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Bettencourt apresenta Dias Ferreira como Presidente da AG

Bettencourt apresenta Dias Ferreira como Presidente da AG

O candidato à presidência do Sporting José Eduardo Bettencourt traçou esta segunda-feira, durante a apresentação da sua lista, o objectivo de "concluir o plano de reestruturação financeira" de Filipe Soares Franco. Apresentou
também no auditório do Estádio José Alvalade a sua lista completa, da qual
se destaca a integração de Dias Ferreira para o cargo de presidente da Mesa
da Assembleia-Geral. 

RTP /
Bettecourt acredita que vai unir os sócios Lusa

"Temos de o fazer, respeitando as regras e os compromissos, caso contrário não passaremos da cepa torta", disse o candidato, que concorre às eleições de 05 de Junho de clube lisboeta contra a lista liderada por Paulo Pereira Cristóvão. 
 
Para Bettencourt, avançar com a reestruturação financeira "não é renegociar 'spreads' ou prazos de empréstimos com a banca", qualificando essa ideia como uma "visão sonhadora e desadequada". 
 
"Quem paga 14 milhões de euros de encargos financeiros pode investir verbas para outro tipo de áreas, aumentando a eficiência e potenciando novas receitas compatíveis com o projecto desportivo", disse Bettencourt. 
 
Na área do futebol profissional, prometeu uma "gestão rigorosa e sustentada", como "tem sido feita", o "reforço no aproveitamento dos jogadores da formação" e o melhoramenro da "empatia entre a equipa e a massa associativa", através de uma "atitude diferente dos jogadores no contacto com os associados".
 
Outro objectivo que referiu foi a conclusão do processo de certificação da Academia de Alcochete, "uma das três melhores da Europa", por mérito da "actual gestão". 
 
Outro tema que esteve na ordem do dia com a realização da última assembleia geral foi a introdução da figura do referendo nos estatutos do clube, rejeitada pelos sócios nessa reunião magna pelo facto de o número de votos não ter alcançado os dois terços necessários à sua aprovação. 
 
"Vamos procurar incorporar a figura do referendo nos estatutos para estimular uma maior participação dos sócios", prometeu Bettencourt, criticando a "visão centralista" dos que defendem que aqueles "têm de vir todos a Lisboa para votar" e alertando para o facto do clube "se tornar no Sporting de Lisboa, como é conhecido lá fora". 
 
Um aspecto que Bettencourt frisou foi a necessidade de união dos sportinguistas e de "todos puxarem para o mesmo lado", em vez de existir um clima de divisão que acaba por contagiar os atletas, que "vão amolecendo", porque "quem devia dar o exemplo não dá". 
 
Bettencourt criticou abertamente "os notáveis que saem de uma sala e começam logo a cortar na casaca dos outros", numa atitude reveladora de "egoísmo e vaidade incompatíveis com a paixão pelo Sporting e os valores transmitidos pelos fundadores do clube". 
 
"É preciso criar um clima de paz porque numa casa onde o pão não abunda e os pais discutem de manhã, à tarde e à noite, não se dá o exemplo aos filhos", exemplificou, pedindo desculpa pela sua "franqueza e frontalidade" e apelando aos críticos que "se abstenham de dizer mal de companheiros e atletas".  
 
Deu mesmo o exemplo do que se passa na tribuna de Alvalade, onde por vezes "sentiu vergonha" com alguns comentários, quando pensava que "o Sporting fosse um clube diferente dos outros". 
 
Bettencourt alegou que a sua frontalidade visa chocar e alertar os sportinguistas para a necessidade de criarem um espírito de união e fez um aviso aos que irão trabalhar com ele e com os quais prometeu "ser exigente". 
 
No sector das modalidades, Bettencourt preconizou uma gestão rigorosa para assegurar o ecletismo no clube, contando para isso com as ideias e o empenho dos seus colegas do Conselho Directivo Mário Moniz Pereira e Júlio Rendeiro. 
 
Não menos importante foi a promessa de "viabilizar a construção de um pavilhão", que considerou "fundamental para a actividade das modalidades" e um "factor aglutinador do convívio dos sócios". 
 
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