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Luis Horta testemunhou ter havido condições para o controlo antidoping

No depoimento perante o TAS, o presidente da ADoP considerou que a atitude dos selecionador nacional não foi impeditiva da ação de controlo na Covilhã

RTP /
Luís Horta adp

O presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) admitiu, perante o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que havia condições para a realização do controlo antidoping à seleção portuguesa de futebol, no estágio para o Mundial2010, apesar dos insultos de Carlos Queiroz.

"Algumas vezes, os médicos que efetuam as análises telefonam-me, se têm duvidas como proceder num controlo antidoping. Neste caso, não me ligaram. Neste caso, no entanto, se me tivessem telefonado, teríamos concordado que podiam fazer o controlo antidoping", testemunhou Luís Horta perante o TAS, que anulou, esta quarta-feira, a suspensão de seis meses decretada pela ADoP a 30 de agosto de 2010.

O responsável da ADoP referiu, também, que o mais importante num controlo antidoping é a segurança.

"Se o ambiente não é seguro, o controlo antidoping não deve ser realizado. O controlo antidoping realizou-se, porque os jogadores não foram atingidos. Nada nos comentários de Queiroz disse respeito aos jogadores ou à sua segurança", disse Horta, em testemunho ao TAS.

Em comunicado entretanto publicado, a ADoP destaca que o TAS considerou que a conduta de
Queiroz foi "inapropriada e ofensiva" e "totalmente inaceitável".

"Não obstante, o TAS considerou também que tais palavras se não dirigiriam diretamente aos médicos da ADoP. Para esta conclusão contribuiu, decisivamente, o facto de os testemunhos dos dois médicos da FPF, em Lausana, terem apresentado contradições com o que haviam afirmado no processo decorrido em Portugal, nomeadamente por não confirmarem declarações anteriormente feitas e por
terem procedido a diversas alterações dos factos então relatados", lê-se no comunicado.

A ADoP realça, ainda, que "a decisão do TAS não fez a menor alusão a qualquer pretensa 'intervenção governamental' ou 'estatal' nas decisões tomadas em Portugal sobre o 'processo Carlos Queiroz', nem mesmo questionou a competência legal de quaisquer órgãos que tenham participado no mesmo".
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