Reportagem
por RTP

"Os portugueses gostaram da geringonça e desejam a continuidade da atual solução política, agora com o PS mais forte", salientou o secretário-geral do PS. O Partido Socialista venceu as eleições com 36,65 por cento dos votos, elegendo 106 deputados. PSD ficou em segundo lugar, seguido do Bloco de Esquerda e CDU. O PAN passa de um a quatro deputados. A noite eleitoral ficou ainda marcada pela entrada no Parlamento de três novos partidos - Iniciativa Liberal, Chega e Livre - e pela saída de Assunção Cristas, do CDS-PP, que anunciou perante os resultados que não se iria recandidatar à liderança do partido.

01h20 - Resultado final provisório: PS vence com 36,65% e 106 deputados

Num momento em que ainda faltam apurar quatro deputados, dois pelo círculo eleitoral da Europa e dois pelo círculo fora da Europa, sabe-se que o PS venceu estas eleições sem maioria absoluta, com 36,65%, elegendo 106 deputados, aquém dos 116 necessários. 


O PSD foi o segundo partido mais votado, com 27,90 por cento dos votos e 77 deputados.

Em terceiro surge o Bloco de Esquerda, com 9,67 por cento dos votos, elegendo 19 deputados. De seguida, a CDU, com 6,46 por cento e 12 deputados.

O CDS-PP reuniu 4,25 por cento dos votos, contabilizando cinco deputados. O PAN passa a ter quatro deputados, tendo conseguido 3,28 por cento dos votos.


Com estas eleições, o Parlamento passou de seis a nove partidos com representação parlamentar, com a entrada da Iniciativa Liberal (1,29%), Chega  (1,29%) e Livre (1,09%), sendo que cada um conseguiu um mandato.

01h11 - Taxa de abstenção nos 45,5%

De acordo com os dados da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), houve nestas eleições uma taxa de abstenção recorde nestas eleições, situada nos 45,5 por cento.

Os dados da abstenção das eleições de domingo dizem respeito aos cerca de 9,3 milhões de eleitores recenseados no território nacional, faltando ainda os cerca de dois milhões de eleitores residentes no estrangeiro.

01h01 - Presidente da República ouve partidos na terça-feira

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai ouvir na terça-feira os partidos com representação parlamentar - que são, pelo menos, nove - tendo em vista a indigitação do primeiro-ministro.

Esta decisão foi anunciada através de uma nota publicada no portal da Presidência da República na Internet.

O chefe de Estado "cumprimenta todos os cidadãos que exerceram o seu direito de voto" nas legislativas de domingo e "saúda ainda todos os candidatos que concorreram a estas eleições e felicita, em particular, os que foram eleitos".

"Dado que se realiza a 17 e 18 de outubro um importante Conselho Europeu, nomeadamente por causa do Brexit, o Presidente da República receberá já na próxima terça-feira, dia 8 de outubro, os partidos políticos com representação parlamentar, tendo em vista a indigitação do primeiro-ministro", lê-se no comunicado.

00h59 - CNE não acredita em conluio na votação

João Tiago Machado, da Comissão Nacional de Eleições, declarou que acredita não ter havido fraude eleitoral no caso de pessoas que afirmaram que já tinham votado no seu nome.

"Acho muito difícil, uma vez que como as mesas estão compostas, em que as forças partidárias estão representadas, duas pessoas tinham de estar em conluio para eliminarem dos dois cadernos o mesmo nome".

00h51 - Livre: "Uma enorme responsabilidade"

Joacine Katar Moreira, do Livre, realça a "enorme responsabilidade" de ocupar um dos lugares da Assembleia da República.

Sobre a possibilidade de trabalhar com o Partido Socialista, a nova deputada disse estar "totalmente disponível".

Joacine Moreira salientou ainda que "não há lugar para extrema-direita no Parlamento", salientando que o seu partido será "a esquerda anti-fascista e anti-racista".

00h42 - André Silva: "Tabuleiro político torna-se mais representativo"

André Silva realça a "grande vitória do PAN", que passou de um a quatro deputados, sem deixar de mostrar preocupação perante "os elevados números da abstenção".

