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Covid-19. A situação ao minuto do novo coronavírus no país e no mundo

Reportagem

Covid-19. A situação ao minuto do novo coronavírus no país e no mundo

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a propagação do SARS-CoV-2 à escala internacional.

RTP /

António Pedro Santos - Lusa

Mais atualizações



23h58 - Brasil tem 95.601 novos casos e ultrapassa 16,7 milhões de infeções

O Brasil ultrapassou hoje os 16,7 milhões de casos de covid-19 (16.720.081), após ter somado 95.601 infeções nas últimas 24 horas, o segundo maior número de sempre no país, informou hoje o executivo.

Este é o maior número diário de novas infeções pelo novo coronavírus desde 25 de março último, quando foram contabilizados 100.736 casos da doença no Brasil num só dia. É também o segundo dia com mais diagnósticos desde o início da pandemia, registada oficialmente no Brasil em fevereiro de 2020.

O Brasil tem contabilizado um aumento de novos casos nas últimas semanas, com especialistas a preverem uma terceira vaga da pandemia em breve, mesmo sem a segunda ter chegado efetivamente ao fim.

Em relação ao número de mortes, a tutela da Saúde indicou que a nação sul-americana somou 2.507 óbitos nas últimas 24 horas, num total de 467.706 vítimas mortais.

Em números absolutos, Brasil é o segundo país com mais mortes em todo o mundo, atrás dos Estados Unidos, e o terceiro com mais infeções pelo novo coronavírus, antecedido pelos norte-americano e pela índia.

23h00 - Europeus conscientes dos esforços da UE para combater a pandemia

Apesar de reconhecerem o esforço da União Europeia, apenas 48% dos europeus dizem estar satisfeitos com as medidas adotadas para lidar com a pandemia.

Pelo contrário, em Portugal, a maioria (53%) está satisfeita mas 47% dos portugueses pediam mais da resposta europeia.

Quase 60 por cento dos portugueses estão satisfeitos com a solidariedade europeia que se verificou durante esta crise pandémica.

Os europeus e os portugueses identificam o acesso rápido a vacinas seguras e eficazes para todos os europeus como a prioridade mais importante nesta crise. Logo seguida da necessidade de investir mais dinheiro na economia para uma recuperação sustentável e justa.

22h30 - PCP: Medidas do Governo “pecam por tardias” e são insuficientes

O PCP considerou que as medidas de desconfinamento devido à pandemia de covid-19, hoje anunciadas pelo Governo, estão em linha com o que os comunistas têm defendido, “pecam por tardias” e são “ainda insuficientes”.

Em comunicado, o PCP afirmou que as medidas divulgadas pelo Governo, “em dois momentos diferentes durante o mês de junho, vão ao encontro do que tem sido defendido pelo PCP, mas pecam por tardias e ainda insuficientes”.

Segundo os comunistas, os indicadores “há muito anunciavam uma evolução positiva na taxa de incidência por 100 mil habitantes a 14 dias cumulativos, inferior a 70 casos”, e também “uma redução muito significativa do número de óbitos e de internamentos em enfermaria, bem como em unidades de cuidados intensivos”

Para o PCP, esta “evolução positiva” é “resultado do avanço da taxa de vacinação, do aumento significativo da testagem e do rastreio de novos casos”.

“Pelo que ao Governo se exigem as medidas necessárias, nomeadamente a aquisição de mais vacinas já referenciadas pela OMS” para “garantir a vacinação rápida de todos, bem como a testagem dos grupos populacionais” em que “a transmissão da doença se está a verificar a um nível mais elevado”, lê-se no comunicado do gabinete de imprensa.

21h45 - França começará a vacinar adolescentes a 15 de junho

O Governo francês anunciou esta quarta-feira que começará a vacinar adolescentes com mais de 12 anos com a vacina da Pfizer/BioNTech a 15 de junho, depois de ter alargado a vacinação a maiores de 18 anos na passada segunda-feira.

O ministro francês da Saúde, Olivier Veran, explica que esta medida “permitirá evitar o encerramento das escolas em setembro, bem como proteger os adolescentes que às vezes também podem desenvolver sintomas”.

O número de novos casos de Covid-19 em França manteve-se abaixo dos 10.000 pelo segundo dia consecutivo e o número diário de mortes caiu drasticamente em relação à semana passada, aliviando ainda mais a pressão sobre os hospitais.

21h28 - EUA no último fôlego para a imunidade de grupo até ao verão

A administração Biden estabeleceu um novo plano com a duração de um mês para garantir a imunidade de grupo contra a Covid-19 até ao verão.
Farmácias, centros comunitários e locais de vacinação em massa vão funcionar 24 horas em alguns dias para atender os norte-americanos.

21h18 - Açores. Vacinação à covid acelerada com o apoio das Forças Armadas

Já está em São Miguel uma equipa de militares do Continente, com médicos, enfermeiros e farmacêuticos. O presidente do governo regional prevê atingir a imunidade comunitária dos Açores em julho.


21h06 - Vacina da Janssen alargada aos homens de todas as idades

A vacina da Janssen vai ser administrada a todos os homens, independentemente da idade. Até agora, só pessoas com mais de 50 ou mais anos é que a podiam receber esta vacina contra a covid-19.


20h49 - Arraiais populares suspensos pelo menos até agosto

Está decidido que as festas e romarias vão continuar suspensas pelo menos até Agosto. Muitos dos organizadores lamentam mais um ano com pesadas perdas de receitas e sem a desejada alegria dos arraiais populares.


20h23 - Bares e discotecas ainda fora do desconfinamento a duas fases

Na primeira fase (a partir de 14 de junho), a restauração passa a funcionar com horário alargado. O comércio volta ao pleno funcionamento horário. Regressam os jogos aos estádios e o teletrabalho deixa de ser obrigatório. Na segunda fase (28 de junho), os transportes públicos (autocarros e comboios) passam a funcionar com lotação completa (lugares sentados), mas bares e discotecas continuam encerrados até final de agosto encerrados.


19h58 - Madeira com oito novos casos nas últimas 24 horas

A Madeira registou oito novos casos de covid-19 e mais 18 doentes recuperados nas últimas 24 horas, contabilizando 161 situações ativas de infeção pelo novo coronavírus, informou hoje a Direção Regional de Saúde (DRS).

19h46 - São Paulo planeia vacinar toda a população adulta até final de outubro

O Governo de São Paulo, estado brasileiro com mais casos e mortes por covid-19, anunciou hoje que planeia vacinar toda a sua população adulta contra a doença até 31 de outubro deste ano, dois meses antes do previsto.

"Preparem o braço. Vamos vacinar toda a população adulta do estado de São Paulo até 31 de outubro deste ano", prometeu o governador `paulista`, João Doria, na rede social Twitter.

