Geoparque Açores em 5 minutos

Carta Europeia de Turismo Sustentável|03 mar. 2026

A Carta Europeia de Turismo Sustentável (CETS) é uma iniciativa da Federação EUROPARC que promove o desenvolvimento de um turismo sustentável em Áreas Protegidas e Classificadas da Europa, através de um compromisso voluntário entre entidades públicas, gestores de áreas protegidas, empresas turísticas e comunidades locais, e que pretende compatibilizar conservação, bem-estar da população e qualidade da experiência turística.

Em Portugal, vários territórios já foram galardoados com esta distinção: Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, Montanhas Mágicas (Montemuro, Arada, Gralheira e Geoparque Arouca), Parque Nacional da Peneda-Gerês, Terras do Lince (incluído no território do geoparque naturtejo) e Terras do Priolo.

O priolo é uma espécie de ave endémica da ilha de São Miguel, mais especificamente da zona montanhosa localizada a leste desta ilha, que abrange os concelhos do Nordeste e da Povoação. Vive predominantemente na Serra da Tronqueira e no Pico da Vara, na parte leste da ilha de São Miguel. Alimenta-se basicamente da flora (flores) da floresta laurissilva.

Um dos grandes motivos da sua quase extinção foi, além da destruição do habitat natural, a perseguição que lhe foi movida no século XIX durante o ciclo da laranja, justamente pela grande destruição que fazia nas flores das laranjeiras.

Nos Açores, as Terras do Priolo (que incluem os concelhos do Nordeste e Povoação, na ilha de São Miguel) aderiram à Carta Europeia de Turismo Sustentável em 2012, reconhecendo o trabalho desenvolvido para garantir a sustentabilidade, alinhando com a conservação da natureza e o respeito pela identidade local. Este território integra múltiplos geossítios do Geoparque Açores: Caldeira do Vulcão das Furnas, Pico da Vara e Planalto dos Graminhais, Caldeira da Povoação, Salto da Farinha, Vale da Ribeira Quente e o Vale da Ribeira do Faial da Terra.




Play - Geoparque Açores em 5 minutos

Duração: 8min

Género: Informação

Antena1 Açores

A Carta Europeia de Turismo Sustentável (CETS) é uma iniciativa da Federação EUROPARC que promove o desenvolvimento de um turismo sustentável em Áreas Protegidas e Classificadas da Europa, através de um compromisso voluntário entre entidades públicas, gestores de áreas protegidas, empresas turísticas e comunidades locais, e que pretende compatibilizar conservação, bem-estar da população e qualidade da experiência turística.

Em Portugal, vários territórios já foram galardoados com esta distinção: Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, Montanhas Mágicas (Montemuro, Arada, Gralheira e Geoparque Arouca), Parque Nacional da Peneda-Gerês, Terras do Lince (incluído no território do geoparque naturtejo) e Terras do Priolo.

O priolo é uma espécie de ave endémica da ilha de São Miguel, mais especificamente da zona montanhosa localizada a leste desta ilha, que abrange os concelhos do Nordeste e da Povoação. Vive predominantemente na Serra da Tronqueira e no Pico da Vara, na parte leste da ilha de São Miguel. Alimenta-se basicamente da flora (flores) da floresta laurissilva.

Um dos grandes motivos da sua quase extinção foi, além da destruição do habitat natural, a perseguição que lhe foi movida no século XIX durante o ciclo da laranja, justamente pela grande destruição que fazia nas flores das laranjeiras.

Nos Açores, as Terras do Priolo (que incluem os concelhos do Nordeste e Povoação, na ilha de São Miguel) aderiram à Carta Europeia de Turismo Sustentável em 2012, reconhecendo o trabalho desenvolvido para garantir a sustentabilidade, alinhando com a conservação da natureza e o respeito pela identidade local. Este território integra múltiplos geossítios do Geoparque Açores: Caldeira do Vulcão das Furnas, Pico da Vara e Planalto dos Graminhais, Caldeira da Povoação, Salto da Farinha, Vale da Ribeira Quente e o Vale da Ribeira do Faial da Terra.




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Género: Informação Antena1 Açores

A conservação geológica, a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável do Geoparque Açores. A conservação geológica, a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável do Geoparque Açores.

