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Atletas criticam dirigentes do desporto adaptado

Atletas criticam dirigentes do desporto adaptado

Alguns dos atletas portugueses que estão a participar nos Jogos Paralímpicos Pequim2008 criticam os dirigentes do desporto adaptado pelo fraco nível de preparação que põem à disposição dos atletas.

RTP /
Gabriel Potra é um dos descontentes com a preparação que é dada aos atletas paralímpicos D.R.

Os atletas paralímpicos já garantiram seis medalhas em Pequim, um número que ainda está longe das 12 conseguidas em Atenas.

Neste contexto, a comitiva portuguesa começa a mostrar algum descontentamento e sublinha que as marcas que outrora davam para ganhar um campeonato do mundo hoje em dia nem dão para chegar a uma final.

Gabriel Potra sofreu essa situação na pele nos 200 metros: "Dentro do nosso desporto absoluto são atletas que podem lutar por uma medalha de desporto normal e por aí vê-se o nível que estes Paralímpicos estão a ter". "Temos assistido a provas de atletas de nível olímpico", diz à Antena 1.

Potra lembra que Portugal não está ao nível ideal devido à preparação, que para uns atletas é profissional e que para outros é amadora.

"Vou ter que roubar um pouco de tempo ao treino e vou arranjar um emprego. O desporto é muito bonito, mas um dia há-de acabar. Preciso de estabilidade um dia para a minha vida, mas claro que quero chegar a Londres", confessa.

As críticas aos dirigentes do desporto adaptado em Portugal são partilhadas pelo atleta Nuno Alves.

"Temos que conseguir meter na cabeça deles que tem de se trabalhar de forma diferente e melhor", afirma, embora não diga a que dirigentes se refere em concreto.

Nuno Alves garante ainda que os mesmos dirigentes só se preocupam com os atletas pontualmente.

"Temos apoio quando somos colocados para a Selecção. No resto do ano estamos votados ao abandono", remata.

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