19h30 - Um em cada cinco portugueses com vacinação completa

Mais de dois milhões de portugueses têm a vacinação contra a covid-19 completa, o equivalente a 20% da população, anunciou hoje o Governo, adiantando que Portugal prevê receber 4,5 milhões de doses até final do mês.

"Neste momento, quase 5,7 milhões de vacinas foram administradas, tendo permitido inocular com pelo menos uma dose quase 3,8 milhões de pessoas, das quais mais de dois milhões têm já o esquema vacinal completo", adiantou o Ministério da Saúde.

Em comunicado, o Ministério avançou ainda que, no que se refere às faixas etárias de maior risco associado à covid-19, em Portugal continental, 77% dos maiores de 50 anos já receberam pelo menos uma dose de vacina e 39% têm o esquema vacinal completo.

"Confirmando-se o calendário de receção de vacinas previsto, até ao final de junho Portugal deverá receber cerca de 4,5 milhões de vacinas", refere ainda o comunicado.

"Nesta altura em que quase 40% da população portuguesa já tem pelo menos algum nível de proteção e que 20% está já vacinada, estas são boas notícias para todos, uma vez que cada pessoa que é vacinada não se está a proteger apenas a si, mas também aos outros", salientou o secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes, citado no comunicado.

19h18 - Mais de 10 mil guardas não foram vacinados, denuncia APG/GNR

Mais de 10 mil guardas ainda não receberam sequer a primeira dose e aguardam por respostas tanto do Ministério da Administração Interna como do coordenador da "task force".


19h05 - Desconfinamento. Cultura, desporto e restaurantes sofrem alterações

A partir do dia 14, ou seja, de segunda-feira a oitos dias, restaurantes, cafés e pastelarias passam a funcionar com horário alargado, podem receber clientes até à meia-noite e devem fechar portas até à 1 hora da madrugada.
Mantêm -se, ainda assim, as regras de lotação atuais. O comércio deixa de ter restrições de horário.

18h28 - Itália soma 2.897 novos casos e 62 mortes, com 22,74% da população imunizada

A Itália registou 2.897 novos casos de covid-19 e 62 mortes nas últimas 24 horas, enquanto continua a campanha de vacinação que já imunizou 22,74% da população, segundo indicou o Ministério da Saúde em comunicado.

O número total de infeções é agora de 4.223.200, desde o início da emergência sanitária no país em fevereiro de 2020, e o número total de óbitos é de 126.283.

Enquanto isso, a campanha de vacinação avança e foram injetadas 35.578.293 doses para imunizar 12.337.272 pessoas, o equivalente a 22,74% da população.

18h15 - Golegã e Odemira vão manter-se na 3.ª fase do desconfinamento

Golegã e Odemira vão manter-se na 3.ª fase do plano de desconfinamento, de 19 de abril, enquanto Arganil e Montalegre avançam para o nível de 01 de maio, juntando-se aos restantes concelhos de Portugal Continental, informou hoje o Governo.

Sem registo de concelhos a recuar no plano de desconfinamento, a reavaliação da situação epidemiológico e a atualização do mapa de risco da covid-19 teve em conta "os dados de hoje e as novas regras para territórios de baixa densidade", revelou fonte oficial da Presidência do Conselho de Ministros.

Na conferência de imprensa realizada após a reunião do Conselho de Ministros, que decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, o primeiro-ministro, António Costa, disse que a atual matriz de risco se vai manter, mas vai passar a diferenciar os territórios de baixa densidade populacional, em relação aos restantes, que só recuam no desconfinamento se excederem o dobro do limiar de risco atualmente fixado, ou seja, em vez de 120 casos de covid-19 por 100 mil habitantes passam para 240 casos por 100 mil habitantes.

Assim, dos 278 concelhos de Portugal Continental, apenas dois - Golegã e Odemira - continuam sujeitos a medidas mais restritivas, enquanto a maioria (276) fica na 4.ª e última fase do atual plano de desconfinamento.

Em relação à semana passada, Arganil vai avançar diretamente da 2.ª fase, de 05 de abril, para a 4.ª fase, de 01 de maio, enquanto Montalegre sai do 3.º patamar, de 19 de abril, para se juntar à maioria dos concelhos do continente.

18h00 - Espanha ultrapassa as 80.000 mortes desde o início da pandemia

O número total de mortes com covid-19 desde o início da pandemia em Espanha chegou hoje aos 80.049, tendo falecido 66 pessoas nas últimas 24 horas, segundo divulgou hoje o Ministério da Saúde espanhol. Os serviços sanitários também notificaram 4.984 novos casos de covid-19, elevando para 3.687.762 o total de infetados até agora.

A incidência acumulada (contágios) continua a baixar, agora a um ritmo mais reduzido, passando de 120 (terça-feira) para 119 casos diagnosticados por cada 100.000 habitantes nos 14 dias anteriores.

17h53 - Moçambique regista mais 73 casos e sem mortes pelo quinto dia consecutivo

Moçambique registou 73 casos do novo coronavírus nas últimas 24 horas e sem qualquer óbito pelo quinto dia consecutivo, anunciou hoje em comunicado o Ministério da Saúde.

"O país não notificou óbito em pacientes infetados pelo novo coronavírus, nas últimas 24 horas, continuando com um cumulativo de 836 óbitos devido à covid-19", refere a nota de imprensa.

Moçambique tem um total acumulado de 70.923 casos do coronavírus SARS-CoV-2, dos quais 98% são considerados recuperados e 14 estão internados.

17h49 - Reino Unido regista 12 mortes e mais de 4.000 casos em 24 horas

O Reino Unido registou 12 mortes e 4.330 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com os últimos dados do Governo britânico, que continua ambivalente e cauteloso sobre o levantamento de mais restrições.

17h44 - Fernando Gomes saúda regresso muito esperado do público ao desporto

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, saudou “calorosamente” o regresso dos espetadores aos recintos desportivos, hoje anunciado pelo Governo na nova fase de desconfinamento da pandemia de covid-19.

"Devo saudar calorosamente esta medida do Governo que o desporto em geral e o futebol em particular há muito esperavam. É um momento merecido por todos os adeptos, por todos os clubes, por todos os atletas e agentes de todas as modalidades desportivas", afirmou Fernando Gomes, numa mensagem divulgada no sítio oficial da FPF na Internet.

17h30 - Governo não prevê prolongar apoio social para profissionais da Cultura

O Governo pagou cerca de 10 mil apoios sociais extraordinários para os profissionais da Cultura, referentes a março, abril e maio deste ano, anunciou hoje a ministra da Cultura, acrescentando não estar previsto um prolongamento desta medida de emergência.

“Foram pagos cerca de 10 mil apoios, entre abril, maio e junho. Neste momento o Governo não está a planear prolongar este apoio”, afirmou Graça Fonseca, no Parlamento, em resposta a uma questão da deputada do PCP Ana Mesquita.

