China acusa barco das Filipinas de ter provocado choque marítimo

por Lusa
A tensão cresce no Atol Sabina Adrian Portugal - Reuters

A guarda costeira chinesa acusou as Filipinas de terem deliberadamente colidido esta segunda-feira com um dos seus navios contra uma embarcação chinesa, perto do Atol Sabina, um novo ponto de inflamação nas disputas territoriais entre os dois países.

Dois navios da guarda costeira filipina entraram em águas próximas do banco de areia, ignoraram o aviso da guarda costeira chinesa e "colidiram deliberadamente" com um dos barcos chineses disse a guarda costeira chinesa, em comunicado.

O governo filipino denunciou, porém, manobras “ilegais e agressivas” dos navios da guarda costeira chinesa, perto do atol disputado nas ilhas Spratly, onde o Vietname e Taiwan também têm reivindicações sobrepostas.

As duas colisões ocorreram contra embarcações filipinas que tinham como missão entregar mantimentos ao pessoal estacionado nas ilhas Patagonian e Lawak, controladas por Manila e reivindicadas por Pequim, de acordo com um comunicado do Conselho Nacional para o Mar das Filipinas Ocidental (como Manila designa o Mar do Sul da China).

Uma das colisões causou um buraco de cerca de 12 centímetros de diâmetro no convés do navio filipino Cape Engaño
, quando este navegava a cerca de 23 milhas náuticas (45,5 quilómetros) a sudeste do Atol Sabina, informou o comunicado, acompanhado de fotografias dos danos.

Minutos depois desta colisão e em águas próximas, outro navio chinês abalroou “duas vezes” outra embarcação filipina, identificada como BRP Bagacay, que acabou por sofrer “danos estruturais menores”.

O Atol Sabina, que se situa a cerca de 140 quilómetros a oeste da província insular de Palawan, oeste das Filipinas, tornou-se um novo ponto de inflamação nas disputas territoriais entre China e Filipinas.

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