Sobre o resultado em si, o representante do PAN disse que "o conservadorismo perdeu a maioria que tinha no Parlamento" com a entrada de novos partidos na Assembleia da República.

Com quatro deputados do PAN, "o tabuleiro político torna-se mais representativo", assinalou.

Sobre a eventual colaboração com um Governo socialista, André Silva respondeu: "António Costa ainda não me ligou".

00h39 - André Ventura: "Daqui a oito anos seremos o maior partido de Portugal"

O deputado eleito pelo Chega diz que o partido "nunca mais parar de crescer"

"Daqui a oito anos seremos o maior partido de Portugal", promete André Ventura.

00h38 - PAN elege quatro deputados

O partido Pessoas-Animais-Natureza elegeu o quarto deputado nas legislativas de domingo: Maria Cristina Rodrigues, pelo círculo eleitoral de Setúbal.

Com os resultados de hoje, o PAN forma um grupo parlamentar, depois de ter eleito apenas um deputado em 2015. 

00h30 - Heloísa Apolónia despede-se do Parlamento após 24 anos

A líder parlamentar de "Os Verdes", Heloísa Apolónia, falhou no domingo a eleição pelo difícil distrito de Leiria, onde a CDU não elegia desde 1985, revelando ter "vários projetos" de vida, incluindo maior participação na vida do partido.

"Foram 24 anos no parlamento a defender as causas ambientais e sociais. Agora, espera-me outra frente partidária para continuar essa luta. Tenho vários projetos na cabeça, mas ainda nada está definido", afirmou a jurista de formação, que começou por ser assessora do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV), ainda na década de 1990.

00h27 - Chega e Livre entram na Assembleia da República

André Ventura, do Chega, foi eleito por Lisboa, e Joacine Katar Tavares Moreira, do Livre, foi eleita também por Lisboa.

00h12 - Costa: "Portugueses gostaram da Geringonça e desejam a continuidade da atual solução política"

Na reação aos resultados desta noite, António Costa destaca que o PS "ganhou estas eleições e reforçou claramente a sua posição política em Portugal", destacando as vitórias em grande parte do território nacional.

O secretário-geral do PS destaca que PSD e CDS, "mesmo com o reforço da Iniciativa Liberal e do Chega", sofreram "a maior derrota histórica da direita em Portugal".

Uma derrota que surge depois de a direita "não ter apresentado uma alternativa credível à governação do PS". O resultado mosta ainda a "rejeição pelos portugueses de uma campanha de casos e ataques pessoais", destaca o primeiro-ministro.
consolidaram a sua posição eleitoral

António Costa conclui com estes resultados que "os portugueses desejam um novo governo do PS para governar com estabilidade"

"Os portugueses gostaram da geringonça e desejam a continuidade da atual solução política, agora com o PS mais forte", acrescentou, ressalvando que ao longo dos últimos anos se reforçou a "credibilidade" de Portugal e houve melhoria das condições para os portugueses" e mostrando o empenho em, na próxima legislatura, "fazermos mais e melhor".

Nesse sentido, o secretário-geral do PS promete que "vai procurar junto dos parceiros parlamentares renovar a solução política" que sustentou o último Governo. 

"Repetiremos os contactos há quatro anos estabelecidos com o PAN", salientou ainda o primeiro-ministro.

Questionado pelos jornalistas sobre que partidos serão contactados para um apoio ao Governo ou mesmo para coligações, António Costa assume que o PS, mesmo saindo "claramento reforçado" destas eleições, considera "desejável renovar a solução" que governou o país nos últimos quatro anos.

No entanto, alcançar novamente essa solução "não depende só de nós, depende de todos", salienta.

00h05 - Pedro Sánchez congratula António Costa

O chefe de Governo em funções espanhol e secretário-geral do PSOE, Pedro Sánchez, felicitou o PS pela sua vitória nas eleições legislativas, considerando que "a sociedade portuguesa voltou a eleger estabilidade, igualdade e justiça social".