Este apoio social extraordinário, no valor de 438,81 euros, correspondente a um Indexante dos Apoios Sociais (IAS), foi anunciado em 14 de janeiro como sendo “universal e atribuível a todos os trabalhadores” independentes, com atividade económica no setor cultural, para fazer face à crise provocada pela pandemia da covid-19.

17h26 - Cimeira internacional arrecada mais 2,4 mil milhões para distribuição de vacinas

Líderes de quarenta países e várias organizações e empresas comprometeram-se hoje a contribuir mais quase 2,4 mil milhões de dólares para o mecanismo Covax distribuir vacinas da covid-19 pelos países mais pobres.

O presidente da Aliança Global das Vacinas (Gavi), José Manuel Durão Barroso, considerou que os compromissos assumidos hoje numa cimeira internacional coorganizada com o Governo do Japão "lançam um caminho para o fim da pandemia".

O Covax atingiu 9,6 mil milhões de euros em financiamento para compra de vacinas e 807 milhões para entregas, prevendo-se que permitirão proteger quase 30% da população adulta em 91 países de rendimentos mais baixos, com entregas previstas para este ano e para o início de 2022.

Os países participantes na cimeira de hoje comprometeram-se ainda a doar mais de 54 milhões de doses que têm em excesso, atingindo-se uma reserva total superior a 132 milhões de doses para o Covax.

Entre este ano e 2022, o COVAX tem prevista a entrega de 1,8 mil milhões de doses de vacinas contra a covid-19.

17h13 - Portugal envia equipas médicas para dar formação em Cabo Verde

Duas novas equipas médicas portuguesas chegam nos próximos dias às ilhas de São Vicente e Santiago, em Cabo Verde, para dar formação em tratamento de doentes críticos com covid-19, anunciou hoje o Governo português.

"O Governo português vai enviar duas equipas de profissionais de saúde para Cabo Verde onde ministrarão, entre os dias 04 e 11 de junho, a componente presencial da formação Abordagem e Tratamento do Doente Crítico covid-19", adiantou, em comunicado, o gabinete do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

Cada equipa é composta por uma médica e uma enfermeira com experiência em cuidados intensivos, e as formações terão lugar, simultaneamente, no Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia, e no Hospital Dr. Baptista de Sousa, no Mindelo, de acordo com a mesma fonte.

A formação deverá abranger 10 médicos e 22 enfermeiros e componente presencial, que terá a duração de 48 horas, foi antecedida por uma teórica ministrada "online".

17h07 - Pandemia atirou para a pobreza milhões de trabalhadores em todo o mundo

São dados contabilizados pela Organização Internacional do Trabalho.

A agência das Nações Unidas projeta que a crise esteja longe de terminar e que o nível global de emprego não recupere antes de 2023.

No relatório divulgado hoje sobre as tendências mundiais no setor do Trabalho, a OIT estima que 220 milhões de pessoas vão continuar sem conseguir encontrar emprego até ao fim do ano.

A Organização Internacional do Trabalho adverte assim que os efeitos mundiais da covid irão sentir-se durante muito tempo se não houver um esforço deliberado para apoiar as pessoas mais vulneráveis e os setores económicos mais afetados.

16h58 - Empresários de bares e discotecas dizem-se em "agonia lenta"

Os bares e discotecas vão manter-se encerrados, pelo menos até final de agosto, decidiu o governo em conselho de ministros.
Em reação a esta decisão, Ricardo Tavares, da Associação Portuguesa de Bares e Discotecas fala numa agonia lenta entre os empresários.

A associação diz ainda que este encerramento dos espaços noturnos fomenta os ajuntamentos e festas ilegais.

16h47 - Bruxelas pede ao G7 para ajudar a vacinar países em desenvolvimento

A comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, pediu hoje aos governos do G7 para “liderarem o caminho” e revelarem solidariedade, para garantir que as vacinas contra a covid-19 chegam aos países em desenvolvimento.

"Neste ponto da pandemia, partilhar vacinas com países de baixo e médio rendimento é essencial para superar a crise. O impacto da pandemia só pode ser contido através de uma resposta global abrangente e sustentada. Os países do G7 devem liderar e mostrar solidariedade e responsabilidade", disse Kyriakides, num comunicado divulgado antes da cimeira do G7, que decorre nos próximos dias em Oxford (Reino Unido).

Kyriakides pediu que o intercâmbio de vacinas seja intensificado para garantir o acesso equitativo em todo o mundo, nomeadamente através de programas internacionais como o Covax.

"Enquanto G7, devemos garantir que as mudanças não fiquem apenas no papel, mas que haja mudanças reais e duradouras", acrescentou a comissária europeia, que avisou para a necessidade de "fortalecer a arquitetura global de saúde".

16h35 - Índice de transmissibilidade (Rt) nacional estável, mas incidência continua a subir

O índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-Cov-2 em Portugal mantém-se em 1,07 e a taxa de incidência de casos de infeção por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias aumentou para 66,4.

Os números anteriores destes indicadores, divulgados na segunda-feira, mostravam que o Rt estava em 1,07 e havia uma incidência de 63,3 casos de infeção por 100.000 habitantes.

No boletim epidemiológico conjunto da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) divulgado hoje, os números de Portugal continental revelam que o índice de transmissibilidade subiu de 1,06 para 1,08.

A incidência de casos de infeção por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias no continente subiu de 60,4 para 63,7, embora se mantenha inferior ao valor nacional.

Os dados do índice de transmissibilidade e da incidência a 14 dias são atualizados à segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira.

16h26 - ‘Task Force’ cria "casa aberta" da vacinação para quem escapou ao processo

O coordenador da 'task force' para o plano de vacinação contra a covid-19 anunciou hoje que vai ser criada uma "casa aberta" para que pessoas acima dos 70 anos que ficaram fora do processo possam ser vacinadas sem marcação.

"Estamos a estruturar uma casa aberta da vacinação para pessoas acima dos 70 anos. Qualquer pessoa acima dos 70 anos que se dirija a um posto de vacinação não precisa de marcação e é imediatamente vacinado", o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo a jornalistas no final da sua participação no Congresso Nacional da Ordem dos Médicos, que decorre em Coimbra.

Gouveia e Melo disse que a equipa está a fazer "um trabalho mais minucioso" de tentar encontrar as pessoas "que escaparam ao processo de vacinação", nomeadamente através de trabalho junto dos bombeiros, juntas de freguesia e forças policiais, sendo esta nova medida "mais um passo" nesse sentido.

"Depois de todas as outras tentativas e para garantir que não fica ninguém para trás, vamos fazer mais um esforço. Desde que a pessoa prove que tem mais do que uma determinada idade é vacinada sem sequer ser agendada. Como são muito poucas essas pessoas, não têm que fazer fila à entrada de um posto de vacinação", disse.

De acordo com Gouveia e Melo, a ideia, que poderá avançar já na próxima semana, ainda não está completamente estruturada, mas poderá implicar a abertura de uma hora específica ou de um dia específico para tal.