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Rede Europeia de Geoparques

24 mar. 2026

O Geoparque Açores participou na 53.ª Reunião do Comité de Coordenação da Rede Europeia de Geoparques realizada no Geoparque Karavanke-Karawanken (um geoparque transfronteiriço que inclui as montanhas Karavanke na Eslovénia e Áustria). Este encontro reuniu representantes de todos os Geoparques Mundiais da UNESCO na Europa e é um momento central para o acompanhamento dos trabalhos da rede e para a definição das orientações estratégicas que enquadram o funcionamento dos geoparques a nível europeu.

A participação do Geoparque Açores é muito importante e permite assegurar a representação formal do território no contexto da Rede Europeia, participar nas sessões de trabalho do Comité de Coordenação e nas reuniões técnicas dedicadas à gestão, geoconservação, educação, turismo sustentável e comunicação. Durante esta reunião definem-se também ações a desenvolver no âmbito dos diferentes grupos de trabalho que existem na rede europeia. O Geoparque Açores tem um papel importante no grupo de trabalho de geoparques em áreas vulcânicas, cujo catalisador é o Prof. João Carlos Nunes. Nesta reunião será lançado um livro dedicado às lendas de cada território, que têm origem de alguma forma em elementos da geodiversidade.

Na reunião discutiram-se ainda as metodologias de avaliação e processos de monitorização face às prioridades definidas pela UNESCO para os geoparques nos próximos anos. Para além das sessões plenárias, foram também realizadas sessões de apresentação de projetos europeus, onde foi possível reforçar contactos, identificar oportunidades de cooperação e partilhar experiências com outros territórios.

A participação nestes encontros é fundamental para garantir o cumprimento dos requisitos dos Geoparques Mundiais da UNESCO, assegurando que o Geoparque Açores se mantém alinhado com as orientações internacionais e com a dinâmica de evolução da rede. Contribui também para reforçar a visibilidade externa do arquipélago, fortalecer parcerias, acompanhar tendências e metodologias atualizadas, e consolidar o papel do Geoparque Açores enquanto território ativo, colaborativo e comprometido com a geoconservação e o desenvolvimento sustentável.

Festival das Reservas da Biosfera

17 mar. 2026

O Festival das Reservas da Biosfera de Portugal regressou com a sua quarta edição, celebrando a riqueza natural, cultural e humana dos territórios classificados pela UNESCO. Este ano, o grande palco do festival foi a ilha do Corvo, que recebeu um vasto conjunto de atividades dedicadas à conservação, sustentabilidade e valorização das Reservas da Biosfera. A iniciativa destaca o compromisso contínuo destas regiões em promover o equilíbrio entre as comunidades locais e o património natural que as distingue.

A par do evento principal, as Reservas da Biosfera da Graciosa, Flores e Fajãs de São Jorge juntaram-se a esta comemoração através de 'eventos espelho', reforçando a união e o trabalho em rede entre os diferentes territórios dos Açores reconhecidos através do programa MaB da UNESCO.

A programação reúne especialistas, técnicos, autoridades e a comunidade, promovendo debates, apresentações e momentos de partilha sobre temas como energias renováveis, geoconservação, gestão de habitats, bem-estar e desafios das mudanças globais. As sessões contam com a participação de várias entidades regionais e nacionais ligadas ao Programa MaB da UNESCO.

Altares Valoriza o Património Geológico

10 mar. 2026

A Junta de Freguesia dos Altares, na ilha Terceira, em parceria com o Geoparque Açores, promoveu no final do mês de fevereiro 'Vulcões: o Belo e o Horrível', uma iniciativa do Clube da Biblioteca dos Altares, que contou com 22 crianças e jovens. A atividade foi dedicada à descoberta das duas dimensões do vulcanismo: a beleza do património geológico e o potencial destrutivo das erupções.

Parceira do Geoparque Açores desde 2020, a junta de freguesia reforçou, com esta ação, o seu compromisso com a valorização da geodiversidade local e com o envolvimento da comunidade mais jovem na compreensão da identidade vulcânica do território. Ao longo da atividade, as crianças foram desafiadas a olhar para os elementos geológicos da sua freguesia, como parte integrante da sua história e da identidade local. O Pico Matias Simão e o Pico Rachado estiveram no centro da conversa, simbolizando 'o belo': a herança natural que molda a paisagem, inspira curiosidade e reforça o sentimento de pertença face ao território. Mas o vulcanismo não existe apenas na sua face encantadora, e a iniciativa quis também mostrar 'o horrível': os riscos associados às erupções e a forma como as comunidades devem agir perante um fenómeno deste tipo. Falou-se do impacto das erupções vulcânicas, da importância da preparação e, sobretudo, do papel fundamental do núcleo local de proteção civil, cuja ação preventiva e formativa é essencial.

