Supertaça. Torreense procura impedir 29.ª conquista seguida dos três `grandes`

Supertaça. Torreense procura impedir 29.ª conquista seguida dos três `grandes`

O estreante Torreense, detentor da Taça de Portugal, procura no sábado impedir o 29.º triunfo consecutivo dos ‘grandes’ na Supertaça Cândido de Oliveira de futebol, ao defrontar o campeão FC Porto, recordista de conquistas e presenças, em Coimbra.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
AFP

Desde o êxito do Boavista sobre os ‘dragões’ em 1997 (2-1 no conjunto das duas mãos), a habitual prova de abertura da época tem sido arrebatada por FC Porto (15 vezes), Benfica (sete) ou Sporting (seis), os três clubes nacionais mais titulados, num total de 11 confrontos diretos - oito clássicos e três dérbis lisboetas - e 17 duelos contra outros emblemas.

Sporting de Braga e Vitória de Guimarães tiveram três oportunidades cada para contrariar essa tendência nas últimas décadas, mas perderam sempre, a exemplo do Vitória de Setúbal, em duas participações seguidas, vendo os ‘grandes’ a superiorizarem-se em 43 das 47 edições disputadas.

FC Porto (0-1 fora e 1-1 em casa), Benfica (3-0) e Sporting (2-1) ganharam ao Sporting de Braga em 1998, 2016 e 2021, respetivamente, enquanto o Vitória de Guimarães cedeu por duas ocasiões com os ‘azuis e brancos’, em 2011 (2-1) e 2013 (3-0), e uma frente aos ‘encarnados’, em 2017 (3-1).

O Vitória de Setúbal perdeu com Benfica (1-0), em 2005, e FC Porto (3-0), em 2006, havendo desaires de Beira-Mar (1999), Boavista (2001), União de Leiria (2003), Paços de Ferreira (2009), Académica (2012), Desportivo das Aves (2018) e Tondela (2022) diante dos ‘dragões’, do Leixões (2002) com o Sporting e do Rio Ave (2014) num desempate por penáltis frente às ‘águias’.

Antes dessa série de 28 sucessos dos ‘grandes’, Boavista, por três vezes, e Vitória de Guimarães entraram no palmarés da prova, habitualmente disputada entre o campeão nacional e o vencedor da Taça de Portugal, ao derrotarem o FC Porto, clube com mais triunfos (24) e participações (35).

Os ‘axadrezados’ conquistaram a primeira edição, ainda oficiosa, em 1979, ao baterem o rival citadino no antigo Estádio das Antas (2-1), com um ‘bis’ de Júlio, logo no minuto inicial e aos 62, contra um golo de Romeu, aos 77.

Seguiram-se oito êxitos dos ‘grandes’, antes de, em 1988, já a duas mãos, os ‘conquistadores’ derrotarem o FC Porto em casa (2-0), com tentos do brasileiro Décio (40 minutos) e do zairense N’Dinga (51), e empatarem fora (0-0).

Após mais três vitórias dos principais emblemas portugueses, o Boavista voltou a impor-se aos ‘dragões’ na edição 1992, decidida no ano seguinte.

Os brasileiros Marlon Brandão (63 minutos) e Artur (69) inverteram o golo do búlgaro Emil Kostadinov (41) e operaram a reviravolta ‘axadrezada’ nas Antas (2-1), com a decisão a ter mais quatro tentos no segundo jogo (2-2).

Kostadinov ainda recolocou o FC Porto em vantagem no agregado (oito e 54 minutos), mas Tavares (79) e Marlon (81) deram o troféu ao Boavista, que faria o mesmo em 1997, volvidos outros quatro triunfos dos ‘grandes’.

No Bessa, o ganês Kwame Ayew (59 minutos) e o romeno Timofte (62) adiantaram as ‘panteras’ (2-0), sem que a derrota (1-0) imposta no terreno ‘azul e branco’ por Fernando Mendes (oito) tivesse invertido essa decisão.

Ao contrário de Boavista e Vitória Guimarães, que alinharam sempre na condição de primodivisionários, o Torreense é o quarto clube proveniente de escalões secundários na Supertaça, depois de Beira-Mar e Tondela, recém-despromovidos à II Liga em 1999 e 2022, e do Leixões, único a representar a já extinta II Divisão B, terceiro patamar nacional, em 2002.

Os ‘azuis-grená’ conquistaram uma inédita Taça de Portugal frente ao Sporting (2-1, após prolongamento) e podem agora atingir perante o FC Porto o 21.º êxito, e terceiro consecutivo, dos representantes da prova ‘rainha’ na Supertaça.

A última vez em que o campeão nacional em título arrebatou a primeira decisão da época remonta a 2023, quando os ‘azuis e brancos’ foram batidos pelo Benfica (2-0), em Aveiro, e falharam a revalidação do cetro.
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