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Monolugares mais pequenos e estreitos mas menos divertidos de conduzir

Monolugares mais pequenos e estreitos mas menos divertidos de conduzir

O Campeonato do Mundo de Fórmula 1 arranca este fim de semana, na Austrália, após uma reformulação dos regulamentos técnicos da competição que promete baralhar as contas do campeonato e tornar os carros "menos divertidos de conduzir", segundo foram adiantando os pilotos.

Lusa /
Este ano, os carros são 30 quilos mais leves, 20 centímetros mais curtos e 10 centímetros mais estreitos | REUTERS/Hamad I Mohammed

Depois de um domínio da Red Bull e do neerlandês Max Verstappen após a anterior reformulação, em 2022, a McLaren descobriu o caminho que permitiu levar o britânico Lando Norris ao título de pilotos em 2025, ainda que por uma escassa margem sobre Verstappen, que na segunda metade do campeonato recuperou 80 pontos de desvantagem.

Este ano, os monolugares foram redesenhados, apresentando-se mais pequenos e estreitos e com combustíveis cem por cento renováveis.

Há uma maior presença da componente elétrica, com as baterias a acumularem energia nas travagens e desacelerações, sendo responsáveis por 50 por cento da potência, com os restantes 50 por cento a virem do motor de combustão interna, um V6 de 1,6 litros.

Serão cinco os fabricantes em pista, este ano: Ferrari, que se mantém desde o primeiro ano do campeonato, Mercedes, Honda, Audi e Red Bull Powertrains, em parceria com a Ford.

O sistema DRS (Drag Resistence System), que permitia aos monolugares ganharem mais velocidade nas retas, foi abolido e trocado por um sistema automático, que faz as asas dianteira e traseira terem menos resistência ao ar em determinados pontos dos circuitos.

Este ano, os carros são 30 quilos mais leves, 20 centímetros mais curtos e 10 centímetros mais estreitos.

Os pneus também viram o seu diâmetro reduzido em 15 mm à frente e 10 mm atrás.


Estima-se, por isso, que os monolugares sejam mais lentos entre um a dois segundos por volta e mais difíceis de conduzir. O neerlandês Max Verstappen mostrou-se um dos mais críticos durante a pré-temporada, comparando a Fórmula 1 atual à Fórmula E, competição totalmente elétrica.

A Mercedes aparentou ser a mais forte na pré-temporada, com a Ferrari muito perto. Desde os testes de inverno, a McLaren, bicampeã de construtores, já tratou de introduzir melhorias que prometem equilibrar as contas enquanto a Red Bull deverá continuar a ser equipa de ‘one man show’, Max Verstappen.

A grande desilusão tem sido a Aston Martin, depois de o mago do design, Adrian Newey, ter assumido as rédeas da equipa e de ter apresentado um desenho inovador.

Contudo, o motor Honda, que deixou a Red Bull no final de 2025, não tem correspondido e a equipa de Fernando Alonso e Lance Stroll tem sofrido diversos contratempos mecânicos.

Este ano, as corridas sprints, disputadas ao sábado e com um máximo de 100 quilómetros, continuam no campeonato mas mudaram de local. Serão seis, no GP da China (13 a 15 de março); GP de Miami (1 a 3 de maio); GP do Canadá (22 a 24 de maio); GP da Inglaterra (3 a 5 de julho); GP da Holanda (21 a 23 de agosto) e GP de Singapura (9 a 11 de outubro).

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