão mais de 1400 operacionais apoiados por 460 viaturas.

Mais de 100 pessoas foram retiradas durante a noite de quarta-feira de mais de uma dezena de localidades e pernoitaram num pavilhão da escola EB 2,3 João de Deus, em Silves.
A progressão das chamas terá sido superior a dois quilómetros por hora.

Autoridade Nacional de Proteção Civil remete para as 9h00 de quinta-feira "o ponto de situação operacional sobre o incêndio que lavra no barlavento algarvio".

A Proteção Civil apela à população que está nas zonas entre Silves e São Bartolomeu de Messines e a sul de São Marcos da Serra para acatar de imediato as eventuais ordens de evacuação dadas pela GNR.

As imagens aéreas do Drone RTP ajudam a perceber a dimensão do incêndio.

Um manto negro estende-se até ao horizonte, com as chamas a aproximarem-se de habitações.

A Direção-Geral de Saúde alertou a população para os perigos da inalação de fumo que pode provocar danos nas vias respiratórias.

As chamas estão a obrigar ao corte de várias estradas nacionais e municipais.


As estradas cortadas são: EN266 (entre Monchique e Porto de Lagos + entre Monchique e Nave Redonda); EN267 (entre Monchique e São Marcos da Serra + entre Nave e Casais); EN502 (entre São Marcos da Serra e Silves); EN266-3 (entre Monchique e Fóia); EN124 (entre Sines e São Bartolomeu de Messines).

O presidente da câmara de Monchique, Rui André, conta que os bombeiros conseguiram acalmar as zonas mais críticas.

O autarca observou que apesar das condições muito adversas no terreno, por causa do vento forte, o empenho e dedicação dos bombeiros foram fundamentais.

Ontem ao final do dia as chamas ameaçaram o perímetro da cidade de Silves, sobretudo na zona do bairro do Enxerim, uma situação que levou à retirada de dezenas de pessoas, que entretanto já regressaram às sua casas.

Com o cair da noite a situação ficou mais tranquila mas a presidente da câmara de Silves, Rosa da Palma disse, na Antena 1, que por causa do vento, há localidades que ainda correm risco.

O jornalista da Antena 1 Miguel Soares, está a acompanhar quem está na linha da frente no combate contra as chamas que lavram na serra algarvia há sete dias.

O incêndio que começou em Perna da Negra, Monchique, já alastrou para os concelhos de Silves e Portimão e não tem dado descanso aos operacionais e civis.

Emissão RTP 3

Emissão Antena 1

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