Seleção Nacional
Carlos Godinho sobre Ronaldo: "Não devíamos ter chegado a este ponto"
Antigo dirigente trabalhou cinco décadas na Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e mais de duas décadas com o capitão Cristiano Ronaldo. "Estou eternamente grato."
Carlos Godinho, antigo diretor das seleções nacionais, trabalhou cinco décadas na Federação Portuguesa de Futebol (FPF), 21 anos com Cristiano Ronaldo. Em entrevista à RTP Antena 1, lamenta a situação em torno do até agora capitão de Portugal.
“Não devíamos ter chegado a este ponto, mas sem estar a ser justo ou injusto com alguém, eu estou fora da federação há cerca de ano e meio, não conheço a atual estrutura, a atual direção, parece-me que não se devia ter chegado ao ponto a que se chegou”, disse.
Carlos Godinho, que recorda o momento da estreia de Cristiano Ronaldo pela Seleção, em Chaves, frente ao Cazaquistão, há 23 anos, lembra que, nos anos em que esteve na federação, nunca se colocou a questão do fim da carreira do jogador na equipa nacional.
“Entre nós essa questão coloca-se sempre. Coloca-se com toda a gente, nos nossos empregos, há um momento em que achamos que temos de sair. Agora, realmente, nunca se abordou com o próprio [Ronaldo] ou dentro da estrutura, essa situação. Sabíamos que ia acontecer. Ele próprio também sabia e já tinha falado nisso, ainda há pouco tempo, isso é normal”, afirma Godinho.
O antigo dirigente garante estar “eternamente grato” por tudo o que Ronaldo fez durante as últimas décadas com a camisola de Portugal. “Está muito acima daquilo que qualquer ser normal, um jogador de futebol, tem feito, tirando Eusébio e o Figo. Estou lhe eternamente grato por aquilo que ele fez até porque o acompanhei durante este tempo todo e sei o que lhe custou chegar àquele ponto. Sei o que lhe custou cada um dos grandes jogos que fez ao serviço da Seleção nacional. Sei o que é que custou cada uma das conquistas”, concluiu.