Sporting
Sporting não tremeu em Madrid
Um Sporting sereno e solidário impôs esta quinta-feira um empate 0-0 na visita ao Atlético de Madrid, em que jogou uma hora em inferioridade e terminou com nove futebolistas.
Dois amarelos a Grimi (09 e 31 minutos), ambos por falta sobre o ex-benfiquista
Reyes, e um vermelho directo a Tonel (89), mais do que forçado, custaram
aos "leões" uma desvantagem numérica que limitou as suas ambições perante
um adversário sem ideias e claramente ao seu alcance.
Apesar das adversidades em campo alheio, a equipa de Carlos Carvalhal
revelou-se consistente a segurar o "nulo" e poucas vezes tremeu atrás: os
"colchoneros" de Quique Flores (ex-treinador do Benfica) estão longe de
constituir uma verdadeira equipa e vivem à custa dos nomes sonantes do ataque, muito discretos (Simão saiu aos 58), exceptuando Aguero e Reyes.
Maradona, Figo e Futre viram da bancada o 10.º classificado da Liga
espanhola sem ideias para ultrapassar a organização montada por Carlos Carvalhal,
que manietou o adversário e conseguiu assim o sexto desafio seguido sem
sofrer golos, um recorde para o guarda-redes Rui Patrício.
A primeira fase do jogo foi muito morna, com domínio repartido, mas
sem situações de apuro para os guarda-redes.
Progressivamente, os "colchoneros" subiram no terreno e Rui Patrício
foi obrigado a maior atenção, principalmente aos desequilíbrios provocados
por Agero, como aos 25 em que entrou na área em slalom entre vários contrários
e atirou em jeito, errando o alvo por pouco.
A resposta do Sporting surgiu nos pés de Liedson, que aproveitou uma
falha contrária para, à entrada da área, rematar à trave, passando a bola
por cima do guarda-redes.
Aos 31 minutos, Grimi foi expulso e deixou os "leões" reduzidos a 10
elementos: Miguel Veloso abandonou o meio campo para se colocar na lateral
esquerda.
O Atlético de Madrid intensificou então a pressão, mas a verdade é que
os lusos se revelaram compactos, valendo a sua capacidade de sacrifício
e entreajuda, bem como a falta de pontaria de Agero em dois lances em cima
do intervalo.
Os madrilenos continuaram instalados no meio campo "leonino", mas o
seu domínio era inconsequente, pois faltava arte para criar perigo, excetuando
a genialidade de Agero (55) que, em nova investida, "sentou" Miguel Veloso
e Polga, mas, em cima da linha de fundo, não conseguiu iludir Rui Patrício,
com pouco trabalho, acertando-lhe na cara.
O Sporting mal se aventurava em terrenos ofensivos - também não precisava
de arriscar, pois joga a segunda mão em casa - mas a verdade é que nunca
sentiu o sufoco de um adversário que se revelou impotente para o encostar
à parede, revelando também lacunas na finalização.
Mesmo com mais um jogador, o Atlético de Madrid manteve uma linha de
quatro defesas que nem se desfez nos quatro minutos de desconto, após Tonel
ser sido expulso (89) na sequência de um empurrão com queda teatral de Aguero.
Reyes, e um vermelho directo a Tonel (89), mais do que forçado, custaram
aos "leões" uma desvantagem numérica que limitou as suas ambições perante
um adversário sem ideias e claramente ao seu alcance.
Apesar das adversidades em campo alheio, a equipa de Carlos Carvalhal
revelou-se consistente a segurar o "nulo" e poucas vezes tremeu atrás: os
"colchoneros" de Quique Flores (ex-treinador do Benfica) estão longe de
constituir uma verdadeira equipa e vivem à custa dos nomes sonantes do ataque, muito discretos (Simão saiu aos 58), exceptuando Aguero e Reyes.
Maradona, Figo e Futre viram da bancada o 10.º classificado da Liga
espanhola sem ideias para ultrapassar a organização montada por Carlos Carvalhal,
que manietou o adversário e conseguiu assim o sexto desafio seguido sem
sofrer golos, um recorde para o guarda-redes Rui Patrício.
A primeira fase do jogo foi muito morna, com domínio repartido, mas
sem situações de apuro para os guarda-redes.
Progressivamente, os "colchoneros" subiram no terreno e Rui Patrício
foi obrigado a maior atenção, principalmente aos desequilíbrios provocados
por Agero, como aos 25 em que entrou na área em slalom entre vários contrários
e atirou em jeito, errando o alvo por pouco.
A resposta do Sporting surgiu nos pés de Liedson, que aproveitou uma
falha contrária para, à entrada da área, rematar à trave, passando a bola
por cima do guarda-redes.
Aos 31 minutos, Grimi foi expulso e deixou os "leões" reduzidos a 10
elementos: Miguel Veloso abandonou o meio campo para se colocar na lateral
esquerda.
O Atlético de Madrid intensificou então a pressão, mas a verdade é que
os lusos se revelaram compactos, valendo a sua capacidade de sacrifício
e entreajuda, bem como a falta de pontaria de Agero em dois lances em cima
do intervalo.
Os madrilenos continuaram instalados no meio campo "leonino", mas o
seu domínio era inconsequente, pois faltava arte para criar perigo, excetuando
a genialidade de Agero (55) que, em nova investida, "sentou" Miguel Veloso
e Polga, mas, em cima da linha de fundo, não conseguiu iludir Rui Patrício,
com pouco trabalho, acertando-lhe na cara.
O Sporting mal se aventurava em terrenos ofensivos - também não precisava
de arriscar, pois joga a segunda mão em casa - mas a verdade é que nunca
sentiu o sufoco de um adversário que se revelou impotente para o encostar
à parede, revelando também lacunas na finalização.
Mesmo com mais um jogador, o Atlético de Madrid manteve uma linha de
quatro defesas que nem se desfez nos quatro minutos de desconto, após Tonel
ser sido expulso (89) na sequência de um empurrão com queda teatral de Aguero.