A componente prática da atividade foi um dos momentos mais entusiasmantes para os participantes. As crianças construíram o seu próprio vulcão em massa de modelar e realizaram uma 'erupção efusiva', recriando de forma lúdica e segura o comportamento típico deste tipo de erupção. Entre espuma, cor e descoberta, aprenderam como a ciência pode ser fascinante quando ganha forma nas próprias mãos. A iniciativa terminou com muitas perguntas e a certeza de que compreender o território é o primeiro passo para o respeitar, proteger e valorizar.

A Junta de Freguesia dos Altares e o Geoparque Açores reforçam, assim, uma parceria ativa que continua a aproximar os mais jovens do património geológico e da realidade única em que vivem, promovendo conhecimento, identidade e responsabilidade.

Carta Europeia de Turismo Sustentável

03 mar. 2026

A Carta Europeia de Turismo Sustentável (CETS) é uma iniciativa da Federação EUROPARC que promove o desenvolvimento de um turismo sustentável em Áreas Protegidas e Classificadas da Europa, através de um compromisso voluntário entre entidades públicas, gestores de áreas protegidas, empresas turísticas e comunidades locais, e que pretende compatibilizar conservação, bem-estar da população e qualidade da experiência turística.

Em Portugal, vários territórios já foram galardoados com esta distinção: Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, Montanhas Mágicas (Montemuro, Arada, Gralheira e Geoparque Arouca), Parque Nacional da Peneda-Gerês, Terras do Lince (incluído no território do geoparque naturtejo) e Terras do Priolo.

O priolo é uma espécie de ave endémica da ilha de São Miguel, mais especificamente da zona montanhosa localizada a leste desta ilha, que abrange os concelhos do Nordeste e da Povoação. Vive predominantemente na Serra da Tronqueira e no Pico da Vara, na parte leste da ilha de São Miguel. Alimenta-se basicamente da flora (flores) da floresta laurissilva.

Um dos grandes motivos da sua quase extinção foi, além da destruição do habitat natural, a perseguição que lhe foi movida no século XIX durante o ciclo da laranja, justamente pela grande destruição que fazia nas flores das laranjeiras.

Nos Açores, as Terras do Priolo (que incluem os concelhos do Nordeste e Povoação, na ilha de São Miguel) aderiram à Carta Europeia de Turismo Sustentável em 2012, reconhecendo o trabalho desenvolvido para garantir a sustentabilidade, alinhando com a conservação da natureza e o respeito pela identidade local. Este território integra múltiplos geossítios do Geoparque Açores: Caldeira do Vulcão das Furnas, Pico da Vara e Planalto dos Graminhais, Caldeira da Povoação, Salto da Farinha, Vale da Ribeira Quente e o Vale da Ribeira do Faial da Terra.




Bolsa de Turismo de Lisboa

24 fev. 2026

A promoção dos territórios enquanto destinos turísticos sustentáveis e centrados na valorização das comunidades locais permanece uma das principais missões dos Geoparques Mundiais da UNESCO. Nesse sentido, o Geoparque Açores marcará novamente presença na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que decorrerá entre os dias 25 de fevereiro e 1 de março, reforçando o compromisso com a divulgação da identidade geológica, natural e cultural do arquipélago.

Integrado no stand dos Geoparques Portugueses, o Geoparque Açores participará numa representação conjunta que reúne todos os Geoparques Mundiais da UNESCO em Portugal - Naturtejo, Arouca, Açores, Terras de Cavaleiros, Oeste e Estrela - assim como os dois territórios atualmente aspirantes a Geoparque Mundial da UNESCO: Litoral de Viana do Castelo e Algarvensis. Esta presença coletiva reforça o posicionamento dos geoparques nacionais enquanto destinos de excelência e de sustentabilidade, promovendo a identidade natural e cultural dos territórios e valorizando as parcerias no desenvolvimento de serviços e produtos identitários do território.

Durante o evento, o Geoparque Açores dará destaque ao trabalho desenvolvido com os seus parceiros e à importância crescente dos geoprodutos como ferramentas de valorização económica e cultural das comunidades locais. A participação na BTL constitui também uma oportunidade para consolidar a Rede de Parceiros do Geoparque Açores e o estabelecimento de novas colaborações estratégicas alinhadas com o desenvolvimento sustentável do território.

