Portugal 2 - 1 Nigéria

Portugal 2 - 1 Nigéria

Portugal venceu esta quarta-feira a Nigéria por 2-1, no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, no último particular antes da fase final do Campeonato do Mundo de futebol de 2026, que arranca na quinta-feira.

RTP /
António Pedro Santos - Lusa

O embate com as ‘Super Águias’ tinha também o simbolismo de fazer a equipa das ‘quinas’ regressar a Leiria, em solidariedade com a região afetada pela tempestade Kristin, em janeiro, e ao Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, também muito afetado por esse fenómeno meteorológico.

O extremo da Juventus provocou ‘danos’ na defensiva africana, aos 75 minutos, já depois de Pedro Neto ter dado vantagem à seleção portuguesa, aos 23, e de Akor Adams ter chegado ao empate, aos 36.

No Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas, o selecionador Roberto Martínez aproveitou o derradeiro ‘teste’ para se aproximar do ‘onze’ para enfrentar a República Democrática do Congo, faltando ainda ‘colocar’ Nuno Mendes e Bernardo Silva, atendendo à provável ausência por castigo de Rafael Leão.

Frente ao ‘4-3-3’ da Nigéria, Portugal apresentou a dupla bicampeã europeia de clubes Vitinha e João Neves para o meio-campo, atrás do trio no apoio ao capitão Cristiano Ronaldo, formado por Francisco Trincão, Bruno Fernandes e Pedro Neto.

A defesa, à frente do titularíssimo Diogo Costa, na baliza, também pareceu ganhar forma, com Gonçalo Inácio no eixo com o ‘patrão’ Rúben Dias e as alas entregues a Nélson Semedo, na direita, e Diogo Dalot, na oposta.

Ronaldo tentou ser o primeiro a causar ‘danos’ na defensiva nigeriana, aos nove minutos, após abertura de Nélson Semedo, mas, em posição frontal, não acertou na baliza, tal como tinha feito praticamente no primeiro lance do jogo, aos dois, então a passe de Bruno Fernandes.

Mas Diogo Costa até foi o primeiro guarda-redes a intervir no jogo, aos seis, para uma defesa fácil a um autêntico passe rasteiro de Bassey, à entrada da área de grande penalidade.

As ‘Super Águias’ voltaram a chegar à baliza lusa aos 10, com um remate ao lado de Akor Adams, depois de se impor na luta ombro a ombro com Dalot, numa das várias tentativas de surpreender a seleção lusa em contra-ataque.

O lateral do Manchester United ‘redimiu-se’ com a assistência para o golo português, aos 23, depois de uma arrancada desde o próprio meio-campo de Francisco Trincão – e de uma ‘tabelinha’ com Ronaldo -, até encontrar Dalot, que serviu para Pedro Neto atirar cruzado e sem defesa possível para Okoye.

O guarda-redes nigeriano conseguiu mostrar-se pouco depois, aos 33, negando o golo após um remate à meia-volta de Bruno Fernandes, que, na marcação do canto, serviu Ronaldo, que, depois de se impor no ar, voltou a não acertar na baliza, com um cabeceamento ligeiramente por cima.

O desperdício luso acabou por ser punido com o golo do empate da seleção africana, aos 36 minutos, com Adams a ganhar o duelo a Inácio, primeiro, e Dalot, depois, deixando a bola sobrar para Dele-Bashiru, que devolveu a bola para o avançado do Sevilha bater Diogo Costa.

Até ao intervalo, Trincão voltou a tentar justificar a titularidade com um remate por cima da baliza, na última tentativa portuguesa de retomar a dianteira do jogo.

Para a segunda parte, Martínez manteve apenas Diogo Costa e Ronaldo, mudando tudo o resto, com João Félix, com dois remates seguidos, ambos aos 48, um para defesa de Okoye e outro a acertar na trave da baliza, sem que, esta ultrapassasse a linha de golo.

Félix juntou-se ao companheiro no Al Nassr, que, aos 50, voltou a rematar desastradamente, agora numa segunda linha ofensiva com Francisco Conceição e Bernardo Silva, à frente dos médios Rúben Neves e Samuel Costa.

A defesa também sofreu com a ‘revolução’, com os prováveis titulares João Cancelo e Nuno Mendes nas laterais, com Renato Veiga e Tomás Araújo no meio.

Aos 65 minutos, já depois de Eric Chelle também ter trocado metade da equipa nigeriana, colocando em campo, entre outros, os jogadores do FC Porto Zaidu e Moffi, Ronaldo despediu-se do público português antes do seu último Mundial, cedendo o seu lugar a Gonçalo Ramos.

À ameaça de Félix seguiu-se a concretização, por Francisco Conceição, aos 75, com um remate cruzado, de pé esquerdo, a passe de Cancelo, celebrando o feriado e confirmando, pelo menos neste ‘amigável’, o lema da seleção lusa: ‘Vai dar Portugal’.

A próxima vez que Portugal entrar em campo já vai ser a ‘doer’, na quarta-feira, frente à RD Congo, no Estádio NRG, em Houston, a partir das 12:00 locais (18:00 em Lisboa), na primeira jornada do Grupo K.

Depois do embate com os congoleses, Portugal defronta Uzbequistão (23 de junho) e Colômbia (28).

c/Lusa



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