Seleção Nacional
Queiroz critica promiscuidade entre desporto e política
Carlos Queiroz renova o apelo ao médico do Sporting Gomes Pereira para que explique as razões de um controlo antidoping feito a Liedson antes do Mundial2010 e explica que nunca esteve em causa a honra do jogador. O técnico defende que o próximo Governo deve tomar uma atitude em relação à promiscuidade que diz existir entre o desporto e a política em Portugal.
Em declarações à Antena1, Carlos Queiroz apela a Gomes Pereira que se lembre do passado. “Somos amigos há 30 anos. Foi pela minha mão que ele entrou no futebol, no Sporting e na seleção nacional. Quando foi o caso João Pinto na seleção nacional e o médico do Benfica acusou Gomes Pereira de negligência médica, eu estive incondicionalmente ao lado dele”, afirma.
Queiroz esclarece que Liedson nunca esteve em causa: “Não havia reservas nem dúvidas da seleção nacional, nem do Sporting, sobre a sua dignidade, profissionalismo, entrega, e honra profissional. Quem põe em dúvida a hombridade dos jogadores em Portugal é o presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), Luís Horta. Não sou daqueles que nos bastidores lhe chamam ‘talibã do controlo antidoping’ e depois não são capazes de assumir essa convicção”.
Depois de Queiroz ter deixado o apelo a Gomes Pereira na quarta-feira, o Sporting respondeu com um comunicado em que confirmou a regularidade de todos os controlos antidoping aos jogadores do clube. Queiroz não gostou.
“Nem eu tenho que responder nada ao Sporting, nem o clube tem que me responder. Eu falo enquanto Carlos Queiroz, não falo por ninguém. Não sei por que é que o Sporting tem que se envolver nesta matéria. Quem tem que responder – se tiver essa coragem – é o Gomes Pereira. Isto é entre mim e ele”, sublinha.
“Estou a pedir ao meu amigo José Gomes Pereira que seja capaz de explicar um pouco do que é que se passou na história do Liedson, que talvez isso ajude a compreender os adeptos portugueses por que é que foi determinado esse controlo antidoping”, acrescenta.
Queiroz insiste que o próximo Governo deve tomar uma atitude em relação aos dirigentes do futebol português. “Se isso não acontecer, a vergonha já não é das pessoas que cometem estas atrocidades, mas também daqueles que as cobrem. Não pode continuar esta manipulação do poder político sobre as federações desportivas em Portugal. Isto tem que acabar e tem que ser denunciado”, observa.
O técnico acredita que o Tribunal Arbitral do Desporto o ilibou, porque houve isenção no processo em que era acusado de perturbar o controlo antidoping da seleção nacional em maio durante o estágio na Covilhã.
“A única diferença é que na Suíça Luís Horta – em cumplicidade com Laurentino Dias – não pôde manipular nem determinar quem eram as pessoas que iriam tomar a decisão. A diferença é que a decisão na Suíça foi isenta e todas as partes tiveram a possibilidade de serem ouvidas. As contradições que estavam no processo vieram à tona de água”, remata.
Queiroz esclarece que Liedson nunca esteve em causa: “Não havia reservas nem dúvidas da seleção nacional, nem do Sporting, sobre a sua dignidade, profissionalismo, entrega, e honra profissional. Quem põe em dúvida a hombridade dos jogadores em Portugal é o presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), Luís Horta. Não sou daqueles que nos bastidores lhe chamam ‘talibã do controlo antidoping’ e depois não são capazes de assumir essa convicção”.
Depois de Queiroz ter deixado o apelo a Gomes Pereira na quarta-feira, o Sporting respondeu com um comunicado em que confirmou a regularidade de todos os controlos antidoping aos jogadores do clube. Queiroz não gostou.
“Nem eu tenho que responder nada ao Sporting, nem o clube tem que me responder. Eu falo enquanto Carlos Queiroz, não falo por ninguém. Não sei por que é que o Sporting tem que se envolver nesta matéria. Quem tem que responder – se tiver essa coragem – é o Gomes Pereira. Isto é entre mim e ele”, sublinha.
“Estou a pedir ao meu amigo José Gomes Pereira que seja capaz de explicar um pouco do que é que se passou na história do Liedson, que talvez isso ajude a compreender os adeptos portugueses por que é que foi determinado esse controlo antidoping”, acrescenta.
Queiroz insiste que o próximo Governo deve tomar uma atitude em relação aos dirigentes do futebol português. “Se isso não acontecer, a vergonha já não é das pessoas que cometem estas atrocidades, mas também daqueles que as cobrem. Não pode continuar esta manipulação do poder político sobre as federações desportivas em Portugal. Isto tem que acabar e tem que ser denunciado”, observa.
O técnico acredita que o Tribunal Arbitral do Desporto o ilibou, porque houve isenção no processo em que era acusado de perturbar o controlo antidoping da seleção nacional em maio durante o estágio na Covilhã.
“A única diferença é que na Suíça Luís Horta – em cumplicidade com Laurentino Dias – não pôde manipular nem determinar quem eram as pessoas que iriam tomar a decisão. A diferença é que a decisão na Suíça foi isenta e todas as partes tiveram a possibilidade de serem ouvidas. As contradições que estavam no processo vieram à tona de água”, remata.