Resisitir à Torre e dominar o "crono" é sinónimo de festa em Lisboa

A 'incontornável' subida à Torre, a quatro dias do final, e o contrarrelógio individual, na penúltima etapa, serão os momentos mais decisivos da 72.ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, na estrada entre 4 e 15 de Agosto.

RTP /
David Blanco é um dos melhores no contrarrelógio Foto: Reuters

Após nove edições consecutivas a fechar com um 'crono', a principal corrida do calendário luso reserva desta vez o decisivo exercício para a penúltima etapa e oferece uma jornada de consagração ao camisola amarela, no último dia, em Lisboa, extremo sul de uma prova de 1613,9 quilómetros, em que não cabem o Alentejo e o Algarve.

Com nove dias de corrida nas pernas, prólogo de Viseu (5,5 km) incluído, e um de descanso pelo meio, os 32,6 quilómetros de 'crono' entre a Praia do Pedrógão e Leiria serão muito importantes.

O desgaste acumulado, numa competição habitualmente disputada sob elevadas temperaturas, será um factor determinante para os candidatos ao triunfo, dois dias após a etapa rainha, a mais selectiva das 11 tiradas.

A sétima etapa (168 km), com partida em Idanha-a-Nova, apresenta o maior obstáculo da prova, a subida à Torre, no coração da Serra da Estrela. Para chegar ao 'tecto' da Volta (1961 m de altitude), onde a meta coincide com contagem de montanha de categoria especial, é necessário 'escalar' 28,5 quilómetros desde Seia, com 5 por cento de inclinação média.

Os finalizadores mais velozes terão oportunidade para brilhar na primeira etapa (Gouveia-Oliveira de Azeméis), na terceira (Santo Tirso-Viana do Castelo), na sexta (Moimenta da Beira-Castelo Branco), na oitava (Oliveira do Hospital-Oliveira do Bairro) e na última (Sintra-Lisboa).

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