Mundo
Pressão sobre Gronelândia faz disparar oposição à América entre europeus
Os europeus ocidentais valorizam a autonomia e os valores do Velho Continente acima dos laços transatlânticos e não estão dispostos a apaziguar Donald Trump.
Uma sondagem da YouGov conhecida esta sexta-feira sugere que a opinião pública europeia sobre os Estados Unidos caiu para o nível mais baixo desde o início destas avaliações, há uma década.
A tentativa, por parte do presidente norte-americano, de anexar a Gronelândia conseguiu que os europeus se virassem firmemente contra o país, constatou a mais recente sondagem do instituto, divulgada pelo jornal britânico The Guardian.Grandes maiorias na Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido declararam uma opinião desfavorável.
Os números, que vão dos 62 por cento em França aos 84 por cento na Dinamarca – país do qual a Gronelândia é um território autónomo –, marcam um aumento acentuado da perceção negativa dos EUA, mesmo desde novembro, quando a variação se situava entre os 49 e os 70 por cento.
A sondagem mostrou ainda um aumento no número de europeus que já não veem os EUA como uma nação amiga, com menos inquiridos nos seis países a afirmarem ainda considerá-los um aliado.Estes números representam uma queda acentuada desde a última sondagem em que a YouGov fez a mesma pergunta.
A Dinamarca, onde as opiniões desfavoráveis sobre os EUA registaram um maior aumento, também registou a maior mudança nesta área: em julho de 2023, 80 por cento dos dinamarqueses disseram ver os EUA como um amigo ou aliado. Agora, menos de 26 por cento consideram-no assim.
A sondagem mostrou que os europeus tendem a concordar com o diagnóstico da Administração Trump de que a Europa tem sido demasiado dependente dos EUA em termos de defesa (59-74 por cento), permitiu a imigração em excesso (52-63 por cento) e tem sido demasiado hesitante no panorama mundial (45-62 por cento).
No entanto, discordam veementemente da alegação repetida dos EUA de que os governos europeus são excessivamente restritivos da liberdade de expressão (18-31 por cento) e ainda menos partilham da opinião de Trump de que a UE tem sido injusta nas suas negociações comerciais com os EUA (dez-17 por cento). Vários líderes políticos europeus defenderam que a União Europeia exerça a sua considerável influência económica nas relações com os EUA, mas o inquérito demonstrou que a maioria dos inquiridos acredita que os Estados Unidos são mais fortes do que a Europa nos planos económico, diplomático e militar.
Além disso, entre 63 por cento e 78 por cento acreditam que a defesa e a paz da Europa ainda dependem dos EUA, com 49 por cento a 64 por cento a partilharem da mesma opinião relativamente à prosperidade do continente. A maioria, como seria de esperar, acredita que uma rutura nas relações entre a UE e os EUA seria prejudicial para a Europa.
Contudo, a disputa sobre a Gronelândia parece ter aguçado a atenção dos europeus ocidentais: a opinião mais difundida em todos os países (41 a 55 por cento) foi a de que a autonomia europeia deve agora ser priorizada em detrimento da preservação da aliança transatlântica.
Os europeus ocidentais também não estão dispostos a fazer muitos sacrifícios para preservar as boas relações com os EUA. A única coisa que os inquiridos de todos os países inquiridos disseram que estariam dispostos a fazer é reduzir a imigração – um objetivo que a maioria já apoia.
A tentativa, por parte do presidente norte-americano, de anexar a Gronelândia conseguiu que os europeus se virassem firmemente contra o país, constatou a mais recente sondagem do instituto, divulgada pelo jornal britânico The Guardian.Grandes maiorias na Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido declararam uma opinião desfavorável.
Os números, que vão dos 62 por cento em França aos 84 por cento na Dinamarca – país do qual a Gronelândia é um território autónomo –, marcam um aumento acentuado da perceção negativa dos EUA, mesmo desde novembro, quando a variação se situava entre os 49 e os 70 por cento.
A sondagem mostrou ainda um aumento no número de europeus que já não veem os EUA como uma nação amiga, com menos inquiridos nos seis países a afirmarem ainda considerá-los um aliado.Estes números representam uma queda acentuada desde a última sondagem em que a YouGov fez a mesma pergunta.
A Dinamarca, onde as opiniões desfavoráveis sobre os EUA registaram um maior aumento, também registou a maior mudança nesta área: em julho de 2023, 80 por cento dos dinamarqueses disseram ver os EUA como um amigo ou aliado. Agora, menos de 26 por cento consideram-no assim.
A sondagem mostrou que os europeus tendem a concordar com o diagnóstico da Administração Trump de que a Europa tem sido demasiado dependente dos EUA em termos de defesa (59-74 por cento), permitiu a imigração em excesso (52-63 por cento) e tem sido demasiado hesitante no panorama mundial (45-62 por cento).
No entanto, discordam veementemente da alegação repetida dos EUA de que os governos europeus são excessivamente restritivos da liberdade de expressão (18-31 por cento) e ainda menos partilham da opinião de Trump de que a UE tem sido injusta nas suas negociações comerciais com os EUA (dez-17 por cento). Vários líderes políticos europeus defenderam que a União Europeia exerça a sua considerável influência económica nas relações com os EUA, mas o inquérito demonstrou que a maioria dos inquiridos acredita que os Estados Unidos são mais fortes do que a Europa nos planos económico, diplomático e militar.
Além disso, entre 63 por cento e 78 por cento acreditam que a defesa e a paz da Europa ainda dependem dos EUA, com 49 por cento a 64 por cento a partilharem da mesma opinião relativamente à prosperidade do continente. A maioria, como seria de esperar, acredita que uma rutura nas relações entre a UE e os EUA seria prejudicial para a Europa.
Contudo, a disputa sobre a Gronelândia parece ter aguçado a atenção dos europeus ocidentais: a opinião mais difundida em todos os países (41 a 55 por cento) foi a de que a autonomia europeia deve agora ser priorizada em detrimento da preservação da aliança transatlântica.
Os europeus ocidentais também não estão dispostos a fazer muitos sacrifícios para preservar as boas relações com os EUA. A única coisa que os inquiridos de todos os países inquiridos disseram que estariam dispostos a fazer é reduzir a imigração – um objetivo que a maioria já apoia.