Buscas a casas de Miguel Arruda. Deputado do Chega investigado por suspeita de furto de malas no aeroporto
Miguel Sousa Arruda, deputado do Chega, está a ser investigado por crimes contra o património. A PSP e a Procuradoria-Geral da República confirmam à RTP a realização de diligências no âmbito de um inquérito dirigido pelo DIAP de Lisboa. Em causa não estão factos relacionados com as funções que desempenha na Assembleia da República, sendo as buscas às residências do deputado em Lisboa e em São Miguel, nos Açores.
Miguel Sousa Arruda é deputado do partido Chega eleito pelos Açores e é o único arguido deste inquérito, no qual é suspeito de ter furtado, várias vezes, malas dos tapetes de bagagens das chegadas dos aeroportos de Lisboa e de Ponta Delgada quando viajava de e para os Açores no início e no final da semana de trabalhos parlamentares.
De acordo com o jornal Público, que avançou com esta notícia, um crime de furto qualificado pode ser punido com pena de prisão até cinco anos ou 600 dias de multa, o que significa que a Assembleia da República é obrigada a levantar a imunidade parlamentar do deputado eleito em Março do ano passado pelo círculo dos Açores.
O deputado do Chega não foi detido e para ser ouvido em tribunal será necessário pedir o levantamento da imunidade parlamentar - processo que deverá depois demorar pelo menos duas a três semanas.
Miguel Arruda é um dos deputados da bancada do Chega que, para além de integrar a Comissão de Agricultura e Pescas, é membro suplente, entre outras, das comissões de Transparência e Estatuto dos Deputados e da eventual de acompanhamento da execução e monitorização da Agenda Anticorrupção.