Atletismo
Três medalhas fazem do mundial de atletismo da Polónia melhor edição de sempre para Portugal
Portugal fecha o Mundial de Atletismo com duas medalhas de ouro e uma de prata, num desempenho coletivo de exceção. Foi a primeira vez que conquistou três medalhas numa edição de Campeonatos do Mundo de atletismo em pista curta, disputados entre sexta-feira e domingo, em Torun, na Polónia. Portugal teve a melhor pontuação de sempre.
O destaque absoluto vai para Gerson Baldé que, no salto em comprimento, saltou para o ouro e para o topo do ranking mundial deste ano, batendo simultaneamente o seu recorde pessoal.
São duas medalhas de ouro numa só edição dos Mundiais, com a prata de Isaac Nader, nos 1.500 metros, a bater também o recorde total de medalhas.
Os melhores registos nacionais eram um título de campeão e a outra medalha, feitos conseguidos em Lisboa2001, Budapeste2004, Valência2008 e Belgrado2022.
“Estes resultados representam, em primeiro lugar, o trabalho dos atletas, dos seus treinadores e de todos os intervenientes que colaboraram para este grande sucesso, aos quais quero dar os meus sinceros parabéns”, começou por dizer à agência Lusa o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA).
Domingos Castro, que chefiou a delegação lusa na Polónia, elogiou “o excelente ambiente”, salientando que “os resultados estão à vista”, com os 30 pontos a comparar com os 17 das últimas duas edições ou os 18 de Belgrado2022, então com o mais recente ouro, por Dongmo, sem que se confesse surpreendido.
“Eu estava à espera, porque, como tenho dito repetidamente, Portugal tem dos melhores atletas do mundo e quando temos dos melhores atletas do mundo, temos candidatos a medalhas. Para mim, não é surpresa e até digo que esperava que tivéssemos mais uma medalha, porque estava muito convicto que a Salomé Afonso também a conquistaria”, revelou o dirigente.
O presidente da FPA escusou-se a destacar o setor dos saltos, pela inédita dupla conquista de ouros no comprimento, para assegurar “um bom trabalho, em todos os setores, em todas as disciplinas”, apesar da falta de condições de treino em pista coberta.
“Eu tenho falado muito sobre isso. Infelizmente, não sei como é possível um país, com os atletas que tem, não ter uma pista coberta para os atletas treinarem. Se não fossem Braga e Pombal nem para as competições teríamos pista no inverno. Chegou o momento de termos uma arena em condições”, reiterou.
Portugal encerrou Torun2026 no quarto lugar das medalhas, atrás de Estados Unidos (18 medalhas, cinco de ouro, sete de prata e seis bronzes), Reino Unido (quatro ouros) e Itália (três ouros e duas prata.
Na classificação por pontos, também dominada pelos Estados Unidos, com 164, mais 106 do que a anfitriã Polónia, segunda classificada (com um ouro, uma prata e dois bronzes), Portugal terminou no 11.º lugar, com 30.
Destaque ainda para os cinco recordes nacionais alcançados. São eles os de Gerson Baldé no comprimento, com os 8,46 metros do melhor salto do ano, Sofia Lavreshina, que melhorou pela quarta vez esta temporada o dos 400 metros (51,87 segundos), e das estafetas 4x400 (03.04,75 na masculina e 03.31,37 na feminina), além do registo igualado nos 60 metros por Tatjana Pinto (7,17 tal como Lorene Bazolo em duas ocasiões e Arialis Martínez uma).
c/Lusa