Na sua conta da rede social Twitter, Sánchez sublinhou que "com a vitória do @psocialista, apostam num projeto de esquerdas, progressista e modernizador", o que incentiva a continuar a "trabalhar juntos por uma Europa mais justa".

Em Espanha, realizam-se a 10 de novembro as quartas eleições legislativas, depois de Pedro Sánchez e a coligação de esquerda Unidas Podemos terem falhado um acordo de Governo.

23h38 - Rui Rio: "Não há desastre nenhum"

No discurso da noite de eleições, o líder do PSD disse que já telefonou a António Costa, tendo felicitado o secretário-geral do PS pela vitória. Agradeceu ainda o apoio de todas as estruturas do partido.

Rui Rio explicou que várias "razões internas e externas" para justificar o resultado obtido pelo PSD.

No contexto externo, o líder do PSD destaca uma situação internacional que permitiu o crescimento da economia "sem que o Governo precisasse de fazer muito por isso".

A nível interno, Rui Rio destaca que o surgimento de novos partidos à direita levaram a uma perda de dois por cento e também as previsões de sondagens e comentadores que previam a hecatombe no PSD. "Não há desastre nenhum", disse o líder do PSD.

Rui Rio refere ainda que o resultado do PSD nesta noite é "praticamente idêntico" ao das eleições legislativas de 2015, caso se junte a percentagem do PSD com os votos do CDS-PP.

Nas últimas eleições, a coligação Portugal à Frente (PAF) obteve 38,56% dos votos. Hoje, PSD e CDS-PP contam, em conjunto, com mais de 32% dos votos.

Sobre o resultado do PS, Rio diz que "a vitória não foi assim tão grande" e que, com esta eleição, o PSD "deu um passo em frente para reconquistar a confiança dos portugueses".

Questionado pelos jornalistas sobre se pondera abandonar a liderança do partido, Rui Rio afirma que vai precisar de "reflexão, maturidade e de ouvir as pessoas".

Sem apontar falhas concretas do partido, Rui Rio reconhece: "O primeiro responsável do resultado, para o bem e para o mal, sou eu".

Já a olhar para o futuro, o líder do PSD reconhece que as próximas eleições autárquicas, em 2021, serão "nucleares" para o partido.

23h35 - PAN elege terceiro deputado

O partido Pessoas Animais e Natureza já elegeu três deputados. Para além de André Silva, por Lisboa, e Bebiana Cunha, pelo Porto, é também eleita Paula Inês Alves de Sousa Real, por Lisboa.

23h20 - Novo partido no Parlamento. Iniciativa Liberal elege um deputado

Confirma-se. O partido Iniciativa Liberal garantiu pela primeira vez um lugar na Assembleia da República, contando atualmente com 1,24 por cento dos votos.

23h11 - Carlos Guimarães Pinto anuncia que Iniciativa Liberal terá representação parlamentar

Através da consulta dos resultados em tempo real, a Iniciativa Liberal surge atrás do Chega e não elegeu ainda qualquer deputado.

No entanto, o Iniciativa Liberal acaba de anunciar que conseguiu garantir um lugar na Assembleia da República.

A confirmar-se esta informação, o deputado eleito pela Iniciativa Liberal será João Fernando Cotrim de Figueiredo, eleito pelo círculo de Lisboa.


O PS já elegeu 79 deputados, enquanto o PSD conta com 58.

O Bloco de Esquerda já tem 12 deputados e a CDU elegeu seis. O CDS-PP elegeu até agora três deputados.

O PAN, que tinha apenas um representante na Assembleia da República, já elegeu dois deputados: André Silva, por Lisboa, e Bebiana Cunha, pelo Porto.

22h41 - Santana Lopes queixa-se de dificuldades de "acesso e comunicação ao povo"

O líder do partido Aliança admitiu que "correu mal" a campanha para as eleições legislativas. "É uma derrota política", reconheceu Pedro Santana Lopes.


