Futebol Internacional
Mundial 2026
Cabo Verde aplaude com orgulho os Tubarões que “puseram a Argentina a chorar”
A festa já durava há vários dias em Cabo Verde e no largo de Quebra Canela, na cidade da Praia, já se sabia que ia continuar, fosse qual fosse o resultado frente à Argentina, para celebrar a notoriedade conquistada pelo país.
Apesar da derrota por 3-2, no prolongamento, a forma como os Tubarões Azuis deixaram a campeã mundial em sentido faz crer à multidão que, daqui em diante, nada será igual.
“Perdemos, mas a história que Cabo Verde fez fica marcada. Um país que se estreia no Mundial e deixa a campeã a chorar, isso, é algo grande”, disse Yura Lubrano, que antes de o jogo começar tinha chegado a alvitrar que 03 de julho devia ser um novo feriado nacional - quase colado ao Dia da Independência, que se celebra domingo.
Centenas juntaram-se num longo aplauso, em frente ao ecrã gigante, no final do jogo que a seleção disputou até ao último apito, tecendo a história de novos ídolos nacionais como Vozinha, guarda-redes da seleção.
“Eu sinto orgulho, jogámos sem medo e o mundo inteiro acabou de nos conhecer”, disse Fátima Fortes que já olha para o próximo Mundial (2030) e acredita que a equipa “vai continuar a fazer história” em Espanha, Portugal e Marrocos.
“Com certeza, estaremos lá de novo e se jogarmos em Portugal, ninguém nos segura”, disse.
A festa mostra que se celebra algo maior que o futebol.
“Os Tubarões Azuis mostraram a essência do nosso povo, que faz sementeiras com 1% de chance quando tira o último grão de milho do tambor com esperança que a chuva venha. A partir de agora tudo será diferente”, disse José Nunes.
Afinal, a seleção mostrou que a chave é “acreditar no potencial” do arquipélago e diáspora, acrescentou.
Comovido e ao mesmo tempo em festa, Dani Mendes beija o símbolo da Federação Cabo-verdiana de Futebol que traz ao peito.
“Nós vamos comemorar, nós somos vencedores, porque esta é uma alegria inexplicável. Independentemente das adversidades da vida, lutamos e este foi o primeiro de muito mundiais. Viva Cabo Verde”, gritou.
Música, dança, grupos unidos em abraços com a bandeira pelas costas, comovidos logo quando o hino tocou pela quarta vez no Mundial 2026 - e com a esperança de que não fosse a última.
Ninguém arredou pé até ao fim, cada defesa de Vozinha e cada contra-ataque dos Tubarões Azuis festejados com fervor.
“Damos graças a Deus, já foi um grande passo para o nosso país e para as nossas crianças, pelo seu futuro”, apontou Silvestre Mendonça, entre a multidão, mas com os netos em mente.
O movimento nas escolinhas de futebol da cidade tem crescido nas últimas semanas e vários desses jovens estiveram entre o público de olhos colados no ecrã gigante.
“Para um país que está a participar pela primeira vez num Mundial este é um grande momento, um grande feito”, disse Filipe Bernard, brasileiro em Cabo Verde, equipado com camisola da seleção canarinha.
Mas hoje o apoio estrangeiro não chegou e, agora, já há quem pense na receção aos Tubarões Azuis.
“Acho que Cabo Verde foi longe e quando voltar vai ter muitas pessoas à espera no aeroporto. Eu estou satisfeita com Vozinha e toda a equipa, porque eles deram tudo nestes jogos”, referiu Sofia Silva.
“Já ganhámos, estamos a ganhar, bastou ter estado lá”, disse Francisco Silva, que nunca pensou ver um jogo da sua seleção contra a campeã do Mundo, Argentina, juntando as mãos em direção ao céu: “graças a Deus, aleluia”.
“Perdemos, mas a história que Cabo Verde fez fica marcada. Um país que se estreia no Mundial e deixa a campeã a chorar, isso, é algo grande”, disse Yura Lubrano, que antes de o jogo começar tinha chegado a alvitrar que 03 de julho devia ser um novo feriado nacional - quase colado ao Dia da Independência, que se celebra domingo.
Centenas juntaram-se num longo aplauso, em frente ao ecrã gigante, no final do jogo que a seleção disputou até ao último apito, tecendo a história de novos ídolos nacionais como Vozinha, guarda-redes da seleção.
“Eu sinto orgulho, jogámos sem medo e o mundo inteiro acabou de nos conhecer”, disse Fátima Fortes que já olha para o próximo Mundial (2030) e acredita que a equipa “vai continuar a fazer história” em Espanha, Portugal e Marrocos.
“Com certeza, estaremos lá de novo e se jogarmos em Portugal, ninguém nos segura”, disse.
A festa mostra que se celebra algo maior que o futebol.
“Os Tubarões Azuis mostraram a essência do nosso povo, que faz sementeiras com 1% de chance quando tira o último grão de milho do tambor com esperança que a chuva venha. A partir de agora tudo será diferente”, disse José Nunes.
Afinal, a seleção mostrou que a chave é “acreditar no potencial” do arquipélago e diáspora, acrescentou.
Comovido e ao mesmo tempo em festa, Dani Mendes beija o símbolo da Federação Cabo-verdiana de Futebol que traz ao peito.
“Nós vamos comemorar, nós somos vencedores, porque esta é uma alegria inexplicável. Independentemente das adversidades da vida, lutamos e este foi o primeiro de muito mundiais. Viva Cabo Verde”, gritou.
Música, dança, grupos unidos em abraços com a bandeira pelas costas, comovidos logo quando o hino tocou pela quarta vez no Mundial 2026 - e com a esperança de que não fosse a última.
Ninguém arredou pé até ao fim, cada defesa de Vozinha e cada contra-ataque dos Tubarões Azuis festejados com fervor.
“Damos graças a Deus, já foi um grande passo para o nosso país e para as nossas crianças, pelo seu futuro”, apontou Silvestre Mendonça, entre a multidão, mas com os netos em mente.
O movimento nas escolinhas de futebol da cidade tem crescido nas últimas semanas e vários desses jovens estiveram entre o público de olhos colados no ecrã gigante.
“Para um país que está a participar pela primeira vez num Mundial este é um grande momento, um grande feito”, disse Filipe Bernard, brasileiro em Cabo Verde, equipado com camisola da seleção canarinha.
Mas hoje o apoio estrangeiro não chegou e, agora, já há quem pense na receção aos Tubarões Azuis.
“Acho que Cabo Verde foi longe e quando voltar vai ter muitas pessoas à espera no aeroporto. Eu estou satisfeita com Vozinha e toda a equipa, porque eles deram tudo nestes jogos”, referiu Sofia Silva.
“Já ganhámos, estamos a ganhar, bastou ter estado lá”, disse Francisco Silva, que nunca pensou ver um jogo da sua seleção contra a campeã do Mundo, Argentina, juntando as mãos em direção ao céu: “graças a Deus, aleluia”.