Presidente do COP confia que Portugal cumprirá metas em Paris2024

por Lusa
Foto: Comité Olímpico Português

O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) mantém-se convicto de que os objetivos delineados para Paris2024 serão atingidos, justificando o “pequeno” défice no número de atletas apurados até ao momento com as circunstâncias competitivas.

“Naturalmente, a minha expectativa é que, com o tempo, se recupere esse déficit, que é pequeno, muito pequeno, e que nós consigamos qualificar os nossos atletas de acordo com aquilo que é a expectativa de participação nos Jogos de Paris. Portanto, tenho a máxima confiança na capacidade dos nossos atletas, dos nossos treinadores, e espero naturalmente que as circunstâncias desportivas o permitam atingir”, declarou.

Em entrevista à agência Lusa, um mês depois de ter admitido que o número de atletas apurados para Paris2024 estava “ligeiramente abaixo do que era estimável”, José Manuel Constantino admitiu que continua a acreditar que a Missão portuguesa pode aspirar a um maior número de modalidades representadas e ao mesmo número de medalhas que conquistou em Tóquio2020 (quatro), assim como a uma maior paridade.

“Nós fizemos uma revisão relativamente a esses objetivos e chegámos à conclusão de que, nesta altura do ano, a proximidade relativamente aos objetivos estabelecidos era expectável que fosse superior, mas nenhum dos objetivos que foi estimado está fora do nosso alcance e, portanto, eu mantenho naturalmente a expectativa de que eles consigam ser atingidos”, pontuou.Com 23 quotas conquistadas para os próximos Jogos Olímpicos, agendados entre 26 de julho e 11 de agosto, o presidente do COP considera que essa ligeira discrepância na composição da Missão olímpica lusa se deve “a quebras de forma, lesões, aspetos que envolvem as circunstâncias da vida de um atleta de alto rendimento”, num processo em que também foram alteradas datas e modelos de qualificação e em que o futebol desapontou.

“O futebol é, digamos, uma pequena desilusão. Porque era importante que estivesse na Missão, porque o futebol português tem valor suficiente para poder estar nos Jogos Olímpicos, e é uma pena que o não possa estar”, lamentou, referindo-se à seleção de sub-21, que falhou o apuramento para Paris2024 ao cair nos ‘quartos’ do Europeu da categoria.

No entanto, o futebol não foi a única modalidade que desiludiu, num ano ‘agridoce’ para o desporto nacional, que festejou quatro títulos mundiais: os dos canoístas Fernando Pimenta (K1 1.000 metros), e João Ribeiro e Messias Baptista (K2 500 metros), e o do ciclista Iúri Leitão, na disciplina olímpica de omnium - foi o primeiro título mundial em elites para o país na pista.

“Enquanto presidente do COP, tenho que ter aqui uma posição que equilibre, por um lado, a responsabilidade que tenho perante o país de falar a verdade, e, ao mesmo tempo, transmitir sinais positivos aos nossos atletas quanto às suas capacidades de ultrapassagem. Eu não escondo que houve resultados em contexto internacional que nós esperávamos que fossem diferentes para melhor […]. Espero que isso tenha sido uma circunstância competitiva, natural, e que o próximo ano permita confirmar os apuramentos e permitir que Portugal tenha uma representação significativa nos Jogos Olímpicos”, reiterou.

José Manuel Constantino não quis, contudo, especificar quais as modalidades cujos resultados ficaram aquém do esperado, argumentado que não seria vantajoso enumerá-las ou aos atletas.

“Mas, repito, a minha esperança e a minha expectativa é que nós possamos recuperar no ano que vai começar e consigamos confirmar uma forte presença nos Jogos Olímpicos de Paris”, concluiu.
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