22h38 - André Silva reconhece projeções simpáticas para o PAN

O porta-voz do PAN falou sobre as projeções que dão entre quatro a seis deputados na Assembleia da República. Apesar de enaltecer que são projeções boas para o partido, André Silva só vai fazer uma declaração definitiva sobre o resultado das eleições no fim da noite.

Sobre a entrada de novos partidos no Parlamento, André Silva falou num reforço de pluralidade.

22h21 - Catarina Martins: Bloco de Esquerda "com toda a disponibilidade para negociar"

A coordenadora do Bloco de Esquerda considera que o PS "venceu as eleições com larga maioria tem todas as condições para formar Governo".

Ainda sobre os resultados da noite, Catarina Martins refere que a direita "sofreu uma derrota histórica".

Em concreto, sobre o resultado do Bloco de Esquerda, Catarina Martins refere que o partido se "consolida como a terceira força política do país".

Sobre o futuro pós-eleições, o Bloco de Esquerda considera que o PS "tem todas as condições para formar Governo". Mas, caso não tenha "maioria absoluta" e precisar de apoio parlamentar, Catarina Martins assume "toda a disponibilidade do Bloco de Esquerda para negociar" solução para a legislatura ou "ano a ano".

No entanto, assinala no discurso de reação aos resultados que os "compromissos do Bloco de Esquerda" se mantêm, nomeadamente ao nível dos direitos laborais, combate à precariedade, investimento no Serviço Nacional de Saúde e na recuperação do investimento público
8
"Aqui estamos, aqui estaremos, em qualquer dos cenários, para lutar pelos compromissos que afirmámos desde o primeiro dia com todo o país", reiterou Catarina Martins.

Questionada pelos jornalistas se este resultado permite ao Bloco de Esquerda discutir lugares de Governo, Catarina Martins salienta que a vitória do PS "é expressiva". "Essa matéria está fora de questão", afirmou.

Catarina Martins diz-se no entanto "com toda a disponibilidade para negociar" com o PS uma "solução de estabilidade" no Parlamento.

21h58 - Jerónimo de Sousa: CDU votará "caso a caso"

O secretário-geral do PCP considera que este resultado traduz "um quadro parlamentar com uma relação de forças semelhante à de 2015".

Jerónimo de Sousa diz, no entanto, que a "Geringonça" chegou ao seu fim, pois "não haverá repetição da cena do papel", referindo-se à assinatura dos acordos bilaterais há quatro anos, e que PCP e Verdes votarão "caso a caso".

Jerónimo de Sousa referiu no seu discurso que "ficou claro nestes anos que foram importantes os passos dados na reposição de direitos", afirmando que a CDU contribuiu para uma solução institucional que ditou a "derrota política do PSD e CDS-PP".

"Ficou claro o papel da CDU para a derrota política da direita. (...) Ficou claro que as medidas negativas que se evitaram e os avanços verificados não são suficientes para a resposta necessária aos problemas nacionais", acrescentou.

Jerónimo de Sousa considera que, após esta eleição, "o que se impõe é olhar para a frente, não permitir que o se alcançou e conquistou em direitos e rendimentos volte para trás, (...) que não se dêem novos passos de retrocesso".

O secretário-geral da CDU reconhece, no entanto, que com este resultado "os interesses dos trabalhadores e do povo saem enfraquecidos", mas que a CDU "cá estará como sempre esteve".

Jerónimo de Sousa refere que o partido irá decidir o seu posicionamento "em função do compromisso de políticas que o PS e o Governo venham a tomar".

Reafirma ainda a necessidade de romper com políticas de direita que "PS não abandonou".

21h48 - Manuela Ferreira Leite defende continuidade de Rui Rio

A antiga líder do PSD Manuela Ferreira Leite defende que Rui Rio deve continuar à frente do partido, considerando que este está numa "trajetória ascendente" e que impediu uma maioria absoluta do PS.

Em declarações à TVI, a antiga líder do PSD considerou que este resultado representa uma evolução em relação ao último ato legislativo, as eleições autárquicas de 2017, nas quais o PSD "não andou longe dos 20%"

21h22 - Pedro Nuno Santos. "Quero um governo para quatro anos"

Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e Habitação, afirmou que é necessária estabilidade para a próxima legislatura.