Terá lugar uma sessão de discussão pública dedicada ao tema '9 Ilhas - 1 Geopark: Uma Estratégia Integrada para o Turismo Sustentável dos Açores', que reunirá responsáveis nas áreas do turismo e do ambiente. Foram ainda convidados a participar os associados da GEOAÇORES e a associação de municípios, reforçando a importância de uma visão conjunta e integrada para o futuro sustentável do destino Açores enquanto destino UNESCO.

A participação do Geoparque Açores na BTL 2025 reafirma o seu papel enquanto agente ativo na promoção de um turismo responsável, focado no bem-estar das comunidades e na preservação da autenticidade dos territórios.

Crise de 1964 em São Jorge

17 fev. 2026

Em fevereiro, a memória açoriana recua inevitavelmente a 1964, quando em São Jorge a terra tremeu.

A formação de São Jorge associa-se exclusivamente a vulcanismo basáltico fissural, ou seja, a ilha não apresenta nenhum grande edifício vulcânico central, em vez disso, apresenta-se como uma extensa cordilheira vulcânica, que é composta por cerca de 350 pequenos vulcões - a sua maioria cones de escórias. Estes pequenos vulcões surgiram alinhados ao longo de um conjunto de falhas e fraturas que existem na crosta terrestre - daí a forma estreita e alongada da ilha. O vulcanismo que edificou a ilha de São Jorge incluiu também episódios de atividade vulcânica submarina, e que levaram à formação dos cones de tufos surtseianos do Morro Grande de Velas e do Morro de Lemos.

Em tempos históricos, desde o povoamento, sabe-se da ocorrência de duas erupções em terra - a de 1580 e a de 1808.

A erupção de 1580 deu origem a escoadas de lava basáltica emitidas em três focos principais, junto da Ribeira do Almeida, na Queimada (a sul de Santo Amaro) e entre a Ribeira do Nabo e a praia das Cruzes (a oeste da Urzelina).

E a de 1808, conhecida como o Mistério da Urzelina, os produtos vulcânicos foram emitidos das Bocas de Fogo (ou Caldeirinhas), um conjunto de crateras localizado na cordilheira vulcânica central da ilha e movimentaram-se para sul ao longo das encostas, tendo atingido o mar na zona da Urzelina.

Entre agosto de 1963 e fevereiro de 1964, a ilha de São Jorge enfrentou uma intensa crise sísmica. Após pequenos sismos sentidos em várias ilhas, a atividade intensificou-se de forma abrupta a 15 de fevereiro de 1964, com centenas de abalos diários, inicialmente concentrados entre Urzelina, Manadas e Pico da Esperança, e deslocando-se depois para a zona dos Rosais. Os sismos causaram estragos significativos, destruindo grande parte das casas nos Rosais e nas Velas e danificando mais de 900 habitações. Durante este período foram também registados cheiros sulfurosos e observada uma mancha esbranquiçada no mar, sugerindo uma possível erupção submarina.

A crise teve antecedentes claros. Em 13 de dezembro de 1963, os sismógrafos do Observatório de Horta registaram um tremor de terra vulcânico contínuo, que persistiu até janeiro de 1964 e que foi inicialmente associado ao vulcão dos Capelinhos. A 29 de janeiro e 1 de fevereiro, dois cabos submarinos que atravessavam o canal de São Jorge romperam por tração, o que reforçou a suspeita de instabilidade tectónica e vulcânica na região.

No dia 14 de fevereiro, foram sentidos novos tremores vulcânicos, imediatamente antes do início da fase mais intensa da crise, que teve início a 15 de fevereiro pelas 07h00. Nesse dia foram sentidos 179 sismos, seguindo-se 125 no dia 16, e diminuindo gradualmente a partir daí. Os cheiros a enxofre entre 18 e 20 de fevereiro nas Velas e, posteriormente, nos Rosais, Beira, Santo Amaro e Norte Grande reforçaram a hipótese de atividade vulcânica submarina não visível devido ao estado do mar. Acrescenta-se o facto de a tripulação de uma embarcação que atravessou o canal durante uma forte tempestade ter relatado a presença de uma grande mancha esbranquiçada na superfície do mar, possível indício do local desta erupção submarina (Zbyzewski et al., 1977).

