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Futebol Internacional
Marca da seleção enfrentará drama quando Ronaldo sair
Portugal perderá atenção mediática e receitas sem o futebolista Cristiano Ronaldo, que garantiu ter disputado o sexto e último Mundial e avaliará a continuidade na seleção, antecipa o diretor-executivo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM).
“Pode ser um bocadinho duro de dizer, mas do ponto de vista de marca, Ronaldo é incomparavelmente maior do que toda a seleção portuguesa e mais não sei quantas juntas. Não estou a fazer uma análise desportiva, mas de marca: vai ser um drama quando ele sair, porque as pessoas ainda não tem a noção da atenção mediática que se perderá. Vamos cair numa escada rolante a grande velocidade”, projetou à agência Lusa Daniel Sá.
O avançado e capitão, de 41 anos, tornou-se o primeiro a marcar em seis edições, mas Portugal ficou pelos ‘oitavos’, ao ser derrotado pela campeã europeia Espanha (1-0), que, no domingo, conquistou o Campeonato do Mundo pela segunda vez, após 2010, com um triunfo na final sobre a Argentina (1-0, após prolongamento), bicampeã sul-americana e então detentora do título.
Ciente de que “fabricar ídolos é uma ferramenta poderosíssima na geração de atenção mediática”, Daniel Sá sugere que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) “desenhe uma estratégia para o pós-Ronaldo”, acautelando a ausência imediata de um sucessor à altura do recordista de jogos (233) e golos (146), vencedor do Euro2016 e da Liga das Nações em 2019 e 2025.
“É ele quem lhes faz rubricar vários contratos e ganhar muito dinheiro há mais de 20 anos. Acredito que a FPF estará a preparar uma narrativa diferente, porque não pode estar dependente de uma pessoa só e tem de exibir outro tipo de argumentos. Obviamente, há mais do que Ronaldo no futebol português, mas devem explorar bem essa nova estratégia”, apelou.
Envolvido em estudos regulares no IPAM sobre Ronaldo, Daniel Sá adverte que a dimensão futebolística já é, das quatro variáveis examinadas, a que “menos interfere” na visibilidade do dianteiro, que foi campeão saudita pelo Al Nassr em 2025/26, sob orientação do treinador Jorge Jesus, recém-contratado como sucessor do espanhol Roberto Martínez na seleção lusa.
“Ao lado do jogador, há o Ronaldo influenciador, que é o maior do mundo e a pessoa mais seguida nas redes sociais, o Ronaldo patrocinado por várias marcas nacionais e internacionais e o Ronaldo investidor em múltiplas indústrias. Após deixar de jogar, essa marca continuará a crescer”, anteviu.
Portugal participou em Mundiais pela nona vez, e sétima seguida, e repetiu os desempenhos de 2010, também culminado frente à Espanha, e 2018, tendo um estudo do IPAM perspetivado antes da prova 561 milhões de euros (ME) de impacto económico no país pela chegada até aos ‘oitavos’.
“Estamos todos insatisfeitos e ficámos com a sensação de que podíamos ter ido mais longe. Estes impactos têm alguma correlação com o nosso sucesso desportivo, mas continuámos a consumir o Mundial2026 [depois da eliminação de Portugal] e a acompanhar todas as seleções”, admitiu.
O estudo do IPAM colocou 23% do impacto económico dependente dos meios digitais, ao perceber que “as pessoas consomem futebol de outra maneira e cada vez mais fora dos 90 minutos, o que gera muito dinheiro”.
“Antes e depois dos jogos, há comentários, futebolistas a criar conteúdo, pessoas a partilhar opiniões, influenciadores de todas as formas, empresas a apostar e meter dinheiro à volta disto ou cromos para colecionar com a febre que se viu. Vale o que vale, mas fico a pensar onde é que Pelé, Eusébio e Diego Armando Maradona teriam chegado do ponto de vista mediático se houvesse redes sociais, que amplificam tudo”, ilustrou Daniel Sá.
O avançado e capitão, de 41 anos, tornou-se o primeiro a marcar em seis edições, mas Portugal ficou pelos ‘oitavos’, ao ser derrotado pela campeã europeia Espanha (1-0), que, no domingo, conquistou o Campeonato do Mundo pela segunda vez, após 2010, com um triunfo na final sobre a Argentina (1-0, após prolongamento), bicampeã sul-americana e então detentora do título.
Ciente de que “fabricar ídolos é uma ferramenta poderosíssima na geração de atenção mediática”, Daniel Sá sugere que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) “desenhe uma estratégia para o pós-Ronaldo”, acautelando a ausência imediata de um sucessor à altura do recordista de jogos (233) e golos (146), vencedor do Euro2016 e da Liga das Nações em 2019 e 2025.
“É ele quem lhes faz rubricar vários contratos e ganhar muito dinheiro há mais de 20 anos. Acredito que a FPF estará a preparar uma narrativa diferente, porque não pode estar dependente de uma pessoa só e tem de exibir outro tipo de argumentos. Obviamente, há mais do que Ronaldo no futebol português, mas devem explorar bem essa nova estratégia”, apelou.
Envolvido em estudos regulares no IPAM sobre Ronaldo, Daniel Sá adverte que a dimensão futebolística já é, das quatro variáveis examinadas, a que “menos interfere” na visibilidade do dianteiro, que foi campeão saudita pelo Al Nassr em 2025/26, sob orientação do treinador Jorge Jesus, recém-contratado como sucessor do espanhol Roberto Martínez na seleção lusa.
“Ao lado do jogador, há o Ronaldo influenciador, que é o maior do mundo e a pessoa mais seguida nas redes sociais, o Ronaldo patrocinado por várias marcas nacionais e internacionais e o Ronaldo investidor em múltiplas indústrias. Após deixar de jogar, essa marca continuará a crescer”, anteviu.
Portugal participou em Mundiais pela nona vez, e sétima seguida, e repetiu os desempenhos de 2010, também culminado frente à Espanha, e 2018, tendo um estudo do IPAM perspetivado antes da prova 561 milhões de euros (ME) de impacto económico no país pela chegada até aos ‘oitavos’.
“Estamos todos insatisfeitos e ficámos com a sensação de que podíamos ter ido mais longe. Estes impactos têm alguma correlação com o nosso sucesso desportivo, mas continuámos a consumir o Mundial2026 [depois da eliminação de Portugal] e a acompanhar todas as seleções”, admitiu.
O estudo do IPAM colocou 23% do impacto económico dependente dos meios digitais, ao perceber que “as pessoas consomem futebol de outra maneira e cada vez mais fora dos 90 minutos, o que gera muito dinheiro”.
“Antes e depois dos jogos, há comentários, futebolistas a criar conteúdo, pessoas a partilhar opiniões, influenciadores de todas as formas, empresas a apostar e meter dinheiro à volta disto ou cromos para colecionar com a febre que se viu. Vale o que vale, mas fico a pensar onde é que Pelé, Eusébio e Diego Armando Maradona teriam chegado do ponto de vista mediático se houvesse redes sociais, que amplificam tudo”, ilustrou Daniel Sá.