"Quero um governo que consiga governar durante quatro anos, para continuarmos a melhorar as condições de vida do povo português. Começámos isso em 2015, continuaremos em 2019", acrescentou.

21h21 - Chega pode eleger um deputado

André Ventura afirma que se acontecer "será um dia histórico", mas recorda que ainda não há "elementos que nos permitam fazer um juízo definitivo sobre isto".

O candidato deixa ainda um agradecimento a todos os que "votaram no Chega".

21h01 - Assunção Cristas: "Tomei a decisão de não me recandidatar"

A líder do CDS-PP reconheceu o resultado negativo e pediu a realização de um congresso antecipado. Assunção Cristas anunciou ainda que não se vai recandidatar à liderança do partido.

Assunção Cristas felicitou o Partido Socialista pela vitória nestas eleições. No discurso de reação a este resultado, a líder do CDS-PP diz que o partido "teve uma posição forte" ao longo dos últimos quatro anos. "Sentimos que fomos uma voz isolada no Parlamento", salientou.

Cristas falou ainda do projeto que o CDS-PP construiu para o país, que "claramente não foi aceite" nestas eleições.

Perante este resultado, Assunção Cristas anunciou que pediu a realização de um congresso antecipado e que não se vai recandidatar

"Tomei a decisão de não me recandidatar", anunciou a líder do CDS-PP.

Nestas eleições, o CDS-PP terá obtido entre 3 a 5 por cento dos votos, ficando apenas com 4 a 6 deputados na Assembleia da República.

21h00 - Livre quer esquerda a assumir "responsabilidades de governação"

Rui Tavares reagiu com cautela com as projeção que apontam para a eleição de um deputado do Livre.

No entanto, afirma que há dados encorajadores com os resultados que tinham chegado das assembleias de vota àquela hora.

Rui Tavares assegura que o partido quer falar com toda a esquerda, para a esquerda "assuma as suas responsabilidades de governação".



O líder do Livre considera que a eleição de, pelo menos, uma deputada, Joacine Moreira - como dizem as projeções - é "histórica".

O Livre estabelece a justiça social, a justiça ambiental e uma nova estratégia de futuro do país como as prioridades.

Rui Tavares argumenta que "não há nenhum partido que faça o que o Livre fez", lembrando que o partido gastou apenas 10 mil euros na campanha.

20h46 - PSD saúda vitória do PS

O vice-presidente do PSD David Justino saudou hoje o Partido Socialista pela vitória nas eleições legislativas, com base nas várias projeções televisivas.



"Quero começar por saudar o PS pela vitória que estas projeções anunciam", afirmou David Justino.

Ainda assim, o dirigente social-democrata deixou um conselho: "Gostaria de chamar a atenção que o excesso de triunfalismo poderá ser pouco avisado".

No que toca ao PSD, não vai assumir a postura "ridícula" de cantar vitória independentemente dos resultados, como fazem muitos partidos: "Se perdermos, perdemos."

20h44 - PCP diz que o PS pode contar com o partido para "tudo o que for positivo"

Numa primeira reação à sondagem da RTP, Paulo Raimundo, do PCP, mostrou-se satisfeito por não haver "maioria absoluta". E isso, disse, é um "aspeto positivo".


Quanto um acordo com o PS de Governo, Paulo Raimundo afirmou que os socialistas podem "contar com a CDU para tudo o que for positivo nós votarmos a favor". E para "tudo o que for negativo, para votar contra".

20h40 - BE salienta "derrota histórica dos partidos de direita"

Jorge Costa, do Bloco de Esquerda, destaca que as projeções têm grandes intervalos e que, por isso, as conclusões são ainda limitadas. No entanto, reconhece que o PS venceu as eleições e destaca que a direita sofreu "uma derrota histórica".

O bloquista diz mesmo que o país demonstrou que "não esqueceu" o legado do último Governo PSD e CDS-PP.