16h15 - Autoridades de Cabo Verde prometem "mão dura" em novo plano em estado de calamidade

As autoridades cabo-verdianas prometeram hoje "mão dura e intransigente" durante um novo plano de ação e fiscalização do cumprimento das normas e medidas sanitárias para evitar a propagação da covid-19 com a prorrogação do estado de calamidade.

Depois de constatar "efeitos imediatos" com as medidas restritivas adotadas pelo Governo e as ações de fiscalização no estado de calamidade entre 30 de abril e 30 de maio, o Serviço Nacional da Proteção Civil e Bombeiros (SNPCB) traçou um novo plano no quadro da prorrogação da situação de calamidade por mais 30 dias em todo o território nacional.

"Vamos ter uma presença muito forte, através das Forças Armadas e da Polícia Marítima, a controlar essas praias balneares já a partir desta semana", prometeu, dizendo que vai recomendar ao Instituto Marítimo e Portuário (IMP), com sede em São Vicente, no sentido de limitar o horário de abertura de praias balneares em outros municípios para evitar aglomeração de pessoas.

15h56 - Açores deverão atingir imunidade de grupo em julho

Os Açores deverão atingir a imunidade comunitária à covid-19 em julho, anunciou hoje o Governo açoriano, que receberá uma majoração de vacinas para as ilhas sem hospital, o que permitirá reforçar as restantes através do contingente regional.

Segundo o presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, a região terá “uma majoração de vacinas para garantir a inoculação nas ilhas sem hospital”, que será, também, acompanhada pelo apoio de “uma equipa nova de militares: seis enfermeiros, dois médicos e um farmacêutico”.

José Manuel Bolieiro, que falava em conferência de imprensa no Palácio de Santana, em Ponta Delgada, acompanhado do vice-presidente e do secretário regional da Saúde e do Desporto, adiantou que esta é uma majoração concedida pelo Governo da República, que disponibilizará cerca de 30 mil doses da vacina da Pfizer contra a covid-19.

Assim, e tendo a ilha do Corvo já atingido a imunidade à doença causada pelo novo coronavírus em março, as 15 mil doses que vão chegar à região já esta semana, serão distribuídas pelas ilhas de Santa Maria, Graciosa, Pico, São Jorge e Flores.

Com esta iniciativa, o executivo antecipa a “estimativa de calendário de cumprimento do objetivo imunidade comunitária”, que prevê que 70% da população esteja vacinada.

A expectativa do Governo açoriano é que, “durante o mês de julho”, a região possa atingir a “imunidade comunitária em todas as ilhas”, afirmou José Manuel Bolieiro, acrescentando que os Açores têm, neste momento, “em ‘stock’ do contingente da região 9.662 vacinas”.

“Adquirida esta majoração de vacinas e esta equipa, as ilhas com hospital, designadamente as ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, contarão com o reforço da aplicação e alocação das vacinas do nosso próprio ‘stock’, do nosso contingente, para reforço”, começando “pela ilha de São Miguel, porque é, neste momento, a única com [casos de covid-19] ativos”.

15h43 - MAI pede esclarecimentos à ‘Task Force' sobre atrasos na vacinação dos polícias

O ministro da Administração Interna disse hoje que pediu esclarecimentos ao coordenador da ‘Task Force’ da vacinação sobre os motivos que levaram a que todos os polícias não tenham sido vacinados no prazo anunciado, final de maio.

“O coordenador da ‘Task Force’ disse que seriam todos [polícias] vacinados até ao fim de maio isso não foi possível. Já pedimos esclarecimentos ao coordenador da ‘Task Force’ porque é que isso não se concretizou ao contrário do que tinha anunciado”, disse Eduardo Cabrita no parlamento.

15h08 - Mais 724 casos de covid-19 e um morto em Portugal

Há mais 724 infeções em Portugal e uma vítima mortal, nas últimas 24 horas. Há, contudo, mais 265 recuperados.

Contam-se ainda mais 439 constatos em vigilância e mais 265 casos ativos.

Embora os internamentos em enfermaria tenham diminuído ligeiramente, há mais três doentes internados em unidades de cuidados intensivos.

14h55 – Vai ser renovado “a obrigatoriedade de manter o uso da máscara”

Relativamente à máscara, o primeiro-ministro garantiu que vai ser renovado “a obrigatoriedade de manter o uso da máscara”.

"É bom manter esta prática".

14h53 – Turismo português não vai influenciar incidência no Algarve

Sobre a questão da densidade populacional e a incidência no Algarve, o primeiro-ministro afirmou aos jornalistas que caso surjam casos de covid-19 entre os turistas na região, não fica registado nem conta para os dados de incidência da região ou concelho onde foi realizado, mas sim do concelho onde reside o doente covid.

“Não será esse o fator que influenciará a taxa de incidência no Algarve”, explicou.

Contudo, no que toca a turistas estrangeiros, já pode influenciar na incidência da região.

14h50 – "Vamos manter a situação de calamidade", admite António Costa

Questionado se a partir de dia 14 de junho se iria manter ou alterar a atual situação de calamidade, o primeiro-ministro respondeu: “Sim, vamos manter a situação de calamidade”.

Segundo António Costa, a situação de calamidade “continua infelizmente a existir”.

"Convém todos termos a noção de que a pandemia não desapareceu e que temos de todos de continuar a empenhar-nos em manter a pandemia sob controlo", alertou ainda.

14h48 – Não estão previstas “festividades tradicionais” no Porto

Relativamente à incidência nos concelhos, o primeiro-ministro afirmou que “há uma estabilização”, comparativamente à semana anterior.

Mas, questionado sobre os festejos e festividades, António Costo recorda que “as restrições mantém-se”.

Nesse sentido, e relativamente à aprovação do São João do Porto pela Câmara Municipal do Porto, o primeiro-ministro garante que não está previsto a “existência das festividades tradicionais”, mas sim a “realização de três eventos”, em espaços ao ar livre.

14h47 – Não há "condições para voltar a abrir" bares e discotecas até ao final de agosto

Questionado sobre os bares e discotecas, António Costa afirmou que, "infelizmente", não é considerado "que haja condições para voltarem a abrir até ao final de agosto". Por isso, explicou o primeiro-ministro, vai manter-se "essa restrição".

Já quanto às "situações de incumprimento das normas de afastamento", o governante afirmou que "compete às forças de segurança assegurar o cumprimento das normas".

"As normas estão em vigor e devem ser aplicadas".

14h45 – Novas regras para eventuais recuos no desconfinamento

Mantendo-se a matriz de risco já conhecida, o primeiro-ministro explicou nesta conferência que continua a vigorar o limite de uma incidência de 120 casos por cada 100 mil habitantes (ou de 240 casos por cada 100 mil habitantes nos concelhos de baixa densidade).