Hoje, ao recordar a crise sísmica de 1964, não se assinala apenas um acontecimento geológico, celebra-se também a capacidade das comunidades em enfrentar o medo, reconstruir o que perdeu e continuar a viver entre vulcões, falésias e fajãs - numa ilha cuja identidade está profundamente entrelaçada com a sua história geológica.

Geminação do Geoparque Açores com Geoparque Aso no Japão

10 fev. 2026

Aso Unesco Global Geopark, no Japão, e o Geoparque Açores, realizaram uma reunião de trabalho que conduzirá à geminação dos dois territórios unidos pela identidade vulcânica que os caracteriza. Uma oportunidade enriquecedora para ambos os territórios que foi partilhada com os parceiros do Aso UNESCO Global Geopark.

A geminação entre estes dois geoparques, reconhecidos pela UNESCO como instrumentos para o desenvolvimento sustentável, permitirá ainda fortalecer as ligações entre comunidades que vivem diariamente com os riscos geológicos.

Mais do que um acordo formal, é uma celebração da capacidade de transformar paisagens desafiantes em territórios de conhecimento, resiliência e identidade.

A cooperação entre o Geoparque de Aso e o Geoparque Açores demonstra que a geodiversidade pode aproximar regiões distantes e inspirar novas formas de proteger, valorizar e compreender o planeta que habitamos.

Dia Mundial das Zonas Húmidas e Dia Nacional do Vigilante da Natureza

03 fev. 2026

No passado dia 2 de fevereiro assinalou-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas e o Dia Nacional do Vigilante da Natureza.

As zonas húmidas correspondem a um dos ecossistemas mais ricos e produtivos do mundo, mas são também dos mais sensíveis e ameaçados, pela intensificação da agricultura, urbanização, entre tantas outras.

Pela necessidade de preservação destes ecossistemas, a 2 de fevereiro de 1971, na cidade iraniana de Ramsar, foi assinado um tratado intergovernamental, geralmente conhecido como 'Convenção RAMSAR?' e que terá sido o primeiro dos tratados globais sobre conservação. Os sítios RAMSAR são áreas classificadas como Zonas Húmidas de Importância Internacional, nos Açores existem 13 sítios RAMSAR, que foram classificados em grande parte devido à sua raridade dentro da região biogeográfica da Macaronésia.

Os Sítios Ramsar são zonas húmidas de importância internacional classificadas ao abrigo da Convenção sobre Zonas Húmidas de importância internacional, também conhecida como Convenção de Ramsar, para as quais é estabelecida uma estratégia de conservação que visa a manutenção do seu carácter ecológico através da implementação de políticas de uso racional e sustentável.

Nos Açores existem zonas húmidas costeiras (com influência marinha) e zonas húmidas terrestres (sem influência marinha direta):
Corvo Caldeirão do Corvo
Flores Planalto Central - Morro Alto
Faial Caldeira do Faial
Pico Planalto Central - Achada
São Jorge Planalto Central - Pico da Esperança
São Jorge Lagoas das Fajãs da Caldeira e dos Cubres
Graciosa Caldeira da Graciosa - Furna do Enxofre
Terceira Planalto Central - Furnas do Enxofre e Algar do Carvão
Terceira Paúl da Praia da Vitória
São Miguel Complexo Vulcânico das Furnas
São Miguel Complexo Vulcânico das Sete Cidades
São Miguel Complexo Vulcânico do Fogo
Santa Maria Ilhéus das Formigas e Recife Dollabarat

De uma forma geral as Zonas Húmidas:
· Fornecem serviços ecossistémicos fundamentais, sendo reguladoras de regimes hídricos e fontes de biodiversidade a todos os níveis (genéticos, espécies e ecossistemas);
· Constituem um recurso de grande valor económico, científico, cultural e recreativo para as comunidades envolventes;
· Desempenham um papel vital de adaptação e mitigação nos processos de alteração climática.

A convenção RAMSAR é reconhecida pela UNESCO o que contribui para o reconhecimento internacional dos Açores enquanto território que sobrepõem todas as designações UNESCO.

Dia Nacional do Vigilante da Natureza - uma data dedicada a reconhecer o trabalho desenvolvido pelos Vigilantes da Natureza em Portugal - profissionais que, ao longo de todo o ano, asseguram a proteção de um dos maiores tesouros do arquipélago: o nosso património natural.