Jorge Costa refere ainda que, com esta eleição, o Bloco de Esquerda se confirmou como terceira força política nacional.

Sobre possíveis acordos pós-eleitorais, o deputado do Bloco diz que o desenlace político destas eleições só se poderá conhecer em toda a sua extensão quando estiver terminada a contagem efetiva dos votos.

20h38 - "O PAN conseguiu consolidar-se no panorama político português"

Inês Sousa Real, do PAN, reafirmou que é necessário "aguardar com tranquilidade" o apuramento de resultados destas eleições legislativas. As projeções apontam para um crescimento do partido Pessoas-Animais-Natureza.



"No final da noite vamos fazer declarações. Para já estamos apenas felizes pelo que resultado que esperamos vir a ter, que é pelo menos duplicarmos a nossa representação parlamentar", afirmou a responsável do PAN.

20h36 - PSD é "principal força da oposição"

Na primeira reação à projeção que dá a vitória ao PS, Duarte Pacheco reconhece que o PS venceu as eleições mas destaca que o PSD é "indiscutivelmente a maior força da oposição", uma "alternativa de poder".

Confrontado com os resultados de há quatro anos, Duarte Pacheco diz que ainda é cedo para fazer balanços.

20h34 - PS reage: "Tudo aponta para uma claríssima vitória do Partido Socialista"

A secretária-geral adjunta Ana Catarina Mendes agradeceu "a todos quantos deram uma grande vitória ao Partido Socialista nesta noite eleitoral".

"Os portugueses votaram pela estabilidade governativa e o Partido Socialista empenhar-se-á para que os próximos quatro anos sejam de um governo de estabilidade política, de estabilidade social, de progresso e de futuro em Portugal", acrescentou a dirigente partidária.

Ana Catarina Mendes apontou ainda o que disse ser uma "derrota histórica do conjunto do PSD e do CDS".

Questionada sobre eventuais acordos pós-eleitorais, a secretária-geral adjunta quis apenas insistir na ideia de "uma grande vitória do PS".

20h17 - 1.081 freguesias apuradas. PS com 38,29% dos votos

Segundo os resultados oficiais com os votos apurados em 1.081 freguesias, o PS reúne 38,29%, enquanto o PSD chega aos 33,28%. Em terceiro, o Bloco de Esquerda tem 6,81%.

Surge depois o CDS-PP, com 4,90%, e ainda a CDU, que reúne 4,49% dos votos.

20h00 - Sondagem à boca das urnas: PS vence eleições sem maioria absoluta

A sondagem da Universidade Católica à boca das urnas estima uma vitória entre 34 e 39 por cento, ou seja, com 104 e 112 deputados.

Em segundo lugar surge o PSD, com um resultado estimado entre os 27 e os 21 por cento, que se traduz em 74 a 81 mandatos.

O Bloco de Esquerda surge como terceira força política, entre os 9 e os 12 por cento, com 19 a 23 deputados.



De seguida, a CDU deverá reunir 6 a 8 por cento dos votos, com 9 a 14 deputados.

CDS-PP e PAN surgem empatados nesta projeção, com três a cinco por cento dos votos, ou seja, com quatro a seis deputados.

De acordo com esta projeção, um máximo de quatro partidos poderá dar entrada no Parlamento pela primeira vez.

A Iniciativa Liberal terá entre 1 a 2 por cento, podendo ter um ou dois deputados, enquanto o Livre, com 1 a 2 por cento dos votos, poderá chegar a um deputado.

Surgem de seguida o Aliança, com 1 por cento dos votos, podendo ocupar um lugar na Assembleia da República. Por fim, o Chega poderá ter entre 1 a 2 por cento dos votos, ou seja, poderá ter até um deputado.

19h56 - Abstenção dever ser a maior de sempre, alerta o PSD

O secretário-geral do PSD, José Silvano, frisou que as projeções apontam para que a abstenção seja a mais elevada de sempre, e afirma que este resultado merece uma "reflexão dos partidos políticos".