Para os concelhos que ultrapassem consecutivamente estes limites, o teletrabalho volta a ser obrigatório quando as funções assim o permitem, os restaurantes, cafés e pastelarias voltam a encerrar até às 22h30 e os espetáculos culturais assumem os mesmos horários da restauração.

Nos concelhos que repitam por duas semanas os valores acima de 240 casos por cada 100 mil habitantes (480 casos nos concelhos de baixa densidade), o teletrabalho volta a ser obrigatório quando as funções o permitam, os restaurantes cafés e pastelarias ficam abertos apenas até às 22h30 e até às 15h30 em fins de semana e feriados.

Os espetáculos culturais ficam com os mesmos horários da restauração e os casamentos e batizados só podem contar com 25 por cento da lotação.

14h43 – Novas fases do desconfinamento: segunda fase a partir de 28 de junho

A segunda fase de desconfinamento arranca a 28 de junho e mantém-se nos meses de verão, até final de agosto. Os transportes públicos deixam de ter restrições de lotação, os escalões profissionais ou equiparados devem seguir as regras a anunciar pela DGS e as lojas do cidadão passam a poder funcionar sem marcação prévia.

O Conselho de Ministros determinou ainda que os bares e discotecas vão continuar encerrados nos próximos meses. Ficam também entreditas as festas e romarias populares e os casamentos com lotação superior a 50 por cento.

14h40 – Novas fases do desconfinamento: primeira fase a 14 de junho

O primeiro-ministro destacou a evolução positiva da pandemia desde 9 de março, com a redução significativa da incidência a 14 dias por cada 100 mil habitantes no território nacional. Há no entanto a registar um índice de transmissibilidade mais elevado.

Ainda assim, o Governo decidiu delinear duas novas fases de desconfinamento: uma que arranca a 14 de junho e outra, a iniciar-se a 28 de junho, com duração até final de agosto.

Na primeira fase, a partir de 14 de junho, o teletrabalho deixa de ser obrigatório e passa apenas a ser recomendado nas atividades que o permitam.

António Costa alertou, no entanto, que o teletrabalho pode voltar a ser obrigatório caso a taxa de incidência aumente para além dos limites definidos pelo Governo.

Os restaurantes, cafés e pastelarias mantêm as regras de lotação atuais, mas podem funcionar até à meia-noite para admissão e 1h00 para encerramento.

De acordo com o primeiro-ministro, a restauração mantém "as regras da lotação atuais e ocupação de mesas".

O comércio passa a operar com o horário do respetivo licenciamento e os transportes públicos em que só existem lugares sentados podem viajar com lotação completa. Já nos transportes públicos em que há lugares sentados e de pé, a lotação passa a ser de dois terços.

A partir de 14 de junho, os espetáculos culturais podem funcionar até à meia-noite e as salas de espetáculo terão lotação de 50 por cento. Fora das salas de espetáculo, é necessário garantir lugares marcados e regras de distanciamento definidas pela Direção-Geral da Saúde.

Nesta primeira fase do desconfinamento, a nível desportivo, os recintos poderão ter 33 por cento de lotação e fora dos recintos haverá regras a definir pela Direção-Geral de Saúde. Nos escalões de formação e modalidades amadoras com lugares marcados e em cumprimento das regras de distanciamento.

António Costa destacou ainda que a avaliação do processo de desconfinamento é feita semanalmente e que as medidas podem ser revistas, dependendo da evolução da pandemia. 

14h35 - Matriz mantém-se, mas há mudanças nos territórios de baixa densidade

António Costa falou em conferência de imprensa e começou por dizer que o objetivo de momento é assegurar "a vacinação de pelo com a primeira dose de toda a população com mais de 60 anos".

Esta é uma meta muito importante para as autoridades procederem à reavaliação das regras do desconfinamento, segundo o primeiro-ministro.

"Tal como previsto nós entendemos que chegou o momento de proceder a esse processo", afirmou. "O processo de desconfinamento vai prosseguir".

O primeiro-ministro anunciou na conferência de imprensa, após o Conselho de Ministros, que a matriz de risco mantém os mesmos critérios (incidência e índice de transmissibilidade).

No entanto, a mesma matriz será aplicada de forma distinta nos territórios de baixa densidade. Nestes concelhos, passa a vigorar o dobro dos limites para os restantes territórios. Ou seja, o limiar da incidência passa a ser o dobro dos limites fixados para a generalidade do território nacional. 

"A pandemia é efeito do contacto humano. Por isso, quanto maior a densidade, maior é o risco", clarificou António Costa. "Ou seja o risco nos territórios de baixa densidade é menor do que nos territórios de maior densidade, em particular as grandes cidades e as áreas metropolitanas".

14h32 - Autoridades de Cabo Verde fecham 635 estabelecimentos comerciais num mês

As autoridades cabo-verdianas encerraram 635 estabelecimentos comerciais por violação do cumprimento das normas sanitárias em vigor, disse hoje fonte oficial, garantindo que as medidas restritivas em estado de calamidade surtiram "efeitos imediatos" para romper a transmissão da covid-19.

Os dados foram avançados em conferência de imprensa, na cidade da Praia, pelo presidente interino do Serviço Nacional da Proteção Civil e Bombeiros (SNPCB), Hélio Semedo, no balanço das ações de fiscalização realizadas entre 30 de abril e 30 de maio, com base na resolução que declarou a situação de calamidade em todo o território nacional, exceto na ilha Brava.

Nesse período, o responsável avançou que foram fiscalizados 6.965 estabelecimentos comerciais, nomeadamente bares, restaurantes e similares, dos quais 5.000 foram notificados e 635 foram encerrados por violação do cumprimento das normas e medidas em vigor.

O número de estabelecimentos encerrados foi maior na ilha da Boa Vista (225), seguida de São Vicente (164) e da cidade da Praia, na ilha de Santiago (156), ainda segundo Hélio Semedo, que vê com "surpresa" o facto de a Boa Vista liderar a lista, dizendo que é sinal que os operadores económicos não têm vindo a cumprir com as medidas restritivas adotadas pelo Governo.

"Este é um indicador muito interessante para que possamos reforçar a nossa fiscalização nessa ilha", prosseguiu, explicando que os encerramentos são temporários e que a maioria dos estabelecimentos comerciais já devem estar reabertos.

14h20 - Escócia está preocupada com hipótese do Reino Unido vir a sofrer terceira vaga de infeções

Uma terceira vaga provocado pela variante indiana do Sars Cov2. A primeira-ministra pede todo o cuidado e atenção das autoridades.


14h14 - Vacina da Janssen vai ser administrada a homens abaixo dos 50 anos

A Direção-Geral da Saúde (DGS) vai retirar a limitação de idade na administração da vacina da Janssen aos homens, avançou hoje coordenador da ‘Task Force' para o plano de vacinação contra a covid-19.

