Associações Distritais discutem revisão dos estatutos

O presidente da Comissão Delegada das Associações Distritais de Futebol, Júlio Vieira, afirma que estas associações se vão reunir no próximo sábado e vão tratar da revisão dos estatutos das associações, permitindo que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) altere posteriormente os seus estatutos e possa reaver o estatuto de utilidade pública.

RTP /

"Vamos tratar de assuntos concretos, como a revisão dos estatutos e as eleições", revela Júlio Vieira, em declarações à Antena 1.

Caso as 22 associações distritais decidam rever os seus estatutos, a FPF poderá posteriormente alterar os seus próprios estatutos. Assim que tudo estiver adequado ao novo Regime Jurídico das Federações Desportivas, a FPF pode finalmente reaver o Estatuto de Utilidade Pública que lhe foi retirado.

Este plenário foi marcado depois do despedimento de Carlos Queiroz do cargo de seleccionador nacional e do anúncio do presidente da FPF, Gilberto Madaíl, de que iria pedir eleições com a maior brevidade possível.

Madaíl disse na altura que "deliberou a direcção solicitar ao presidente da Assembleia Geral da FPF a marcação de uma assembleia geral eleitoral para os órgãos sociais", e explicou que a decisão não corresponde a uma demissão, estando assegurada pela actual direcção a "estabilidade directiva" até às próximas eleições.

O presidente da Comissão Delegada das Associações Distritais de Futebol, que também é presidente da Associação de Futebol de Leiria, defende que só deve haver eleições para a sucessão da actual direcção da FPF quando os estatutos forem revistos.

"Na minha opinião faria mais sentido resolver o problema dos estatutos e só depois constituir a nova assembleia e proceder a um acto eleitoral", refere.

Júlio Vieira admite estar preocupado com todos os problemas que a selecção nacional de futebol tem enfrentado.

"É uma situação muito grave, com consequências para o futuro do futebol português. Estando a selecção na iminência de não vir a ser apurada para o campeonato da Europa, para além dos prejuízos que isto vai trazer em termos financeiros, é muito mau e vai ter consequências no futuro do futebol e da própria federação", alerta.

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