Nos Açores, o papel dos vigilantes é particularmente exigente e essencial. Cabe-lhes a vigilância e fiscalização das áreas protegidas, o acompanhamento de visitantes, a sensibilização ambiental, a monitorização de ecossistemas terrestres e marinhos, o apoio em ações de conservação da natureza e a intervenção em situações de risco ou ameaça ao equilíbrio ambiental. São muitas vezes o primeiro rosto no terreno, são o elo direto entre a população, a paisagem e a natureza que pretendemos preservar.

O Geoparque Açores deixa hoje um agradecimento especial a todas as equipas de Vigilantes da Natureza que, em cada ilha asseguram a manutenção de geossitios que faz parte da estratégia de geoconservação do geoparque Açores

BioMUST4All

27 jan. 2026

No passado dia 14 de janeiro, na ilha Terceira, aconteceu a apresentação pública do projeto BioMUST4All - experienciar a biodiversidade nos Açores de forma inovadora e inclusiva. O evento marcou o início de uma iniciativa pioneira que será desenvolvida entre dezembro de 2025 e novembro de 2028, com o objetivo de transformar o turismo de natureza nos Açores através da acessibilidade, inovação e sustentabilidade.

É um projeto liderado pela Universidade dos Açores e Fundação Gaspar Frutuoso, em parceria com o AIRCentre, a CRESAÇOR e a Via Oceânica, que pretende desenvolver novas formas de fruição da biodiversidade dos Açores.

BioMUSTs: Novos Percursos Acessíveis na Natureza

O coração do BioMUST4All está nos BioMUSTs, hotspots de biodiversidade que permitam conhecer melhor o património natural e cultural do nosso território. Podem ser pequenos trilhos e locais de observação de biodiversidade, que serão desenhados para proporcionar experiências de natureza seguras, informadas e acessíveis a todos os visitantes, incluindo pessoas com deficiência ou com qualquer outro tipo de limitação no acesso a determinados locais.

Cada BioMUST será desenhado e valorizado segundo princípios de Design Universal e alinhado com a norma ISO 21902 para o turismo acessível (define exigências e recomendações para garantir que todas as pessoas - independentemente da idade, condição física, sensorial ou cognitiva - possam aceder e usufruir do turismo em igualdade de condições).

Estes percursos integrarão materiais interpretativos inovadores, ferramentas práticas de aprendizagem e suportes multiformato que tornarão o conhecimento sobre biodiversidade mais próximo e compreensível para todos.

O projeto prevê a criação ou requalificação de cinco percursos, distribuídos pelas ilhas Terceira, Graciosa e São Miguel.

O BioMUST4All responde ao desafio de tornar os espaços naturais mais inclusivos, reduzindo barreiras físicas, sensoriais e informativas que historicamente condicionam o acesso à natureza. Simultaneamente, reforça o posicionamento dos Açores como destino de turismo sustentável, alinhado com a Estratégia da União Europeia para a Biodiversidade e com as prioridades regionais de conservação ambiental e gestão responsável das áreas naturais.

A universidade dos Açores e o AIR Centre desempenham um papel essencial na componente de monitorização integrando ferramentas inovadoras para compreender e acompanhar a evolução dos ecossistemas terrestres e marinhos.

No ambiente terrestre, o Centro liderará atividades de deteção remota, produzindo dados de referência que permitirão analisar tendências de biodiversidade à escala local e apoiar decisões de gestão baseadas em evidência científica.

Nos ambientes marinhos, o AIR Centre desenvolverá e aplicará indicadores associados às Variáveis Oceânicas Essenciais, caracterizando tendências, variabilidade e interações que sustentam a saúde dos ecossistemas oceânicos.

Uma Visão Colaborativa para o Futuro

A sessão pública foi seguida de uma reunião de trabalho entre todas as entidades envolvidas, incluindo o Conselho Consultivo, do qual o Geoparque Açores faz parte.

A reunião foi dedicada à definição dos critérios de seleção dos locais BioMUST e ao alinhamento das metodologias que orientarão o desenvolvimento das diferentes fases do projeto. A colaboração entre parceiros garante um enquadramento sólido entre ciência, inclusão social, conservação ambiental e valorização do património natural.

O BioMUST4All pretende valorizar a biodiversidade icónica dos Açores, contribuir para a sua monitorização e conservação, e assegurar que todos os cidadãos possam experienciar a riqueza natural do arquipélago, sem exceção.

Balanço de 2025

30 dez. 2025

Erupção da Serreta - 27 Anos

23 dez. 2025

Importância das Redes

16 dez. 2025

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