"A DGS está a preparar uma alteração muito significativa. A vacina estava limitada a pessoas acima dos 50 anos e o que os novos dados trouxeram é que o risco, apesar de muito baixo - um em um milhão -, estava essencialmente concentrado no sexo feminino abaixo dos 50 anos. O que se vai fazer é tirar essa limitação ao sexo masculino", afirmou Henrique Gouveia e Melo.

O coordenador da ‘Task Force', que adiantou esta novidade no final da sua participação no Congresso Nacional da Ordem dos Médicos, que decorre em Coimbra, disse que ao ser retirada essa limitação, é aberta a "possibilidade de dar a vacina ainda a um bom milhão ou milhão e meio de portugueses".

14h05 - Tóquio2020: Cerca de 10.000 voluntários desistem de apoiar as competições devido à pandemia

Cerca de 10.000 que se tinham inscrito como voluntários para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio2020 desistiram de apoiar as competições, noticiou hoje a cadeira televisiva NHK, citando o comité organizador.

As desistências, que representam 12,5 por cento do total de voluntários requeridos pela organização, devem-se, de acordo com a NHK, a preocupações com a pandemia de covid-19, e ao adiamento dos dois eventos do verão de 2020 para o de 2021.

13h53 - Bruxelas "muito confiante" em que PRR dê forte impulso à recuperação de Portugal

A Comissão Europeia afirma-se "muito confiante" que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português dê “um forte contributo” ao relançamento da economia do país, particularmente afetada pelo impacto da crise da covid-19 no setor do turismo internacional.

Numa conferência de imprensa em Bruxelas, para apresentar o 'pacote da primavera' do semestre europeu de coordenação de políticas económicas, o comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni, questionado sobre a elevada dívida pública de Portugal, agravada pela pandemia, frisou que há Estados-membros que sofrem de “dificuldades específicas”, mas manifestou-se confiante numa sólida retoma, a ganhar força em 2022, apoiada no Fundo de Recuperação.

Começando por assinalar que “Portugal foi o primeiro país a apresentar o Plano de Recuperação e Resiliência”, o que, sublinhou, constitui “um muito bom exemplo de cooperação" entre o Governo e os serviços de Bruxelas, Gentiloni disse que é necessário ter em conta que “os desafios para relançar a economia também estão ligados a algumas dificuldades especificas, como o turismo internacional, por exemplo”.

“Esta é uma das razões pelas quais nós temos uma projeção de crescimento mais forte para 2022 do que para 2021. Será gradual, mas nós estamos bastante confiantes que o Plano de Recuperação e Resiliência dará um forte contributo para este relançamento da economia portuguesa”, opinou.

13h28 - Número de infetados em Lisboa aumenta ente faixas etárias não vacinadas

13h09 - A União Europeia (UE) ultrapassou hoje os 250 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 administradas, num total de 80 milhões de cidadãos europeus com vacinação completa, anunciou a Comissão Europeia

13h03 - Hoteleiros algarvios pedem fim da exigência de testes PCR a britânicos

A obrigatoriedade de teste PCR para deteção da covid-19 nos turistas que chegam a Portugal provenientes do Reino Unido deve acabar para garantir a competitividade do Algarve face a outros destinos concorrentes, defendeu hoje a principal associação hoteleira regional.

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) sublinhou que a exigência de testes PCR aumenta consideravelmente o custo das férias, sobretudo para as famílias, o que pode ser um fator desfavorável para a região face a outros destinos turísticos concorrentes, como Espanha, que já anunciou que não os exigirá.

"O que está aqui em causa, na nossa perspetiva dos hotéis e empreendimentos, é que os testes exigidos são muito caros, custam três ou quatro vezes mais que os testes simples (de antigénio), e isso, para um destino turístico de famílias como é o Algarve, onera excessivamente as férias para os turistas", afirmou Elidérico Viegas.

O presidente da AHETA defendeu, por isso, que, sendo o Reino Unido o país que tem a maior taxa de vacinação em toda a Europa", o Governo poderia "aligeirar um pouco" esta exigência que "dificulta o intercâmbio turístico do Reino Unido para o Algarve".

12h49 - Pandemia vai destruir o equivalente a 100 milhões de empregos em 2021

A pandemia vai destruir o equivalente a 100 milhões de empregos a tempo inteiro em 2021, número que cairá para 26 milhões em 2022, mas o crescimento do emprego não compensará as perdas sofridas até 2023, advertiu hoje a OIT.

No relatório atualizado sobre o impacto da pandemia de covid-19 no mercado de trabalho, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) piora ligeiramente a previsão inicial do início deste ano, devido a fatores como o ritmo lento da vacinação em muitos países, que pode atrasar a recuperação económica.

O número de horas equivalentes a 100 milhões de empregos destruídos inclui não só os empregos que a OIT estima que se perderão (cerca de 14 milhões em 2021), mas também os resultantes de reduções do horário de trabalho.

Em 2020, a OIT estimou que a pandemia destruiu horas de trabalho equivalentes a 255 milhões de empregos em todo o mundo, um número que espera que se reduza para mais de metade até 2021 e cerca de um décimo até 2022, embora os números ainda negativos mostrem que "a crise do emprego está longe de ter terminado".

Segundo as novas previsões, a organização, com sede em Genebra, espera que o número de pessoas desempregadas no mundo se situe em 205 milhões em 2022, muito acima dos 187 milhões em 2019, elevando a taxa de desemprego para 5,7%,

O relatório calcula que as taxas de perda de horas de trabalho no mundo foram de 4,8% no primeiro trimestre e de 4,4% no segundo trimestre.

Contudo, na América Latina e na Europa, as regiões onde o mercado de trabalho foi mais atingido pela pandemia, a percentagem de horas de trabalho perdidas tem sido mais elevada, com 8% no primeiro trimestre, enquanto se espera que atinja 6% no segundo trimestre.

A OIT está confiante de que a recuperação do mercado de trabalho global irá acelerar no segundo semestre do ano, embora esta previsão esteja condicionada ao não agravamento da crise, com a desvantagem de um acesso desigual às vacinas e à capacidade limitada de muitas economias para apoiar medidas de estímulo orçamental.

"Os efeitos positivos permanecerão limitados no âmbito geográfico, a menos que seja acordada uma ação a nível internacional, tanto em termos de fornecimento de vacinas como de apoio financeiro, incluindo alívio da dívida", diz a OIT.

Por outro lado, a organização adverte que muitos dos novos empregos criados na esperada recuperação serão de pior qualidade, e os quase 2.000 milhões de trabalhadores que vivem na economia informal podem ser particularmente vulneráveis.

"Não pode haver uma verdadeira recuperação sem uma recuperação de empregos dignos", adverte o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, que recomenda estratégias coordenadas entre governos para ajudar os setores mais duramente atingidos, tais como os da hotelaria e restauração, comércio, construção e indústria.

