A vitória na Taça da Liga é do Vitória

O Vitória de Guimarães conquistou hoje pela primeira vez a Taça da Liga de futebol, ao vencer o rival Sporting de Braga, por 2-1, em Leiria, após reviravolta, novamente com um golo de Alioune Ndoye.

RTP /
O Vitória de Guimarães tornou-se no sétimo clube a conquistar a Taça da Liga | Foto: Filipe Amorim - AFP

Na inédita final entre os rivais minhotos, o Sporting de Braga adiantou-se no marcador, aos 17 minutos, por Dorgeles, de livre direto, tendo o Vitória de Guimarães chegado ao triunfo com golos de Samu, de grande penalidade, aos 59, e de Ndoye, que já tinha ‘bisado’ frente ao Sporting, na meia-final (2-1), aos 83.

O Sporting de Braga, que procurava o quarto troféu, na sua sexta final, podia ter relegado a decisão para as grandes penalidades, não fosse o guarda-redes vitoriano Charles ter defendido um castigo máximo cobrado por Zalazar, aos 90+11.

Charles Silva foi o homem do jogo e foi decisivo ao defender o resultado por várias vezes.

Após a terceira reviravolta na prova - já tinha vencido 3-1 no terreno do líder da I Liga, FC Porto, nos quartos de final - o Vitória de Guimarães, que sucede no historial ao Benfica, recordista de títulos, com oito, torna-se no sétimo clube a erguer a Taça da Liga, em 19 edições, naquele que é o seu terceiro troféu nacional, depois da Supertaça Cândido de Oliveira de 1988 e da Taça de Portugal de 2012/13.

O festejo dos jogadores do Vitória de Guimarães no final da partida junto da bancada dos adeptos vimarenenses.

Momentos chave:

  • O árbitro Helder Malheiros dá por terminada a partida entre as duas equipas ao minuto 106. 
  • Minuto 100. O guarda-redes Charles Silva defende o penálti e mantêm o Vitória na frente.
  • Minuto 97. Penalti contra o Vitória e segundo amarelo mostrado a João Mendes da equipa V. Guimarães.
  • Alioune Ndoye marca (2-1) ao minuto 83 e vira o jogo a favor do Vitória de Guimarães.



  • Aos 57 minutos, Hélder Malheiro assinalou grande penalidade por mão de Vítor Carvalho na área bracarense.  Samu assumiu a cobrança dos 11 metros e bateu Hornicek com total frieza, restabelecendo a igualdade. O jogo está totalmente relançado!


  • Aos 17 minutos, o Sp. Braga inaugurou o marcador por intermédio de Dorgeles. O ala bracarense cobrou um livre direto de forma brilhante: remate forte e colocado, em posição frontal, a bola passou por cima da barreira do Vitória e aninhou-se no ângulo superior esquerdo. Charles ficou completamente imóvel, sem qualquer hipótese de defesa.



Vitória de Guimarães cumpre pleno de taças nacionais
O Vitória de Guimarães diversificou este sábado o seu historial ao conquistar a Taça da Liga de futebol, frente ao Sporting de Braga, completando o pleno de taças nacionais, ao juntá-la à Taça de Portugal e à Supertaça Cândido de Oliveira.

Com a terceira reviravolta na 19.ª edição da Taça da Liga, depois da vitória na visita ao FC Porto (3-1) e no acesso à final diante do Sporting (2-1), já em Leiria, os vimaranenses empreenderam nova recuperação bem sucedida frente aos eternos rivais de Braga, para erguerem o seu terceiro troféu nacional diferente.

Em mais de 103 anos de existência, os vitorianos completaram pleno de triunfos nas taças nacionais - com exceção da I Liga -, juntando a Taça da Liga à Taça de Portugal e à Supertaça Cândido de Oliveira, erguida em 1988, numa disputa a duas mãos com o FC Porto, que antecedeu as derrotas em 2011, 2013 e 2017.


Valeram, então, ao Vitória de Guimarães, comandado pelo brasileiro Geninho, os golos de N’Dinga e Décio no triunfo por 2-0 na primeira mão, disputada em Guimarães, sem que o FC Porto, de Quinito, conseguisse melhor do que o empate 0-0 no segundo jogo, no antigo Estádio das Antas.

Quase 10 anos depois da última final, os vimaranenses tornaram-se hoje o 12.º clube a disputar a final da Taça da Liga, voltando a conquistar um troféu nacional, que escapava desde 2012/13, quando, sob comando de Rui Vitória, venceram a Taça de Portugal, na última vez em que bateram o Benfica (2-1), com Soudani e Ricardo Pereira a inverterem o golo inicial de Gaitán para as ‘águias’.

Além desse êxito, o Vitória tem outras seis presenças no jogo decisivo da Taça de Portugal, em 1941/42, 1962/63, 1975/76, 1987/88, 2010/11 e 2016/17, tendo sido derrotado por Belenenses, Sporting, Boavista, FC Porto (duas vezes) e Benfica, os cinco campeões nacionais da história.

Com o triunfo de hoje, selado pelos golos na segunda parte de Samu e Alioune Ndoye, que foi o ‘herói’ da competição, depois de já ter ‘bisado’ na meia-final frente ao Sporting, após Dorgeles ter dado vantagem aos bracarenses, que ainda dispuseram de uma grande penalidade, aos 90+11, que o guarda-redes Charles ‘negou’ a Zalazar, os ‘conquistadores’ entraram no restrito lote de clubes com, pelo menos, três troféus nacionais distintos.

Benfica, FC Porto e Sporting venceram as cinco principais competições de âmbito nacional da história - incluindo o já extinto Campeonato de Portugal, precursor da Taça de Portugal -, enquanto o Boavista tem um campeonato, cinco Taças de Portugal e três Supertaças, com o Belenenses a acumular um campeonato, três Taças de Portugal e três Campeonatos de Portugal.

O Sporting de Braga ganhou três Taças de Portugal e três Taças da Liga, mais uma singular Taça Federação Portuguesa de Futebol, acima do Vitória de Setúbal, com três Taças de Portugal e a primeira Taça da Liga.

O Vitória de Guimarães tornou-se no sétimo clube a conquistar a Taça da Liga, além de Benfica (oito troféus), Sporting (quatro), Sporting de Braga (três), FC Porto (um), Moreirense (um) e Vitória de Setúbal (um).

Em época de estreia pelos minhotos, Luís Pinto, de 36 anos, conquistou o segundo troféu da carreira como treinador principal, no mesmo estádio onde há meio ano tinha arrebatado o título de campeão da II Liga então no comando técnico do Tondela.



RTP c/Lusa 

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