Cunha Leal: "Quem mudou de opinião foi o CJ e não a CD"

Cunha Leal: "Quem mudou de opinião foi o CJ e não a CD"

O ex-dirigente benfiquista não compreende a demissão de Hermínio Loureiro e considera que, o CJ já teve outro critério, em circunstâncias semelhantes, diverso do ora aplicado, e não vê fundamento para que o campeonato seja impugnado

RTP /

Cunha Leal, ex-director executivo da Liga, sobre a saída de Hermínio Loureiro, afirma: "Eu não compreendo bem a demissão. Só gostaria de me pronunciar sobre ela depois de tecer alguma justificação".

"Poderia compreender a demissão se houvesse um conflito dentro da Liga ou entre órgãos da Liga, e isso justificasse uma posição desse tipo.  Ao que me parece, não será essa a situação , portanto sem um esclarecimento das razões custa-me e a entendê-la. Estamos muito perto do final do mandato, a dois meses de eleições, portanto, não me parece muito oportuna".

"Se havia que apontar o dedo a alguma coisa, ou a algueém , que fosse apontado e esclarecido. Não compreendo a demissão", reforça

"Tanto quanto sei, não existe nenhum conflito interno na Liga". ao contrário do que aconteceu consigo: "Quando me demiti, foi em 2006, estavam criadas situações que impossibilitavam o exercício das minhas funções estatutárias", esclarece.

Referindo-se à decisão do Conselho de Justiça(CJ) de reduzir os castigos de Hulk e Sapunaru, Cunha Leal adianta: "Quem me parece que mudou de opinião foi o Conselho de Justiça e não a Comissão Disciplinar; há decisões anteriores do CJ que apontam no sentido diferente e diverso da interpretação do mesmo regulamento daquele que presidiu à actual decisão. Fala-se, por exemplo do Fernando Mendes, no jogo com o Estrela da Amadora, por agressão a um bombeiro e do João Vieira Pinto, também a um bombeiro, e aí a interpretação foi diferente: onde há mudança de interpretação relativamente ao regulamento, é no CJ e não na CD", explica.

Quanto à possibilidade de impugnação do campeonato, decorrente da situação, Cunha Leal é de opinião que não há fundamento para tal.

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