A OIT estima que existem agora mais 108 milhões de "trabalhadores pobres" (aqueles que devem subsistir com menos de 3,2 dólares por dia), um regresso aos números de 2015 e um novo desafio ao objetivo de desenvolvimento sustentável de erradicação da pobreza global até 2030.

O relatório da organização indica que as mulheres foram mais prejudicadas do que os homens no mercado de trabalho durante a pandemia, como demonstra o facto de o emprego feminino se ter contraído 5%, em comparação com 3,9% para os homens.

O mesmo se pode dizer do emprego juvenil, que caiu 8,7% em 2020, enquanto a média para os adultos era de 3,7%, consequências para as gerações que entram no mercado de trabalho que, segundo a OIT, "poderiam prolongar-se durante anos". (Lusa)

12h43 - Portugal ainda com desequilíbrios macroeconómicos devido a dívida e turismo

Os impactos da crise pandémica na dívida e no turismo levaram hoje a Comissão Europeia a manter Portugal no grupo de Estados-membros para os quais considera justificada uma análise aprofundada aos desequilíbrios macroeconómicos, apontando ainda o "elevado malparado".

Ao adotar hoje a segunda parte do "pacote de primavera" do semestre europeu de coordenação de políticas económicas e orçamentais, ainda numa altura de crise económica provocada pela pandemia de covid-19, o executivo comunitário aprovou o relatório de mecanismo de alerta, que identifica os Estados-membros que Bruxelas considera deverem ser particularmente monitorizados, mantendo-se Portugal nesta lista de 12 países.

"Portugal está a registar desequilíbrios. As vulnerabilidades estão relacionadas com grandes 'stocks' de passivos externos líquidos, dívida privada e pública e com o ainda elevado crédito malparado, num contexto de baixo crescimento da produtividade", refere a Comissão Europeia no documento.

A instituição acrescenta que "a dívida pública aumentou substancialmente em 2020 em resultado da recessão e das medidas de apoio postas em prática para amortecer o impacto da crise", embora prevendo que esta "venha a diminuir moderadamente este ano e no próximo com a redução dos défices orçamentais".

12h27 - "Se tudo correr bem no início de agosto teremos 70 por cento da população vacinada, no fim de agosto já estaremos a vacinar pessoas de 20 anos", disse Gouveia e Melo

12h24 - "Este mês vamos ter uma média de 100 mil pessoas a serem vacinadas todos os dias", diz Gouveia e Melo

12h19 - Henrique Gouveia e Melo, responsável pela Task Force da vacinação, diz que neste momento vivemos o "combate de libertar a economia", "libertar a população"

Para isso é preciso vacinar o mais rápido possível toda a população por faixas etárias, disse Gouveia e Melo.

12h06 - Infetados com Covid-19 podem gerar anticorpos vitalícios

Um estudo, publicado na revista Nature, revelou pela primeira vez que pessoas que contraíram a doença de forma ligeira ou moderada desenvolvem uma célula imunológica capaz de produzir anticorpos contra o SARS-CoV-2 para o resto da vida. Leia mais aqui.

11h56 - Açores com 26 novos casos e igual número de recuperações

11h51 - CEO da AstraZeneca diz que está a trabalhar com o mecanismo de partilha de vacinas COVAX e governos para aumentar o apoio, incluindo através de doação de vacinas

11h29 - Cascais regista aumento de casos, mas situação ainda não é de alarme

Cascais é um dos municípios que tem registado um aumento de casos, mas o presidente da Câmara assegura que não é motivo para alarme porque as situações estão identificadas.


11h28 - Eduardo Cabrita nega ter ordenado à PSP para não intervir no Porto

11h03 - Confederações patronais reclamam fim do teletrabalho obrigatório em 14 de junho

O Conselho Nacional das Confederações Patronais (CNCP) defendeu hoje que a obrigatoriedade do teletrabalho termine em 14 de junho, manifestando a "mais frontal reprovação" face a uma medida considera ser "desproporcional, inconstitucional e errada".

"A imposição de teletrabalho obrigatório é medida desproporcional, inconstitucional e errada e deve cessar assim que terminar o atual período de situação de calamidade", sustenta em comunicado o CNCP, que reúne as confederações dos Agricultores de Portugal (CAP), do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Empresarial de Portugal (CIP), do Turismo de Portugal (CTP) e Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI).

A resolução do Conselho de Ministros n.º 64-A/2021, de 28 de maio, prorrogou a situação de calamidade em todo o território nacional continental até às 23:59 de 13 de junho de 2021, mantendo o teletrabalho obrigatório em todos os concelhos do país até essa data.

Para o CNCP, esta decisão do Governo "merece a mais frontal reprovação", já que este prolongamento do teletrabalho, apesar de justificado com a defesa da saúde pública, "contende com outros direitos, liberdades e garantias constitucionalmente tutelados".

10h38 - Quem teve Covid-19 pode possuir anticorpos para a vida

Um estudo publicado na revista científica Nature levanta a hipótese de as pessoas que contraíram Covid-19 desenvolverem anticorpos para o resto da vida.
O estudo mostra que existem células imunes duradouras, mesmo nas pessoas que tiveram apenas uma infeção leve ou moderada.

10h22 - Mais 320 mortes em África nas últimas 24 horas, num total de 131.134

10h21 - Conselheiro médico japonês diz que receber os Jogos Olímpicos não é normal na atual situação de pandemia

09h38 - Casos ativos em Timor-Leste descem apesar de 149 novas infeções

O número de casos ativos da covid-19 em Timor-Leste caiu nas últimas 24 horas, com o total de pacientes recuperados a ultrapassar as 149 novas infeções com o SARS-CoV-2, segundo dados oficiais.

Em comunicado, o Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC) explica que nas últimas 24 horas se registaram 132 casos em Díli, sete cada em Bobonaro e Viqueque, dois em Covalima e um em Ainaro.

No mesmo período, registaram-se 177 recuperações, com o total de ativos a descer para 2.602 e o total acumulado desde o início da pandemia a aumentar para 7.310.

A taxa de incidência a nível nacional é de 11,5 por 100 mil habitantes e a Díli é de 35,9 por 100 mil habitantes.

Atualmente, há 33 pessoas no centro de isolamento de Vera Cruz, das quais duas em estado grave e nove moderados.

09h23 - Rússia com mais 8.832 novos casos e 394 vítimas mortais

09h13 - Especialistas temem uma `outra` pandemia relacionada com a saúde mental

09h12 - Há vacinas a mais na Bulgária por desinteresse da população

08h56 - Polónia vai aumentar para 150 número máximo de pessoas reunidas no mesmo espaço em celebrações

E as pessoas que foram já vacinadas não vão contar para estes 150.

08h49 - Copa América no Brasil em contexto de pandemia abre polémica

08h39 - Desemprego em Espanha em maio tem a sua maior queda desde 1996

O número de desempregados inscritos em Espanha caiu em 129.378 pessoas em maio, a maior descida deste indicador desde que foi criado em 1996, e levando o total de pessoas sem emprego para 3.781.250.