19h55 - CDS destaca que existência de mais partidos não levou a maior participação

Diogo Feio, do CDS-PP, falou das estimativas da abstenção, não querendo fazer previsões do impacto desses dados para o partido.


19h53 - PCP vê abstenção elevada como elemento negativo

João Dias Coelho, do PCP, refere que o partido não vê "com bons olhos" os números da abstenção. A CDU sublinha a campanha "de grande proximidade" realizada ao longo das últimas semanas.



19h51 - Mário Centeno e a expectativa do escrutínio



"Agora é aguardar os resultados", afirmou o ministro das Finanças à entrada para o hotel de Lisboa onde o PS segue o apuramento de resultados das eleições legislativas.

19h28 - Costa vê maioria absoluta como "meta improvável"

À chegada ao hotel onde o PS vai acompanhar as eleições, o primeiro-ministro afirmou querer um resultado que dê estabilidade ao país e esclareceu que a maioria absoluta nunca foi uma meta estabelecida para o Partido Socialista.



"Os portugueses não fazem uma avaliação positiva desse resultado", disse Costa.

19h02 - As urnas encerraram em Portugal Continental e Madeira

Os eleitores dos Açores poderão votar até às 19h00 locais (mais uma hora em Lisboa).

19h00 - Estimativa: taxa de abstenção entre os 44% e os 49%

A estimativa da participação nestas eleições tendo em conta os dados divulgados pelo Ministério da Administração Interna às 16h00 é de 51 por cento no mínimo e 56 por cento no máximo.



Esta estimativa da Universidade Católica para a RTP indica que a abstenção poderá ficar entre os 44 e os 49 por cento.

Nas eleições legislativas de 2015, a taxa de abstenção foi de 44,1%.



18h42 - CNE sem queixas de boicotes ou incidentes significativos

À agência Lusa, a Comissão Nacional de Eleições indica que não recebeu qualquer queixa relativamente a boicotes durante as votações para as legislativas de hoje.

Duas situações de destaque foram registadas em Morgade, onde populares que se opõem à exploração de uma mina de lítio a céu aberto nessa freguesia de Montalegre repetiram um "voto de protesto" e ameaçaram recusar-se a votar.

De manhã verificou-se, inclusive, uma tentativa de boicote em três mesas de voto das aldeias de Morgade, Cortiço e Arcos, no concelho de Montalegre, distrito de Vila Real.

Também a população de Cortiço, em Montalegre, se associaram ao protesto contra a mina de lítio a céu aberto prevista para as proximidades desta aldeia, onde depois de uma tentativa de boicote se fez um apelo à abstenção nas legislativas.

O porta-voz da CNE disse ter conhecimento destas situações pela comunicação social, repetindo que a CNE não recebeu qualquer queixa relativa a boicotes que impedissem eleitores de votar.

18h28 - Dados até às 16h00

De acordo com o Ministério da Administração Interna, a afluência às urnas até às 16h00 foi de 38,59%, ou seja, cerca de 4,17 milhões de votantes, num universo de 10,8 milhões de eleitores recenseados, no território nacional e no estrangeiro.

À mesma hora, em 2015, tinham participado nas eleições 44,38%, ou seja, 4,2604 milhões de votantes. Ou seja, este ano são menos 90.400 eleitores que votaram até às 16h00.

Importa notar que o universo de eleitores tem, nesta eleição, mais de um milhão de eleitores em relação a 2015. Isto devido ao recenseamento automático dos portugueses no estrangeiro.

18h15 - Aproxima-se a hora de fecho das urnas

Em Portugal Continental e na Madeira, as urnas encerram às 19h00, dentro de meia-hora. Nos Açores, as urnas encerram às 20h00 de Lisboa (19h00 locais).

A estimativa da abstenção deverá também ser conhecida às 19h00.

Acompanhámos as primeiras horas de votação em direto e seguimos agora a jornada eleitoral.

Na página ou na aplicação do serviço público estão todos os momentos, além das projeções e dos resultados em tempo real.

Para além do site, pode também acompanhar todas as notícias e resultados através das redes sociais.