Por outro lado, segundo dados também divulgados hoje pelos Ministérios do Trabalho e da Inclusão, a segurança social espanhola ganhou em média 211.923 novas inscrições, um número semelhante ao registado noutros meses de maio antes da pandemia de covid-19, e elevou o número de contribuintes para 19.267.221.

A hotelaria, a agricultura, a construção civil e as atividades terciárias lideraram a criação de emprego em maio, que cresceu em todas as regiões espanholas, mas de uma forma mais acentuada nas Ilhas Baleares, Múrcia e La Rioja.

08h13 - Brasil vai receber a Copa América com surtos Covid descontrolados

08h12 - Impacto da pandemia no mercado de trabalho não foi homogéneo

Um estudo divulgado esta manhã pela Fundação José Neves, sobre a Educação, o Emprego e as Competências dos portugueses revela que a pandemia não afetou o mercado laboral de igual forma.

De acordo com o estudo a camada populacional que sofreu mais nesta área foi a dos jovens.

A idade, o sector de actividade e também a escolaridade são factores que pesam, num país que tem o maior défice de qualificações, em toda a União Europeia.

Algumas das conclusões de um estudo, que vai ser apresentado com maior detalhe, esta tarde, numa cerimónia que conta com vários oradores convidados, como o músico Bryan Adams e o neurocientista António Damásio.


08h03 - Israel relaciona vacina da Pfizer a casos de inflamação no coração

Ministro israelita da Saúde afirmou hoje que foram encontrados um pequeno número de casos de inflamação no coração entre jovens que receberam a vacina da Pfizer.

A Pfizer indica no entanto que não encontrou casos fora do normal, ou seja, dentro do que seria expectável numa população não vacinada.

08h03 - Cerca de 220.000 imigrantes provisoriamente com situação regularização em Portugal

Cerca de 220.000 estrangeiros com processos pendentes no SEF têm temporariamente a situação regularizada em Portugal devido à pandemia de covid-19, mas a Associação Solidariedade Imigrante alerta que muitos deles se sentem "aprisionados" no país.

Numa resposta enviada à agência Lusa, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) refere que 223.000 imigrantes estão abrangidos pelo despacho publicado em 30 de abril e que determina que todos os imigrantes com processos pendentes no SEF, cujo pedido tenha sido formulado entre 18 de março e 30 de abril de 2021, estão "temporariamente em situação regular" no país até "à decisão administrativa definitiva do respetivo processo".

Esta medida insere-se no âmbito da pandemia de covid-19 e já foi alvo de outros dois despachos, um de março de 2020, no primeiro período de estado de emergência vivido em Portugal em consequência da pandemia de covid-19, e outro de novembro de 2020.

7h46 - EUA com 640 mortos e 21.857 casos em 24 horas

Desde o início da pandemia, os Estados Unidos acumulam 595.205 óbitos e 33.286.129 casos de Covid-19, sendo o país com mais mortes e mais infeções.

Ao todo, 168,4 milhões de pessoas - 50,8 por cento da população - já receberam pelo menos uma dose da vacina e 135,8 milhões - 40,9 por cento - concluíram o processo de vacinação.

7h33 - Bolsonaro tem cinco dias para se explicar

Um juiz do Supremo Tribunal Federal do Brasil deu cinco dias para que o Presidente Jair Bolsonaro explique as razões pelas quais não cumpre medidas sanitárias em vigor no país.

O pedido do juiz Edson Fachin surgiu na terça-feira, na sequência de uma ação interposta pelo Partido da Social Democracia Brasileira. O PSDB pediu ao STF para obrigar Bolsonaro a cumprir as medidas de prevenção.

"São graves as alegações trazidas pelo partido requerente. Sem descurar da urgência que as questões afetas à saúde pública reclamam, a oitava (audição) da Presidência da República no curto prazo fixado em lei pode contribuir para delimitar o quadro descrito pelo partido", indicou o magistrado.

7h18 - Ponto de situação

Portugal deverá ficar a saber esta quarta-feira as regras para o verão. As decisões vão ser tomadas em sede de Conselho do Ministros.

Desta reunião do Executivo deverão sair as novas diretrizes a aplicar em Portugal, a partir de 14 de junho. As regras podem passar por novas etapas no desconfinamento e por horários diferentes.

A ministra da Saúde, Marta Temido, indicou que o Conselho de Ministros vai avaliar as propostas dos especialistas.
Critérios para o desconfinamento
O Governo deverá ajustar os critérios de desconfinamento para os concelhos com menos população. A notícia é avançada pelo jornal Público.

Até agora, os critérios definidos eram iguais para todo o país. Por isso, concelhos com menos população sentiam-se prejudicados.

O jornal escreve ainda que só não deve mudar a matriz de risco.
Ritmo da vacinação
Em Portugal, já têm a vacinação completa quase dois milhões de pessoas. É 19 por cento da população.

Mais de 3,7 milhões de pessoas já foram vacinadas com pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19, ou seja, 37 por cento da população.

Ao todo, Portugal já administrou mais de cinco milhões de doses.

O coordenador do plano de vacinação explica que o número de pessoas que fizeram o autoagendamento e não obtiveram resposta já diminuiu. O vice-almirante Gouveia e Melo relembra que há um número limitado de vacinas por semana.
Por sua vez, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, assinala que ainda há muitas pessoas por vacinar, aconselhando calma.
Santos populares
Este ano a Câmara de Lisboa volta a não autorizar os arraiais. A decisão repete-se pelo segundo ano consecutivo, por causa da pandemia.

Em maio, a Câmara Municipal de Lisboa havia anunciado que não se realizaria marchas e casamentos de Santo António.
Já o Porto vai assinalar o São João. A Câmara Municipal criou três zonas de diversão. Mas este ano não haverá concertos ou fogo de artifício.

A decisão final sobre a realização de arraiais será anunciada depois do Conselho de Ministros.
O quadro em Portugal
O mais recente boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde, divulgado ao início da tarde de terça-feira, não reportou qualquer óbito associado à Covid-19.

Em 24 horas, foram registados 445 novos casos confirmados de infeção - mais de metade na região de Lisboa e Vale do Tejo.
Estavam ontem internadas 268 pessoas, menos 15 do que na véspera. Nos cuidados intensivos permaneciam 50. Na segunda-feira eram 52.
O quadro internacional
A pandemia provocou pelo menos 3.551.488 mortes, resultantes de mais de 170,6 milhões de casos de infeção, de acordo com o balanço em permanente atualização por parte da agência France Presse.

A Organização Mundial da Saúde aprovou a vacina chinesa Sinovac. É indicada para pessoas com mais de 18 anos.
Tem duas doses que devem ser tomadas com um intervalo de 15 dias a um mês. A eficácia na prevenção de casos sintomáticos de Covid-19 é de 51 por cento. E de de 100 por cento na prevenção de casos graves.